13/05/2015

Uma dúvida

Não me lembro agora do nome do treinador principal do Sporting, lembram-se? É que o nome dele não foi sequer pronunciado na entrevista de ontem. Estranho que uma entrevista no dia 12 de maio, ainda que na Sporting TV, não aborde o tema do treinador da próxima temporada. Ou melhor, estranho para quem acredita que, sendo ganha a Taça de Portugal, vai ficar tudo bem. Para mim não foi nada estranho...

Respeito todas as opiniões sobre a continuação ou não de Marco Silva (até porque, pelo menos as que vejo aqui no blog, têm a enorme vantagem de serem dadas muito antes do resultado de 31 de maio). Agora, continuar a achar que tudo o que se passa à volta do treinador é "normal" e não perceber as mensagens nas entrelinhas sobre os "prejuízos" causados por termos ficado em 3º lugar, já me parece algo ingénuo, se me permitem.

PS: Não gostei mesmo nada da condução do Nuno Graça Dias. O comentário de descobrir o "norte" para a resposta no tema Somague não lhe sairia da boca se a entrevista fosse noutro qualquer OCS. E o esforço de parecer (parecer, apenas parecer, não peço mais) que há ali um jornalismo minimamente independente não deve nunca ser abandonado. Sei que isto vai gerar um rol de críticas mas tenho que o dizer: tudo aquilo que os sportinguistas criticavam na versão bacoca da Benfica TV, a Sporting TV também tem, em maior ou menor medida. Com exceção do relato dos jogos em direto (valha-nos isso...).

29 comentários:

  1. Koba,

    às tuas legítmas dúvidas e crítcas, acrescento isto:

    http://diadoclube.blogs.sapo.pt/o-que-ficou-por-dizer-6405

    e não preciso de dizer mais nada (a não ser que estou muito, mas mesmo muito preocupado com futuro do nosso clube, pelo menos na dimensão que, há mais de 30 anos atrás, nos foi dado a conhecer)

    um abraço

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  2. Koba,

    Não vi a entrevista. No entanto, acredito que BdC já tenha decidido na não continuidade de MS. Partindo deste pressuposto, não faz sentindo anunciar, para já, que o treinador não se encontra nos planos para a próxima época.

    Cumps

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  3. Por outro lado existe na Sporting TV uma rubrica semanal com o treinador. Se a ideia é não continuar com o MS, na minha opinião faz pouco sentido aquele programa.

    Claro que também fiquei preocupado com a questão do orçamento, mas não podemos ignorar que o acesso directo à champions representa quase metade do orçamento.

    Por outro lado fico confuso.... ia jurar que este tipo tinha defendido que se travava de um erro assumir a candidatura ao título.

    http://foradejogo08.blogspot.pt/2015/05/ex-dirigente-exige-luta-pelo-titulo-ao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blog-fora-de-jogo+(Fora-de-jogo)

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  4. Cantinho, isto para mim tem sido uma desilusão. Os meus amigos mais pessimistas desde a 1ª hora dizem-me que só estou desiludido porque me iludi. Como diz o texto que enviaste, até o balão da comunicação está a esvaziar. Nessa perspectiva, a Sporting TV foi um desastre para BC - deixou de se preparar para embates com jornalistas (por vezes hostis), passou a preparar-se para guiões ajudado por jornalistas (muitas vezes amigalhaços, como ontem). Não há uma só entrevista na Sporting TV que seja bem conseguida; antes disso recordo, por exemplo, uma na TVI com Sousa Martins elogiada pelos mais acérrimos críticos. E já vamos no 3º modelo de comunicação...

    RMSCP/FCS,
    Ia começar por dizer que o que diz o RMSCP é também a conclusão lógica que eu retiro. Mas depois leio o comentário do FCS e... já não sei nada outra vez. Mas tendo a achar que está tudo dentro da normalidade para não desestabilizar mas a decisão está tomada. O problema é que o silêncio sobre ela também desestabiliza...

    FCS, eu percebo que o não acesso direto à Champions crie uma dificuldade adicional relativamente ao ano anterior. Mas é algo que devia ser encarado como "normal", afinal de contas temos o 3º orçamento. É com isso que devemos contar. O que vier a mais só nos alegra.

