27/07/2015

Primeiras impressões

1. Não consegui ver a totalidade do jogo com o Ajax Cape Town e não tive grande vontade de rever os 90 minutos. Tive algum azar, já percebi, porque só comecei a ver no início da segunda parte e dizem por aí que a primeira não foi má. O que vi na segunda parte assustou-me: independentemente dos erros individuais (diria que "normais" e "quase aceitáveis" nesta fase da época) vi debilidades na construção ofensiva que já vinham do passado e uma equipa que dá demasiado espaço a defender.

2. JJ disse, no final desse jogo com o Ajax, que aqueles jogadores (os da defesa) têm menos rotina do que os da primeira parte. Que seja. Mas foram demasiados lances de 1x0 e pelo que vi do resumo não foi apenas na segunda parte. Fiquei, confesso, assustado. Não por desconfiar de JJ, mas por pensar que, afinal, tudo poderia levar muito mais tempo.

3. E, claro, neste momento surgiram-me novamente dúvidas sobre a programação da pré-época: um jogo a feijões (Sporting B), 2 jogos fáceis (Mafra e Atlético), 2 jogos de dificuldade não mais do que média (diria média baixa com o Ajax, média alta com o Crystal Palace), 1 jogo de dificuldade elevada (Roma). Não creio que JJ quisesse programar a época desta forma e ontem mesmo disse que preferia jogar mais um ou dois jogos (mais dois "Palaces" para podermos confirmar o que se viu no segundo jogo - já lá vamos - e depois, sim, a Roma para o Cinco Violinos). Mas não vale a pena agora chover no molhado: foi assim e terá que servir para preparar convenientemente a equipa.

4. Não estava à espera, por tudo o que disse, de um jogo tão conseguido com o Crystal Palace. Reparem que digo "conseguido", não digo "bom". Há muito a fazer e a melhorar. Mas sendo o Crystal Palace naturalmente mais forte do que o Ajax, e depois do que vi no primeiro jogo, a minha expetativa era baixa. Com o Ajax contei 4 lances claros de 1x0. Com o Palace, de que me lembre, apenas 1 (e mais em resultado de trapalhada do que propriamente exploração de espaço nas nossas costas). Claro que houve lances mal defendidos mas é completamente diferente ter 3 ou 4 lances com erros corrigíveis ou ter 4 ou 5 lances de 1x0.

5. Ofensivamente, ainda não foi nada de especial, mas vi o Sporting a assumir claramente o jogo. A execução não está perfeita mas a equipa está com a atitude certa (nada de confusões, não me refiro a "entrega" e outros dichotes à Zé Mota - refiro-me à disposição da equipa no campo).

6. Os destaques individuais vão para Patrício (o melhor nos dois jogos, principalmente no primeiro), Adrien (bem nestas "novas" funções), Ruben Semedo (azarado mas estava a sair-se bem no meio-campo e ainda marcou um golo no primeiro jogo), Gelson (a melhorar mas dá para ver que tem maturidade para estar ali), André Martins (dos melhores no primeiro jogo) e Montero (marcou dois golos e entrou muito bem). Pela negativa, vi João Mário muito em baixo de forma (descanso curto depois da primeira época "a sério" e de um Euro bastante exigente?) e Carrillo algo desconcentrado (resolvam lá a renovação...).

7. Um destaque especial para Slimani: como sabem, acho-o um jogador limitado. Mas desde a final da Taça, em que carregou o ataque da equipa às costas, tenho-o visto com outros olhos. Continuo a achar que tem muitas limitações, mas se tivesse melhor jogo com os pés seria um jogador excecional. É inteligente, dá à equipa o que ela precisa em termos de pressão, tem uma atitude competitiva extraordinária e é fortíssimo fisicamente. Veja-se o segundo golo ontem: estava onde tinha que estar, ganhou fisicamente após o erro do defesa, fez tudo bem na leitura da jogada e dos movimentos dos colegas (isto tudo aos 90 mimutos de jogo) e depois... faz um passe fraquíssimo a que Montero só chega porque nem os defesas do Palace acreditaram que o passe poderia sair tão mal. Em circunstâncias normais, com a época a decorrer, Slimani teria feito tudo bem e "estragado" a jogada no último passe. Que balanço fazer? Como me ensinou um grande amigo que percebe mais disto do que eu, há duas coisas que dificilmente conseguimos "dar" aos jogadores: inteligência e "pezinhos. Slimani é um jogar extremamente útil, dá profundidade à equipa e até faz mais do que se esperaria que fizesse. Mas se o tema é "Slimani vs Mitroglou", com saída pelos 15M€ de que se fala... o argelino que me perdoe (até porque nunca me vou esquecer da final da Taça que protagonizou), mas prefiro Mitroglou.

8. Os reforços: João Pereira não se destacou (até diria que Esgaio pode ganhar o lugar); gostei bastante de Naldo (tranquilo, quase sempre bem, algum azar naquele penatly no primeiro jogo); Ciani teve aquele erro de abordagem no 1º jogo, espero que esse lance não o represente como jogador (e não deixe marcas); gostei muito de Teo - os lances não saíram todos bem, mas gostei das movimentações e da qualidade técnica, acho que é jogador (recordemo-nos como decorreu a primeira pré-época de Montero até ao jogo com a Fiorentina, depois desatou a marcar golos...). Aguardemos agora pelos restantes.

