28/09/2015

Muito rapidamente porque a vida anda difícil

Há um ponto pelo qual gostaria de começar porque depois do discurso de ontem começo a achar que tenho que ser cuidadoso nas opiniões: nunca irei criticar BC pela contratação de JJ. Já disse, na altura, o que tinha a dizer sobre o tema. Foi uma opção compreensível, considerando todas as circunstâncias. Diria mais: era uma opção que a maioria dos sportinguistas tomaria, se estivesse no lugar de BC. Por isso, nada de ver fantasmas nas palavras que se seguem: não há intenções obscuras, apenas a constatação de que o que se viu até agora foi curto.

O Sporting no Bessa jogou muito pouco. A produção ofensiva é fraca, há jogadores que não aparecem nas jogadas (Ruiz, depois Teo) e o tão afamado jogo interior de JJ não se vê. Os jogadores, regra geral, optam pelo cruzamento em busca de Slimani, As combinações são em número reduzido (uma das poucas foi anulada por fora-de-jogo inexistente de João Pereira, mas como foi a única tentativa digna desse nome na primeira parte, convém ter o pudor de não ir por aí).

Defensivamente foi melhor mas convenhamos que este Boavista não vinha para testar essa evolução: nem tentou. Espero que William vá regressando aos poucos e assuma o seu lugar quando estiver em condições. O mesmo se diga de Ewerton. Com estes dois, subiremos um patamar. Até lá, continuo a pensar que o discurso de JJ foi excessivo no pós-Supertaça. Teria sido mais prudente dizer "para este jogo o discurso tinha que ser de ambição, estamos a evoluir bem, mas há muito trabalho pela frente". Repito o que aliás já disse aqui há pouco tempo: espero que o discurso para dentro seja esse mesmo.

Quanto à arbitragem, já sei que me vão cair em cima, mas o único ponto em que BC tem claramente razão é no anti-jogo. Mas convém lembrar que esse mesmo anti-jogo já nos deu jeito em Arouca (Aveiro...) e Moreira de Cónegos, só não deu jeito no Sábado. Todos fazem, todos os grandes sofrem com isso. De duas uma: ou se juntam os três, tomam uma posição conjunta e tentam pressionar no sentido de que, com 3 minutos pelas substituições, as perdas de tempo confiram o direito a pelo menos 2 minutos adicionais de descontos, em qualquer jogo onde isto se passe; ou continuam calados, a rir-se uns dos outros fim-de-semana sim, fim-de-semana não, e têm que levar com isto de vez em quando. Tão simples quanto isto.

No resto, não me lixem: o empurrão do Slimani claramente impede o Vinícius de disputar o lance; e a mão do mesmo Vinícius é claramente casual, aliás o braço até está bem próximo do corpo (diferente do lance do jogador do Rio Ave, há 15 dias, em que a posição do braço é negligente - um dia tratarei de explicar isto com pormenor).

No meio disto tudo, Carrillo. Se alguém me explicar o que ganhamos com isto, agradeço. Acham mesmo que Carrillo fica "desvalorizado" por não jogar? E como é isso compatível com a tese de que já tem contrato assinado? E o balneário (os colegas, os amigos, os que percebem que a equipa se ressente), como reage? Enfim, não consigo mesmo ver uma só vantagem nesta situação.

Há condições para disputar o título? Sim. O FCP já empatou duas vezes, uma delas em Moreira de Cónegos, onde ninguém esperava. O Benfica já perdeu duas vezes, uma delas a jogar "em casa" com o Arouca. E nós, o que fazemos? O habitual tiro nos pés. Como dizia noutro dia um amigo, temos que acrescentar algo ao nosso lema. Não me lembro da sugestão dele, mas autofagia talvez não fosse má ideia. Porque isto vai dos Rochas com os Futres, aos Bettencourts com os Moutinhos, até aos Brunos com os Carrillos.

No meio disto tudo, uma vida profissional completamente viradas do avesso tem-me impedido de ir a Alvalade. Espero conseguir lá estar no dia das eleições. Mas começo a achar que a noite eleitoral vai ser mais emocionante...

16 comentários:

  1. Efectivamente a falta de tempo que mencionas deve ter impedido de seguires as declarações de JJ. Sobretudo apôs as vitorias tem mantido um discurso cauteloso, declarando que muito tem pela frente mas que é sempre melhor e mais facil encarar o trabalho com vitorias do que com derrotas.