    E reparem todos nisto: o FCP é segundo e já leva 78 pontos, podendo ainda (muito provavelmente) atingir os 84. Para contarmos com o 2º lugar, temos que contar com o seguinte: não estando os rivais abaixo do seu nível, e estando nós em redução de custos, todos os anos temos que fazer a nossa melhor época de sempre em campeonatos disputados a 18. Porque o nosso máximo de pontos, em campeonatos a 18, é 77. E o FCP, com duas jornadas por disputar, já leva 78. É realista programar épocas a contar com isto?

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    1. Koba,

      Por alguma razão andamos em jejum de títulos. Enquanto os nossos rivais evoluíram, nós fomos regredindo nos últimos anos e só agora parecemos estar mais estáveis mas precisamos ainda de melhorar para chegarmos ao título. Falta subir um degrau que todos os anos parece impossível de subir. Falta competência. A meu ver, esse patamar só pode ser atingido se tivermos um treinador de qualidade. Basta olhar para o Benfica antes e depois de JJ.

      Com isto não estou a dizer que o nosso plantel é perfeito. Mas, nas condições em que nos encontramos, acha que algum dia será possível termos um plantel como o do Porto? Na minha opinião, não. Por isso é que apostava as fichas no treinador.

      Cumps

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    2. RMSCP, se o JJ estivesse disponível, eu trocava já (com toda a consideração que o Marco Silva me merece)

      Mas ao nosso alcance não vejo ninguém que me ofereça mais garantias do que o Marco Silva. Funcionam os dois elementos: a (minha) convicção e a exclusão de partes.

      Porque se houvesse alternativas... Basta pensar (noutro nível) no Bayern. Eles tinham um treinador em que acreditavam, ganhou tudo. Mas havia um melhor disponível (Guardiola). Aí funcionou a lógica do "sim, temos um bom, mas podemos ter um ainda melhor".

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    3. Koba,

      Há milhões de treinadores no mundo. De certeza que hão-de haver muitos treinadores de qualidade que ainda não tenham grande notoriedade. Não digo que seja fácil mas está muito longe de ser impossível. É preciso é saber o que se quer e procurar.

      Cumps

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    4. Hoje nem preciso escrever nada, basta ler o que aqui está, nas respostas que me deste e que deste ao FCS e RMSCP.
      Muito bem analisada a questão da pontuação.

      Acho que o Sporting devia ter dado o salto após a 2ª época de Paulo Bento. Aí devia ter questionado: é possível fazer mais? Se sim, com quem? Este ou com outro disponível?

      O "salto" estava disponível (em Belém e, depois, em Braga), mas nós achámos que os nossos 2ºs lugares eram mais mérito nosso que demérito dos outros (Camacho, Quique, Chalana... enfim). Devíamos ter perguntado porquê que um 11 com Nani, Liedson, Moutinho, Veloso, Alecsandro, Tello, Caneira e Polga, teve tanta dificuldade em derrotar um 11 com Dady, Alvim, Costinha, Amaral, Cândido Costa (onde os únicos jogadores eram os "jovens" Silas e Zé Pedro, bem como Ruben Amorim).

      Foi erro histórico, mais um (a juntar a Mourinho, Villas-Boas, etc). Resumindo, fomos Sporting.

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    5. Cantinho, não acredito em "sinas". Temos sistematicamente escolhido mal ou não temos tido muito por onde escolher. Apenas isso.

      Acredita nisto que te estou a dizer: mais do que tudo, o Sporting precisa de uma revolução cultural. Não a do Mao, claro. Mas isso é um tema que nos levaria muito, mas mesmo muito longe.

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    6. Koba,

      concordo com a revolução cultural (e a do Mao, em teoria, tinha coisas boas, mas optou por aplicar grosseiramente as más). E talvez ela tenha de passar por um actualização da nossa Dimensão. Não somos tão Grandes como apregoamos. Isso tem sido muito condicionador da maneira como fazemos e preparamos o caminho.

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  5. Faltou dizer isto: ainda assim, e se ainda estiverem disponíveis, vou subscrever as obrigações (a taxa é excelente!)

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  6. Império dos Temakis13 de maio de 2015 às 16:03

    Não faças uma coisa dessas homem...