9. Mais reforços? Difícil opinar. Acho que andamos em busca de mais um GR (não é muito normal Boeck não ter tido nem 1 minuto de utilização). Na defesa, os centrais e laterais serão aqueles, fiquei com reservas relativamente a João Pereira mas já o conhecemos e é um jogador que precisa de competição (estes jogos "a brincar" não tiram o melhor dele); no meio-campo ou JJ confia em Rosell e/ou Semedo ou tem que ir ao mercado (já deu para ver que Martins é opção mas não naquela posição); nos extremos, se Ruiz estiver pensado para essa posição, creio que fica assim; no ataque a dúvida é a que já referi: Slimani ou Mitroglou (embora não creia que o grego fique eternamente à espera da nossa decisão).

10. Mais otimista do que 6ª feira, ainda longe de estar confiante. Mas é normal que assim seja. Infelizmente pela primeira vez em muitos anos não vou à apresentação, já estarei a banhos. Em compensação, já tenho bilhete para a Supertaça!

24/07/2015

Reforços e saídas

O Benfica tem estado bastante mais calmo do que os seus rivais nesta pré-época, mesmo tendo sido espicaçado com a saída de Jesus para o Sporting e de Maxi para o Porto. No entanto, mal seria se fosse o contrário. Na realidade, apenas saiu um jogador do onze titular e outro está lesionado (sem data prevista de regresso…). Mesmo assim, diria que o centro do terreno está controlado e que as fragilidades estão nas faixas.

Começando pelo eixo central:


- Guarda-redes: Júlio César é garantia de qualidade. Para suplente, gostava de uma solução que desse mais garantias;
- Centrais: Luisão e Jardel são uma dupla de sucesso e não há que mexer. Preferia César como terceiro central mas Lisandro também não está mal;
- Trinco: Samaris pode voltar a fazer a posição, sobretudo nos jogos em casa, mas preferia que Fejsa assumisse o lugar e Samaris subisse no terreno (e estou a pensar no mesmo para o Cristante). Fejsa tem o problema das lesões, pelo que surgem numa segunda linha André Almeida e João Teixeira. Não me choca;
- Médios: Samaris pode fazer posição e ainda temos Pizzi e Talisca. Falta ver se Taarabt é reforço e se Djuricic mudou o chip;
- Avançados: Lima e Jonas dispensam apresentações. Jonathan ainda é uma incógnita e não considero o Nelson Oliveira. Talvez aqui seja necessário mais um avançado.


Faixas:

- defesa direito: depois da saída de Maxi era ótimo um reforço “à séria” para o seu lugar. Na guerra psicológica seria lindo dizer “pagam um ordenado milionário ao Maxi e estamos ainda melhor”. André Almeida é bom para “secar” adversários mas não tanto para atacar e desequilibrar. Sílvio pode aparecer mas as lesões também são um problema;
- defesa esquerdo: Eliseu e Marçal… Parecem curtos para as ambições do Benfica. Seria necessário um reforço digno desse nome. Acredito que no futebol moderno, os laterais são dos jogadores mais importantes nas movimentações ofensivas pelo que não ignoraria o reforço significativo destas duas posições;
- extremos: com a iminência de Gaitán sair e a lesão de Salvio, sobra o enorme potencial mas constante desilusão de Ola John, a incógnita Carcela e a promessa Guedes. Parece ser igualmente curto em opções e em qualidade para atacar o campeonato.


Tudo isto sabendo que até ao final da janela de transferências, ainda há uma longa distância…


22/07/2015

A vantagem de um ego mais comedido

Se em vez de Rui Vitória fosse um Jorge Jesus que chegasse ao Benfica, teríamos tudo o que estava feito até então atirado ao lixo e o seu sistema tático e modelo de jogo implementados. É uma questão de ego e de ter a ideia que apenas o que pensa e interpreta é que faz sentido. Daí que até tenha dúvidas de que todas a tecnologia que está hoje implementada no futebol do Benfica fosse devidamente aproveitada por Jorge Jesus. Mesmo que os números, estatísticas e indicadores apontassem numa direção, o que ia na sua cabeça é que determinava a solução a implementar. O que analisa e decide é que está certo, quer seja Emerson a titular, passar a dois avançados num jogo que está a ganhar ao Porto ou colocar o Talisca a extremo.


Rui Vitória, com uma base mais teórica por força da sua formação como professor, poderá ser bastante diferente e os primeiros tempos na Luz dão alguns indícios neste sentido. Começou por dizer que ia aproveitar tudo o que estava bem feito. O sistema de jogo do Benfica de Jesus com dois avançados, pelo menos em casa e contra adversários mais fracos, resultava em pleno. Isto quer dizer que para pelo menos 13 dos 15 jogos em casa, não há muito a inventar. A equipa titular que apresentou contra o PSG e jogou toda a primeira parte, suporta esta ideia de que efetivamente aproveitará o que está bem feito.
No entanto, há muito a melhorar. Sobretudo na Champions mas mesmo nos jogos fora de portas que na última época que foram bastante sofríveis e até uma maior competência nos jogos com os grandes. Neste enquadramento, será mais razoável um só avançado e três homens no meio campo? Eu penso que sim. Na segunda parte contra o PSG tivemos a oportunidade de ver Rui Vitória a aproximar-se deste sistema. Primeiro, com Talisca no apoio ao avançado e depois com a saída do brasileiro.

