07/08/2014

Memórias (I)


Há jogadores que são justamente lembrados como grandes figuras. Outros serão sempre justamente lembrados como grandes cepos.

Depois, há fenómenos difíceis de explicar.

Há jogadores que deram razão ao ditado "mais vale cair em graça do que ser engraçado". Não que fossem maus, mas a memória coletiva preservou-os por razões nem sempre justas.

Pense-se em Ricardo Sá Pinto, idolatrado em Alvalade, por oposição a Pedro Barbosa, por exemplo, sem que as carreiras de um e outro como jogador justifiquem a diferença de tratamento (bem pelo contrário). Pense-se no esforçado Toñito, ou até no holandês Stan Valckx (um excelente jogador mas que a memória coletiva preservou esquecendo que ajudou a "matar" o campeonato 93/94 nas Antas). Não incluo aqui Rodrigo Tiuí (vénia) porque esse, meus amigos, resolveu uma final de Taça contra o FCP, marcando o segundo golo... de bicicleta. Isto vale todo o dinheiro que se pagou por ele e mais uns trocos!

E depois há jogadores que não eram assim tão maus mas ficam na memória coletiva, por uma ou outra razão, como sendo pernas de pau ou pouco mais do que isso.

De certa forma, foi o que se passou com Rodrigo Tello, que levou o carimbo "o mais caro de sempre" (e não o foi, mas isso fica para outro dia) e todos esperavam, por isso mesmo, que resolvesse os problemas coletivos do Sporting. Mas quem me vem à memória quando me lembro desta espécie de artista é Careca, o homem da foto. Mais um jogador marcado pelo que se disse dele quando chegou. No caso, Sousa Cintra, que terá dito que era "um jogador moderno, tipo Eusébio e Pelé" (sim, este clássico foi com Careca).

As memórias são algo nebulosas, eu era muito novo e por isso não posso assegurar que não fosse um terrível jogador. Se calhar era mesmo. Mas esquecendo agora a memória coletiva, eu guardo dois momentos do Careca, ambos felizes, que nunca esquecerei.

Estamos em 90/91. Não consultei sites, mas tenho ideia de ter sido o melhor começo de sempre do Sporting (pelo menos o melhor que eu vi). 10 jogos, 10 vitórias, terá sido assim? Ao 11º, empate em Chaves, depois de estar a ganhar por 2-0. E pelo final da primeira volta, derrotas com o FCP nas Antas (o tal jogo do "golpe de vista" de Ivkovic - já me disseram que não era bem assim, mas também isso fica para outro dia) e com o Benfica em casa.

No campeonato, a equipa veio por ali abaixo. E às tantas, no balneário, conta Oceano que "alguém" (ele diz que levará para a campa quem foi, mas todos sabemos que só pode ter sido uma pessoa - e vamos na terceira boca à Octávio Machado, "vocês sabem do que estou a falar"), perante a excelente campanha na Taça UEFA, terá dito "vamos concentrar-nos só na Taça UEFA, o campeonato digo-vos já que não nos vão deixar ganhar". A segunda volta foi "à Sporting anos 80", ou seja, a partir do Natal já não houve candidato ao título. Nessa época, assisti a todos os jogos em Alvalade.

Num deles, contra o Belenenses, ainda dentro do streak de 10 vitórias, tive o meu primeiro momento de vitória nos últimos minutos. Careca, claro, foi o autor do golo. Nunca, até esse dia, tinha festejado tão efusivamente um golo. Para mim, o Estádio veio abaixo. Até pode não ter sido a primeira vez que vi o Sporting marcar no último minuto; mas foi, seguramente, a primeira vez que pensei que isso contava mesmo para alguma coisa (depois até acabou por não contar, mas enfim...).

Noutro, também dentro desse streak, fomos ao Estádio do Bessa matar o chamado "borrego". Já não ganhávamos no Bessa ao Boavista há 30 anos, entre jogos do campeonato e da Taça de Portugal! Era o estádio mais difícil de Portugal para o Sporting. Nem Antas, nem Luz seriam (arrisco: "serão!") capazes de um record daquele género. O Sporting começa o jogo a ganhar, golo de cabeça de... Careca.