    A taxa de juro reflecte o risco do investimento, se é muito boa é porque o risco é muito elevado. Mas tu sabes isso. Só talvez não tenhas pensado nisto: o que será das finanças do Sporting na maturidade das obrigações é uma incógnita e o pagamento do capital + juro DEPENDERÁ da capacidade do clube fazer novo empréstimo obrigacionista (com os orçamentos já apertados, obrigações com credores bancários e a aproximar-se o prazo para eventualmente exercer o direito de preferência na conversão das obrigações emitidas no ano passado, dificilmente haverá 30 milhões de euros para evitar novo roll over).,

    Portanto comprar obrigações da Sporting SAD - uma sociedade falida - não é sequer um exercício de fé no mérito financeiro da actual gestão do Sporting, é um exercício de fé na actual e na futura Direcção do Sporting e na capacidade da economia nacional absorver um empréstimo obrigacionista de 35 milhões em 2018. Basta que a economia nacional derrape fortemente que os fundamentais do Sporting nem sequer sugerem ser pertinente pagar a dívida...

    Por isso lembra-te do papel comercial do GES, que pagava uma percentagem superior aos depósitos e tinha como "garantia" um grupo com um Banco e muito poder em Portugal (o mesmo vale, obviamente, para as obrigações a emitir pelo Porto).

    Percebo que a actual Direcção não tinha alternativa, mas atendendo aos riscos substanciais desta emissão, pedir aos sportinguistas para subscrever por razões afectivas, para mais no contexto económico português, sem alertar para os riscos inerentes, é - do ponto de vista ético - altamente questionável.

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    1. Caro Império,

      Claro que pensei nisso. Mas passa-te pela cabeça que o Sporting não pague? Não penses em mim, esquece a minha posição, eu vou "apostar" um valor "emocional". Passa-te pela cabeça que o Sporting não pague a investidores (aqueles que os promotores vão "arranjar") que vão apostar mais do que valores emocionais? Se não pagar, vai demorar muito tempo até poder recorrer novamente ao mercado.

      Claro que se pensares em cenários de derrapagem... Mas aí a minha preocupação não vão ser especificamente as obrigações do Sporting, mas sim todas as minhas aplicações. As minhas e as de toda a gente.

      Num cenário de normalidade, isto o Sporting paga. Obviamente estou a assumir novo roll-over para pagar este, só os líricos acham que vamos ter 35 milhões para pagar este e não fazemos mais nenhum.

      Mas sim, estou a arriscar. Agora pergunto-te: arrisco mais ou menos se comprar obrigações do Tesouro?

      Abraço

      PS: Honra seja feita ao homem: no meio de uma entrevista que considero das piores desde que é presidente, os argumentos que invocou para a subscrição foram os usuais (confiança, taxa, parceiros) e não os emocionais.

      PS2: Ia-te perguntar pelas do FCP quando reli o teu comentário e vi o que está entre parêntesis. Recordo que à falta de possibilidade roll-over, num momento bem mais complicado do que este em que uma emissão seria impensável, saíram à pressa os Hulks e outros para pagar os compromissos assumidos. No nosso caso não há Hulks, bem sei... no pior cenário, lá teremos que encontrar 3 Brumas. Seria bom que a formação continuasse a produzi-los porque se dependermos do que vamos contratar fora, fica difícil.

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    2. Império dos Temakis13 de maio de 2015 às 17:22

      O meu (único) ponto era sobre a insusceptibilidade de prever a capacidade financeira do Sporting, dos bancos e da economia nacional para fazer o roll over daqui a 3 anos. Acho que o pertinente é conjugar as trajectórias e o nível de endividamento de cada um e tentar perspectivar se - em 2018 - existirá capacidade para renovar o endividamento pelo preço que este custará (que não custa 30 milhões, custa isso + juros muito elevados).

      Nem de propósito saiu isto há pouco:

      http://observador.pt/2015/05/13/sporting-sad-porto-sad-finte-estas-obrigacoes/

      O lado emocional está lá (ou passar-te-ia pela cabeça subscrever as obrigações do Porto?) e é com base nesse lado que o juro atribuído - sendo muito elevado - não é suficiente para compensar o risco em causa.

      Obrigações do tesouro? Querendo o mesmo tipo de risco, compra as gregas e terás uma maior remuneração.Se te referes às OTs portuguesas, ao contrário do Sporting, o Estado tem um comprador a quem não custa produzir dinheirio (o BCE) e neste momento o risco de default parece ser relativamente baixo (mas a remuneração é muito mais baixa).