Vamos aguardar por mais alguns jogos para perceber as ideias do novo treinador mas quero acreditar que Rui Vitória terá a capacidade de tirar partido de tudo o que tem à disposição e ser flexível o suficiente para proceder facilmente a alterações sempre que as suas opções não se revelem as mais acertadas. Já seria um enorme passo no caminho do sucesso. O resto, mãozinhas para o Ferrari (sim, estou apenas a olhar para dentro de portas) em curvas perigosas ou ultrapassagens, ainda teremos que ver se tem.

Rápidas sobre o Sporting e sobre os adversários

1. Carrillo. A melhor notícia da pré-época diz respeito à possível renovação (primeira vez que se admite a possibilidade). Espero que se concretize. E se for uma mera jogada no sentido de por jogador e empresário contra a parede, percebo-a. Havendo a desconfiança de que na realidade a negociação é "para inglês ver", nada como aproximar valores, engolir o sapo e sentar o jogador para assinar. Se não assinar nessas condições, enfim, é porque pouco há a fazer. Resta saber se há 2 anos, quando se dizia que era jogador "que rendia a sair do banco" ou há 1 ano e pouco quando Jardim o retirava de campo antes do intervalo, pedia o mesmo para renovar. Eu diria que não. E diria, também, que é nesses momentos que a "estrutura" tem que antecipar e ver mais do que os blogueiros e comentadores. Por exemplo, convém antecipar, depois de uma época excelente e um Euro sub-21 de grande qualidade, se o contrato de João Mário não será curto daqui a 1 ano.

2. Pré-época. Estranha esta pré-temporada. Um jogo a feijões, 2 jogos fáceis, 2 de nível de dificuldade não mais do que média, 1 jogo de dificuldade elevada. Percebem-se as limitações temporais e, também, a chegada de jogadores a conta-gotas. JJ não quis arriscar defrontar adversários com o trabalho mais avançado sem ter os principais jogadores à disposição, parece-me claro. Quanto à deslocação à África do Sul, vamos lá ter algum realismo: enquanto o Sporting não se destacar a nível nacional e/ou internacional, dificilmente participará nos torneios da moda. Por outro lado, trata-se de um país onde há uma comunidade portuguesa considerável e até uma Academia Sporting. Por fim, provavelmente o valor era sedutor. Idealmente, este convite seria de aceitar numa pré-temporada sem Supertaça, sem pré-eliminatória da Champions e não antecedida de Copas Américas, Gold Cups e Euros sub-21. Mas isso hoje em dia não só é impossível (há sempre uma competição qualquer, para o ano Euro 2016 e depois Jogos Olímpicos) como até nem é desejável: pelo menos na parte da Supertaça, eu quero sempre estar presente (em regra, significa que ganhei o campeonato ou a Taça). A pré-eliminatória dispenso, por razões óbvias. Só uma nota, que se vem repetindo com os 3 grandes: continuo a achar relativamente estranho que nenhum deles se prepare na pré-época para 80% dos jogos que vão ser realizados na próxima época. Claro que é mais atrativo, e sempre útil para aferir de qualidades e limitações, defrontar a Roma, o PSG ou o Valencia. Mas a maioria dos jogos será contra equipas da I Liga preparadas para jogar em transição e ataque rápido (como hoje se diz). Defrontar (pelo menos) um adversário similar far-me-ia sentido.

3. Adversários:

FCP: Está a apostar as fichas todas. Jogadores por 20M€, outros com salários de 5M€, DDs veteranos com salários de estrela (com o prazer acrescido de golpada no Benfica), ainda anda a ver se pesca nos grandes europeus, suplentes por 4M€ (desta feita o prazer é por roubar ao Sporting), dispensas de jogadores (apesar de tudo) emblemáticos, Tirou a pressão de BC e JJ e passou-a para Lotapeg (e para PC? aguardemos). Se o FCP não for campeão, antecipo um desastre de proporções não vistas nos últimos 30 anos por aquelas bandas.

Benfica: A estratégia do silêncio está aparentemente a resultar. Claro que fica mais fácil com estabilidade e uma imprensa amiga. Mas honra lhes seja feita: são bicampeões e estão a conseguir por a pressão toda nos rivais (que ajudaram à festa, claro está), fazendo o papel de candidato pobre, apesar de terem conseguido segurar quase toda a equipa principal que foi campeã e, por exemplo, Carcela ter custado 4M€ (tendo aparentemente por destino o banco de suplentes). Quanto ao treinador, quem me leu no ano passado sabe que não sou apreciador: ao contrário do que fazia o Estoril de Marco Silva (e daí ter gostado da opção desde a primeira hora), o Guimarães de Rui Vitória fazia um jogo de expetativa/erro do adversário que considero incompatível com o que deve fazer um clube grande. Mas aqui há outro ponto: eu vi o Benfica com o PSG e na realidade aquilo era o Benfica do ano passado. Ainda me lembro quando nos tentaram convencer a todos que o Braga de Domingos não era mais do que o aproveitamento do Braga de JJ. Veremos, agora, se as coisas correrem bem a Vitória, se alguém se vai lembrar deste argumento...

Braga: Fez uma boa escolha no treinador (já a devia ter feito no ano passado). Só não digo já que vai andar mais próximos dos primeiros porque vendeu toda a linha da frente e os substitutos são desconhecidos. Mas acredito que vai melhorar.