    Quanto ao jogo e à arbitragem, quanto a mim ainda mais escandaloso que o anti-jogo foi a permissividade, sobretudo na primeira parte com o jogo a roçar a violência, acredito que se os amarelos que ficaram por mostrar tornariam a 2ª parte mais "facilitada", as entradas com tudo teriam de ser melhor calculadas pois se falhassem dariam direito a expulsão.

    O Carrilho, para mim o problema não será de desvalorização mas sim de consideração. Vamos ver, sempre que alguém se destaque e esteja no penúltimo ano de contrato, recusa renovar e alegre vai sendo colocado em campo. Mais que tudo será um exemplo para o balneário, alias podiam pegar em exemplos sobretudo do clube da fruta de jogadores que renovaram, sabendo que estavam a meses de sair, somente para permitirem ao clube uma compensação pela aposta e pela visibilidade que lhes permitiu aceder a novos e melhores contratos.

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    1. Anónimo, essas declarações vieram tarde. Antes disso veio a entrevista ao Record a dizer que em 2 meses já tínhamos feito isto e aquilo. E foram estas coisas que alimentaram o sonho dos adeptos.

      O exemplo que está a ser dado ao balneário é este: se não renovares, ficas sem jogar mesmo que a equipa se ressinta disso. Logo, a equipa não é a primeira prioridade neste clube. Este é o exemplo.

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    2. Seja esse o exemplo. Se não concordasse, então teria que considerar que o problema do Moutinho foi resolvido de forma genial.

      Um Abraço

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    3. Anónimo, claro que não foi genial, mas não percebo a relação entre os dois casos. No caso Moutinho, o jogador tinha contrato por bastante mais tempo mas fez birra e não quis treinar nem jogar. Compreender-se-ia mais facilmente nesse caso o afastamento e treino no pinhal do que neste caso.

      Carrillo nunca disse que não queria treinar ou jogar. Apenas disse que não aceita o valor que lhe está a ser proposto. Se já tem contrato com outro, não aceitaria uma transferência; se já tem contrato com outro, não vai desvalorizar por estar parado, porque já tem garantido o salário que combinou com esse clube; e mesmo já tendo contrato com outro, ninguém deu por isso em campo, estava a ser um dos melhores. Pergunto: o que ganhamos em afastá-lo? Resposta: mensagem para o balneário. Eu contraponho: mas é a mensagem errada, de que a equipa e os seus resultados não são prioritários. E aqui chegados, desculpe, mas não percebo o seu argumento...

      Um abraço

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    4. A relação entre os dois casos é exactamente a birra. Um queria (e foi) ser transferido de imediato e outro quer sair no final da época. Em qualquer dos casos há uma desconsideração para com o clube que os potenciou. As primeiras tentativas de renovação remontam no mínimo a Março/Abril deste ano, existindo da parte do jogador ou mais propriamente do seu empresário uma tentativa clara de protelar e comunicar a decisão, prejudicando gravemente os interesses do clube, não vejo outra alternativa. Repare se tivesse comunicado antes do fecho que não renova de forma alguma, será que os interesses da equipa não teriam sido acautelados de outra forma? Sinceramente para mim houve e há má fé em todo o processo da parte do empresario, que ou já vendeu ou espera ainda uma maior mais valia no final da epoca ... a mesma má fé com uma enorme dose de ingratidão demonstrada pelo Moutinho.... e vamos fazer-lhe a vontade?? Eu acho que não. Espero que o meu argumento não esteja ainda mais confuso, é da hora .... amanha revejo.

      Uma boa noite e parabéns pelo blog que apesar de raramente comentar é um dos blogs que leio assiduamente e com prazer.
      Abraço Leonino!

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    5. Só mais uma consideração, acho que pelos resultados não precisamos de vender a alma ao diabo, há coisas que são pura e simplesmente inaceitáveis e esta para mim é uma delas. Repare, se o Sporting só se preocupasse por renovar em Janeiro (só nesta altura é que legalmente pode comprometer-se com outro clube), compreendia perfeitamente a recusa e consideraria que deveria jogar até ao final da temporada. Como todo o processo se desenrolou, não tenho pena nenhuma do jogador e por mim não jogava mais.Antes dos resultados, primeiro o comprometimento total para com o clube que lhes paga os ordenados quer marquem golos quer falhem penaltis, e lhes dá a projecção necessária para aspirarem a melhores contratos.

