03/11/2016

Falemos de futebol - os problemas de que se fala

Depois de uma longa ausência, apetece-me voltar a escrever para falar de algo que parece interessar pouco nesta fase (ou pelo menos parece interessar bastante menos do que os 823 textos anti-Benfica que se publicam um pouco por todo o lado, desde logo em páginas ligadas ao Sporting): os problemas que parecem existir na nossa equipa de futebol.

Faço-o depois de um jogo que, a meu ver, foi bem conseguido do ponto de vista coletivo mas que revelou, de alguma forma, em virtude de algumas alterações, parte do que não tem estado bem nesta equipa (pelo impacto positivo dessas alterações nalguns jogadores, como Schelotto e Marvin). Mas o sistema de ontem não serve para resolver todos os problemas, simplesmente porque aquele sistema não ajuda a ganhar ao Arouca em casa. Mais: aquele sistema não impede o Arouca de ser perigoso em Alvalade. Porquê? Porque a meu ver não resolve o maior problema do Sporting nesta fase: o espaço concedido a qualquer adversário para construir jogo pela zona central. Esse espaço expõe a equipa, que fica desequilibrada e desposicionada, e obriga os jogadores do meio-campo não só a correr mais do que era suposto mas também a construir a partir de uma zona mais recuada (porque a equipa dificilmente recupera a bola em zonas altas do campo).

Mas começo por dizer o que tenho ouvido por aí para depois dar a minha opinião:
- "o grande problema está nas laterais, não nos reforçámos"
- "o grande problema foi a lesão de Adrien, Elias não está à altura"
- "o grande problema foram os reforços, não estão à altura dos jogadores que saíram".

Quanto aos laterais, queria recordar que são os mesmos que fizeram a série de vitórias do ano passado. Todos sabemos que têm algumas limitações, mas convenhamos que já as tinham antes e que estão bastante acima da média do campeonato português. O treinador é o mesmo (logo a forma de defender também), os centrais também são os mesmos, o sistema no meio-campo defensivo é idêntico. Eu não iria por aqui. Podemos questionar jogo a jogo se as escolhas são as mais adequadas e acima de tudo questionar se, não tendo Jefferson saído (como parecia ser pretendido por treinador e SAD), não será ainda assim melhor opção do que, por exemplo, Bruno César. Mas mais importante do que isso, a meu ver, é perceber se os laterais este ano estão mais expostos do que no ano passado. Eu acho que estão mas não tem a ver com os bonecos que colocamos a jogar: tem a ver com a forma como a equipa está a jogar. Ontem a equipa protegeu melhor os seus laterais e a verdade é que vimos Marvin fazer mais subidas num jogo do que no resto da temporada.

Quanto a Adrien vs Elias, o problema não é especificamente esse. O problema seria Adrien (ou William) vs qualquer outro jogador do mundo que (i) não conheça o parceiro de sector e (ii) não seja treinado por JJ há pelo menos um ano. Desde a primeira hora o digo aqui, este sistema de JJ é um sistema que, quando está a carburar, dá muitos pontos; quando não está a carburar, é um pesadelo para o meio-campo. No ano passado eu dizia que com Aquilani e Adrien ia ser complicado e teríamos que jogar com meio-campo a 3. Mesmo com Adrien e JMário a equipa não estava a ser segura (e acho que poucos colocarão em causa a qualidade de JMário). Neste sistema, a rotina entre os jogadores do meio-campo é fundamental. Basta pensar no tempo que levou até que jogadores como Matic e Enzo Pérez se afirmassem definitivamente no Benfica de JJ. Por isso mesmo, eu que nunca fui fã de Elias e que considero que o rapaz parece sempre jogar em "modo caipirinha", defendo que não é por Elias que a coisa corre pior mas pelo sistema de jogo, que não foi adaptado à inexistência de rotinas entre os jogadores.