Outros: as suas performances vão depender, e muito, das eleições na Liga. Leram bem: eleições na Liga. Os votos vão começar a ser angariados com emprestados, à boa moda do futebol português. E esses jogadores vão fazer a diferença, como quase sempre. Alguns já estão posicionados há muito tempo, como o Belenenses. Outros começam a cair para o outro lado, como o Guimarães. Veremos até 31 de agosto para onde caem os excedentários, sendo que o Sporting tem também alguns que tem interesse em colocar (e do ponto de vista desportivo não ficam a perder, em nada, para os outros).

20/07/2015

Agora, sim!

Nota prévia: já recebi dois e-mail a perguntar-me o porquê da mudança de "Koba" para "MMS". Não há nenhum motivo. Já tinha pensado nisso há algum tempo e hoje lembrei-me de o fazer. O Koba teve uma origem e teve o seu tempo. Prolongou-se mais por uma questão de tradição do que outra coisa. Nunca teve por objetivo esconder fosse o que fosse, aliás em diversos posts assinei com o nome (e até com o número de sócio). Não há aqui nada de especial que não seja isto: agora, assino com as minhas iniciais, MMS (Miguel Menezes da Silva).

Teofilo Gutierrez foi finalmente apresentado. Confesso que com tantas peripécias já temia o seu desvio para Norte... Ainda bem que chegou, parece-me um jogador de qualidade.

Trata-se do 6º jogador contratado para esta época, depois de Jug, Bryan Ruiz, João Pereira, Naldo e Ciani. Há quem conte 7 e inclua Ewerton mas convém lembrar que já cá estava no ano passado e desde que chegou em Janeiro que se dizia que íamos exercer a opção.

E trata-se do 4º jogador desde que JJ referiu que iríamos contratar 3 a 5 jogadores (Jug já tinha chegado e Ruiz estava a ser negociado, como o próprio JJ assumiu).

Mas este cálculo dos "3 a 5" não contava com as lesões de Ewerton e William. Por isso, creio que vão chegar mais 3 jogadores, num total de 9:

- primeiro chegaram Jug e Ruiz:
- depois virão os 5 a que se referia JJ (dos quais já chegaram 3: João Pereira, Naldo e Gutierrez)
- virão ainda os 2 jogadores para suprir as lesões de William e Ewerton (um deles já chegou - Ciani).

Por outro lado, à medida que forem saindo jogadores, entrarão outros, não tenho dúvidas (JJ quer assegurar que pode efetivamente disputar o título). Por exemplo, parece-me que o Sporting não "larga" Mitroglou porque estará a negociar a saída de Slimani. Mas Mitroglou só entra se sair Slimani. Veremos.

Isto dito, podemos fazer um pré-balanço do plantel:

GR: Patrício, Boeck, Jug (que provavelmente jogará pela equipa B)

DD: creio que será João Pereira e Ricardo Esgaio, Miguel Lopes será emprestado (para um campeonato onde paguem o seu salário, espero), Geraldes foi colocado no Belém (convém ter alguma atenção a estas colocações, o Belém, de que gosto muito, é atualmente um satélite do Benfica...).

DE: não acreditava que Jefferson ficasse, pelos vistos enganei-me. Ficam Jefferson e Jonathan.

DC: esta é mais longa...

Para além de Ewerton e Paulo Oliveira, o Sporting terá também Tobias ou Ruben Semedo (um deles na A, o outro emprestado ou na B) e contratou Naldo e Ciani (este, creio, devido à lesão de Ewerton). 

Quanto a Naldo, o CV não é de facto fantástico, mas poderia lembrar dezenas de exemplos de jogadores que chegaram a grandes com CVs menos impressionantes (desde logo Maicon ou Jardel, isto para não recorrer aos livros de história e relembrar Marco Aurélio). Aguardemos. 

Já Ciani é mais difícil de compreender. Um jogador com 31 anos, a ganhar (diz-se) 2M€ brutos, que era suplente do Maurício (sim, esse mesmo) na Lazio e que esteve parado 3 meses com uma lesão (segundo li), é difícil de compreender. Pode ser que nos saia um Phil Babb na rifa, é essa a esperança. 

Naby Sarr foi obviamente dispensado, Rabia é um fenómeno que não tem explicação (a guerra que tivemos o ano passado para o trazer...).

MD/MC: esta também precisa de mais conversa

William, Rosell, Adrien, João Mário, André Martins, Wallyson

Creio que vai chegar mais alguém, dada a lesão de William. Mas, em boa verdade, se analisarmos as opções, há ali qualidade. Eu gosto de Rosell, acho que no ano passado fez uma época cinzenta mas é um jogador com qualidade (vê-se que tem mais para dar). E que poderia ter aqui a sua oportunidade para o demonstrar. 

Por outro lado, esquecendo por um momento os preconceitos com a dimensão física (e eu também já os tive, reconheço), André Martins seria uma opção a ter em conta, num sistema a 2 (que será o adotado dada a impossibilidade de jogar com William).

Aliás, em teoria (e é sempre mais fácil escrever aqui do que encontrar soluções), em vez di Ciani, poder-se-ia ter tentado encontrar um jogador que fizesse as duas posições. Com qualidade e experiência, reconheço que seria difícil. 

Adrien poderia ser uma boa opção para realizar algum encaixe, admitindo que havia quem pagasse os tais 15M€. mas com a lesão de William, parece-me impossível deixá-lo sair.