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    6. Portanto se compreendo bem os argumentos aqui esgrimidos:
      - o Sporting e um jogador acordam um contrato de 5 anos;
      - durante 4 anos de contrato tudo se passa normalmente e se o jogador diz que ganha mal, relativamente ao que ganharia noutros clubes, azarucho que ninguém lhe apontou uma arma à cabeça quando assinou;
      - à entrada para o 5o ano de contrato o Sporting propõe a renovação e o jogador rejeita, preferindo um novo desafio profissional, o salário mais elevado que lhe pagariam noutro clube e o respectivo prêmio de assinatura. Pela 'ingratidão', o jogador é posto a chutar bolas para o pinhal. O objectivo é 'passar uma mensagem' de intransigência e da necessidade de ' comprometimento total com o clube'. O clube proporcionou ao jogador a sua 'valorização', já o inverso (o jogador valorizou o clube com as suas prestações) é um bocado indiferente.

      Quando é que o Carrillo não teve um comprometimento total com o clube naquilo que é o objecto do seu contrato: jogar futebol? Parece que até estava a ser dos melhores...

      E o comprometimento do Sporting com o contrato que assinou há cerca de 4 anos? Não será caso para dizer que estas exigências extravasam o compromisso então acordado com o jogador (5 anos de trabalho)? Será que o Sporting tem um comprometimento total com os contratos assinados?

      E qual a mensagem que passa na realidade? O mais certo é que passe esta mensagem: por razões não desportivas, um jogador, com contrato assinado e sem problemas disciplinares, não joga. O jogador não joga porque não pretende renovar um contrato de 5 anos (ao contrário do Moutinho, o Carrillo pretende cumprir o que foi acordado com o clube, pretende cumprir o seu contrato).

      A meu ver isto passa uma mensagem interna e outra externa. A mensagem interna é a seguinte: os jogadores com contrato saberão que caso seja do interesse do Sporting renovar, terão de escolher fazê-lo antes do seu último ano de contrato, caso contrário sujeitam-se a serem sancionados desportivamente por razões não desportivas. Caso entendam que a proposta do Sporting é insuficiente, precisam de ter a boa fortuna de haver um clube que pague o que o Sporting entende ser suficiente para - à entrada do último ano de contrato (portanto com um 'valor de mercado' tendencialmente decrescente - deixar o jogador sair. Ou seja, durante a vigência do contrato, o Sporting controla o futuro desportivo/financeiro do jogador até ao seu termo e esse controle prolonga-se para além do próprio vínculo com o clube (clube que pague muito pela transferência paga menos em salários, está claro).

      A mensagem externa é mais simples: se quiserem vir para o Sporting, saibam que possam ser sancionados desportivamente por razões não desportivas, caso isso seja do interesse do Sporting.

      No fundo é isto. Depois poder-se-á ficar contente com a mensagem passada ou não, aí já há uma dose de subjectividade.

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    7. Concordo com o António Benedito. Os casos são completamente diferentes: o Moutinho estava a incumprir um contrato que assinou; o Carrillo não. Ficou 4 anos à espera (ok, 3 anos e meio - quando entrava pelos olhos dentro que era o jogador com maior potencial no plantel) que lhe propusessem a renovação de contrato e acabou por (pelos vistos) recusar.

      Mandar um jogador para o pinhal por isto não demonstra intransigência; demonstra que a conversa da salvação do Shikabala de um destino de escravatura era para adormecer criancinhas. Porque, afinal, os jogadores têm que fazer o que nós queremos e quando nós queremos, mesmo que tenham propostas melhores e estejam a terminar contrato. E para mim esta distinção (fase de vigência do contrato) é muito importante.

      Já expliquei isto num post anterior: BC acordou tarde para a realidade de que, mesmo com apenas 50% do passe, Carrillo seria mais lucrativo do que muitos a 100%. JJ ainda tentou mas já veio tarde.

