29/09/2014

Sinais de alerta parte II

Este jogo veio mostrar, mais uma vez, que apesar da liderança isolada nem tudo vai bem na futebol do Benfica. Foi uma entrada a toda a velocidade e com um golo fabuloso de Talisca. Depois, estando a vencer por 2 golos, é difícil perceber como não se consegue congelar o jogo, garantir a posse de bola e deixar o tempo correr. É que sensivelmente a partir da meia hora, era mais do que evidente que o Estoril ia marcar. Só faltava saber quando.


Continuo a achar que Enzo sente tanto apoio a jogar com Samaris e Talisca no meio campo como o Seguro nas Primárias do PS. Nem Samaris tem a capacidade dos seus antecessores para a posição 6 nem Talisca ajuda nas movimentações defensivas. Assim, não surpreende que o Estoril tenha assumido a capacidade de voltar a entrar no jogo e de provocar tantas ocasiões de golo. É aqui que me interrogo se é possível exigir mais de um jogador que marca mais dois golos para o Benfica. Se não está a ser apenas uma embirração minha. Acho que esta segunda hipótese é perfeitamente possível, afinal anda toda a imprensa, Jesus e a grande maioria dos benfiquistas apaixonados pelo jovem brasileiro. No entanto, eu considero que desequilibra a equipa profundamente. É certo que foi um golo do outro mundo e que depois ainda estava lá para encostar para o segundo, mas depois não me recordo de o ver o jogo, nem a atacar e a participar nas movimentações ofensivas nem tão pouco a defender. Entrar a ganhar 0-2 foi excelente e Talisca foi fundamental, mas pessoalmente prefiro ganhar por 0-1 de forma clara e sem sombra para dúvidas, com várias ocasiões de golo e sem praticamente permitir o mesmo ao adversário. Fico mais uma vez a pensar o que teria sido o resultado final se não fosse a expulsão (e não venham dizer que foi tudo manha do Enzo já que foi principalmente uma imprudência do jogador do Estoril).

Gaitán no meio é absolutamente sublime! Estou quase disposto a pagar para ver um meio-campo com um jogador mais rotativo como André Almeida a trinco, depois Enzo e para espalhar magia, Gaitán.

Bom, o que interessa é saber aproveitar esta vantagem madrugadora e que venha agora qualquer coisa menos uma derrota contra os farmacêuticos!

Um bom clássico


1. Novidade neste blog: foto tirada por mim em Alvalade. Grande ambiente no início do jogo e durante toda a primeira parte.

2. Grande entrada do Sporting, com uma bela jogada para o 1º golo da noite e uma primeira parte toda ela de grande qualidade. Dizer que a 1ª parte foi do Sporting e a 2ª do Porto não é bem verdade: a 1ª parte foi mesmo do Sporting, a 2ª foi do Porto durante 15 minutos, depois disso o jogo foi repartido.

3. Mas que o intervalo mudou o jogo, isso mudou. Mais do que saída do desinspirado Quaresma e do nervoso Ruben Neves, e das entradas de Tello e Oliver (jogadores de outra qualidade) foi essencialmente o posicionamento de Oliver que mudou o jogo. Por um lado, o Sporting deixou de sair a jogar porque com Oliver e Herrera ficou bloqueada a saída por Adrien ou William. Por outro lado, a bola batida direta por Patrício (solução já recorrentemente experimentada na primeira parte) deixou de ser nossa porque o Porto com o novo posicionamento dos seus médios começou a ganhar segundas bolas.