Chaby deverá ser novamente emprestado.

Quanto a Slavchev e Gauld: só surpreende os que achavam que o Marco Silva implicava com os reforços de BC. Gauld tem potencial mas precisa de minutos (um empréstimo poderia ser boa ideia); quanto a Slavchev não percebo mesmo o que viram nele alguns adeptos que defendiam que ficasse no plantel. Só altura não chega.

EE/ED: Carrillo, Ruiz, Mané, Gelson (parece ter ganho o lugar a Iuri) e... Capel

JJ pelos vistos contava com Labyad para extremo e não avançado. Mas, segundo os relatos, não tem convencido. Aliás, o próprio Capel também não. Creio que está na África do Sul como última oportunidade (que Labyad já não teve, por lesão, ou já não teria de qualquer maneira?).

Creio que o 5º elemento que JJ tinha em mente quando foi à SIC Notícias seria um extremo. Veremos se a surpresa com Gelson e/ou a fezada com Capel (neste momento não é mais do que isso) o fazem mudar de ideias. 

Heldon vai sair (volto a chamar a atenção para as colocações - Rio Ave?), assim como Wilson Eduardo (normal, como já tinha dito), Viola (a percentagem de passe que detemos não o ajuda) e Salomão (fica só por perceber a ideia de renovar contrato há 2 anos...). 

Dramé e Sacko são situações distintas: o primeiro foi um daqueles "tiros" que se aceita e se continuar pela equipa B nada a dizer (pode até ser que um dia se faça um negócio do tipo Lewis Enoh); pelo segundo o Sporting pagou ao Bordeaux. Mais um difícil de compreender e relativamente a quem não vejo muito bem qual será o plano de curto/médio prazo...

AV: Slimani (se sair, creio que entra Mitroglou), Montero, Gutierrez (finalmente!), Tanaka

Creio que Tanaka como 4º AV não deve deixar ninguém chocado. Não acho que fosse de esperar 4 AVs de nível equivalente. O 4º AV tem que ser um Weldon, um Derley ou... um Tanaka. Acho natural. O que também acho é que o Sporting, independentemente de Mitroglou, pode estar à procura de um 4º AV com outras características.

Podemos argumentar que o papel de 4º AV poderia ser de Diego Rubio, pelo que essa busca seria desnecessária. Concordo. Rubio pode eventualmente ser emprestado (tem seguramente mercado em Portugal depois do que fez na II Liga no ano passado), ainda está em fase de beneficiar disso mesmo, mas o 4º AV não tem que ser um Jardel ou um Liedson.

Podemos também argumentar que seria aqui que poderiam caber Labyad e/ou Viola. Isso depende do julgamento técnico de JJ (no caso de Viola foi essa a posição que veio ocupar no 1º ano). Eu por acaso acho que qualquer um dos dois poderia trazer mais do que Tanaka. Mas JJ olhou para eles de outra forma.

Há finalmente o caso de Betinho. Deve ser emprestado mas tem que jogar. Um empréstimo como o que teve ao Vitória de Setúbal não o ajudará em nada.

O que é certo é que comprar um 4º AV, a meu ver, não faz qualquer sentido. Há muitas opções para o lugar em causa.

***

Ficamos com 26 jogadores, ainda podem entrar mais 3. O que significa que, destes 25, alguém vai sair. Eu apostaria que se entrarem os tais 3 (sem sair ninguém), serão um médio defensivo, um extremo e um avançado. Se assim for, sairão André Martins (tenho pena...), Capel (sem comentários...) e Tanaka.

Aguardemos, primeiro, por dia 1. E depois pelo terrível 31 de agosto.

15/07/2015

A recepção a Jesus e Maxi

Como eu gostava que fosse a recepção a:

a) Jesus: um aplauso de reconhecimento pela dedicação e trabalho realizado e depois passava a ser apenas o treinador do Sporting;

b) Maxi: gostava que estivesse a aquecer quando fossem comunicadas as equipas e depois do "2. Maxi Pereira", não haver nada mais do que um silêncio ensurdecedor. Um simples desprezo.


Gorbyn

13/07/2015

Coisas que se dizem - e a responsabilidade inerente às mesmas

Em Maio de 2012 escrevi neste blog que não era (e não sou) apreciador de um certo perfil de jogador em que se enquadra João Pereira.

Não vou reproduzir o texto, porque fui muito duro com João Pereira num momento em que era praticamente certa a sua saída. E nisto, meus amigos, não tenhamos dúvidas: ninguém gosta de criticar duramente os "seus", ainda mais quando o que está em causa não são qualidades futebolísticas mas carácter; agora, se eles entretanto saem ou estão de saída, as palavras chegam mais facilmente ao papel.

Nunca vi nenhum portista escrever que o Paulinho Santos não tinha carácter para representar o FCP. E vi poucos a elogiar o enorme capitão João Pinto quando, num célebre jogo no Restelo, repreendeu o tal do Santos por ter mandado o Bino (por sinal, emprestado pelo FCP, veja-se bem...) para o estaleiro.

