07/07/2014

A "aposta na formação"

Uma semana de "acompanhamento à distância" leva-me a uma dúvida: em que consiste, no entender de Bruno de Carvalho, uma "aposta na formação"?

Quando me ausentei, o Sporting tinha contratado Slavchev, Paulo Oliveira, Rosell e André Geraldes. Tanto Rosell como André Geraldes eram contratações que, esquecendo por ora o passado (e os atos de gestão desta equipa e da anterior que conduziram ao atual quadro de jogadores), faziam algum sentido. Não havia, no plantel ou na equipa B, alternativas para MD e para DD. 

Quanto aos restantes (Slavchev e Oliveira), já tinha manifestado, em tempos, as dúvidas que me suscitavam. 

Entretanto estão contratados Tanaka e a Ryan Gauld. Se Tanaka, aos 26 anos, é um jogador para a equipa A (a menos que se trate de mera jogada de marketing), já quanto a Gauld é duvidoso que se destine à equipa A de imediato. Aguardemos, portanto, pela apresentação do plantel principal.

Chegados aqui, volto à minha dúvida inicial: independentemente das nossas (incluindo as minhas) convicções sobre o número de reforços necessários, e mesmo considerando que Bruno de Carvalho tem razão quando afirma que a equipa B não é uma via verde para a equipa A, pergunto-me se efetivamente esta sucessiva contratação de jogadores de idade similar aos que já temos nos nossos quadros faz algum sentido.

Pela minha parte, vou dando o benefício da dúvida porque, em boa verdade, o que avalia a qualidade de uma contratação é, fundamentalmente, o rendimento do jogador. Não é o único fator, porque há custos de oportunidade a ponderar (o jogador A, contratado "fora", mesmo que tenha um rendimento positivo vem ocupar o lugar do jogador B, da formação, que poderia ter um rendimento superior), mas será, regra geral, o principal critério de avaliação. E se estes jogadores tiverem um rendimento positivo, todos vamos esquecer esta questão.

Mas mesmo dando o benefício da dúvida, e mesmo aceitando que todos sejam bons jogadores, há algo que não deixo de observar: a manter-se este registo, o Sporting volta a seguir o caminho de optar por contratar ao invés de investir desportivamente na prata da casa. Tem sido este o registo, permanentemente. E pelo menos eu interpretei que isto agora ia mudar.

Continuo a aguardar pela mudança. Até agora, o que vejo é que apenas o William Carvalho e o Carlos Mané foram lançados na equipa principal. Os demais não têm tido muitas oportunidades. Virá agora o João Mário, segundo parece, mas já esteve envolvido em rumores de empréstimos. Os demais jogadores permanecem na B ou serão emprestados. Nem ponho em causa que possam ter tido um rendimento insatisfatório na equipa B ou nos clubes onde atuaram. Pergunto-me é se, para ocupar os lugares em que (concedo) arriscaríamos ao lançar jovens da formação (ainda mais com um rendimento irregular no ano transato), faz sentido apostar em jogadores da mesma idade (ou mais novos) com todos os riscos inerentes à respetiva adaptação.

Esta é a dúvida que tenho e creio que é legítima. Percebo que a equipa B não seja uma via verde para a equipa A. Mas, pelo que percebo, transformaram a via verde num sinal de sentido proibido. Gostava de perceber porquê, gostava mesmo...

17 comentários:

  1. Por hipotese... se chegarmos ao fim do ano com o João Mário na equipa A e com por exemplo o Tobias Figueiredo e o Wallyson integrados nos treinos e a jogar, nem que seja na Taça da Liga ou Taça de Portugal, houve ou não uma aposta na formação?

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  2. FCS,

    A pergunta à partida é complicada e vem na linha da minha dúvida (que é mesmo genuína): o que é uma "aposta na formação"? Tentarei responder diretamente (ainda que não tenha uma ideia perfeitamente formada).