Quanto aos substitutos dos jogadores que saíram: é evidente que nem Dost nem Castaignos são Slimani, mas convém perceber que não estamos a falar da saída de um fora-de-série e que tanto Dost como Castaignos oferecem à equipa algumas coisas que Slimani não oferecia; e a saída de JMário tem sido disfarçada por um início de época fantástico de Gelson Martins (nunca pensei!). Não custa reconhecer que os reforços ainda não encaixaram (alguns vinham de grandes paragens competitivas) e antecipo mesmo uma vida difícil para alguns deles: Campbell chegou porque nem JJ acreditou que Gelson tivesse esta afirmação tão evidente (não terá oportunidades tão cedo); Douglas chegou porque JJ achava que RSemedo não tomaria conta do lugar (mas tomou); Meli viria fazer papel de JMário (naquela posição em que não era extremo nem médio interior) e foi também prejudicado pela afirmação de Gelson. Mas os demais terão o seu lugar e a sua função: Beto veio para ser suplente; Petrovic é alternativa a William; Elias é alternativa a Adrien (mas o sistema não o favorece); Dost será o titular e Castaignos a alternativa; Markovic seria segundo PL e André a alternativa (ainda há Alan Ruiz, mas é um caso à parte de que falarei noutra altura). Não são jogadores sem qualidade ou sequer sem experiência, estamos a falar de jogadores internacionais por Portugal, Sérvia, Brasil e Holanda. São, sim, jogadores com longos períodos sem competir (como disse acima) e "vítimas" de uma dinâmica coletiva que está numa fase menos boa. E o que está a correr menos bem coletivamente está a atrasar aquilo que já seria difícil por si mesmo.

Não estando o problema nos laterais, em Elias ou na qualidade dos reforços, onde está o problema? Como disse, no sistema de jogo e, muito em particular, no espaço que é dado ao adversário. O meio-campo corre mais mas corre pior. Recupera a bola mais atrás e quando inicia a construção tem 9, 10, 11 adversários pela frente. Qualquer equipa constrói em Alvalade, até o Tondela o fez. Os primeiros 45 minutos com o Dortmund, em Alvalade, foram penosos. À imagem do que fez no ano passado quando ficou sem William, JJ não adaptou a equipa à ausência de Adrien. Elias e Markovic têm sido jogadores sujeitos a verdadeiros massacres ao ego em Alvalade sem qualquer necessidade. Bastaria que, na ausência de um dos jogadores que há 3 anos jogam juntos, o treinador tivesse colocado Bruno César ou mesmo Bryan Ruiz nas costas do PL e a equipa teria logo outra dinâmica porque estes jogadores cumpririam um papel defensivo que é impossível pedir a Markovic ou André (nem se fale de Alan Ruiz). Como estamos, há metros e metros para construir. A dupla Slimani-Téo ajudava a mitigar isto, claro que sim. Mas não vale a pena dizer que sem Teo deixámos de defender ou que Slimani corria mais para pressionar do que Bas Dost. O que vale a pena dizer é que com jogadores diferentes temos que nos adaptar, ao invés de exigir a Dost que seja Slimani e a Elias que seja Adrien.

Entretanto este texto parece extemporâneo porque Adrien voltou. Mas não o é. Não o é porque eu entendo que, mesmo com Adrien, a equipa seria mais segura e mais forte tendo Bruno César à frente dos dois do meio-campo (não será por acaso que foi assim que o Sporting fez 80 minutos de enorme qualidade em Madrid). Adicionalmente, tendo regressado Adrien, vamos ver se continuaremos a ouvir queixas dos laterais e dos reforços do ataque. Posso estar enganado mas se JJ fizer regressar Adrien ao 11 com Bruno César ou mesmo Bryan Ruiz entre o meio-campo e o PL, a tranquilidade vai regressar. Poderá não ser imediato, porque o Sporting atravessa (não há que escondê-lo) uma crise de confiança, mas vai acontecer mais dia menos dia. Espero que até lá as vitórias, mesmo que menos tranquilas, nos ajudem a ficar relativamente perto do topo.

6 comentários:

  1. MMS,

    Antes de mais, saúdo o seu regresso. Já tinha saudades. Fazem falta espaços onde se discuta futebol sem parvoíces à lá paineleiros da televisão.

