09/04/2015

Fundos

Gostava de perceber os argumentos que levam um sportinguista a ter uma posição a favor da abolição dos fundos.

Percebo, claro que sim, as reservas iniciais (só iniciais?) de Bruno de Carvalho e com essas estou totalmente de acordo porque estão relacionadas com a indispensável transparência de qualquer competição. Quem quiser constituir um fundo para investir, tem que clarificar quem são os detentores do fundo. Tudo normal, até aqui estou com BC.

A partir daqui, partiu-se para uma posição anti-fundos que só tem uma explicação razoável: o caso Doyen. Porque só a partir daí o discurso radicalizou.

Repare-se que ainda há pouco tempo BC se referia aos "fundos bons", os tais que estariam dispostos a cumprir com as regras. Parece-me (digo eu) que admite que os fundos podem fazer o seu papel, desde que no cumprimento de algumas regras. Mas depois diz, igualmente, que os fundos "não têm qualquer interesse". Fico na dúvida.

É que se o tema é o acesso aos fundos... eu só vejo o Sporting a perder acesso aos fundos devido ao caso Doyen. Antes disso, sempre lá andámos.  E conseguimos bons jogadores graças aos fundos. Quando uns foram buscar, com ajuda dos fundos, o Witsel, e outros o Danilo, o Alex Sandro e o Iturbe... o Sporting foi buscar, também com ajuda dos fundos:
- Wolfswinkel, que-goste-se-ou-não tem as melhores estatísticas de um PL do Sporting desde Liedson e foi vendido por um valor considerável;
- Carrillo, que me dispenso de comentar;
- Elias, que sempre considerei sobre-valorizado mas era, e ainda é, internacional brasileiro;
- Insua, o melhor DE a passar pelo Sporting desde Rui Jorge.

Depois como cada clube aproveitou e rentabilizou estes jogadores... enfim, só se enfiarmos a cabeça na areia é que não percebemos o que foi acontecendo.

Também fizemos maus negócios com fundos, claro. Fizemos maus negócios porque tínhamos dirigentes incompetentes. Também fizemos maus negócios com empresários, com clubes, com treinadores e com jogadores. A história dos últimos 30 anos do Sporting está recheadinha de barretes, com fundos e sem fundos. Ainda ninguém se lembrava dos fundos, já o Sporting estoirava milhões em Gimenez, Kmet e Hanuch, só para dar 3 exemplos.

Se o tema é o equilíbrio de forças, também não percebo bem o argumento. Queremos ter fundos para que os outros não possam ter Danilos... enfim, gostava de perceber, com toda a certeza, se não seria possível, em certas condições, que os Danilos viessem também para nós, como já aconteceu. Claro que se pensarmos no exemplo do Elias, paramos logo aí. O ordenado do Elias era incomportável. Mas isso é outra questão totalmente diferente, que não tem a ver com fundos, mas com a nossa capacidade de atrair jogadores (e os salários que podemos pagar). "Ah mas está tudo relacionado". Pois está. Mas não é por eu ter gerido a minha empresa com os pés durante 30 anos que devo impedir o meu concorrente de contratar os melhores só porque ele consegue e eu não (e reitero que nem está provado que eu não consiga - posso não conseguir Witsels ou Danilos, mas pelos vistos consegui Carrilllos e Rojos, a quem paguei os salários durante vários anos, sem que tenha sido público, até hoje, que ganhassem o que o clube não conseguiria pagar).

Isto para não dizer que, em igualdade de circunstâncias com os demais, continuamos, ainda assim, a não poder oferecer as mesmas condições. Noutro dia, perante este argumento, alguém comentou aqui no blog algo como isto: "se eles não forem buscar Danilos o desequilíbrio não é tão grande". Entendo o argumento. Mas parece que estamos a acreditar que, sem ajuda dos fundos, os nossos rivais não vão chegar a jogadores tão bons como os que conseguem hoje. Mas, vejamos:

a) isto é mesmo assim? o Porto não teria conseguido pagar a totalidade do passe do Falcão, logo à cabeça? Ou conseguia, simplesmente limitou-se a repartir o risco do investimento porque assim o quis fazer? É que o Falcão valia aproximadamente 6M€, em 2009. Isto é incomportável? Nem para o Sporting seria, já que nessa mesma época, por sinal, pagou mais até pelo Pongolle... Claro que obriga o FCP a gerir melhor os seus recursos, aí concedo. Mas não vejo que vantagem isso nos traz.

b) quantas vezes é que ganhámos aos rivais a "corrida" a um jogador? Não me refiro aos Marçais, manobras para acelerar processos e aproveitar para debochar o Sporting... nem ligo. Refiro-me àqueles que até queríamos e foi assumido que queríamos (há os clássicos de Sousa Cintra, temos também o Paulo Assunção ou o Ruben Micael, há muitos exemplos). Estaríamos sempre num lugar difícil. Menos difícil? Talvez. Mas, que me lembre, ganhámos 2 campeonatos em 20, não havendo fundos...