Careca terá marcado mais alguns golos até desaparecer de Alvalade e do imaginário leonino. Hoje é lembrado pela comparação de Sousa Cintra e por ter sido um grande cepo. Pois bem: refuto a acusação. Careca deu-me dois momentos de grande alegria, daqueles momentos que hoje, relativizando, interessam pouco ou quase nada. Mas que na altura reforçaram, e muito, a minha paixão pelo Sporting.

Essa dívida de gratidão para com Careca, e para com tantos outros, nunca a poderei pagar. Mas posso, dentro das minhas humildes e pouco mediáticas possibilidades, contribuir para que não se apague da memória que, um dia, ou dois, ou mais, o Sporting foi grande, foi Sporting, porque Careca estava lá.

29 comentários:

  1. Grande jogo esse do Bessa... recordo-me de uma grande invasao das claques leoninas, que se instalaram na central oposta à bancada central principal. Meio borrego estava morto a partida.
    Fui ver o jogo nas antas lá pra 12 jornada. Primeira vez que fui a esse pardieiro. 2-0 sem espinhas, em que mal passamos do meio campo. Fim do sonho pra equipa de Marinho Peres, De resto, epoca à Sporting dos anos 80 e grande temporada europeia a que fui a todos os jogos. Grandes noites europeias.
    Sporting Sempre!

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    1. Anónimo, era o tempo em que as equipas não entravam juntas em campo. Recordo-me com o Timisoara (ganhámos 7-0!) de entrarem 2 ou 3 pessoas do staff deles antes do jogo começar e levarem uma assobiadela tal que voltaram para dentro!

      A melhor noite de todas foi logo na 1ª eliminatória, contra o Malines (que na altura era fortíssimo, convém lembrar). Ganhámos 1-0, golo do Cadete e "à Cadete", no meio da confusão a meter o pé. Na segunda mão, 2-2, golaço de Cadete e manguitos de Marinho Peres para a claque do Malines. Muito boas memórias dessa campanha europeia...

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    2. Koba,

      acalma-te aí que isso são memórias a mais. Essa a minha 1ª campanha europeia em Alvalade. Já lá tinha ido muitas vezes, mas nunca à noite e a meio da semana. Tinha 10 anos e não consigo esquecer. Ainda mais porque ia sempre com o meu pai e dois grandes amigos. Era um grande quarteto. E como a campanha estava a ser vitoriosa, era obrigatório irem os 4 e sempre para a mesma zona do estádio (sup sul, chegado à central).
      Vi tudo: Malines, Timisoara (do Timofte), Vitesse, Bolonha e Inter.

      O jogo com o Malines é brutal. Fartou-se de chover. Preud'homme defendia tudo (até um penalty do Litos) até que Cadete (perto do fim, mais um golo nos últimos minutos que vibraste) fez o golo, tal como descreves.
      2ª mão na Bélgica foi um sofrimento na minha cozinha, a ouvir o relato com o meu pai. O chapéu de Cadete ainda hoje se ouve no prédio. O manguito do Marinho (que deu em castigo) e a tradição das camisolas pretas (ele e o adjunto andavam de preto e até o aquecimento era feito com t-shirts pretas) foi algo que não se esquece.
      Vieram os romenos e até o teu Careca e aquele australiano (Bozinoski) marcaram.
      O Vitesse já foi a 2ª mão, após vitória por 2-0 na Holanda. 2-1.
      Veio o Bolonha, 2-0 (Cadete e Gomes), depois de 1-1 (golo do grande LUISINHO) em Itália.
      E a merda do Inter... acabou aqui. Eram esses, ou a Roma ou o Brondby. Tinham de ser os piores... é sempre assim.

      Grandes recordações!

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    3. O Careca era uma grande promessa, das selecções jovens do Brasil. Depois ainda teve envolvido numa transferência polémica para o Famalicão que tinha de pagar (muito) ao Sporting.
      A verdade é que foi sempre lembrado como flop. Tinha um estilo "langão", sempre de meias para baixo.