4. Um por um:
- Patrício: soberbo, recordo que já tinha estado em grande no derby.
- Cedric: prestação positiva. Deixou passar Tello uma vez, logo a abrir a 2ª parte, mas de resto esteve bem. Não esqueço um lance, ainda na primeira parte em que mostrou a todos os laterais do país o que deve fazer um lateral, ao tirar uma bola de golo a Jackson Martinez.
- Jonathan: relativamente a Cedric, mais permeável a defender (ou menos ajudado?), mas mais objetivo a atacar. Marcou o 1º golo, tirou um par de cruzamentos interessantes, mas na 2ª parte retraiu-se um pouco (normal).
- Maurício/Sarr: não dá para falar de um sem falar do outro. A verdade é que a sensação em todo o estádio é de insegurança, não há como escondê-lo. Não obstante, Maurício fez uma ponta final de jogo bastante positiva, foi ele que foi safando aqui e ali alguns lances mais perigosos. Quanto a Sarr, ouvi algures que está mal posicionado no lance do golo (deveria estar na linha da bola e está um passo à frente), mas convenhamos que tem algum azar. E pegar num auto-golo destes para criticar o jogador é algo injusto. A sair a jogar, até tem mais "ideias" do que Maurício, mas as roscas por jogo são incontáveis. Continuo a dizer que, apesar de tudo, Maurício deveria ser o resistente do sector.
- William: um cheirinho do William do ano passado, o melhor jogo desta época.
- Adrien: primeira parte positiva, segunda parte em queda, a perder inúmeras bolas e a chegar invariavelmente atrasado aos lances.
- João Mário: grande dinâmica na 1ª parte, foi dos mais prejudicados com as mudanças do Porto ao intervalo (desapareceu do jogo até recuar para o lugar de Adrien quando este saiu).
- Nani/Carrillo: grande 1ª parte dos extremos do Sporting, Nani tem de facto outra qualidade, Carrillo fez um jogão, na 2ª parte Nani começou a querer resolver sozinho (perdeu várias bolas assim) e Carrillo saiu para dar lugar a Capel (e verdade seja dita que já na 1ª parte parecia cansado...).
- Slimani: continua a precisar de 3 toques na bola para a dominar, mas a verdade é que neste jogo deu seguimento a vários lances de ataque. Prestação positiva.
- Capel: entrou por Carrillo, como habitualmente pouco ou nada fez mas a verdade é que poderia ter resolvido o jogo com um golo fabuloso. A bola bateu na trave, infelizmente...
- Montero: desanimado, desinspirado, desmotivado, e todas as demais palavras começadas por "d" e acabadas em "ado". "Este" Slimani tem mai lugar do que "este" Montero? Digamos que se ninguém se esforçar por motivar o Montero, sim. Mas o Montero tem que fazer a parte dele. No Domingo não fez.
- Mané: pouco se viu.

5. O histórico deste blog fala por si no que respeita aos comentários à arbitragem: as lentes, sejam verdes ou vermelhas, costumam ficar em casa. Por isso, creio ser insuspeito para dizer que aquele lance do Maurício não é penalty em lado nenhum do mundo. O Olegário, para minha surpresa, até nem esteve mal. Já o Lopetegui aprendeu depressa o desporto nacional, o queixismo. Sim, esse mesmo de que só o Sporting é acusado mas que todos praticam, mesmo em jogos como o de Sábado em que não há um só lance o jogo todo em que os jogadores tenham reclamado com o árbitro para além do normal e natural. Ninguém rodeou Olegário uma só vez e o único amarelo por protestos foi para o Nani (que vem de uma cultura em que se pode falar com árbitros à vontade - e quem tem que perceber isso é o próprio Nani, é ele que está noutra cultura).

6. Prestei especial atenção ao comentário do grande Manel no Sábado, no play-off, isto depois da polémica com o presidente do Sporting. Revi-me em quase tudo o que disse o Manel na sua análise e defendeu o Sporting (com fair-play e boa disposição) das teorias aziadas do Rodolfo Reis. O que querem mais do homem?

25/09/2014

Soltas

1. Fernando Santos é o novo selecionador nacional. Sou só eu a achar estranho contratar um treinador que não pode ir para o banco, numa altura em que a seleção precisa, nem mais, de um treinador (também de um selecionador, mas o treinador é fundamental nesta fase em que a equipa não joga absolutamente nada)? Bem sei que 90% do trabalho de um treinador é no treino propriamente dito, mas o seu papel no jogo pode ser essencial.  Isto sem prejuízo de considerar Fernando Santos uma escolha relativamente natural. E vá lá que há alguém que é contratado para selecionador nacional e se mostra genuinamente contente por estar ali (isto para além da conferência de imprensa, que foi ótima, com uma linguagem desempoeirada, descontraída e evitando as balelas do costume - espero que assim continue).

2. Eu ainda entendo que se noticie o facto de o Franco Jara ter destruído um Mustang; agora, ser notícia que o Nani e um desconhecido cidadão assinaram uma declaração amigável após um toque no trânsito, francamente escapa ao meu entendimento...

3. O FCP não quer que os seus jogadores entrem em campo de mãos dadas com crianças vestidas à Sporting. Estamos a levar as rivalidades para níveis absurdos. Qualquer dia, o FCP vai impedir o seu capitão de cumprimentar o Patrício no início dos clássicos...

4. Chico Bala não quer voltar para o Sporting. Eu, sinceramente, desconhecia o historial disciplinar do jogador quando ele foi contratado. Pelos vistos era relativamente conhecido, mesmo por quem não anda pelo "mundo do futebol"(tinha que usar esta expressão um dia). Até agora, o balanço desta contratação é francamente negativo. "Mas ah e tal, foi barato" - se já se sabia que o jogador era problemático, para quê contratá-lo (eu, por exemplo, não quereria o Cassano no Sporting nem oferecido).

23/09/2014

Uma semana à Sporting?


1. Quinta-feira acordámos todos com a sensação de uma ressaca difícil, daquelas que se seguem a uma noite de "bebidas marteladas". Parecia unânime que algo precisava de mudar, desde os centrais ao ponta-de-lança passando pela estrutura do meio-campo. Marco Silva foi dando a entender que não ia por esse caminho, eu acabei por comentar no meu post anterior que embora não fosse a minha opção, percebia Marco Silva: não queria "matar" a confiança de jogadores de que irá certamente precisar.