Isto dito, e tirando o tal excesso para com o carácter do João Pereira, mantenho a minha opinião. Não gosto de arruaceiros, nunca gostei. Não gosto de Tassottis a cotovelar Luis Enriques. Gosto, mesmo muito, de lembrar a imagem do João Pinto no Restelo. Não gosto dos cobardes que esperam que o árbitro esteja de costas para dar cotoveladas e pisões. Prefiro os Zidanes que, às claras, e fazendo valer o princípio de que "quem não se sente não é filho de boa gente", não pedem licença a ninguém para reagir a quente. Porque a isso todos estamos sujeitos. É humano.

Por isso, a chegada de João Pereira gera-me mixed feelings. Por um lado, na altura defendi que saísse, pelo que já referi acima, e também por entender que teríamos melhor, mais barato e menos problemático (sim, depositava grandes esperanças em Cedric, pelos vistos não me enganei assim tanto); por outro lado, entendo que João Pereira será melhor, mais barato e menos problemático do que Miguel Lopes (noutra perspetiva, desta feita a interna) e espero que venha mais maduro e menos quezilento.

Em que ficamos? Seria fácil eliminar esse post de Maio de 2012 e dizer aqui "bem-vindo de volta, João". Prefiro fazer de outra forma: assumir que posso ter sido demasiado duro nas palavras, mas dizer também que João Pereira, para ficar na minha lista de favoritos, tem que ter um comportamento sério em campo. Repito: sério; não digo exemplar, ou impecável, ou liso. Ninguém lhe exige que seja totó, ele tem direito a reagir a quente de vez em quando (e reconheço que será provocado algumas vezes); e pode até fazer, por uma vez, a título excecional, o que o Acosta acabou por fazer ao Paulinho Santos na final da Taça 99/2000, depois de sei lá quantas provocações (e de um historial que até o Acosta conhecia). Esse merecia que lhe fizessem isso 10 vezes. Não merecia que a direção do Sporting pusesse o JVP a entregar um ramo de flores no jogo de despedida, isso não...

No fundo, e em suma, o João Pereira tem que ser o jogador que sempre foi, beber da sabedoria de JJ para melhorar a sua postura defensiva (que não era famosa, mas enfim, teve os treinadores que teve...) e manter a sua enorme capacidade de desequilibrar ofensivamente. O que não pode fazer é pisar adversários só porque no lance anterior lhe fizeram uma cueca ou mandaram uma boca. E, se assim for, ficarei muito contente com o regresso dele. Apenas isto.

09/07/2015

Um plantel difícil de antecipar (III) - Ataque

No ataque, vivemos um momento de indefinição, tendo em conta o que vai saindo nos jornais e a quantidade de opções existentes no plantel.

Recordo que o Sporting encarou o último ano com Carrillo, Capel, Mané, Heldon (depois Nani), Montero, Slimani e Tanaka.

Destes, saiu Nani. Os restantes até ver estão por lá. Mas a eles devem ser acrescentados os regressados de empréstimos (Viola, Labyad, Iuri, Wilson, Betinho? - Heldon já referi acima), os que se "destacaram" na equipa B (Rubio, Sacko, Gelson - não conto com Cissé porque foi um claro erro de casting e não conto com Dramé porque segundo li já não está a trabalhar com a equipa principal), os que chegam como "reforços" (até agora, apenas Bryan Ruiz) e aqueles de que se fala com alguma insistência (Teo Gutierrez e Wolfswinkel).

Contando apenas com os que têm contrato, temos nada mais nada menos do que 15 jogadores. Sendo 4 os jogadores a ocupar posições no ataque, estamos a falar de 8 jogadores + equipa B (não faz sentido ter mais do que 2 jogadores por posição quando há uma equipa B, podendo eventualmente abrir-se uma exceção para um joker que treine com a equipa A mas jogue na equipa B). Ora, admitindo que o Sporting está no mercado para procurar, pelo menos, mais um (para o plantel principal), e que Bryan Ruiz fará seguramente parte do plantel, estamos a falar de 15 (!) nomes para 6 vagas. Vamos lá, um por um.

1. Carrillo - seria, para mim, a grande prioridade: é essencial renovar com Carrillo. Sei que sou suspeito, já o considero um craque desde o jogo de apresentação de 11/12 com o Valencia. Andámos demasiados anos a perder tempo com conversas de que "só é bom a sair do banco" e "é muito irregular". Não era muito difícil, permitam-me a arrogância, concluir que o problema não estava em quem se sentava ou deixava de se sentar no banco, mas na maioria dos casos no elemento que estava em pé. É essencial perceber que esta aposta num treinador que tem um histórico muito positivo no efetivo melhoramento do rendimento de jogadores deve ter subjacente um raciocínio de aposta naqueles que já estão num patamar de qualidade elevada. Carrillo, não duvidem, é dos que mais poderá beneficiar de JJ. Vai fazer dele o jogador que desde o primeiro dia se antecipou que poderia ser. Não sei quanto pede mas admitindo que estamos em patamares não obscenos, eu poria aqui as minhas fichas.

2. Capel - tratava-se, para mim, de um caso perdido. Capel teve no Sporting um percurso semelhante ao que o levou a sair do Sevilla: grande impacto inicial e percurso sempre a descer. Foi pior de época para época, sempre. Mas JJ acredita nele. Fala-se da sua conversão a DE, sinceramente não acredito muito nisso. Onde está, então, a minha esperança? Nisto: com Domingos e Sá Pinto foi dos melhores, com Sá Pinto, Vercauteren e Jesualdo idem (se contarmos apenas o grupo dos "experientes", era basicamente Patrício, Capel e Wolfswinkel, o resto correu muito mal) e depois simplesmente perdeu motivação. Motivado e devidamente enquadrado, pode ser o Capel da 1ª época. E esse tem lugar no plantel.

