11/08/2014

A importância da experiência

1. Experiência, no sentido de ensaio, teste, verificação. Foi o que o Sporting fez no Sábado, com maus resultados. Não vale a pena esconder que a primeira parte, menos experimentalista, também não correu bem. E era talvez o mais importante jogo desta pré-época, porque o adversário em causa (Gijón) é, de todos os que defrontámos, o mais semelhante aos que vamos defrontar, em casa e fora, em mais de metade dos jogos que vamos realizar esta época. Não contando com adversários da Champions (sejam eles quem forem), Porto e Benfica, eventualmente Braga, eventualmente Nacional, veremos se o Estoril, os adversários vão jogar como jogou o Gijón. Serviu para ver que para ultrapassar este tipo de adversário, há ainda muito por fazer. No Domingo muito melhor, mas adversários de outra cultura futebolística não permitem tirar conclusões muito seguras. Isto dito: continuo a acreditar em Marco Silva, a equipa insiste em evitar o charuto, mas pelas alas continuo a ver demasiados cruzamentos para o barulho. Algo que há que trabalhar.

2. Experiência, no sentido de conhecimento, prática, maturidade. Lembram-se deste post? Eu dizia, em jeito de deboche, que a melhor substituição que JJ poderia ter feito no prolongamento da final da Liga Europa, era a troca de Oblak por Artur. Porque a experiência deste último poderia ser determinante no desempate por penalties. O jogo de ontem vem demonstrar que, afinal, poderia ter mesmo sido uma grande jogada de JJ. Oblak, grande GR mas ainda verdinho, ficou preso à linha a vê-las entrar. Artur deu o passinho da ordem em todas as que defendeu ontem. Nenhum árbitro manda repetir aquilo, como se sabe. Aliás, como Artur sabe e Oblak um dia saberá. Claro que isto não descansa os benfiquistas e eu percebo-os: afinal, os jogos do campeonato não vão decidir-se por penalties. E Artur ontem voltou a revelar grande insegurança. Veremos se a moral ganha na noite de ontem é suficiente para afastar este mau momento. Não me levem a mal, mas espero obviamente que não!

PS: Temos alternativa para DE, um lugar em que todos diziam que ninguém da equipa B seria opção a ter em conta. Parece-me bem, portanto. Quanto ao Rabia, vem para o lugar do Rojo. Acho que BC tem estado bem nas suas declarações públicas (admitir que estamos interessados em vender não faz sentido) mas parece-me inevitável que Marcos Rojo saia antes de 31.08.

2 comentários:

  1. A minha duvida agora é: será que Jonathan Silva e Rabia serão MESMO alternativas? Não deu para vê-los em jogos de teste. Agora só mesmo nos jogos a sério.

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    1. Mike, relativamente ao Rabia, diria que nem me passa pela cabeça que não seja, depois de todo o folhetim que foi a contratação. Andámos nisto 2 meses, sem desistir nem procurar (ao que parece) alternativas. E sem abrir espaço para jogadores da equipa B neste lugar.

      Quanto ao Jonathan, eu percebo a contratação. Muito embora não conheça profundamente a equipa B, os que a conhecem dizem que não temos alternativas suficientemente capazes para DE, nem sequer para o banco. Mas enfim, é como qualquer contratação, eu achei que fazia sentido o Heldon e a verdade é que não tem correspondido.

      Pode correr bem ou menos bem, veja-se o caso do Benfica que anda há anos em busca de um DE e só acertou adaptando um extremo e com um emprestado vindo do... Granada.

      Em suma, custa-me muito mais que se falhe o Rabia do que o Jonathan. Porque na posição do Rabia tínhamos opções, na do Jonathan pelos vistos não.

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