    Em relação ao post, as minhas notas:

    - Também acho que estivemos bem colectivamente. Ainda há muito por onde melhorar mas já se assemelhou mais a uma equipa propriamente dita.

    - Em relação aos laterais, são fraquíssimos. Já o eram a época passada apesar de estarem bem escudados por um colectivo muito forte. Schelotto não pode nunca ser titular no Sporting. Um jogador que não sabe dominar uma bola ou fazer um simples passe (fruto da absurda falta de qualidade técnica) não pode se quer pertencer ao plantel do Sporting. Correr muito não pode ser suficiente para um clube que queira disputar títulos. Já Zeegelar, não tem qualquer tipo de inteligência a jogar. É incrível o número de vezes que decide ir para a linha quando tem o espaço completamente aberto no meio. Estes dois "jogadores" estragam uma quantidade ridícula de jogadas por jogo. Até parece que competem para ver quem é que consegue fazer pior.

    - Também acho que o problema não está no Elias, mas não deixa de ser absurdo que se tenha decidido voltar a comprar um jogador que só se deu mal da última vez que cá esteve. É claro que vai acabar mal.

    - Em relação aos reforços, concordo que muitos deles vão mostrar ser melhores do que parecem. É difícil mostrar alguma coisa quando a equipa está num estado caótico. Ainda assim, grande parte desses reforços foram contratações completamente desnecessárias e ainda por cima caras. Elias, Petrovic, Meli, Douglas e pelo menos um dos avançados são contratações feitas só para gastar dinheiro em brinquedos novos. Não está em causa a sua qualidade (que, neste momento, parece ser muito duvidosa) mas sim o facto de se poder ter investido em posições mais carenciadas (como as laterais) e de se ter usado jogadores que já cá tínhamos como alternativas.

    - Também acho que o que falta é treino. Pura e simplesmente, a equipa não está suficientemente entrosada com o modelo de JJ. Como dizes, uma ideia passava por colocar em campo o maior número de jogadores que já conhecem o modelo. Mas se fizéssemos isso, os reforços iriam demorar ainda mais tempo a adaptar-se.

    - Também acho que o regresso de Adrien não vai mudar as coisas de um momento para o outro. Esta equipa está com uma falta de confiança tremenda. Nos últimos jogos temos assistido a um festival de erros técnicos e de execução por parte de todos os jogadores, inclusive aqueles que já conhecemos e sabemos que sabem fazer melhor. Estamos a precisar de uma vitória para conseguirmos sacudir um pouco a pressão. Já são muitos jogos sem ganhar. A ver se temos um pouco de sorte no próximo jogo porque acho que a qualidade que temos demonstrado não é suficiente para resolver os nosso problemas.

    Cumps

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. RMSCP,
      Antes de mais, obrigado!
      Por pontos:
      Laterais: não acho que sejam fraquíssimos mas independentemente disso são as grandes vítimas da nossa desorganização. Nunca fui grande fã de Schelotto (JPereira dá mais à equipa ofensivamente porque é muito mais inteligente) e quanto a Marvin o que lhe tinha a apontar era a reduzida participação ofensiva (concordo contigo que é um jogador que não aporta muito à equipa nesse aspeto). Aliás no início da época fiz um post em que disse que JJ ia dispensar JPereira e Jefferson e contratar um DD e um DE, portanto sou insuspeito. O tema é que eram estes que jogavam no ano passado e não foi por aí que perdemos o campeonato (aliás, muitos diziam que se Marvin e RSemedo têm jogado com o Tondela não sofríamos o golo do empate, culpabilizando Jefferson e Ewerton). Estes laterais, com as suas qualidades e os seus defeitos, estão demasiado expostos neste ano não só pelas razões que já enunciei no post mas também porque no ano passado havia JMário e BRuiz (não sou grande fã do estilo de jogo deste último, mas reconheço-lhe um rigor tático acima da média) e neste ano temos protagonistas não tão dedicados à arte de ajudar o lateral.
      Elias: estamos de acordo. E já é odiado pelas bancadas.
      Reforços: de todos esses que dizes, diria que as posições precisavam efetivamente de reforços. Quanto a Elias, podemos discordar do nome, mas não havia alternativa dentro de casa. Petrovic teria sido escusado, admitindo que Palhinha estava preparado. Meli ainda ninguém percebeu muito bem, mas eu entendi como uma alternativa adicional para o MC que pudesse também jogar como ala. Douglas, enfim, teimosia de JJ. Quanto aos PL não tínhamos nenhum e até o Spalvis se lesionou, percebo.
      Em suma, a frase que resume tudo: "Nos últimos jogos temos assistido a um festival de erros técnicos e de execução por parte de todos os jogadores, inclusive aqueles que já conhecemos e sabemos que sabem fazer melhor." É isto. A clássica situação de que só se sai com duas vitórias seguidas. Pensei que seria Tondela e Nacional, enganei-me. Terá que ser Arouca e Boavista.