    Mas começo por referir que em Janeiro disse aqui que o facto de contratarmos o Heldon (e o Chico Bala) não punha em causa uma estratégia (a médio/longo prazo) de aposta na formação. Mas aí foram efetivamente dois acertos, hoje vivemos um período em que praticamente não há posições no campo que não sejam ocupadas por contratações. Claro que me estou a guiar pelo que dizem os jornais, que já atiraram 50 nomes para o ar. Contudo, basta que venham um DE e um extremo e fica mesmo só a faltar um GR...

    Resta saber quem são essas contratações. São ou não jogadores que, ainda que com uma dose de risco um pouco maior, poderiam ter os seus lugares ocupados por jogadores da formação? O ponto é este. Porque ninguém discute que o Barcelona aposta na formação - e o facto de ter contratado o Alexis para um lugar que poderia ser ocupado pelo Tello não põe em causa essa aposta.

    Tanto no caso do Slavchev, como no do Paulo Oliveira, como até deste jovem escocês, parece-me que havia opções dentro de casa. Até aceito que implicassem uma dose maior de risco (tenho algumas reservas, em particular no caso de estrangeiros, mas dou o tal benefício da dúvida) mas a palavra "aposta" tem, a meu ver, inerente esse mesmo risco.

    Isto dito, uma "aposta na formação" não passa, apenas, a meu ver, por lançar 1/2 jogadores por ano; passa, essencialmente, por privilegiar os que formamos na ocupação de lugares no plantel principal. E repara que este "privilegiar" não é a tal via verde; privilegiar é, precisamente, ter a opção de apostar numa contratação ou apostar num jogador da equipa B e escolher o segundo caminho.

    Eu estava convencido que este ano diminuiríamos o número de contratações. Mas estamos no dia 7 de julho e já vamos em 6. Sendo certo que a janela de transferências só fecha depois de começar o campeonato e todos sabemos que nessa altura se fazem sempre alguns negócios.

    Claro que há muitos elementos que desconheço. Por exemplo, pode haver relatórios, avaliações, etc. que transmitam a quem decide que o Chaby, o Iuri Medeiros, o Betinho, o Wallyson, etc. não estão ainda preparados para dar o salto. OK, mas se assim é, espero que mais à frente se diga que, da avaliação realizada, se concluiu que apenas A, B e C estavam em condições de dar já o salto.

    O que não podemos fazer, a meu ver, é criar esta ideia de que "se temos folga financeira, vocês não contam; no dia em que estivermos na pré-falência, como aconteceu em janeiro de 2013, esperamos que estejam preparados para assumir a responsabilidade".

    Respondendo muito diretamente à pergunta: eu acho que não. Ou melhor, eu estava à espera de mais.

    Um abraço

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  3. eish, agora é que vi que escrevi um testamento... o essencial está nos 3 parágrafos finais

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  4. Koba,

    Obrigado pela sua resposta. Acredite que também me assaltam dúvidas e alguns rumores deixam-me mesmo de pé atrás.

    Por outro lado... vamos imaginar que efectivamente o Iuri está efectivamente ao mesmo nível do miúdo escocês. E estou a falar não só de potencial futebolístico, mas também em maturidade, profissionalismo, e sim quero acreditar que esses parâmetros também são investigados antes de se avançar para uma contratação.

    Mas havendo igualdade entre os dois, há também outro factor muito importante. A percentagem do passe de cada um. Fará sentido apostar em jogadores de que só temos 50%, 40%, e 30%? Estou-me a lembrar do Viola que me parece ter algum valor, mas aliado ao alto salário consta que aufere e apenas aos 25% do passe que pertence ao Sporting, percebo perfeitamente que seja descartado.

    Tentando responder à minha pergunta, apostar na formação para mim é construir planteis em que haja margem para que apareça a tal oportunidade sem que seja signifique um peso excessivo para o jogador. E não ter medo de manter essa aposta que essa oportunidade surge.