3. Mané - gosto de Mané, não o considero o "novo Djaló" de que alguns falam, embora naturalmente tenha muito para crescer e aprender. Para mim, tem lugar no plantel.

4. Heldon - acho que o Heldon foi uma razoável opção na 1ª época, em que havia muitas limitações. Como disse na altura, é difícil construir um plantel, com limitações financeiras, em que não haja um ou outro que, na realidade, não teria lugar em condições normais. Há outros setores em que isso ainda se verifica. Mas no ataque, com os nomes que já temos e os que entretanto voltaram ou chegaram, podemos ser mais exigentes. E neste contexto o Heldon não tem lugar. Faria sentido transferi-lo porque o empréstimo, na sua idade, já não faz grande sentido. Eventualmente incluí-lo num negócio com um clube do campeonato nacional, se houver interesse nisso.

5. Montero - como sabem, acho Montero um craque. Por mim, fica indiscutivelmente.

6. Slimani - um jogador muito útil e que fez uma super-final da Taça. Mas, havendo uma boa proposta, eu deixaria sair (admitindo que quem vem aí é efetivamente um PL "de área" e não mais um Ruiz ou Labyad). Há quem entenda que, no esquema de JJ (pensando essencialmente no Benfica do 1º ano), poderia fazer de Cardozo. Eu entendo que Slimani está longe de ter a técnica de Cardozo. Tem outras coisas em que é, até, mais forte (jogo de cabeça, intensidade, pressão). Mas, repito, admitindo que o "reforço" é um PL "de área", eu deixaria Slimani sair.

7. Tanaka - duvido que tenha lugar no plantel. Fez mais, na primeira época, do que todos esperávamos. Aquilo que se pensava ser uma jogada de marketing foi mais do que isso, sem dúvida. Para além da empatia que criou com os adeptos, Tanaka foi titular em diversos jogos, foi uma opção útil mesmo a sair do banco e teve aquele lance inesquecível de Braga (que nunca esquecerei porque foi o primeiro golo que a minha filha festejou comigo, rindo e gritando golo, ainda nem tinha 2 anos - o que obviamente não fez por ver o lance na TV mas por me ver saltar da cadeira, não criemos ilusões!). O apelo sentimental é forte mas, honestamente, não tem lugar.

8. Viola - a esperança que deposito neste jogador tem mais a ver com o facto de ver outros, que percebem mais do que eu, a dizer que é bom jogador. Eu, sinceramente, nunca o vi fazer nada de especial. E adicionalmente tem o problema da percentagem do passe, que é curta para os padrões de BC. Duvido que fique.

9. Labyad - é o ano do "agora ou nunca". Tendo em conta o investimento feito, o potencial que tinha com 18/19 anos, o facto de o termos disputado com Benfica quando JJ treinava o rival (o que demonstra que JJ o aprecia) e a época positiva que realizou no Vitesse (a primeira, segundo o que li, foi sofrível), creio que terá oportunidade. Mas sendo honesto deveria dizer dele o mesmo que disse de Viola: nunca lhe vi nada de fantástico (um golo em Olhão, vá...). Mas vai ter lugar.

10. Iuri - já o disse, creio que um ano de empréstimo a um clube de patamar superior ao Arouca seria o ideal. Em Portugal há poucas opções, essencialmente porque o posicionamento estratégico do Sporting criou uma série de anti-corpos com os clubes de média dimensão. Mas admitindo que seria possível ultrapassar alguns problemas, Vitória de Guimarães, Nacional ou Marítimo seriam boas hipóteses.

11. Wilson - aplica-se-lhe o mesmo que disse de Heldon.

12. Betinho - devia olhar para o exemplo de Filipe Chaby e perceber que, por vezes, um passo atrás pode, mais tarde, significar dois à frente. Precisa de jogar e se, no ano passado, considerou o Sporting B insuficiente para o patamar competitivo que considera necessário, deveria ponderar um candidato à subida na II Liga. Porque um clube menor da I liga dificilmente será proveitoso para as suas características.

13. Rubio - se aceitasse, poderia muito bem ser o joker que acima referi: treinaria com a equipa A, estaria disponível para jogar na B. Do que vi na equipa B, é jogador com qualidade. Falta alguma ratice e ganhar algum pedal. Se houvesse interessados na I Liga, o empréstimo também seria uma boa opção.

14. Sacko - não lhe vi nada de especial, por mim ficaria na equipa B ou seria emprestado.

15. Gelson - tenho um feeling que será este o jogador em que JJ irá apostar. É um mero feeling, mas parece-me o tipo de jogador que JJ aprecia. Neste exercício, estou a contar com ele.

Com isto, ficaríamos com:
EXTREMOS: Carrilllo, Capel, Mané, Gelson
AVANÇADOS: Labyad, Ruiz, Montero e o reforço.

Creio que será por aqui. Há a incógnita Slimani - se ficar, pode significar que há 9 opções para 4 lugares, ou pode significar que já não se conta com Carrillo (sendo Labyad deslocado para a ala), ou que há boas propostas por Montero (ficando Labyad e Ruiz como opções para AV mais recuado e Slimani e o reforço como opções mais fixas). Prefiro o cenário que idealizei ou as 9 opções. As saídas de Carrillo e Montero antes de passarem, pelo menos, 1 ano com JJ, podem ser erros históricos. Vamos evitá-los.