      Se me passa pela cabeça que o Sporting não pague? Não me passava pela cabeça que o BES fosse à falência.

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    3. No anterior lançamento de obrigações do Porto, não subscrevi por razões puramente emocionais - porque o produto era muito atrativo. Um colega meu, lampião, subscreveu. Dizia ele que o coração batia melhor com o bolso mais recheado.

      Esse artigo é miserável, nem sei como tu dás crédito a quem gasta tantos parágrafos a falar do risco de insolvência e a fazer copy/paste (mal feito!) do artigo 35º do CSC, sem sequer perceber o que diz o artigo. Isto é das coisas mais ridículas que li nos últimos tempos.

      E depois a dica para retirar o investimento. Mais lampião é impossível...

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    4. Império dos Temakis13 de maio de 2015 às 18:23

      Tirando a parte relativa ao art,º 35 do CSC, o artigo diz o essencial: não há uma notação do risco destas obrigações que seja realizada por uma entidade independente e grande parte do público-alvo a que se dirige não é capaz de fazer essa avaliação. Portanto a recomendação de não comprar é válida, pelas razões lá aduzidas a que se acrescentam as que referi (e muitas mais haveria).

      A lógica empresarial (a racionalidade empresarial) não admite em nenhuma circunstância que um prospectivo emitente confesse, na véspera da emissão, que não sabe como vai estruturar a actividade da sua empresa daqui a algumas semanas... em directo na televisão. A existência de procura por instrumentos financeiros geridos por pessoas com este grau de insconsciência é um mistério. Não serão seguramente 4,5% líquidos que compensam este risco de negócio. Apenas quis assinalar o que nem o mais fanático pode desmentir: é impossível prever a capacidade da Sporting SAD fazer um novo roll over da dívida (não esquecendo que os anteriores foram realizados num contexto em que os bancos admitiam aumentar a sua exposição e agora viraram a agulha).

      Tu é que sabes o que fazes ao teu dinheiro...agora, se for um investimento de umas centenas de euros, ficas a ganhar pouco, se for de uns milhares, converte-te.

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    5. Tu não és analista financeiro registado na CMVM e dás argumentos mais válidos do que este senhor. Gostava de saber se o Dr. Almas escreveu o mesmo quando o Benfica, ou o FCP, ou até o Sporting emitiram obrigações no passado. Porque se o argumento for a "insolvência" (baseada nos capitais próprios, enfim...) ou a maravilhosa expressão "falência técnica", ela já existe há muito tempo, como tu sabes. E existe nos três. E pergunto: quando é que Sporting, Benfica ou Porto deixaram de pagar obrigações? De que me lembre, nunca.

      Quanto ao roll-over, já disse que é um argumento em que tens razão. Mas ao qual já respondi - nem que o Sporting tenha que vender todo o plantel, tem que pagar. Caso contrário, vai levar anos até que possa ir financiar-se ao mercado porque, aí sim, ninguém vai confiar. Não é uma questão de confiar na gestão deste ou daquele, é a percepção de que falhar nisto seria catastrófico. O que não significa que não possa acontecer.

      Em situação de derrapagem, aí sim, ficamos a arder. Mas aí o que me preocupa é muito mais do que as obrigações do Sporting...

      PS: Se conhecesse alguém no Observador, sugeria que as Almas dessem lugar aos Temakis. Pelo menos estes últimos percebem o que estão a escrever.

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    6. Império dos Temakis14 de maio de 2015 às 09:13

      Comparativamente com as obrigações a emitir pelo Porto (cuja emissão passou ontem de 40 para 45 milhões), há ainda 3 diferenças substanciais a registar:

      1) endividamento vs orçamento - o Porto ao pedir 45M emite obrigações num valor equivalente ao seu orçamento médio nos últimos 7 ou 8 anos. O Sporting ao pedir 30M, pede mais do que o orçamento médio (1,2 orçamentos) no mesmo período de referência e, além disso, está contratualemnte obrigado com os credores a não atingir esses valores.