2. Todos, nesse dia, comentámos o que nos apeteceu. O grande Manel fê-lo também, realçando ainda que o Maribor é a pior equipa da Champions League. Discutir se é a pior ou se na realidade há outras piores é mesmo querer discutir a árvore e não a floresta, desde logo porque li em inúmeros comentários nesse mesmo dia que o Maribor dificilmente teria lugar na I Liga; e por outro lado porque o essencial da mensagem obviamente não era esse ponto, mas sim a fraca prestação do Sporting nesse jogo, algo que foi unânime entre todos os sportinguistas.

3. Mas enfim, deu jeito o argumento de que "não é nada a pior, pá" para descredibilizar o Manuel Fernandes e credibilizar a lamentável argumentação do presidente do Sporting, que disse, na Sporting TV, "afirmar que o Maribor é a pior equipa da Champions é o mesmo que eu dizer que o Manuel Fernandes foi o pior funcionário do Sporting". Querer daqui interpretar que o presidente queria dizer que tanto a primeira como a segunda afirmações são ridículas sem querer atingir o Manuel Fernandes, só mesmo com muito boa vontade.

4. Aliás, a este propósito, queria dizer que eu pensava que a Sporting TV era o canal do Sporting. É que num canal do Sporting, eu não aceito que as grandes figuras do clube sejam denegridas e insultadas, seja por quem for. Se o canal servir para isto, deixo de ver.

5. Quanto ao papel do Manuel Fernandes enquanto comentador, creio não ser muito diferente do que era o do Pedro Gomes enquanto comentador na TSF ou o do José Eduardo de cada vez que falava. Repito o que disse há uns meseso Sporting, durante anos, foi representado nos OCS (jornais, rádios, TVs) por figuras que, de uma ou outra forma, estavam ligadas ao "regime" e isso era muito criticado pelos sportinguistas, que não se reviam nesses comentadores/cronistas/paineleiros, na medida em que os mesmos se limitavam a defender o "regime". Hoje, quando alguém diz o que pensa, é criticado porque isso afeta os jogadores, o balneário, os treinadores. Entendamo-nos: ainda que alguns consigam ver intenções vingativas do Manuel Fernandes nos comentários que faz, é bom que haja quem tenha uma voz que não se limite a defender o status quo. É a nossa garantia de que alguém com palco e audiências um dia dirá que o rei vai nu, caso tal suceda.

6. No Sábado, o Sporting foi a Barcelos e Marco Silva fez apenas três mudanças: Jefferson por Jonathan, alteração forçada; André Martins por João Mário, uma que muitos já vinham pedindo (não era o meu caso); Carrillo por Capel, uma que ninguém conseguiu compreender.

7. Quanto à primeira, creio que o Jonathan se saiu bem, pese embora algum ímpeto na segunda parte que conduziu a um amarelo desnecessário (isto sem prejuízo de nova análise porque o adversário era efetivamente frágil); a segunda correu muito bem, João Mário fez um grande jogo (pergunto-me se era necessário mandar o André Martins para a bancada, mas enfim); a terceira obviamente não deu em nada, o Capel (felizmente) não funciona neste futebol do Marco Silva (eventualmente do lado direito, onde é obrigado a combinar com os colegas que aparecem por dentro).

8. Já os mal-amados do início de época tiveram prestações díspares: Cedric mais certinho, mas a manter a tendência dos cruzamentos para a molhada (menos, ainda assim); Sarr um pouco melhor, mas ainda sem (me) convencer; Maurício inseguro, ainda afetado pelo lance do Maribor, e a deixar passar infantilmente algumas bolas na segunda parte; William ainda com a cabeça noutro sítio; Adrien mais solto e mais confiante (o golo aos 7 minutos ajudou); Slimani a falhar um golo feito e a fazer outro igualmente simples (com a boa novidade de o Sporting ter aparecido várias vezes de frente para o golo neste jogo, em claro contraste com a segunda volta de Jardim).

9. Já Nani é mesmo um caso à parte, está fora deste filme e muito acima dos restantes. Para quem tinha dúvidas, creio que ficaram dissipadas.