O desequilíbrio estrutural, entendam isto, está na gestão e, muito em particular, nas receitas ordinárias. É por aí que o Benfica e o FCP começam a garantir aos financiadores que podem pagar mais do que nós. É por isso que liderar o Sporting é extremamente complicado. Mas isto nada tem a ver com fundos.

A questão dos fundos (tema da transparência à parte) resume-se a saber se podem, ou não constituir um mecanismo válido para contratar jogadores que nos façam falta. Não vejo por que não possam sê-lo.

Mas estou disposto a ouvir os argumentos...

39 comentários:

  1. Este fórum não é ideal para se discutir como deve ser o tema mas deixo apenas notas soltas:

    - O presidente do Sporting, parecendo que não, é terrivelmente ingenuo. Assuntos como a transparência dos negócios e os meandros de influência do futebol deixaram-no genuinamente perplexo e chocado durante estes primeiros 2 anos de mandato. Notou-se claramente a forma como foi surpreendido por atitudes de empresários, fundos, jogadores ou até dirigentes rivais. Na minha opinião lidou mais vezes bem que mal com todas estas problemáticas.

    - Se o benfica e porto estivessem, passados anos a fio de negócios de milhões com o auxilio de fundos, de boa saúde financeira penso que o que defendes faria sentido mas o que se pode observar, numa perspectiva mais macro do que falar de grandes contratações ou flops, é que os clubes com relações umbilicais com fundos de investimento mais cedo ou mais tarde estoiram financeiramente, porque o modelo de negocio não é sustentável.

    - na relação financeira jogadores/fundos/clubes os clubes são DE LONGE A ENTIDADE QUE MENOS LUCRA, apesar de arcar com despesas significativas. Existem casos de sucesso desportivo (Porto, Atl.Madrid, etc) e vários outros de insucesso mas financeiramente NEM UM SÓ DESTES CLUBES está estável ou pujante em termos economico-financeiros. Recordo que o Porto, "exemplo de modelo de negocio mundial", está sobre uma pressão tremenda para pagar ordenados a tempo e horas todos os meses e já tem os passes de Danilo e Jackson hipotecados há uns meses.

    -quando dizes "transparência á parte" estás a cometer o erro de desvalorizar precisamente um dos pontos fundamentais do problema do TPO. Para além dos buracos financeiros que deixam á sua passagem os conflitos de interesses são mais que muitos; podia dar 100 exemplos de como estão criadas condições para haver combinação de resultados em função de interesses vários. A verdade desportiva é uma miragem.

    - Por ultimo, but not the least, o facto de inflacionarem ridiculamente o mercado de transferências e os ordenados dos atletas (Elias, Mangala, etc). Não é sustentável, á escala do Sporting, pagar mais de 1 milhão de euros limpos/ano a 3 ou 4 craques (porto e slb têm este valor quase como ordenado base e vão pagar por isso brevemente). No fundo, quando o negocio é ires buscar jogadores que não consegues pagar, e ainda por cima os seus ordenados vêm super inflacionados, não há grande maneira de, com o passar dos anos, as contas baterem minimamente certo e ser cumprido o fair play financeiro.

    - Acabo onde comecei, tenho algumas criticas a fazer a esta direção apesar de estar globalmente bastante satisfeito com o trabalho feito até agora, mas, e apesar de não ter inside information de qq espécie, aqui fica o meu palpite sobre a tua duvida: para além do processo "Rojo recusar-se a treinar a pedido da Doyen", que me parece ter sido a gota de água, acho que BdC olhou para os ordenados de Rubio, Elias, Viola, Labyad e outros e percebeu que pelo menos para o clube que foi eleito para dirigir, o modelo de negocio teria necessariamente de ser outro.



    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sporting Sempre,

      Mesmo que admitamos que tens razão em muito do que dizes, apresentas razões em como os fundos prejudicam os clubes.

      Ora, cabe aos clubes decidir contratar com eles ou não, assumindo as boas e más consequências. Assim como são livres de contratar treinadores horríveis e ninguém vai proibir.

      O meu ponto é que os clubes devem poder decidir; se enterram dinheiro, se rebentam, etc., são questões de responsabilidade. Não vejo que sejam um mal a abater, os culpados são mesmo os clubes porque é evidente para todos que os fundos estão no futebol para ganhar dinheiro e nisso são bem transparentes. se cometerem ilegalidades, se incumprirem contratos, devem ser punidos e responsabilizados.