    Temos o exemplo do Wiliam se calhar um pouco fácil de apontar agora, muito mérito ao Jardim aqui. Não teve qualquer hesitação em apostar num desconhecido em detrimento de um titular e figura no balneário.

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  5. FCS,

    Mas repare: muitos desses jogadores foram objeto de renovações de contrato até 2018 e 2019, o que dá a entender que são apostas de médio/longo prazo. Um deles, William Carvalho, tem uma cláusula de rescisão de 45M€, sendo que temos apenas 60% do passe. Não foi problema a renovação, como não foi problema a aposta no jogador. E se sair, ainda que abaixo da cláusula (imagine, por 35 ou mesmo 30) estamos a falar do segundo maior encaixe da história do Sporting.

    No caso do Viola o argumento pode ser esse, eventualmente conjugado com o valor do salário. Mas no caso do Marcos Rojo, cuja percentagem é idêntica, já não foi assim: foi titular na expetativa da sua valorização no mundial, ainda que saibamos que com 25% do passe o encaixe não será significativo.

    No demais, a sua definição é próxima da minha. Mas tentemos fazer um exercício sobre o plantel do próximo ano e verá que a "margem para que apareça a tal oportunidade" é muito reduzida:
    GR: Patrício/Boeck (da B só um 3º GR)
    DD: Cedric/Geraldes
    DE: Jefferson/+1
    DC: Rojo?/Maurício/Dier?/Oliveira/+1?
    MD: William?/Rosell
    MC/O: Adrien/Slavchev/Martins/Chico Bala/Vítor?/JOÃO MÁRIO
    ED/EE: Capel?/Carrillo/Heldon/Mané/+1?/ESGAIO
    PL: Montero/Slimani?/Tanaka

    Repare que o Tobias treina com os AA mas Rojo ainda não voltou e há um problema com Dier. Portanto há dois jogadores que efetivamente foram "promovidos": João Mário e Esgaio. Ambos em posições onde não deixámos, ainda assim, de contratar. E onde temo que não fiquemos por aqui (e digo-lhe já que tenho muito pouca fé no Esgaio a extremo...).

    PS: suposta lista de dispensas de Marco Silva: foradejogo08.blogspot.com/2014/07/vitor-viola-wilson-rinaudo-cisse.html

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  6. o meu comentário sobre o Esgaio não ficou claro

    o que quis dizer é que mesmo tendo pouca fé no Esgaio, e entendendo que precisamos de transferir o Capel e contratar um extremo de qualidade, se for para contratar um Tanaka ou um Slavchev (por muito bons que sejam), não deixaria de aceitar uma aposta no Esgaio

    precisamente porque apostar na formação acaba por significar isso mesmo - arriscar nos nossos em vez de arriscar nos Slavchevs (coitado do rapaz, sempre usado como exemplo e até pode ser um excelente jogador)

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  7. O que parece mmo é que as renovações prenderam os jogadores ao Sporting numa perspectiva de não haver ondas em vez de ser numa perspectiva de aposta nos jogadores da formação. Vamos observar a evolução de Esgaio, yuri, Tobias etc. Daqui a 2 anos falamos. Até lá, desde que não entremos em pre - falência, temos de dar ' crédito' a estas decisões. Não me venham é com a tanga como ouvi já por aí que os nossos terão as mmas oportunidades, pq não faz sentido algum.

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  8. O ano mais fácil já passou.
    Agora vamos o que é, realmente, esta direcção.