      2) mais valias médias realizadas nos últimos 7 ou 8 anos com transacções de jogadores - caso o contexto sugira ser difícil ou demasiado oneroso um roll over, importa ver quanto da emissão poderá ser paga com as receitas extraordinárias que cada clube consegue realizar. Conclui-se outra vez que o valor em causa para o Sporting é um múltiplo superior a 1 das receitas extraordinárias (o máximo que o Sporting terá conseguido foi 25M em circunstâncias muito excepcionais) e o Porto encaixa frequentemente 60M.

      3) receita da Liga dos Campeões como receitas 'ordinárias' - é ver quantas verso Porto não esteve na LC (de memória, uma) nos últimos 10 anos e comparar com o Sporting.

      Estas diferenças substanciais projectam-se nas diferentes taxas de juro praticadas. Em nenhum dos casos o juro compensa o risco, porque para o Porto o futebol é capital de risco e há uma dose de risco muito grande (e estas obrigações não remuneram como capital de risco) e para o Sporting, que está a tentar seguir outro modelo, o montante da emissão é desajustado à realidade financeira do clube.

      Portanto se no fim do dia, com o capital imobilizado durante 3 anos, a diferença for a de uma boa jantarada, ehpa.... compra obrigações da EDP, da Semapa, etc., que não praticam taxas muito inferiores e não têm o mesmo risco.

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  7. Voltando agora com um bocadinho mais de tempo...

    Ainda sobre a questão do orçamento, posso ter percebido mal mas a mim pareceu-me que se referia a orçamento para contratações e afins e não propriamente a massa salarial.

    Mas existe outro caminho, esse sim verdadeiramente populista e demagogo, vende o William, o Carrilho, o Slimani e compra um contentor de craques das Américas + uns semi reformados.

    Nada que nunca tenha acontecido no Sporting... e bem recentemente.

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    1. FCS, olhe que está tudo relacionado. Eu "não sei" se posso oferecer x ou y a um jogador com quem estou a renovar contrato, tal como "não sei" se posso oferecer x ou y a um jogador que quero contratar.

      O não sei está entre aspas por dois motivos:

      (i) porque quando se diz que a Champions é metade do orçamento isso pode não ser bem assim. Seria correto dizer que a Champions representa um valor equivalente a metade do orçamento, isso sim. Mas o Sporting, de acordo com o RC do exercício anterior (sem champions), teve receitas (sem considerar vendas de jogadores) de 35M€. Resta saber quanto destas receitas estão disponíveis, esse é o ponto.. Nesse ano, os gastos com pessoal foram de 25M€... segundo creio, este ano foram reduzidos, mesmo havendo champions.

      (ii) porque este cenário devia estar a ser equacionado, pelo menos, desde o jogo em Paços de Ferreira... O Sporting não pode obviamente apostar forte para ver se chega lá. O Sporting tem que orçamentar como se não chegasse lá.

      Não vamos pelo "recentemente" FCS. Isso não pode servir de argumento para sempre. Todos sabemos que a gestão de BC é muitíssimo afetada pela desastrosa gestão anterior. Ponto. Os temas em cima da mesa são dois:
      - como avaliamos o que foi feito até aqui?
      - o que esperamos que seja feito doravante?

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  8. Será falha minha mas eu só consigo avaliar comparativamente.

    E se tem havido erros e até dou barato que recentemente tem havido cada vez mais, ainda assim a minha avaliação é bastante boa.

    O clube estava falido! Completamente desacreditado, desrespeitado. O plantel completamente desvalorizado, com partes muito substanciais de passes alienados.

    O desafio é enorme e tem imensos riscos. A lógica que temos o 3º orçamento e como tal não podemos aspirar a mais que o 3º lugar tem que ser furada. É o único caminho... É claro que é difícil e podemos muitas vezes acabar em 3º lugar mas não assim. Não com 10 empates. Não a perder 9 pontos com o Paços e com o Belenenses. Não a oferecer sistematicamente a 1ª parte dos jogos.

    Quais são afinal os méritos do MS? Objectivamente.

    Qualidade defensiva? Qualidade ofensiva? Evolução de jogadores? Jovens lançados? Sintonia com a B? Compromisso com o clube?

    O que tem feito para mim é curto.

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    1. FCS,

      Por partes.