      Eliminar
    2. SportingSempre,

      Obrigado pelos argumentos. A minha perspetiva é um pouco diferente:

      - sustentabilidade: mais uma vez, parece-me que o tema é a gestão e não a intervenção dos fundos. Repare que dá dois exemplos com problemas, apesar de tudo, distintos, tanto quanto eu percebo. o FCP tem um problema crónico de tesouraria (tem orçamentos ao nível dos do Benfica, mas não tem as mesmas receitas "ordinárias"); o Benfica tem um problema de endividamento (que vai pagando na lógica roll-over). Em termos de modelo, o do FCP é + preocupante, porque é estrutural (mas ainda assim “fácil” de solucionar: “basta” reduzir o orçamento, como o Sporting aliás fez); o do Benfica eu diria que é menos preocupante, mas está mais atreito a "tremer" quando ocorram crises do estilo BES - o que, convenhamos, não é assim tão comum, pelo que enquanto houver quem financie o pagamento da dívida anterior, e se forem fazendo algumas vendas, vai sendo possível manter o orçamento em níveis elevados (com ou sem fundos a ajudar).

      - risco: é indiscutível que os clubes são quem menos lucra nos negocios com fundos, basta o elemento salário para o constatar. Mas note-se que desde que os fundos cumpram algumas regras (das quais não discordo, e foi aliás aí que BC começou) só recorre a eles quem quer. Eu optei por comprar a minha casa com um crédito a 40 anos, o que se calhar foi, na altura, melhor negócio para o banco do que para mim (face ao que entretanto aconteceu, não duvido que o banco hoje ache que afinal não fez um bom negócio comigo, mas enfim...). Há quem opte por ter uma casa melhor do que a minha e arrendar. Mas pagam muito mais por mês ao senhorio do que eu pago ao banco. São opções de vida, no caso dos clubes opções de gestão. Viver alavancado não é um problema em si mesmo, todas as empresas o fazem. O problema está em viver alavancado sem ter nada que dê garantias de sobrevivencia caso as coisas corram mal.

      Só duas notas finais:

      - se passei a mensagem de desvalorizar a transparência, não era essa a intenção. Quando digo "transparência à parte" a intenção é precisamente a inversa, ou seja, dizer que essa parte tenho como assente, não preciso que me convençam.

      - "acho que BdC olhou para os ordenados de Rubio, Elias, Viola, Labyad e outros e percebeu que pelo menos para o clube que foi eleito para dirigir, o modelo de negocio teria necessariamente de ser outro". Eu concordo que o modelo tem que ser outro. Não vejo porque tenha que excluir os fundos.

      SL

      Eliminar
    3. Subscrevo, na íntegra, o que diz o Duarte

      Eliminar
    4. Desculpem lá... Mas se (a) os fundos são assim tão maus e só fazem negócios ruinosos, (b) o Sporting ainda não é obrigado (parece-me!) a negociar com fundos - aliás, não o tem feito desde que o Bruno se zangou com um deles - e (c) os rivais Benfica, Porto e Braga recorrem com frequência a fundos, então a estratégia 'certa' não deveria passar por esperar que os rivais continuem a fazer esses negócios ruinosos e opor-se à qualquer alteração normativa que ponha essa possibilidade em causa?

      Pois...

      Eliminar
  2. Eu não sou contra os fundos. Sou é contra os passes dos jogadores pertencerem a outras entidades que não os clubes onde jogam. Por mim os fundos podem continuar a trabalhar com os clubes desde que não fiquem com percentagens de passes de jogadores.

    ResponderEliminar
  3. Carrillo - A questão é: será que não seria possível desembolsar 800m€ sem a ajuda dos fundos? Era mesmo preciso dar tanta percentagem num valor tão pequeno?

    Insua - Concordamos na qualidade do jogador. Mas mais uma vez, para que foram necessários os fundos se até oferecemos o João Carlos Teixeira, dos juniores, ao Liverpool para abater a dívida?

    Os fundos acabam por condicionar os negócios que o Clube quer fazer. "Compras este por x (abaixo do preço) mas depois também tens que comprar este com a nossa "ajuda". Ficamos dependentes deles e acaba por ser um ciclo vicioso negativo.

    A única razão válida para usar um fundo é para comprar jogadores valiosos a curto prazo. Não interessa muito a sustentabilidade do Clube amanhã, apenas os resultados hoje. E, como sabemos, temos os resultados que se sabem

    Por fim, um pequeno exercício: alguém vê uma empresa como a Doyen ainda em funcionamento daqui por 20 anos? Pessoalmente, não me parece que a Doyen existirá daqui por 20 anos. Quando perceberem que já conseguiram extrair tudo o que é possível, fecham empresa, sacam o dinheiro e partem para a próxima. Ou seja: estão aqui para o curto prazo. O resto não interessa.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Império dos Temakis10 de abril de 2015 às 15:35

      O teor deste comentário é incompreensível e não merece comentário excepto este: o João Carlos não foi oferecido ao Liverpool para abater à dívida. Isso é uma mentira reiterada por muitos com um propósito bem evidente.