    Até ver é isto:
    - expulsão de 4 sócios;
    - conflito com a principal claque do clube;
    - 8 milhões euros em contratações;
    - 0 euros em vendas;
    - contratados 2 portugueses e 4 estrangeiros;
    - 2 planteis, com cerca de 70 jogadores no total;
    - politica de "contratações cirúrgicas" já deve ter sido arrumada;
    - discurso totalmente contrário ao da época que findou; ontem era "jogo a jogo", hoje é "estamos na pole position para vencer a Liga";
    - Cissé, Rinaudo e Salomão com os A; Iuri, Chaby e Betinho com os B (Esgaio e Tobias também começaram na B. Parece que agora "subiram". Será?);
    - treinador dos B dispensado após o 1º treino da época;
    - equipamentos ao nível da Naval 1º de Maio e Paços de Ferreira (mas nem são os oficiais, mas sim ao nível do que compra na feira ou à porta do estádio);
    - SportingTV que não cumpre requisitos mínimos, tendo previsto o seu arranque para 1 mês depois;
    - Gamebox sempre a subir ao nível de preços; renovação de lugar sem qualquer desconto face a quem compre pela 1ª vez;
    - camisola oficial a 75 euros, Gala a 50 euros; O Sporting não é nosso, é de quem pode;
    - Missão Pavilhão que ninguém sabe a que Pavilhão se refere, visto que nunca ninguém viu projecto ou ideia;
    - Nova Loja Verde;

    Vamos ver o que se segue.

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  9. Metralha, estamos de alguma forma em sintonia, o que tu denominas "dar crédito" é o meu "benefício da dúvida". E também concordo que os nossos terem as mesmas oportunidades é, no mínimo, duvidoso.

    Cantinho ... ouch! Para bem do Sporting, esperemos todos que se possa dizer, daqui a uns meses, que esse era um balanço meramente provisório.

    Apenas alguns comentários:
    - posso estar mal informado, mas não foram suspensões?
    - divido-me no tema JL: se é verdade que as claques não podem gozar de impunidade, acho incrível que o primeiro ato disciplinar desta natureza tenha por referência a conferência de imprensa do Sampaio... se isto foi o pior que a JL fez, temos a claque mais pacífica da Europa
    - acho o discurso uma loucura, parece assumir que os outros estão abaixo de nós (o que não é verdade ainda que o Benfica dê cabo do plantel e o FCP aposte num desconhecido)
    - li por aí que o Abel será adjunto do Paulo Bento na seleção, será esse o motivo da saída?
    - da Sporting TV é melhor nem falarmos...
    - quanto a preços o que está essencialmente errado é o discurso do "somos nós", "é nosso", "o povo unido jamais será vencido", porque quanto aos valores infelizmente a nossa margem não é assim tanta, nem nos jantares, nem nas camisolas e mesmo nas gameboxes, enfim...
    - não falo de equipamentos, tenho uma opinião muito radical sobre isso mas ainda não é o momento de a "blogar".

    Quanto à preparação da época, temos mesmo que aguardar. Para já ando desconfiado porque a aposta na formação e as contratações cirúrgicas parecem ter ido passear ao Egito com a restante comitiva. Mas com eventuais saídas e dispensas (e algum bom senso e flexibilidade) pode haver alguns ajustes positivos. Mas por ora vou mantendo as dúvidas que elenquei no post.

    Abraço

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  10. Koba,

    estruturei mal o meu comentário. Queria colocar factos e somente isso, sem fazer qualquer juízo dos mesmos. No entanto, falhei. Coloquei opiniões, nomeadamente ao nível dos preços praticados na Gamebox, Gala e equipamentos. Mas também só aí coloquei opiniões. Tudo o resto são factos, até a questão dos equipamentos não é uma opinião. É mesmo verdade o que escrevi.
    Relativamente aos sócios, tens razão, foram suspensos, não expulsos.

    Por isso, é como dizes, vamos aguardar a preparação da época.

    abraço

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  11. Cantinho,

    Ponto prévio: aprecio muito os teus "juízos" mesmo que nem sempre concordemos. E neste caso não achei o comentário mal estruturado. Duro, sim. Mas efetivamente baseado em factos: mesmo nos temas gamebox, gala e equipamentos, os valores que referes são factuais.