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    8. 1 - " já o inverso (o jogador valorizou o clube com as suas prestações) é um bocado indiferente."
      Tenho imensas duvidas que isto tenha acontecido, alias em mais de metade do contrato já cumprido, nem sequer tenho duvidas.
      2 - "Será que o Sporting tem um comprometimento total com os contratos assinados?"
      Aqui não tenho qualquer duvida, se não cumprir, é penalizado fortemente pela legislação laboral.
      3 - "Ou seja, durante a vigência do contrato, o Sporting controla o futuro desportivo/financeiro do jogador até ao seu termo e esse controle prolonga-se para além do próprio vínculo com o clube"
      Este é o objectivo de qualquer clube, até dos grandes colossos, o que dizer então dos pequenos clubes, que necessitam disto para sobreviverem.

      Mas sejamos claros e num mero exercício retórico analisemos o que está em causa, em que semelhanças com a realidade não são mera coincidência.

      - Partimos do principio que pela recusa o jogador já se comprometeu (rival, fundos, não interessa) a troco de, digamos e porque parece ser o numero magico nas recentes transacções 15M. Não acredito que seja tanto mas para o exercício pouco importa.
      - Imaginando que, ao contrario da equipa, que já falhou objectivos com jogador disponível (LC, empate Paços), o Carrilho tem uma época extraordinária.
      - No final da época e pegando no exemplo do Anthony Martial, grandes colossos pretendem e abram os cordões à bolsa para garantir o atleta. Digamos que o leilão termina numa oferta de 40M

      Agora imaginem o que não será dito sobre a competência de uma gestão que permita um donativo de 25M directamente para por exemplo um rival?

      Falhando os objectivos desportivos, valorizando um activo, que sem esforço acabou por permitir uma injecção substancial de capital ... num rival.

      Numa situação extrema desta natureza, o sucedido com o Moutinho terá sido uma pequena brincadeira.

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    9. "Agora imaginem o que não será dito sobre a competência de uma gestão que permita um donativo de 25M directamente para por exemplo um rival?"

      De duas uma: ou o donativo está feito, e é indiferente; ou não está feito e atuar assim só piora as probabilidades de não fazer esse donativo. Ou acha que depois disto estamos mais próximos da renovação?

      Mas creio que tocou no ponto certo: o objetivo é proteger-se; e mostrar, para fora, que "agora há quem mande". Vamos fazer a vida negra a um profissional que nunca falhou com o clube e com quem devíamos ter renovado no dia em que Jardim saiu do Sporting (isto depois de o tirar de campo para a assobiadela no último jogo em casa dessa época).

      No meio disto tudo, dificulta-se um objetivo que parece possível pela primeira vez em muitos anos, e que faria mais pelo futuro do clube do que discursos inflamados que não levam a lado nenhum. Esse tipo de medida exige-se quando estamos perante um Shikabala, um Moutinho, um Balotelli. Perante um jogador que, querendo legitimamente ganhar mais, continua a ser profissional, não se justifica minimamente.

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    10. - "Ficou 4 anos à espera (ok, 3 anos e meio - quando entrava pelos olhos dentro que era o jogador com...."

      Aqui concordamos em discordar, tanto quanto é do conhecimento publico e é confirmado por alguns factos e até por declarações do Carrillo, com pouco mais de metade do contrato cumprido há uma tentativa clara (apenas bem sucedida com a Sporting Portugal Fund) de resgatar a totalidade dos direitos económicos e de renovar o contrato, tentativa que esbarrou na intransigência dos intervenientes. Intransigência que no caso do jogador ou mais propriamente no seu empresário apelido de má fé negocial e causadora de graves prejuízos ao clube.
      Acredita mesmo, que antes do fecho da janela de mercado em Agosto, se a decisão de não renovar estivesse comunicada, quer eventuais propostas (Leicester?) quer o reforço da equipa, teriam o tratamento que tiveram?

      Qualquer dia as renovações terão de ser tratadas imediatamente apôs as contratações, ainda antes dos atletas confirmarem potencial, volta a dizer com pouco mais de metade do contrato cumprido, já se tentava resgatar a totalidade dos direitos económicos e renovar o contrato com o jogador.

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    11. -"...atuar assim só piora as probabilidades de não fazer esse donativo."
      Exactamente com quase um ano sem jogar, de certeza que no final da época não haverão propostas tipo Martial, quem investiu agora terá, pelo menos durante um ano de manter e valorizar o activo, que pode ou não ter sucesso, económico e desportivo.