      O João Carlos sabia que seria 2ª opção atrás do Chaby e - depois de uma NextGen de muita
      qualidade (na qual o Sporting jogou com o Liverpool) - escolheu ir jogar para o Liverpool. Os jogadores que renovaram os seus contratos nessa altura (onde se incluíam o Chaby, o Iuri - que eram ambos de 1º ano -, o João Mário, etc.) também tinham propostas para sair mas sabiam que iriam ser aposta, pelo que escolheram continuar.

      Louvo a paciência de tentar explicar que o mundo não é para binários como o Bruno de Carvalho. Infelizmente o resultado é este.

      Eliminar
    2. O meio-campo titular desse ano era João Mário - João Carlos - Chaby.

      Como é que o João Carlos era 2ª opção atrás de Chaby?

      Eliminar
    3. Império dos Temakis10 de abril de 2015 às 16:14

      O meio-campo titular era Agostinho Cá - Chaby - João Mário, Bruma na esquerda, Iuri na direita, Betinho no centro.

      O João Carlos jogava muito mas sabia o que lhe esperava, porque tinha muitos anos de casa. Só excepcionalmente um jogador de 2º ano perdia o lugar para um de 1º ano. Era por isso que pouco tinha jogado na época anterior, porque o meio-campo tinha o William e o Zezinho.

      Digo isto apenas porque poderia haver alguma pessoa bem intencionada que acreditasse na mentira que anda a tentar vender. Se acredita nela, se lha foi transmitida em 2ª mão, se recebe para a disseminar ou se o faz por desporto, é-me indiferente. Aliás, se há coisa que me deixa indiferente é o revisionismo brunista, quase sempre realizado por pessoas com a profundidade intelectual que transpareceu bem no seu comentárior anterior. Haverá seguramente público mais receptivo. Um bem haja!

      Eliminar
    4. Não é verdade. João Carlos era o titularíssimo do meio-campo. Era também titular da Selecção sub-19.

      Tanto que Agostinho Cá estava lesionado e só começou a fazer minutos lá para Outubro/Novembro 2011 (o 1º jogo foi contra o Belenenses, creio). João Carlos foi transferido para o Liverpool em Janeiro 2012.

      Já agora, João Mário era o 6, nunca foi o 10 (esse lugar era do Chaby, Mateus Fonseca também chegou a fazer alguns jogos nessa posição em 2011/12).




      Eliminar
    5. No que respeita aos fundos, vejamos:

      - "os fundos acabam por condicionar os negócios que o Clube quer fazer. "Compras este por x (abaixo do preço) mas depois também tens que comprar este com a nossa "ajuda". Ficamos dependentes deles e acaba por ser um ciclo vicioso negativo." Acreditando nisto, parece-me um excelente motivo para não recorrer a fundos. Mas como só faz isso quem quer, não é motivo para os abolir. Esse é o meu ponto. Pegando num exemplo (e poderia dar tantos outros) há muita gente que fica insolvente nos casinos. O que faz o Estado quanto a isso? Muito simples: limita o número de casinos, licencia os que cumprem regulamentos, penaliza o jogo ilegal etc. Não proíbe casinos.

      - "A única razão válida para usar um fundo é para comprar jogadores valiosos a curto prazo. Não interessa muito a sustentabilidade do Clube amanhã, apenas os resultados hoje. E, como sabemos, temos os resultados que se sabem." Em primeiro lugar, isto pode ser uma estratégia válida. Eu até posso achar que não é, mas pode haver quem entenda essencial ganhar já. Um exemplo que nos é familiar: como estaria o Sporting, hoje, se não tivesse ganho os campeonatos de 2000 e 2002, em que investiu o mesmo (num caso, mais) do que os rivais? Outro ponto: os resultados são os que se sabem no Sporting, que geriu mal. Já o Benfica, ressuscitou. E o Porto manteve o domínio do futebol português e os records de vendas. Mesmo que tenha apenas encaixado 20 ou 30, dos sei lá quantos milhões do Hulk, será um negócio assim tão mau?

      Por fim, a Doyen pode estar para o curto prazo, o que é legítimo. O Sporting, não gostando, pode simplesmente não recorrer à Doyen.

      Eliminar
    6. Acerca do Hulk: O fcp foi buscá-lo à 2a liga japonesa com ajuda de fundos? Pergunto porque és a segunda pessoa que vejo falar sobre isto esta semana e não tinha essa ideia. (e não sei mesmo)

      Eliminar
    7. Anónimo,
      De facto não era um fundo, mas sim um clube uruguaio.
      Foi público que o FCP repartiu o valor da venda com esse clube, que detinha 15% do passe. Depois, dentro dos 85%, há a velha história das comissões, empresários, etc e a questão de saber quanto efetivamente recebeu o FCP. Mas a repartição 85-15 era pública.

      Eliminar
    8. Tinha ideia que o fcp tinha pago uns 5,5M por metade do passe originalmente e passado 1/2 épocas pagou 9M€ (ou algo do género) ao tal clube uruguaio pela % restante do passe. Nada a ver com fundos, portanto.