07/07/2015

Um plantel difícil de antecipar (II) - GR, Defesa e Meio-campo

JJ noutro dia deu algumas (poucas) pistas. Falou de 3-5 entradas (creio que está a assumir que não sairá ninguém, deixando margem para mais jogadores em caso de vendas) e da inclusão de 2 jogadores da equipa B (já ouvi de tudo nestes dias na imprensa: Gelson, Wallyson, Palhinha, Ruben Semedo, etc.). Deu também a entender que o modelo de jogo será semelhante ao do Benfica, com 2 AV (um mais fixo outro mais móvel). Ainda assim, difícil pensar num plantel.

Vamos lá tentar nome a nome, com os que temos e aqueles de que se fala (e falou):

Patrício - não acredito que saia para o Atletico Madrid. Considerando qualidades, potencial, idade, etc., o Atletico está bem servido com Oblak. O facto de estar no patamar em que está sendo 4 ou 5 anos mais novo é decisivo. E o Atletico está naquele núcleo de clubes que faz negócios que ninguém percebe, do qual estamos claramente afastados. Creio que Patrício fica.

Boeck - uma incógnita: tanto pode querer sair para jogar, como manter a posição de "reserva moral" (literalmente!). É daqueles jogadores que eu deixaria fazer o que quisesse. Por gratidão.

Nos GR, o tema é simples: saindo Patrício, precisamos de quem dispute a titularidade com Boeck; saindo Boeck, precisamos de quem seja um suplente sólido de Patrício. Creio que o GR esloveno veio para aprender e pelo que fui vendo da equipa B, o Luís Ribeiro está ainda "verdinho" e poderia beneficiar de um empréstimo na I Liga, desde que jogasse.

Miguel Lopes - a transferência está fora de causa, 5M€ para o Porto não passa pela cabeça de ninguém, muito menos na de BC. Ou sai por empréstimo ou acaba por acordar com BC uma redução salarial que lhe permita ficar.

Esgaio - creio que terá lugar garantido no plantel

Jefferson - duvido que fique (entrou em conflito com BC...), mas recordemos que os DE são os calcanhares de Aquiles de JJ, desde a descoberta de Coentrão. Havendo proposta ao nível da de Cedric, sai. Fala-se de Insua: seria muito bem jogado (mas, enfim, trata-se do Atletico - v. acima).

Jonathan - histerias pós-Dragão à parte, sempre foi uma boa alternativa. E vai seguramente aprender muito com JJ.

Paulo Oliveira - não é muito justo que todos os dias se fale de centrais quando fez uma época positiva e um Euro enorme. Mas compreende-se: é um jogador em crescimento e o Sporting, pelos vistos, quer ganhar já. O último nome de que se fala é o de Douglão. Sinceramente, do que me lembro, não me parece jogador para o Sporting. Mas parece certo que teremos um defesa central novo.

Ewerton - vai ficar e muito bem.

Tobias - será o 4º central. Também poderia ser Ruben Semedo. O que não ficar no plantel deve, a meu ver, ser emprestado a um clube da I Liga.

Na defesa, está tudo mais complicado. Muito depende da apreciação de JJ. Creio que o DC é certo. DD e DE dependem das soluções que sejam encontradas para Miguel Lopes e Jefferson.

William - se ficar, será excelente. Se não ficar, terá que ser contratado um MD. Danilo seria uma boa opção, preferiu o FCP (que naturalmente deve pagar mais). JJ deu bem a volta ao tema, falando do futuro, ou seja, Danilo seria a alternativa a William.

Rosell - creio que fica, é um bom jogador.

Adrien - fala-se de uma proposta do Monaco de 10M€. A ser verdade, compreendo que seja transferido. Tem um salário alto e em boa verdade, sendo o MC montado à imagem de JJ, vejo ali uma dupla William/João Mário e Adrien no banco. Pode custar a muitos sportinguistas ver (alguns) desconhecidos do Benfica sair por 15 e Adrien por 10. Mas compreenda-se que o Sporting está, ainda, fora dos grandes mercados. A nossa transferência mais cara continua a ser Nani, há 7 ou 8 anos. Depois disso, tanto Benfica como FCP transferiram vários jogadores por verbas muito superiores. Trabalhemos para estar nesse mercado mas com a noção de que, por ora, 10M€ por Adrien seria normal.

João Mário - indiscutível.

André Martins - depende de JJ. Pode ser uma alternativa para o lugar de João Mário. Comigo ficaria.

Wallyson - pode ser um dos nomes a lançar por JJ e o 5º nome do meio-campo.

No meio-campo, ficando William, e mesmo saindo Adrien, eu não mexeria.

Deixo para post diferente os Extremos e Avançados, onde tudo está muito mais difícil de antecipar (até porque vejo diferentes alternativas no plantel mas vejo também o Sporting à procura de várias opções - e JJ não desmentiu nem Ruiz nem Wolfswinkel).

01/07/2015

Só para ter a certeza de que percebi bem...

Bruno de Carvalho

Jorge Jesus

Octávio Machado

Todos juntos, no mesmo local, todos os dias

É isto?

OK, agora vou ali pensar um bocado melhor nesta possibilidade.