      - "...que nunca falhou com o clube..."
      E o clube também nunca falhou com ele, pelo menos que seja do conhecimento publico. Embora, e como disse anteriormente, protelar e comunicação da decisão de não renovar, é uma falha grave para com o clube (má fé negocial) e causadora de graves prejuízos. (proposta Leicester e reforço equipa)

      - "...dificulta-se um objetivo que parece possível pela primeira vez em muitos anos..."
      Bem. mal estaríamos se estes objectivos apenas fossem possíveis pelo recurso de um atleta, mesmo que excepcional. Lembro que com o concurso do atleta já falhamos objectivos aparentemente menos difíceis, acesso à LC e empatamos um jogo em casa ...

      "...querendo legitimamente ganhar mais,..."
      Sem duvida, pode e deve, agora deveria respeitar a entidade patronal que também legitimamente pretende mais valias com o investimento que fez e que são defraudadas com o comportamento dúbio e de má fé no processo de renovação. Com alguma consideração e respeito do atleta (empresário) os interesses de ambas partes teriam sido conciliáveis.

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  2. MMS,

    O A. Martins esta a jogar . Alguma diferenca havera nos 2 casos.
    O problema do ataque do Sporting chama-se Slimani. Abafa o segundo avançado com tanta procura da bola e sai das zonas onde é perigoso, finalização e lancado em velocidade. Por isso JJ tem berrado e vem com ele durante os jogos.
    Depois de assistirmos as exibicoes de jefferson e ruiz, era muito difícil ganhar o jogo.
    Depois a saída de montero é surreal. Foi o unico com cerebro naquela equipa .

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    1. A diferença é que do André Martins não se diz que vai para o FCP, caro Metralha. Apenas isso. E "jogar" é relativo...

      Slimani: havendo melhores opções, Slimani tem que dar o lugar. Mas aí até percebo que um treinador veja o Montero a dormir com o Paços e o Teo a dormir em vários jogos e tenha medo de os lançar juntos... Além de que (e esta é a parte mais triste) com o fraco futebol que jogamos, as bolas paradas do Slimani ainda vão sendo as nossas ocasiões de perigo, como se viu no Bessa. Isto dito: mesmo sendo neo-slimanista aceito que uma dupla Teo e Montero no papel parece a mais indicada.

      Ruiz não dá para compreender como tem sido sempre titular. Não participa, simplesmente. Devem ser as tais movimentações sem bola que eu não consigo apanhar na TV :)

      Abraço

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  3. Estamos a jogar muito, muito pouco. Incrivelmente, quem menos faz são os mais conceituados (Teo, Ruiz, Aquilani). Nada que não seja habitual no Sporting, basta lembrarmo-nos dos Elias e afins.

    Esperava mais futebol após três meses de trabalho com o JJ. Se reparares, ao contrário do que quase todos dizem, o nosso onze é bem pior que na época passada. O Cédric era apenas razoável, mas é melhor que JP e Esgaio, tivemos azar com as lesões do Ewerton, o nosso melhor defesa e do Willliam, nosso melhor jogador (em igualdade com o Carrillo). Mas a maior diferença está nos extremos: Gelson (ou Mané) e Ruiz são uma brincadeira comparados com Nani e Carrillo. Gelson tem tudo para vir a ser grande, mas tinha de estar a ser lançado com mais calma. O Ruiz então é inacreditável: parece um idoso de 70 anos, não se mexe.

    Adicionalmente, há a questão dos árbitros, que nos roubarão sempre uma margem razoável de pontos se não justificares vitórias por mais de 1 golo diferença. Mas, já agora, não acho que aquilo seja falta do Slimani... O Boavista acabar sem amarelos é a típica mensagem deles a dizerem que nos fazem o que quiserem, o amarelo ao Slimani depois dele dizer repetidamente "Não fiz nada, não fiz nada!" (Vê-se bem pela TV) idem. Não há um único jogo esta época em que não tenhas razões de queixa, sendo certo que tambem houve lances que te beneficiaram, em muito menor número (penalty Gaitán, lançamento do JP Tondela e expulsão do jogador do Nacional).

    Quanto ao Carrillo, já o disse: não percebo qual a vantagem que retiramos em não o utilizar. Se ele for para o Fól ou para o É Só Bê... e daí? Se ele for profissional até ao último dia... É o nosso único verdadeiro desequilibrador de forma consistente em todo o plantel.

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    1. Unknown, só discordamos na falta do Slimani...
      Um abraço

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