      Lembro-me desse campeonato. Acho que começamos em casa com o Guimarães, vitória com 3 golos (não sei se contra 0, 1 ou 2). Sempre a subir até esse empate e essa derrota nas Antas com os livres do Geraldão. Não foi "golpe de vista"? Foi o quê? Aselhice? Suborno?

      Lembro-me desse jogo no Bessa, do golo do Careca e de uma grande entrada do jovem jogador vindo do Torreense, de seu nome Filipe Ramos, que, acho, marcou o 3º golo desse jogo.
      Sentia-se que, nessa época, era possível fazer algo.

      Já agora, quem é que disse essa frase sobre o fim do campeonato? O Gomes? Que já conhecia o método e a forma de se vencer neste país? O presidente?

      Outra nota:
      no jogo com o Inter, estreou-se, pela equipa do Sporting nas competições europeias, um grande, graande jogador: BALAKOV.

      Ivkovic
      Carlos Xavier, Venâncio, Luisinho, Leal
      Oceano
      Litos, Filipe, Douglas
      Cadete, Gomes

      3 estrangeiros; o 4º era o Careca e ainda jogavam Miguel, João Luis, o Bozinovski, Sérgio, Mário Jorge, Lima, Hassan e, até, Peixe e Balakov.

      (Porra, estou velho e a cabeça cheia)

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    4. Cantinho,

      Vamos aos esclarecimentos que posso fazer das três afirmações à Octávio:
      - "o Tello não foi o mais caro de sempre" - esta acho que posso esclarecer, porque todos nós já ouvimos o boato. Só não quis desenvolver porque não era o tema do post. Mas aquelas "fontes seguras" que nem sempre são seguras dizem-me que o Tello custou metade do que foi registado, o restante serviu para contabilizar alguns gastos que não foram públicos entre os quais (diz-se) uma indemnização ao José Mourinho;
      - "golpe de vista" - esta a única em que fui um pouco longe demais, digamos apenas que foram demasiados lances esquisitos com o FCP (chapelada do Couto, golo do Kostadinov em 92/93 em que fica a olhar para a bola, que vai ao poste, golpes de vista, enfim...)
      - "não nos vão deixar ser campeões" - o alguém, a meu ver, só pode ser o Fernando Gomes, mas o Oceano (que contou a história publicamente) jurou que nunca iria revelar quem lho disse. Nesta estou a especular tanto como tu.

      Quanto ao Valckx, não pus nunca a hipótese de algo mais do que um disparate. Mas deu a bola ao Drulovic no primeiro golo. O resto da história já contaste mais abaixo.

      Abraço

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    5. Bem, essa do Tello nem abordei porque era demasiado óbvio que o preço não era aquele. Já agora, gostava bastante do Tello, especialmente a defesa-esquerdo. Estou a falar a sério.

      Agora que falas nesses lances com o Porto (alguns vi ao vivo), dá que pensar...

      Dar a bola ao Drulovic? Porra, que pontaria... Parece quando o Preud'homme deu a bola ao Balakov e este meteu-a na gaveta, num grande chapéu na luz. Com tantos jogadores em campo, deu logo naquele que era génio.

      abraço

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    6. Cantinho, mas eu falo do imaginário coletivo. O Tello fica na memória como um bom jogador, mais um entre muitos que por lá andaram, mas "nunca justificou o que pagámos por ele". Este é o dichote clássico...

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  2. Ainda tenho as revistas da campanha e os posters (incluindo o das caricaturas).
    Só a título de curiosidade, pese embora a vergonhosa arbitragem de Carlos Valente, qual o erro de Stan Valckx?
    Relembro que, após esse jogo, um leão foi esfaqueado cobardemente na via pública.

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    1. Valckx perde uma bola de forma displicente que dá origem a um golo do FCP (acho que tenta fintar o avançado). Já não sei se foi o 1º se foi o 2º.
      Depois Queiroz queixa-se, dizendo que Valckx devia estar concentrado na sua equipa, em vez de andar em telefonemas para o seu antigo treinador, Bobby Robson (que, nesse momento, estava no FCP e que o tinha trazido do PSV). Será que houve, neste caso, corrupção? Nunca tinha pensado nisso...