      Eliminar
  4. Koba,

    vou ser sincero, esta questão dos fundos aborrece-me (não o post, atenção!). Paro logo de querer aprofundar o tema quando ouço o argumento: "Como é que vamos lutar com o Real Madrid e Barcelona?" Simples, não lutam, como sempre assim foi. E, já agora, porquê que as questões são só colocadas nas ópticas dos Grandes? E o desequilíbrio que existe na nossa Liga porque 3 usam fundos para os jogadores de topo que mencionas e os outros não?

    adiante.

    Quero pegar nisto:
    "quantas vezes é que ganhámos aos rivais a "corrida" a um jogador? (...) Refiro-me àqueles que até queríamos e foi assumido que queríamos (há os clássicos de Sousa Cintra, temos também o Paulo Assunção ou o Ruben Micael, há muitos exemplos)."
    Isto é a minha praia, historiografia.
    Com o SLB: Paiva (Marítimo); Hélder e Mário Jorge (Estoril); Pedro Roma (o meu favorito; seria titular em Alvalade mas optou por um plantel que tinha Silvino, Neno); João Pinto (quem oferece Sanchez e dinheiro arrasa com qualquer proposta que incluía dinheiro Litos e Venâncio); Mas levámos a melhor sobre o Hanuch!!!

    abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cantinho: e ganhámos o Tonito ao Porto!

      Um abraço

      Eliminar
  5. Apenas mais uma consideração acerca de Wolfswinkel. Foi, de facto, vendido por um valor considerável. Mas apenas ficou um lucro de 2M€ para o Sporting - Maurício, a título de exemplo, rendeu 2.2M€ de lucro ao Sporting.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo, só estou a dizer que é possível fazer negócios com fundos e retirar rendimento desprotivo e financeiro disso. Ainda não li nenhum argumento que me convença do contrário.

      Eliminar
    2. É possível, sem dúvida. Apenas acho que não é positivo ou sustentável a longo prazo para os clubes que dependem de fundos de investimento.

      Eliminar
    3. Muito bem, mas isso não justifica que sejam abolidos. Como ironicamente diz o António Benedito, se são assim tão maus e os nossos rivais recorrem a eles, o ideal não seria que tudo se mantivesse na mesma?...

      Eliminar
    4. A dependência dos nossos rivais nos fundos vai acabar por correr mal, mais dia, menos dia. Já aconteceu ao Santos, ao Twente, a nós. Portanto, por aí, não me incomoda a continuidade dos fundos.

      O problema é a forma que os fundos influenciam e inflacionam o mercado artificialmente. E aí, sim, já é prejudicial para nós (e para outros clubes por essa Europa fora, já agora) e para o futebol em geral.

      Já agora, aconselho este artigo muito interessante (em italiano) sobre a forma que os fundos estão a matar o futebol: http://www.ilfoglio.it/sport/2015/04/12/cos-il-gioco-pi-bello-del-mondo-diventa-un-gioco-finanziario___1-v-127632-rubriche_c780.htm

      Traduzo a última frase: "Financiamento criativo puro que em vez de enriquecer ameaça arrasar o jogo mais bonito do mundo".

      Eliminar
  6. O Carrillo é realmente um mau exemplo.... então o Sporting não tem condições de pagar sozinho 900 mil euros? Mesmo o Rojo que terá custado à volta de 5 milhões seria possível comprá-lo assim o Sporting não tivesse sido gerido com os pés nos últimos anos.

    O Tello custo bem mais e que eu saiba não foi adquirido com fundos.

    Não consigo apontar um único caso que tenha sido verdadeiramente proveitoso para o Sporting.

    Se noutras paragens conseguem fazer bons negócios, é verdade que sim mas ao mesmo tempo estão cada vez mais dependentes deles. De qualquer forma as circunstâncias do Sporting não o permitem. Basta voltar ao negócio Rojo e ver as condições vergonhosas que foram impostas inicialmente.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. FCS,

      O ponto é precisamente esse: não consegue apontar um único caso verdadeiramente proveitoso para o Sporting porque o clube foi sistematicamente mal gerido. Com ou sem fundos. Durante anos, Enakarhire foi o único jogador contratado (com ou sem fundos, repito) que o Sporting conseguiu rentabilizar. As boas transferências do Sporting vieram quase sempre da formação e não era por acaso: era porque se tratava da única área em que o Sporting era bem gerido. Isso não significa que o modelo de recurso aos fundos seja mau. O facto de o Sporting não o rentabilizar não é argumento.

      De resto não considero Carrillo um mau exemplo, bem pelo contrário. É o exemplo de um jogador que se viu, desde o 1º toque na bola, que tinha grande potencial. Um clube bem gerido o que teria feito? Logo ao fim do 1º ano, teria comprado uma percentagem adicional do passe. O Sporting não o fez. Recordo, aliás, que também com Marcos Rojo houve essa possibilidade e a opção não foi exercida, já por BC (e eu até disse neste blog que aceitava essa opção, recorda-se?).