10. Carrillo é o melhor marcador da equipa, com 3 golos. Só para que conste.

PS: Creio que ficou claro, mas não queria deixar de dizê-lo com todas as letras - considero que BC ultrapassou claramente os limites com Manuel Fernandes. Não necessariamente pelo que disse, mas acima de tudo por ter a desfaçatez e o à-vontade para o fazer daquela forma e naquele local. O presidente do Sporting, que nem 2 anos de mandato cumpriu, considera-se com autoridade moral para um puxão de orelhas em público, no canal do clube (será que Manuel Fernandes foi convidado para se defender?), a um símbolo da história do Sporting, acrescentando insinuações que denigrem a imagem desse mesmo símbolo. A margem de manobra do presidente do Sporting é muito grande porque os seus apoiantes radicais, marcados por um traumatizante final de mandato de Godinho Lopes, consideram que tudo o que esteja acima da desgraça é positivo (caso contrário não argumentariam com "eh pá, bom, bom seria ter o Godinho de volta" de cada vez que se critica BC). Mas eu, para além de memória (que me faz exigir vitórias e amargar com segundos lugares), tenho aquilo que chamo de "consciência de clube". Sei o que é ser campeão, ao contrário de muitos os que povoam histericamente a blogosfera, mas mais do que isso sei o que é o Sporting, enquanto clube, independentemente de vitórias e derrotas. E mesmo que nos últimos anos o Sporting não tenha tratado muito bem os seus (basta lembrar o vergonhoso filme do jogo de homenagem a Iordanov), tenho a certeza que um Sporting que hoje renega, humilha ou destrói a imagem dos seus símbolos, seja por que motivo for, é um clube mais pequeno do que era ontem. Seguir este trilho é menorizar o Sporting. Quem não entende isto, não sabe o que é o Sporting.

22/09/2014

Sinais de alerta

Tenho algum receio que o golaço fenomenal de Eliseu, a exibição alucinante de Ola John, os três golos e sobretudo o empate do Porto, acabem por disfarçar, ou mesmo esconder, os sinais de alerta que são cada vez mais evidentes. O Benfica fez 45 minutos horríveis mais 15 minutos muito sofríveis. E não parece que seja por acaso. Basta recordar a primeira parte contra o Zenit e percebe-se que a máquina não está a funcionar como devia. Ou seja, discordo completamente que a segunda parte tenha sido à campeão como já foi dito.


É claro que jogar grande parte do jogo europeu com 10 esgotou fisicamente a equipa e isso tinha que se notar contra o Moreirense. No entanto, é muito estranho que tal tenha acontecido na primeira parte. Contra uma equipa muito bem organizada a nível defensivo, o Benfica apresentou um futebol demasiado lento, muito denunciado e que acabou por ser facilmente neutralizado. Para agravar, na sequência de mais um passe errado na zona defensiva, desta vez de Samaris, ainda ficou em desvantagem. Explicações? Reforço o que já venho dizendo há algum tempo: na minha opinião, o meio campo apenas com Samaris e Enzo simplesmente não funciona. Talisca está ali entre Lima e o meio campo, mas não é capaz de fazer a cobertura defensiva como Rodrigo fazia nem aparecer nos espaços nos movimentos atacantes. Esta crítica é particularmente injusta quando Talisca foi o responsável pela melhor desmarcação na primeira parte (que Lima mais uma vez falhou) e pela expulsão que foi decisiva. Acredito que sem a expulsão, o Benfica teria muitas dificuldades em até empatar o jogo, quanto mais vencê-lo. Isto porque a saída de Samaris por Derley só veio acentuar a incapacidade do Benfica em mandar no jogo de forma estruturada.


Destaques:
- Que golão de Eliseu!!;
- A sensacional entrada de Ola John que veio transformar completamente o jogo do Benfica. Jogou e fez jogar. Já pedi várias vezes um onze inicial com o holandês incluído mas parece que está complicado. As boas indicações da pré-época não tiveram seguimento pois as oportunidades que lhe foram concedidas foram bastante raras. Hoje mostrou uma potência física que Salvio e Gaitán não têm, deu velocidade ao jogo, rematou, desmarcou e foi, de longe, o principal desequilibrador;
- O super Maxi. Incrível este início de época do uruguaio;
- Não percebo as críticas sucessivas a Enzo. Acho que o patamar a que tem estado se deve mais ao que se passa à sua volta do que a si mesmo. Mesmo assim e não esquecendo os vários erros que também teve na primeira parte, teve recuperações e cortes incríveis, assume sempre a bola e várias vezes foi para cima do adversário;
- Boa entrada de Derley. Com garra, vontade e a segurar bastante bem a bola. Face ao mau momento de Lima, gostaria de o ver a titular.

Sei que Jesus está perdido de amores por Talisca pelo que não deverei ver tão cedo um meio campo com André Almeida, Enzo e Gaitán, com Ola John e Salvio e Lima ou Derley na frente. Ainda para mais, Samaris parece cada vez mais evidente que não tem capacidade para fazer a pressão forte de Fejsa. Sendo assim, confesso que estou com bastante receio da competitividade deste Benfica. Jesus poderá melhorar significativamente a dinâmica dos jogadores que acabaram de chegar mas a Champions está aí e há jogos muito complicados para o campeonato que estão a chegar. Rapidamente.


18/09/2014

A quente, não há falinhas mansas...