      Valente fez uma valente de uma arbitragem, em protecção ao seu clube do coração, o SLB. Só expulsou 3 jogadores, sendo que só Paulo Sousa pôde jogar contra o SLB, nos 3-6. Juskowiak e, especialmente, Peixe (que, geralmente, marcava o JVP) ficaram de fora. Que conveniente...

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    2. Foi o 1º

      O 2º marcou um dos piores jogadores da história do FCP, o Vinha, com o jogo a acabar e o Sporting com 8 ou 9 a fazer pela vida...

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    3. Porra, o 1º golo...

      O Vinha!! ganda malha! Na onda Vitor Nóvoa que deve ter sido campeão mais vezes que o Pedro Barbosa.

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    4. Nesse jogo nas Antas, de 93/94 não foi o Vujacic o 3.º expulso (além de Peixe e Jusko)? Tenho ideia que o Paulo Sousa jogou antes do 3-6, com o Beira-Mar em Aveiro, ganhámos 4-0 e acho que ele marcou o último golo...

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    5. Cantinho, a partir do momento em que pensamos que o Bandeirinha deve ter uns 5 ou 6 títulos nacionais, e esse jogava mesmo (e até marcou uma vez em Alvalade), tudo é possível

      Duarte, pelo que vejo as minhas memórias estão algo baralhadas. Deixo essa para o Cantinho!

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    6. Duarte,

      acho que tens razão. Mencionei mal o Paulo Sousa porque também houve bronca entre ele e o Queiroz após esse jogo. Daí o meu erro. Foi o Vujacic (que era melhor def esquerdo que central, daí ter jogado os 3-6 a central, com os resultados que todos conhecem).

      Koba,
      mas ao menos o Bandeirinha jogava. Agora gajos tipo Vinha, Nóvoa, Jorge Silva, Costa, etc, nunca jogavam, mas títulos não faltam. Uma vez vi uma entrevista ao Domingos que ele não sabia quantas Supertaças tinha ganho e que, em 10 épocas de Porto, tinha ganho para aí 7 ou 8 campeoantos. Porra...

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  3. Obrigado pela lembrança. vou passar pelo sportingmemoria ou portalsporting para ver o resumo do jogo. Ainda me lembro, como se fosse hoje, a bicicleta do Juskowiak ao Alfredo ou o jogo de apresentação com o Ajax. E a polémica da pala no ano anterior? E o golo do Balakov em Setúbal nesse ano? Só tive pena de não ter ido à finalíssima assistir in loco a uma roubalheira descarada.

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    1. Anónimo, grandes memórias, mas de diferentes épocas!

      A bicicleta do Juskowiak ao Alfredo foi em 94/95, creio que para a Taça de Portugal, no jogo de desempate depois de termos empatado no Bessa.

      O jogo de apresentação com o Ajax, seja qual for a época, devo ter falhado, porque não me recordo. Recordo-me, sim, de eliminarmos o Ajax na UEFA uns anos antes, 4-2 em Lisboa, 2-1 em Amesterdão (Silas e Rui Maside).

      O golo do Balakov foi em 93/94, também ano da finalíssima com o FCP (fui ver a final, 0-0, a finalíssima já não fui ver).

      SL

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    2. A bicicleta é num 3-1 para o campeonato (93/94). Golos de Figo, Balakov (chapéu) e Jusko. Pelo Boavista marcou Nogueira. Alvalade estava a abarrotar (eu estava lá) e foi a um domingo. No sábado o Benfica tinha perdido na Maia com o Salgueiros, com um golo do recém contratado Sá Pinto. Ganhando ao Boavista, o Sporting passava para 1º lugar. Já estávamos na 2ª volta.

      Esse da Taça é que é em 94/95, num 5-0, em que Jusko marca 4 golos. Foi 2º jogo. Ouvi esse relato numa aula de Geografia, sem prof perceber. Foi a 4ª ou 5ª à tarde.

      Fui ver a final (0-0) mas não a finalíssima. Uma vergonha.

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    3. Se é como diz o Cantinho, afinal o Anónimo estava mesmo a falar (sempre) de 93/94. Mas não me recordo mesmo de o jogo de apresentação ter sido com o Ajax...