      Trata-se (Carrillo) de um jogador que (com grande probabilidade) nos foi oferecido em condições em que podíamos simplesmente aceitar ou recusar. E nós aceitámos. E ninguém se lembrou de comprar uma maior percentagem do passe numa altura em que "apenas" tinha potencial. Nem GL nem BC. Teria sido dinheiro mais bem gasto do que Slavchevs e Naby Sarrs, desde que, ao mesmo tempo, se assegurasse a renovação de contrato.

      Eliminar
    2. Koba,

      Devo ser eu simplório e doidivanas que não me consigo fazer explicar.

      Que o Sporting foi mal gerido (será que o posso afirmar sem receios?) penso que concordamos.

      E?

      Precisamente por isso ficou refém dos fundos (destes fundos) destes negócios (Rojo).

      Claro que em teoria o Sporting poderia comprar a percentagem do Carrillo, do Rojo e de outros mas a questão é que não havia dinheiro e todos sabiam disso mesmo.

      O negócio Rojo estava concebido de forma a que o Sporting recebem apenas o necessário para voltar a pagar outros 20% de um outro qualquer jogador e ir continuando a sobreviver. Como? Certamente que os fundos não se importariam de comprar mais 10% do William, do João Mário etc.

      Se deixa de haver fundos o Benfica e o Porto e acrescento Jorge Mendes passam a competir no mercado do Sporting.

      Não é já assim? Pizzi, Evandro, Ghilas, Josué, Ricardo Pereira, Dálcio, Rafa, Steven Vitória, Sílvio etc.

      Vedando o acesso a jogadores TOP (para simplificar) aumenta a concorrência por jogadores bons mas a também é verdade que o mercado de bons jogadores é muito mais amplo e deixa de ser apenas uma questão de ter ou ter capacidade financeira e parar ser essencialmente uma questão de capacidade de escolher.

      Eliminar
  7. Junta-se um maduro que acha que é melhor ter 100% do Héldon a 10% do Bruma, com um doidivanas que acha que o Carrillo poderia ter vindo sem o 'fundo' - que foi quem o colocou no Sporting e teria sido noutro clube se o Sporting nao aceitasse - ou que o negócio do Rojo foi feito 'em condições vergonhosas' - quando o Sporting teve de pedir dinheiro emprestado ao fundo para comprar a parte que lhe competia (um jogador 100% financiado pelo fundo!!) - e compomos o ramalhete do comité brunista. Se nem a realidade o brunista apreende, quanto mais um raciocínio contrafactual (em vez do Carrillo e do Rojo, tinham vindo o Hurtado e o Torsiglieri e teríamos brunistas em êxtase!!).

    O que é triste não é a constatação da falange de apoio a ideias estupidas de consequências desconhecidas. É a constatação de que o líder espiritual ou pensa da mesma forma, ou finge muito bem e gosta de enganar tolinhos.

    Triste sina a do Sporting.

    ResponderEliminar
  8. Como assim, o fundo "colocou" o Carrillo no Sporting?

    O Carrillo não é um jogador de futebol? Que trabalhava para outra entidade? Entidade essa que decidiu negociar os direitos económicos com o Sporting?

    Ou está-me a dizer que o fundo é que decide para onde um jogador vai? Mas os fundos não alegam que os jogadores e clubes é que decidem e negoceiam? Certamente, não está a querer dizer que um fundo influencia a ida, ou não, dum jogador, pois não?

    ResponderEliminar
  9. Ui!... Temos espertalhão.... Oh rapaz, e se os donos do fundo forem os donos do clube? E se o clube vendeu a totalidade dos direitos financeiros do jogador e se obrigou perante o comprador a apenas vender com o consentimento do comprador?

    Pensando melhor, escusa de tentar responder. Na hipótese absurda de compreender as perguntas e perceber que a realidade é um bocado mais complexa do que os espasmos brunisticos, não quereria estar a tirar a satisfação que se recolhe nos estados primitivos. Os índios na Amazônia também vivem felizes.

    Koba, parabéns. Ou me engano, ou está no radar do controle activo da opinião da inteligentsia sportinguista, realizado pelos youngetworkeds e que tais (que entretanto foram desprotegidos com os novos assessores, ficaram com as questões do dia a dia). Não sei se é grande mérito (acho que o Google permite estes alertas), sei que muito boa gente simplesmente se fartou de aturar isto.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fiquei genuinamente curioso. Os donos da Leiston Holdings são donos do Alianza Lima? Quem são os donos da Leiston Holdings?

      Koba, não ligues. Continua o bom trabalho, gosto sempre de ler os teus posts, mesmo que não estejamos sempre de acordo. Assim, sempre aprendemos.

      Eliminar
    2. Essa retórica requentada de talking points para pessoas simples não indicia propriamente uma dúvida. Mas ainda assim respondo.