1. Em termos gerais, o Sporting nem joga mal, mas fica sempre a sensação, em todas as jogadas em que não intervenha o Nani e (por vezes) o Carrillo, que podia ter sido feito algo diferente. Esta parte, porém atribuo à ansiedade e à falta de confiança. Porque as jogadas estão lá e as opções de passe também. Mas o resto, francamente, é incompetência. Ponto final.

2. Com esta dupla de centrais e este PL (que não fez nada o jogo todo e precisa de 3 toques para segurar a maioria das bolas que lhe chegam) não ganhamos nem um jogo na Champions. Outros PL há seguramente, se não há outros centrais a incompetência é de quem fez o plantel.

3. Eu ainda sou dos que aceita que um dos centrais seja o Maurício. Se ao lado do Rojo (que não era fantástico) fez uma época razoável, é possível que com um central ao lado dele ainda dê. Aqueles, como o Cantinho, o Leão de Alvalade e o meu amigo Império dos Temakis, que sempre disseram sem contemplações o que verdadeiramente vale o Maurício, creio que arriscariam o Paulo Oliveira com o Tobias. Se calhar têm razão, mas eu só peço, por agora, o Maurício com o Tobias, para não mudar tudo de uma vez (e porque sinceramente não vejo no Sarr nada que o recomende).

4. Espero que hoje se tenha percebido de uma vez por todas o que critico no Cedric e que faz dele um pior DD do que poderia ser - cruza da quina da área, invariavelmente mal, não combina com o extremo ou com os médios, não se desmarca... Nem acredito que sou obrigado a dizer isto mas tenho de o dizer (se ler este post, o Império dos Temakis vai-me massacrar com um "eu bem dizia"...): o Esgaio não merecia sair da equipa, faz mais vezes o que é suposto um DD do Sporting fazer do que o Cedric da segunda volta do ano passado e início deste. É mais jogador do que eu pensava e não me custa admiti-lo. Custa, sim, ver o Cedric ser menos do que podia ser.

5. O Jefferson, nisso, é um bom exemplo, tenta procurar melhores condições para cruzar e hoje tirou um par de cruzamentos jeitosos. Mas anda tão fraquinho a defender...

6. Peço aos senhores que raptaram o William Carvalho e o Adrien e colocaram estes sósias nos lugares deles o especial favor de os libertarem. Se calhar estão a pedir um resgate mas nós não podemos pagar. O William foi raptado em Julho, o Adrien mais recentemente.

7. O André Martins ali não rende, está visto. O Marco Silva está a seguir o caminho do Leonardo Jardim e, com isso, a fazer dele (André) o patinho feio (e vamos ver se não é o próprio Marco a pagar as favas, mas já lá vamos). Com o que o William anda a jogar, pergunto-me se o Adrien e o André não poderiam formar o meio-campo.

8. Hoje safaram-se o Patrício (enfim, podia não ter saído no golo para não levar a óbvia chapelada, mas 90 minutos em sobressalto com aquela parelha à frente dão nisto...), o Nani e o Carrillo (que efetivamente cai de rendimento nas segundas partes, ainda assim as primeiras justificam a titularidade).

9. Marco, é muito simples: já há quem diga que não és treinador para o Sporting, e não são poucos. Reage, homem!! Mudar a forma de jogar é complicado - este ano não há tempo para isso, como houve no ano passado, e além disso parece relativamente unânime que jogamos mais agora. Mas manter a dupla de centrais, o triângulo do MC e este PL já não tem justificação, pá. Se não mudas porque achas os outros piores, eh pá, esquece, não tens saída e isto vai ser muito feio. O que é certo é que, se não mudares, não chegas ao Natal (nem ao São Martinho, por este andar). Não é por mim, repara. Por mim, que acredito no futebol que queres que a equipa jogue, tu ficavas até ao final da época, pelo menos! Mas se ainda não percebeste como isto funciona, eu explico: criou-se nos adeptos a convicção de que, com estes responsáveis, é impossível haver maus resultados; quando os há, a culpa não é, portanto, de quem montou um plantel em que nem um dos novos jogadores contratados, com a óbvia exceção do Nani, merece jogar no 11 titular; a culpa vai ser tua, Marco. Vais pagar o preço da incompetência dos outros. Mas olha que eu acho que se tu não mudares nada, és também incompetente. Ou burro. E eu acho que não és nem incompetente, nem burro. Como diz um outro amigo meu: ACORDA!

10. Com este resultado, estamos a caminho da UEFA. O apuramento, que já era difícil, tornou-se a meu ver impossível, uma vez que a grande esperança era o Chelsea limpar tudo e sacarmos uns empates com o Schalke, no pressuposto de que os 6 pontos com o Maribor estavam garantidos. Ora, nem o Chelsea vai limpar tudo, nem sacamos 6 pontos ao Maribor. Admitindo que o Maribor não rouba pontos a mais ninguém (nem falei deles, mas são muito fraquinhos...), temos que ganhar ao Maribor em casa para seguir para a UEFA. Ao menos não falhem isso...