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  4. é verdade foi em 93/94. e no jogo inaugural do campeonato ganhámos 2-1 ao Salgueiros com um golo deles do Sá Pinto. O problema, para mim, foi um: trocar o Robson pelo Queirós. Custou Salzburgo. Custou. Mas não deveria ter saído. após a saída dele, penso que demorámos, no mínimo, 4 jogos (ganhámos em Famlicão) para ganhar um (derrota com Carnide FC na Estrumeira 2-1, empate com Marítimo em casa e empate em Paços de Ferreira).
    Em 94/95, foi pena só termos ganho a taça. Quase parti a televisão com o pontapé do Juskowiak ao poste no jogo em casa com o Real Madrid mesmo a terminar o jogo.

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    1. Bolas! o jogo que fizemos em Madrid nesse Setembro de 1994, em que perdemos 1-0, foi das melhores exibições que me lembro do Sporting! Oceano, Sá Pinto e Jusko enviaram bolas aos ferros! Pode ser do tempo ou da minha (i)maturidade à data, mas fiquei com a ideia que vulgarizámos o Real Madrid, muito mais que em Alvalade, onde até ganhámos... Mas o Lemajic ofereceu o golo ao Laudrup...

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    2. Anónimo, e o Joca Cadete que dessa vez em vez de se lançar para a recarga ficou a ver a bola atravessar a linha e sair pelo outro lado? Até ele que adorava esse tipo de lance pensou que a bola ia entrar!

      Esse foi de facto o grande erro. Muito embora seja bom lembrar que (para não variar...) já tínhamos perdido no Bessa ainda com Robson. Enfim, nunca saberemos, mas basta pensar isto (sim, eu tenho este horrível pensamento na cabeça): se Robson não tem saído, não havia jantar de despedida; e sem jantar de despedida... enfim.

      Duarte, o Lemajic ofereceu os dois golos: na primeira mão, ao Martin Vazquez; na segunda, ao Laudrup. Mais "coincidências"...

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    3. Koba,

      nunca tinha tido esse pensamento do "jantar de despedida do Robson". Merda a triplicar. Merda, merda, merda.

      E essa do Lemajic... porra para os jugoslavos guarda-redes!

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  6. Se a casa permite pedir posts, Koba e Cantinho são gajos para escrever umas linhas sobre gajos marcantes como o Eskilson ou o Valtinho (central, se não me engano!).

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    1. Duarte, permite sim senhor, mas esses eram mesmo marretas... Se houver por aí outro que suscite boas lembranças e que a história tenha injustiçado, estarei ao dispor!

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    2. "As unhas do Leão" do Jorge Gonçalves!!
      Grandes passagens pelo nosso futebol desses jogadores, mas pelo Estoril...

      O Valtinho nem sei como é que conseguia entrar no equipamento.

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    3. Apenas tenho uma memória do Valtinho com a camisola do Sporting. Foi num jogo inaugural do campeonato, contra o Guimarães, em Alvalade, que vencemos por 3-2. O Valtinho marcou um golão de cabeça. Terá sido das cabeçadas mais violentas que já vi. Foi um autêntico tiro!
      Bendito youtube: https://www.youtube.com/watch?v=YKOmQ2h8mqI minuto 17:50.
      E os tão famosos calções verdes :)

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  7. O Careca estava longe de ser um cepo. Não era muito esforçado mas tinha qualidade. Não foi por acaso que marcou uns 8 ou 9 golos nesse campeonato. Falam do golo do Cadete contra o Malines, na Bélgica. E esse foi um dos grandes momentos do Careca no Sporting. Vejam a jogada de início, é uma grande jogada do brasileiro que até provoca uma colisão entre dois belgas: https://www.youtube.com/watch?v=wRsYOIyZ95s minuto 1:05.
    Outro golo que me lembro muito bem foi contra o Guimarães, fora, um remate portentoso.
    Boas memórias...

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    1. Grande jogada...

      E o manguito do Marinho Peres!! e a bancada cheia de leões e portugueses. Grande caminhada!

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