      Abraço

      Eliminar
  2. Caro MMS,

    deixo aqui o comentário que deixei ao seu lá do outro lado.

    MMS,
    estava a ler o seu post quando me apercebi do seu comentário. Vejamos, eu concordo que a base dos nossos problemas começaram na organização defensiva, em particular na forma como e onde reagimos à perda de bola. Como os processos não são isolados ou acontecem de forma estanque, isso contamina e enfraquece todo o nosso jogo.

    Ora a nossa produção ofensiva por essa via também se ressentiu, particularmente a ligação entre o meio-campo e o ataque. A qualidade das nossas oportunidades (em zonas frontais e dentro da área em situação vantajosa para finalizar) e creio mesmo que a qualidade delas é hoje muito menor. Não apenas porque temos que superar muitos metros de terreno pela frente mas também porque do ponto de vista individual não temos quem faça essa ligação ao centro, para lá de Bruno César. Não me parece é que encontremos uma solução com alterações constantes, como as que se têm verificado.

    Não concordo com a observação do Jorgen80 neste aspecto: se é verdade que Slimani era importante na primeira pressão João Mário era importante no reequilibrio da equipa quer a defender quer a atacar, juntamente com Adrien. Mas no ataque, pela forma como ocupava espaços e se oferecia ao jogo e oferecia jogo, não foi ainda substituído à altura e a qualidade do nosso jogo ofensivo ressente-se disso.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Leão,

      Concordo parcialmente. É verdade que JMário dava muito à equipa em termos de criatividade, mas o que me parece é que há nesta equipa quem possa fazer parecido (já não digo igual) e a forma como estamos a jogar não está a proporcionar o aparecimento desses jogadores. Não é uma questão de não termos substituído JMário mas sim de não termos percebido que, sem ele, precisaríamos de alguém à frente dos médios que não só defendesse alto como depois pudesse pensar o jogo da equipa.

      Repare como JJ em vários jogos colocou Campbell encostado à esquerda, Markovic no meio e Gelson à direita, mas Bas Dost na frente. A recuperar a bola com 10 jogadores pela frente, só por milagre ou repentismo é que uma bola chega em condições à área do adversário. E contar com repentismos, enfim, é tudo menos aquilo a que JJ nos habituou.

      Um abraço

      Eliminar
  3. MMS,
    De memória, creio que a série de vitórias no final da época passada foi, em boa parte dos jogos, com Bruno César a lateral esquerdo, isto quando não existiam limitações físicas conhecidas com Marvin & Jefferson (não estou a incluir aqui as paragens cerebrais). Pode-se daqui inferir que JJ preferia Bruno César para aquela posição porque já na época passada não reconhecia as necessárias capacidades em M&J. Se assim era, não se percebe que a única alteração nesta posição tenha sido a saída do Jonathan. E não tendo sido a posição reforçada, porque se continuou a insistir em M&J quando se tinha Esgaio e Empis ali à mão de semear, que dificilmente fariam pior?

