05/08/2015

Razões para alarme?

Para alarme talvez não, mas razões para os benfiquistas estarem apreensivos, com certeza que existem…

Em primeiro lugar, não dá para querer um Benfica global, crescimento da marca, mais público a seguir o Benfica e a puxar pelas transmissões televisivas, receitas significativas na pré-época que potencie as contratações e, ao mesmo tempo, uma pré-época ideal, com jogos numa sequência gradual de dificuldade, a temperaturas ideais e com o espaçamento adequado entre jogos. É como querer uma gaja com o rabo da Kardashian e tom de pele clarinho. Lamento, não dá, ou uma coisa ou outra. A escolher, como não sabemos o resultado da segunda opção, é preferível ficar com a primeira e, no caso do Benfica, qualquer um que fosse gestor do clube optaria pelo dinheiro e crescimento da marca pelo que acho que não é tema para discussão.

Em segundo lugar, nos jogos com equipas europeias e com níveis semelhantes de preparação, gostei bastante do que vi. Mesmo considerando que era um PSG de segunda linha, enquanto foi o onze titular a jogar, foi muito interessante. Depois contra a Fiorentina, que inclusivamente venceu o Barcelona e perdeu com o mesmo PSG, também gostei muito do que vi. Equipa muito competitiva, a trocar bem a bola e com um meio campo fortíssimo em que Fejsa varria e Samaris comandava o meio campo. Infelizmente ou felizmente por força dos resultados, não vi os restantes jogos mas também não considero que sejam assim tão importantes considerando as equipas e os locais onde foram disputados.


Então porquê a ansiedade?

1. relativamente ao onze titular, não parece existir ainda um modelo definido e isso é preocupante a poucos dias da Supertaça. Depois do jogo com a Fiorentina, fiquei com ainda mais certezas relativamente à dupla Fejsa/Samaris mas não sei se Rui Vitória tem a mesma percepção. Frente a um Sporting mais confiante e com um Benfica a duvidar da sua capacidade atual, não teria dúvidas em apostar num meio campo com Fejsa, Samaris e Pizzi, ficando Talisca reservado para uma segunda parte. O brasileiro também é uma fonte de preocupações pelo número de vezes que o treinador já o obrigou a jogar junto à linha e que já está mais do que provado que não funciona;

2. a aposta em médios interiores para abrir o corredor a laterais que não têm essas características;

3. o facto de tardarem os reforços para as linhas, especialmente para laterais, e para substituir Lima;

4. as dúvidas relativamente à possibilidade de Jardel e Luisão estarem aptos para domingo.

Mesmo assim, domingo tem que ser um Benfica forte a entrar em campo e, contando com as recuperações, apostaria num:
Júlio César
André Almeida, Luisão, Jardel e Eliseu
Fejsa, Samaris
Carcela, Pizzi e Gaitán

Jonas

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