      BC: sei que são poucos os que me acompanham desde o início (o blog começou a ter "audiência" quando foi linkado no A Norte de Alvalade, aí por volta de junho de 2013). Mas eu no início estava entusiasmado. Apoiei quando foi para o banco, saudei o estilo mais popular, apoiei as suas intervenções antes da AG de julho de 2013, apoiei a reestruturação (a interna e a financeira - e esta última votei-a favoravelmente em AG), apoiei o corte de relações com o FCP, apoiei a contratação de Jardim (e depois a de Marco Silva), fiz um balanço positivo da pré-época de 13/14 (excecionei Bruma e Ilori, onde me parece que não feito o suficiente para que ficassem, tal como não o foi depois com Dier), fiz um balanço positivo da intervenção no mercado de Inverno 13/14, veja bem que até o defendi na contratação do Magrão :). Fi-lo obviamente antes de saber que ficaríamos em 2º lugar.

      Curiosamente, nesta época, fiquei desiludido com a gestão e os resultados... dão-me razão: a gestão da pré-época foi péssima, os "reforços" contratados não convenceram (a exceção foi Nani), a gestão da comunicação deteriorou-se e nem vou abordar outra vez o caso de dezembro. Começaram a aparecer casos atrás de casos, conflitos atrás de conflitos, alguns deles já resultantes, curiosamente, daquilo que eu antes tinha criticado em 13/14: Zahavi, Baldé, Mendes, Doyen, Benfica, agora Somague. Ah, e ficamos em 3º lugar.

      Transversal a todo este período, há uma crítica que mantenho desde a primeira hora: BC está a dividir o clube ou, se quiser dar o benefício da dúvida, nada faz para conter a divisão. Discursa para quem o fez chegar ao poder e não é o presidente de todos os sportinguistas. Porque parece que não quer ser.

      Isto dito, volto às minhas apreciações sobre a gestão do futebol. Quando elogiei, ficámos em 2º; quando critiquei, ficámos em 3º. Tudo o que eu disse antes, de bom e de mau, teve algum reflexo na realidade.

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    2. Marco Silva. Marco Silva fez o Sporting jogar, num período relativamente duradouro (diria entre Setembro e Janeiro) o futebol mais prometedor que o Sporting jogou nos últimos anos. Além de haver qualidade, havia ali a sensação de que aquilo ainda podia melhorar. Marco Silva fê-lo com jogadores como Maurício e Naby Sarr. Teve William e Adrien em péssima forma e Montero em seca de golos (Jardim, é bom não esquecer, arrancou com um super-Montero, que ninguém conhecia).

      Mas indo diretamente aos temas que coloca:
      - qualidade defensiva - sim, podia ser melhor; mas eu não consigo deixar de pensar que, por exemplo, a dupla de centrais com que trabalhou na pré-temporada não está lá. E que durante meses, contra o que todos nós queríamos (eu incluído), insisitiu num William em má forma, para o poder recuperar e tê-lo, hoje, a um nível bom. Pergunto-me se haveria possibilidade de transferir William pelos valores de que se fala se tivesse estado meia época sentado no banco...
      - qualidade ofensiva: nos últimos jogos caiu, juntamente com os objetivos e o estado anímico da equipa. É verdade. Mas quando fala do Paços, lembre-se o que foi esse jogo. Não houve qualidade ofensiva? E pergunto, também: uma vez que não conseguimos renovar com Carrillo, acha que o conseguiríamos transferir por uma verba minimamente aceitável se com o trabalho de Marco Silva Carrillo não tivesse (finalmente) tido o seu ano de afirmação?
      - Evolução de jogadores: Cedric está melhor, Paulo Oliveira muito melhor, João Mário igualmente, Montero voltou aos golos, Slimani marcou bastantes, Mané teve mais oportunidades mas a cereja no topo do bolo é mesmo Carrillo, o tal que foi substituído antes do intervalo no último jogo da época passada...
      Jovens lançados: bom, aqui temos Jonathan, Naby Sarr, Tobias Figueiredo, Paulo Oliveira, João Mário. E na Taça da Liga muitos mais foram lançados.
      Sintonia com a B: foi a que teve que ser. Dali saíram Esgaio, depois Tobias. Ainda recentemente, Jonathan foi recuperar ritmo e no último jogo foi titular na A.
      Compromisso com o clube: tirando o José Eduardo, nunca vi ninguém dizer que Marco Silva não estava comprometido com o clube.