      É indiferente se o Alianza Lima pertence aos donos do Leiston Holdings. Mas não é indiferente que até a simplória questão "está-me a dizer que o fundo é que decide para onde um jogador vai?" deve ser ser respondida afirmativamente. Um fundo pode decidir para onde um jogador vai. Tudo o resto do que refere são floreados de quem não pensa pela própria cabeça.

      Já o que vai para lá da realidade simplória importa muito para pessoas a quem estupidez ofende, como ao Koba. É por se preocupar com o Sporting, não com os fundos - dos quais seguramente não tem unidades de participação - que escreveu este post.

      Eliminar
    3. De acordo com os regulamentos, os fundos de investimento *não podem* influenciar, em nada, a carreira de um jogador.

      Se o António acha que o Sporting deve infringir a lei, ao consentir que os fundos influenciem a política desportiva de um clube, é lá consigo. Eu não quero isso para o meu Clube.

      Eliminar
  10. Koba,

    Sou a favor da regulação ou da extinção dos fundos. Se fossem bem utilizados e transparentes poderiam ser bastante úteis. Mas como já vimos, na maior parte dos casos são mal geridos. A regulação seria a melhor opção mas acho difícil a criação de mecanismos de controlo sobre os mesmos...

    Off-topic: A série "Brunecos vs Croquetes" já anda por aqui também?

    Cumps,
    RMSCP

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Os fundos são regulados.

      Não há nenhuma razão de transparência que obrigue os fundos a referir qual o seu beneficiário efectivo, que no fundo era o que o Bruno pretendia (porque o que o Bruno queria era que os fundos lhe dessem como deram a outros e, para isso, pretendia saber por quem eram constituídos). Não se vê o que os fundos em geral poderiam ter a ver com as eventuais más práticas de alguns fundos em particular.

      E no que é mais importante, os clubes continuariam livres de realizar negócios (ou não) com os fundos com os fundos nos quais tenham confiança.

      Por último, a série brunistas vs outros andará por aqui até se apanhar um brunista a questionar a pertinência da política do Bruno acerca dos fundos. Porque o que o meu amigo falha sequer em ponderar é o interesse do Koba em escrever este post. Como refiro acima (duas vezes), a maioria das pessas a quem fazem confusão estes soundbytes requentados simplesmente fartou-se.

      O Koba, hoje e há uns dias, levantou a questão duas vezes: se o dinheiro dos fundos desaparecer, o Sporting ficará mais forte relativamente aos adversários? To be seen, porque os adversários passaram a disputar os mesmos jogadores que o Sporting.

      Mas não suscitou esta questão: caso o dinheiro dos fundos venha a desaparecer e, consequentemente, haja bastante menos liquidez e dinheiro no mercado, isso é bom para qualquer clube que tem um nível de endividamento elevadíssimo? Será que, se os abutres dos fundos desaparecerem, o número total e o valor médio de transferências não decresce substancialmente? E se for esse o caso, como é lógico que seja, será que o Sporting fica melhor posicionado para pagar a sua dívida? Posto de outra forma, será que a interdição dos fundos não funcionará como a deflação para uma economia, em que o valor da dívida aumenta com a queda dos preços?

      A questão é complexa mas até é fácil de apreender com simplicidade, pois se (a) o Sporting acha que os fundos criam dependência e maus negócios e (b) constata que trazem dinheiro para dentro do futebol, então a estratégia evidente deveria passar por (i) não contratar com fundos e (ii) defender a sua existência. E isto no ponto mais básico do raciocínio, que não inclui a evidente função dos empresários nos fundos e a necessidade de adoptar uma linha de comportamento que aliene o clube perante estas entidades. O papelucho do Bruno contra empresários e fundos tem sido simplesmente ridículo, revelador de uma simplicidade nas ideias e de uma alienação da realidade que tenta conformar absolutamente chocante.

      Algo que só é superado pela capacidade do séquito brunista em repetir as banalidades do seu líder, utilizando as armas dos simplórios: ataca-se quem não tem quem o defenda (os fundos, relações com adversários e instituições, empresários, croquettes, etc.) para criar o tal "inimigo externo" e a luta "contra tudo e contra todos". É uma espécie de pintismo revisitado sem o paladar regionalista mas com um toque de esquerda-caviar (o que provindo de um pequeno-burguês do Lumiar não deixa de ter a sua graça).

      E é isso que gera o desconforto no Koba. Ele deverá estar-se a marimbar para os fundos. Mas preocupa-se com o Sporting. Tanto, que é capaz de escrever algo que seja contrário ao soundbyte requentado, ainda que prefira falar apenas de bola e saiba que a reacção é a visita de pessoas que lêem mas não assimilam. Só isso tem valor.