    Ao contrário da tua análise, parece-me que o problema principal desta época tem de facto a ver com os reforços, seja com a aparente falta de qualidade seja com o timing da sua chegada, não coincidindo estes dois factores em todos eles. Descontando Bas Dost, que não oferece o mesmo que Slimani mas parece ser uma solução mais completa, quando vejo André, Elias ou Markovic em campo tenho saudades do Mané, do Aquilani e até mesmo do Teo. Também pode ser má vontade da minha parte que tinha alguma fé na integração de Wallison, Esgaio, Iuri e Palhinha...

    Por fim quero saudar o regresso do Fa3, que se espera regular. Apesar do crescimento do número de blogs leoninos, a maior parte parece andar mais ocupada com guerras internas ou com os rivais da 2ª circular.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tugarão,

      Obrigado pelo comentário final, espero conseguir manter um ritmo minimamente estável daqui para a frente.

      Ia dizer, também de memória, que BCésar jogou os jogos mais acessíveis em casa e Marvin os de maior exigência. Mas nada como consultar a web e foi o que fiz: não foi bem como digo (BCésar jogou no Restelo e em Braga, Marvin jogou em casa com o União da Madeira) mas a conclusão é que praticamente dividiram o número de jogos nessa série. O que parecia claro, portanto, era a confiança de JJ em Marvin e BCésar, sendo que o primeiro aliás era chamado para os jogos ditos mais exigentes (Dragão, por exemplo). Daí que eu tivesse antecipado a saída de Jefferson e a entrada de um novo DE, considerando que BCésar era uma adaptação. Não aconteceu, mas ficaram dois jogadores em que JJ confiava (e ainda ficou Jefferson que já jogou algumas vezes este ano). Não acho que o nosso problema esteja nos laterais, como disse já.

      Quanto aos reforços, eu concordo que o timing é importante (os que vieram para pegar de estaca chegaram no final de agosto). Eu acho que o Sporting com estes jogadores vai ganhar muitos jogos ainda esta época, o que não sei é se ainda irá a tempo de lutar pelo 1º lugar. Independentemente do timing, que digo é que não é por falta de qualidade ou tempo de adaptação dos reforços que o jogo coletivo está fraco. Podíamos ter contratado o Aubameyang e ele iria resolver individualmente alguns problemas, mas o problema coletivo estaria lá de qualquer maneira porque da linha de baliza do adversário até ao nosso meio-campo não existiria grande dificuldade em sair a jogar.

      Dos exemplos dados, só penso de facto no Elias vs Aquilani. Mas foi o Aquilani que quis sair, se não estou em erro (e havia muitos que não lhe viam qualidade para jogar no Sporting). Basta recuperar o que eu fui dizendo no passado sobre o Elias, isto já nos longínquos anos de 2011 e 2012 (dizia muitos disparates mas lá pelo meio fui dizendo que não percebia o que toda a gente via no Elias). O Mané vs Markovic só mesmo numa lógica aposta no futuro vs emprestado, porque Markovic é bastante superior em todos os aspetos. E no André vs Teo, veremos, mas já vi bons pormenores do André e acho que é um jogador que precisaria de mais oportunidades.

      O plantel não é mau e parece-me precipitado dizer que falhámos nos reforços. Mesmo Castaignos é um bom jogador que merecia mais oportunidades (nem em Famalicão tinha tido um minuto que fosse...). O que precisamos é de corrigir o que está a correr mal na nossa dinâmica de jogo.

      PS: Ainda hoje comentava com amigos a situação de Mourinho no United. No ano passado dizia-se que o United não tinha jogadores à altura do clube (e eu até concordava, quem conta com o Marcos Rojo para titular e quer ser campeão inglês precisa de trabalhar mais na prospeção...). Já se tinha dito o mesmo de Mourinho no Chelsea, alias. Entretanto chegaram Pogba, Mkhitaryan, Ibrahimovic e o futebol que se vê é muito pobre. Não porque tenham chegado tarde mas porque o futebol de Mourinho se tornou previsível e fácil de anular pelos adversários. Quando Mourinho ganhar, alguém resolveu; quando perde, foi porque esse "alguém" não conseguiu resolver.

      Eliminar