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    3. Koba,

      o desempenho de uma equipa não é apenas responsabilidade do treinador. A formação do plantel é da única responsabilidade da SAD. Responsavelmente a esta hora - melhor dizendo, durante toda a época, especialmente agora que se apresta a findar - ambas as partes estariam empenhadas em perceber onde cada um falhou, que ilações a tirar e que erros não se deveriam repetir. Infelizmente o presidente limita-se a dizer que se fartou de avisar durante a época como se a sua responsabilidade estivesse limitada a isso.

      Por exemplo, na prestação defensiva, tivemos 8 duplas de centrais, sendo que a inicial se esfumou. Jefferson desapareceu depois do conflito com BdC, dando baldas atrás de baldas. Rosel foi chamado sem conseguir convencer. Nani nunca mais foi o mesmo depois da lesão, o que tem de ser considerado quando se fala no decréscimo da prestação ofensiva. Mané só agora parece estar a começar, andou todo ano a jogar de forma inconsequente, lembrando-nos o pior do Djaló.O Slimani desapareceu algures na CAN. O Montero vai e vem. O João Mário idem.

      O MS não é o Special qualquer coisa, mas também não é nenhum ceguinho. É apenas um treinador que caiu no clube errado na hora errada, como aconteceu a muitos outros que o antecederam.

      Abraço

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    4. Ora bem....

      - qualidade defensiva - a dupla original já não está.... seria então legitimo esperar uma clara melhoria já que os que agora estão são substancialmente melhor ou não?
      - qualidade ofensiva - últimos jogos, quantos? Apetece-me dizer que de Janeiro para cá os jogos têm sido ganhos basicamente à custa da qualidade individual dos jogadores, só. Dando de barato a instabilidade... não deixa de sr curioso que no auge da mesma conseguiu-se 5 ou 6 vitórias seguidas...
      Evolucção de jogadores - O Cedric está a fazer melhor época que a passada, onde? O Paulo Oliveira começou a jogar graças a uma lesão, o João Mário dizem os entendidos joga sistematicamente fora da posição. Em relação ao Carrilho quanto a mim o grande mérito é ter-lhe dado confiança e uma boa sequência de jogos, algo que ninguém tinha feito e claro o jogador está mais maduro, mal seria.
      Jovens lançados - Naby Sarr, convenhamos foi mais atirado que lançado :) mas referia-me a jovens da B. Desde a Taça da Liga e excluindo o Tobias que foi lançado por clara necessidade, numa altura que era imperioso promover alguma rotação, contamos 2 jogadores: o Gauld que somou uns 60 minutos e o Podence que terá jogado 20 minutos para a Taça de Portugal.

      Quando falo de compromisso com o clube estou a falar disto - Não é essa a pedra angular do projecto?

      Não encontro nenhum motivo para nesta altura não haver 2 ou 3 jogadores da B com 300 ou 400 minutos nas pernas. No ano passado foi possível fazer isso com o Mané, com um plantel mais limitado e não foi por isso que se comprometeu a época.

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    5. 30 tipos contratados pela direcção e a pedra angular do projecto é a aposta na formação?


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    6. Permitam-me intrometer na discussão mas não resisti...

      Podem dizer que houve contratações disparatadas e que houve contratações inúteis (o que eu concordo). O que não podem dizer é que não conseguimos fazer melhor por causa do plantel. Porque é que não jogamos nada agora? Porque os jogadores que resolviam os jogos estão em má forma (Nani, Carrillo e João Mário). O treinador tem de ser capaz de fazer com que a EQUIPA jogue um futebol de qualidade. Com os melhores jogadores, qualquer um se arrisca a ser campeão. Difícil é fazer um colectivo forte e foi nisso que MS falhou durante uma época inteira.

      Cumps

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  9. Mas a alusão ao passado recente foi apenas para referir que se o homem é assim tão mau como o pintam, tão demagogo, porque não segue essa via?

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    1. FCS - ele vai seguir essa via, esses jogadores que refere vão todos sair. Não sei se é demagogo ou não, eu não o acusei disso. Não acho que esteja a ser populista quando diz que ainda não sabe o orçamento - acho que não está a ser realista, o que é diferente.

      E by the way eu não digo que temos que ficar sempre em 3º. Digo é que estranho, e muito, que um clube que se posiciona com o 3º orçamento fique tão surpreendido por ficar em 3º que nem consegue preparar a próxima temporada...

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