      Eliminar
    2. António, os nacionais são regulados, mas pode haver fundos em todo o lado, com regras mais ou menos transparentes. Percebo que o negócio esteja torto à partida quando, por exemplo, (e estou a ficcionar) um presidente tenta transferir um jogador e não consegue, porque uma percentagem desse jogador é detida pelo candidato de oposição (acho que entendes onde quero chegar). Faria sentido que apenas pudessem ter percentagens de passes os fundos que estivessem "inscritos" na FIFA e relativamente aos quais fosse determinável o UBO, a todo o momento.

      No demais, e quanto à substância, estamos de acordo: está por provar que sem fundos a nossa situação fique mais equilibrada.

      Eliminar
    3. O senhor lá sabe como acabará a série, afinal não perde um episódio. Eu fiquei apenas surpreso de ainda não a ter apanhado neste "canal". Repare que está tão viciado na série que nem consegue fazer um comentário sem atirar o termo "brunista" lá para dentro e insultar a inteligência das pessoas que até podem concordar com BdC (porque têm todo o direito de o fazer) neste aspecto.

      Cumps,
      RMSCP

      Eliminar
  11. Koba,

    Ter dinheiro (ou créditos) confere poder e isso não se circunscreve aos fundos.

    Mas o exemplo dado parece-me mau uma coisa é não poder fazer aquilo que se quer porque se tem um credor cujos interesses são divergentes (neste caso, ceder um jogador), outra coisa é achar que isso não é uma estrada com dois sentidos (neste caso, deixar o jogador sair no final do contrato - que traria zero de rendimento pelo crédito detido pelo fundo). Em nenhuma circunstância, o conhecimento da identidade do UBO não altera a dinâmica das relações entre as partes (clube e fundo): ao clube basta saber a vontade declarada do fundo para tomar as suas decisões. O que faz com isso é independente de quem controla o fundo. Se é o "candidato da oposição", pois pode trabalhar com o "candidato da oposição" ou simplesmente deixar de o fazer, reduzindo ou eliminando a exposição a esse fundo.

    Não há nenhum interesse público que careça de ser defendido através de uma intervenção normativa, porque o mercado pode perfeitamente incluir esse aspecto no processo decisório. Não há, por exemplo, uma proibição legal da detenção de participações acionistas cruzadas (e podem ser de referência em sociedades abertas), o que até é uma situação análoga do worst case scenario para os fundos. Portanto a ideia de que era preciso registar os fundos na FIFA ou na UEFA por razões de transparência falha, em 1º lugar, na ausência de necessidade e, em 2º lugar, na inexistência de instrumentos da FIFA/UEFA para fazer um controlo efectivo (quem regula os fundos?...). E, consequentemente, mesmo que se visse algum mérito na revelação do UBO - que sinceramente me escapa -, isso deixaria (e deixou) a FIFA/UEFA com um tipo de intervenção normativa algo simples: a proibição. Isso também era amplamente antecipável.

    Não que o Bruno tenha tido algum peso na recente decisão da FIFA em proibir os fundos, mas se tivesse, o mínimo que o Bruno teria conseguido era inviabilizar a constituição de um fundo como aquele cujas percentagens recomprou recentemente (um fundo de e para o Sporting, que era gerido por e para o Sporting e que era uma forma de se financiar e partilhar risco, muito semelhante às acções da SAD).Para esse fundo, o problema do UBO não se colocava.

    Infelizmente, o "problema" dos fundos para o Bruno é muito diferente e é de cariz estritamente pessoal: o Bruno queria dinheiro e falar com quem metia o dinheiro. Quando o mandaram passear sentiu-se ofendidinho.

    RMSCP,

    Não sei a que série se refere, mas se é do Sporting então provavelmente acaba mal. Olhe que o demonizado "fundo" Holdimo já é parceiro e o Sporting até já publica comunicados a dar conta que o Dept. Jurídico do seu parceiro vai meter jornais em tribunal.

    O que insulta a inteligência são as pessoas que achavam a Holdimo uma cambada de malandros e agora são uns grandes parceiros (este chapéu serve a muita gente). Claro que essas pessoas estão no seu direito de emitir opinião sem um mínimo de substância e ainda assim conseguir contradizer-se em pouco tempo. Até têm o direito que não lhes dirijam insultos à inteligência. Já a realidade fica mais difícil de conformar para quem assiste a este triste espectáculo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Dei esse exemplo, poderia ter dado outros: o fundo que "alimenta" dois clubes, um em Portugal, outro na Turquia, mas que na realidade é detido por um presidente de um clube, imaginemos, espanhol. Quando começou a investir nem sonhava que seria presidente desse clube, agora é detentor dos melhores jogadores de 2 clubes que participam na mesma competição que o seu novo clube. Não me parece muito saudável.

      Mas são só exemplos. O ponto que verdadeiramente me levanta problemas é o da inexistência de instrumentos de controlo efetivo. Teria que se pensar nisto com um pouco mais de profundidade. Mas admito que seja um problema.

      Eliminar