17/09/2014

Final invulgar


Há fenómenos que acontecem no futebol que não são muito fáceis de explicar. Sempre vi, com bastante inveja, aqueles cânticos nos últimos minutos dos jogos do Celtic ou Liverpool em que, mesmo apesar da derrota iminente, os adeptos cantavam de forma entusiasta e sentida o "You'll never walk alone". Lembro-me de pensar várias vezes que valia de certeza a pena, para todos aqueles adeptos estar, mesmo apesar da derrota, naquele estádio só para poder participar em tamanha manifestação de apoio. Esta noite tive a oportunidade de sentir algo semelhante. Incentivados pelos No Name, não demorou que as restantes bancadas aplaudissem ininterruptamente a equipa durante os últimos minutos. Nos últimos dois ou três, estávamos todos de pé e já se ouvia o grito de "Benfica" em todo o estádio no momento mais forte do cântico. Foi a melhor forma de reconhecer todo o esforço que a equipa colocou em campo e que merecia pelo menos um golo. Sem dúvida, uma nova mentalidade que importa manter. Afinal estavam no estádio os 30 mil que nunca falham e que estão sempre prontos para apoiar a equipa (o resto só aparece para a festa). Excelente o reconhecimento dos jogadores, treinador e presidente.


Quanto ao jogo, apareceram os tais erros de Jardel que já tinha alertado nos últimos posts, e neste jogo pagaram-se bem caros. É assim a Champions. Não dá muita margem de erro quando se joga contra os melhores. E já agora, que saída é aquela de Artur na expulsão?! A partir da expulsão, aconteceu a boa gestão do jogo do Zenit e oportunidades de parte a parte (o que para um Benfica com 10 jogadores é de assinalar!).

Notas:
- em jogos a doer, apostava claramente num trio no meio campo com André Almeida, Samaris e Enzo (enquanto não se percebe o que vale Cristante). Se não temos um Rodrigo que apoia bastante a defender ou um Ramires a fazer o corredor e o meio-campo, têm que ser três jogadores no meio neste tipo de jogos. Nos outros e especialmente em casa, até pode jogar o Talisca;
- Enorme alma e jogo de Luisão;
- Fabulosos Enzo e Gaitán, com Salvio num patamar ligeiramente inferior;
- Continuei a gostar de Samaris com a bola no pé e continuei a não gostar muito sem bola (Jesus parece que não gostou mesmo nada...).

Ainda há várias jornadas para compensar este mau início mas as perspectivas não são boas. Domingo temos de ganhar e manter o Benfica na frente do campeonato! 

15/09/2014

A solução é "simples"

Já o tinha dito antes de ir de férias:

Patrício
Cedric (Esgaio)
Jefferson (Jonathan)
Maurício (com um melhorzinho ao lado pode ser que se oriente)
Tobias
William (Adrien)
Martins (João Mário)
Nani (ao centro)
Carrillo
Mané
Montero

Há mais futebol do que no final da época passada. Mas há dificuldades na construção (com aqueles centrais, enfim...) e com Slimani por ali há inúmeras jogadas que ficam por fazer. Paradoxalmente, a eficiência do final da época passada tinha a ver com o pouco futebol que se jogava: arriscar pouco, bolas nas alas, Cedric, Jefferson, Capel, cruzamento, Slimani.

Agora joga-se mais, mas os protagonistas têm que ser outros, precisamente porque há futebol para isso.

Marco, esquece lá os preconceitos com as idades e as experiências (será que é isso? o Sarr é mais experiente do que o Tobias?) e esquece lá a suposta eficiência do Slimani (e olha que se há tipo resultadista sou eu, mas já cheguei à conclusão de que o Slimani é para entrar quando é preciso resolver problemas que ele nunca conseguirá resolver sozinho jogando 90 minutos!).

Se não o fizeres, vai ficar a ideia de que a tua performance é inferior à do Jardim, quando o que eu vejo é precisamente o oposto. O Jardim tinha os protagonistas certos para um caminho que eu considerava errado, mas que reconheço que chegava para o campeonato português; tu estás no caminho certo com os protagonistas errados!

A solução é simples: novo casting!

PS: Com uma defesa composta por Esgaio (adaptado), Jefferson (fraco a defender), Maurício (é o que é) e Sarr (nem comento), o Sporting empatou na Luz sofrendo apenas um golo. Eu se fosse benfiquista ficaria agora com duas dúvidas:

1ª - "porque será que passamos a vida a bater no Patrício?"
2ª - "o verdadeiro Benfica é mesmo este de Setúbal?"

13/09/2014

Uma vitamina de confiança

O Benfica fez um bom jogo, facilitado por um golo logo aos 10 minutos, goleou e ganhou confiança para o regresso pós-seleções e antes de iniciar a Champions. Pelo meio, não se pode deixar passar em claro um fora-de-jogo mal assinalado ao Setúbal que daria o empate e que podia ter alterado o curso do jogo. É muito duvidoso que o fizesse, tal foi a superioridade do Benfica mas existia essa hipótese.

O que vale a pena destacar num jogo assim? 


- Pessoalmente, sabendo que até pode ser visto como uma embirração, não começo pelo hat-trick de Talisca. Prefiro destacar aquele trio que me encanta como adepto de futebol e do Benfica, e que construiu o primeiro golo: Enzo, Gaitán e Salvio. São realmente de uma qualidade bem acima da média e fazem a diferença. Gaitán a aparecer muitas vezes pelo meio, a fazer grandes arrancadas e a fazer jogar é brutal; 

- Lima continua a trabalhar muito e bem mas o pé está cada vez mais frio. Vamos esperar que passe rápido;

- Samaris pareceu muito interessante. Bom posicionamento, a soltar bastante bem a bola mas talvez menos incisivo do que os últimos 3 donos da posição (Fejsa, Matic e Javi) na recuperação da bola. Para primeiro jogo não está nada mau e promete;

- Talisca é obviamente o homem do jogo. Por muito pouco que faça no resto do jogo, 3 golos são 3 golos e é sempre de tirar o chapéu. No entanto, mantenho o que já disse: tem pormenores muito interessantes, tem grande potencial mas ainda não chega para o 11 titular. Ou melhor, contra estas equipas até dá porque há sempre espaço para um dois "Manéis" quando se tem jogadores como o trio de que falava inicialmente, Luisão, Samaris, Maxi e até Lima. O pior é quando se apanha um Porto ou um jogo da Champions, em que um elo mais fraco é o suficiente para não se conseguir vitórias. Espero que mesmo assim seja possível vencer esses e que Talisca melhore significativamente o seu jogo em poucos jogos (neste jogo, para além dos golos, não vi nada de relevante com excepção de um passe) pois já percebi que é o novo menino querido de Jesus;

- Cristante parece-me mais suplente de Enzo do que concorrente de Samaris;

- Força Ola John, tenho muitas esperanças que este ano voltes a ser o mesmo da primeira época (ou melhor).

Terça é fundamental a vitória! Ainda por cima contra o cenourinha...

11/09/2014

Game Over, Paulo

Paulo Bento saiu da seleção. Tal como aconteceu no Sporting, saiu com alguns meses de atraso, como ele próprio reconhecerá numa próxima entrevista. Tenho pena que Paulo Bento tenha insistido com os erros que todos lhe apontavam e que eram demasiado visíveis. Ainda assim, e muito embora nunca tenha simpatizado com a figura enquanto selecionador, temos a recordar um belo Euro 12, onde havia uma boa equipa, um Ronaldo em forma mas, claro, mérito de Paulo Bento.

08/09/2014

A responsabilidade de Paulo Bento


Faltavam poucos minutos para o jogo acabar e já pensava num título para o post. Queria dividir os temas entre aqueles que são da responsabilidade de Paulo Bento e os que não são. Mas mudei de ideias. Porque mesmo naquilo em que Paulo Bento parece não ser responsável, há o dedo dele.

Lembro-me, por exemplo, da escassez de opções para ponta-de-lança. Paulo Bento já o sabe de há muito e insistiu em convocar sempre os mesmos e jogar sempre da mesma forma, sem testar por uma só vez um sistema de jogo diferente. No fundo a repetição do que se passou no Sporting, quando o losango estava esgotado e Paulo Bento insistiu até à derrocada. Faltava Derlei, dizia ele; faltava Izmailov, dizia ele. Pois bem: faltou Ronaldo e foi o que se viu.

Este seria um dos pontos em que Paulo Bento poderia culpar o futebol português e os clubes portugueses. Mas todos os selecionadores do mundo têm problemas destes, compete-lhes resolvê-los. Paulo Bento nada fez para resolver um problema que já se antecipava e que o Mundial, aliás, confirmou quando foi preciso recorrer a Éder.

Mas enfim, deixemos os detalhes de lado e observemos o principal problema: a seleção não joga nada, há vários anos. Não jogava grande coisa com Scolari, mas tinha várias opções de qualidade, tinha Deco e, sim, a tal "alma" do Caravaggio; não jogava grande coisa com Queiroz, mas tinha uma defesa de luxo (Bosingwa, Coentrão, Carvalho, Pepe) que ia aguentando os jogos até alguém lá à frente resolver; e Paulo Bento apanhou na seleção o melhor Ronaldo de que há memória (todos nos lembramos, certamente, que com Scolari e Queiroz se discutia o tema de Ronaldo render mais no clube do que na seleção). A qualidade das opções e dos jogadores foi disfarçando a falta de qualidade do futebol.

Paulo Bento queixa-se da falta de tempo e da falta de uma estrutura base com que possa trabalhar. Mas o selecionador da Albânia tem o mesmo tempo, provavelmente a mesma estrutura base ou pior, e montou uma estratégia para o jogo de ontem, que aliás resultou. Já a seleção portuguesa anda há tempo demais à deriva, num 4x3x3 sem qualquer rasgo e sempre a depender de Cristiano Ronaldo.

Há, depois, o tema das opções. A experiência no Sporting, apesar de ser a única na carreira de Bento, pelos vistos nada ensinou. Aquilo que muitos vêm dizendo de há vários anos - necessidade de ir a pouco e pouco lançando outras opções - Paulo Bento fez (mal e com protagonistas bastante duvidosos) de uma vezada. Ontem foram lá para dentro André Gomes, Cavaleiro (não percebo o que Paulo Bento vê neste jogador, mas adiante), Ricardo Horta, este último já com a equipa a perder. Não é assim e Paulo Bento deveria sabê-lo, porque lançou vários jogadores no Sporting (foi ele, tem esse mérito) de uma forma um pouco mais cautelosa e sustentada. Curiosamente, onde não foi arrojado foi na dupla de centrais, onde se mantém um incompreensível Ricardo Costa, titular numa prestigiada equipa do Qatar.

Tudo mal, tudo confuso, tudo ao contrário. Mas Paulo Bento nem pensa em demitir-se. Talvez se ficarmos em último no grupo, também atrás da Arménia, Paulo Bento considere essa possibilidade.

02/09/2014

O bom derby

Em primeiro lugar, gostava que todos os derbys fossem assim. Não ao nível do resultado, pois quero que o Benfica ganhe todos, mas pelo grande ambiente, emoção até ao fim, e sobretudo, porque o árbitro não foi o mais importante e o resultado apenas dependeu do talento (ou falta dele nalguns casos) dos homens que estavam em campo.

Saí do estádio com uma sensação de desilusão e insatisfação por não ter ganho o jogo quando considerava termos sido claramente a melhor equipa. Uma análise mais a frio faz-me recuar e considerar que o empate não é assim tão injusto. Afinal de contas, as grandes oportunidades de golo foram até bastante divididas. Talvez aquela sensação no final do jogo se devesse ao facto do domínio durante aqueles 20 ou 30 minutos da segunda parte ter sido mais evidente e de terem sido desperdiçadas várias oportunidades durante aquele período. Ou então porque o golo do Sporting foi conseguido por força de um enorme frango mas a verdade é que a frustração reinava...

De forma muito resumida, o Benfica entrou melhor, dominou e marcou um excelente golo numa grande jogada colectiva. Continuou forte mas o erro infantil de Artur, derrubou a equipa e o Sporting foi melhor a partir daí. Os vários cantos, as saídas em falso de Artur e o falhanço de Slimani fizeram com que a sensação de golo estivesse claramente do lado do Sporting. Na segunda parte, deu para recordar o rolo compressor do Benfica e falhou-se demasiado golo. Depois Enzo, Salvio e Gaitán rebentaram fisicamente, pouco se passou a partir daí e o Sporting acabou por falhar uma grande oportunidade mesmo no final.

Algumas notas:
- Artur fez certamente o último jogo a titular e todos agradecemos. No entanto, estou ao lado de Jesus porque acho que fez bem em lhe dar a titularidade. Não podia retirar um guarda-redes que tinha estado bem nos penaltys e era arriscado lançar Júlio César num jogo com esta carga emocional;
- Eliseu não é tão forte como Siqueira a atacar mas é bem melhor rematar e a defender;
- Maxi continua impressionante;
- Jardel manteve o que já tinha escrito num post anterior. É excelente nas recuperações, rápido, com grandes cortes mas depois decide muitas vezes mal e com passes disparatados. Na mesma jogada consegue várias vezes um excelente movimento defensivo seguido de um grande erro. Gosto muito dele mas depois de Garay é um decréscimo qualitativo;
- Excelente jogo de André Almeida a defender. Sei que estamos mal habituados mas sabe a pouco quando nos recordamos de Matic e Fejsa;
- Enzo mesmo ainda à procura da forma, é de outro mundo. A jogada em que sai de dois adversários e ainda saca o amarelo a Jefferson, diz tudo;
- super Gaitán e super Salvio enquanto houve pilhas;
- detesto ver o Talisca no onze inicial. Reconheço qualidade mas espero que não seja a nova teimosia de Jesus. Alguns passes e toques interessantes mas ainda é muito lento para o futebol europeu e decide muitas vezes mal; 
- Com a equipa a perder fulgor físico e com os laterais amarelados, Ola john na ala e Gaitán no meio, era assim tão má ideia?!

Já começamos a encher o balão de confiança lá de cima...