    O que "assusta" nesse "pré-balanço", aliás, é precisamente isso: tudo o que referes é factual. A esperança é que, relativamente à preparação da época, tudo seja mais claro daqui em diante.

    Por exemplo, por ora é verdade que temos 0 em vendas. Sucede que eu eu não acredito (e creio que tu também não) que isto acabe assim. Alguém vai sair, seguramente. Não acredito que o Marcos Rojo fique, também não acredito que o Slimani fique. O William provavelmente sai. Só com o Patrício tenho dúvidas, detesto ter razão nestas coisas mas acho mesmo que fomos garganeiros no ano passado. Espero estar errado.

    Quanto aos valores (gamebox, bilhetes, etc.), o que quis dizer foi que dificilmente poderiam ser inferiores. Aí o que está mal é o discurso porque estes valores (o da camisola um pouco mais puxado do que o normal, é verdade) não são particularmente chocantes. E olha que eu sou dos patos que alinha em tudo. Seja com o Godinho, o Bruno ou o Jorge Gonçalves (tenho lá em casa uma bandeira com um leão com bigode, vê lá bem) lá estou eu nos jantares (este ano estava de férias na gala), nas gameboxes (3 anos consecutivos a pagá-las sem usufruir delas), nas camisolas (agora uso a do andebol, acho linda) ou mesmo na Missão Pavilhão (sim, subscrevi, mas não está a ser fácil dopar a minha mulher para assinar a ficha de sócia, odeia futebol).

    Um abraço

    PS: continuo sem grande coragem para falar de equipamentos, desculpa lá. Um dia organizamos um jantar de "bloggers moderados" e ao fim de umas imperiais pode ser que eu diga o que penso :)

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  12. Koba,

    eu não achei que criticasses o meu comentário. Eu é que reparei que ele fugiu ao que, inicialmente, pretendia, daí ter colocado uma espécie de "errata".
    Claro que vamos vender. E vamos vender aqueles que não devíamos vender (como referi aqui há umas semanas). O dinheiro virá de William, Dier, Patrício (veremos se Adrien e/ou Cédric ficam), como antes veio de Ilori, Bruma, Nani, C Ronaldo, Quaresma, Simão, Moutinho, Veloso e Viana. Os Rinaudos, Cissés, Heldons, Capel, Lopes, Salomão e afins por lá ficarão, porque aí ninguém pega.
    Há um denominador comum na qualidade mas parece que ninguém quer ver isso.

    Camisolas não compro. Sou do mais discreto na bancada em termos de cores. A última foi a Stromp no ano de 1999. E também tenho essa bandeira do Bigodes, é de papel, não é? Com um arame a servir de pau da bandeira?

    quanto ao "ps", é combinar!

    abraço

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  13. A minha é mesmo de pano e está agrafada a um pau de madeira, só ao fim de alguns anos reparei no bigode...

    Pois, o que digo quando me refiro a custo de oportunidade é que se tivéssemos contratado um Rochemback na altura em que lançámos o Viana, teríamos tido um bom jogador mas teríamos perdido a oportunidade de lançar um excelente, ainda que mais inexperiente

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  14. Impressiona a sistemática colocação de informações nos jornais levada a cabo pela direcção do Sporting. Não é estratégia original, mas constitui uma ironia que quem diabolizou a comunicação social, afinal, a utilize como instrumento essencial no processo de gestão diária. Uma análise breve dessa informação revela que a realidade é laboriosamente transformada e direcionada para obter o efeito desejado. Assim, preparam-se os sportinguistas para as decisões que vêm a seguir.
    Agora, dia sim dia não, levantam-se questões sobre o carácter e a fidelidade ao Clube relativamente a atletas formados na Academia quando parecem emperrar processos de negociação para renovação contratual. Neste aspecto, nenhum jogador está livre de ver chegar a sua vez.
    Posto isto, o caminho está aberto para pretender alterar o paradigma do Sporting enquanto Clube formador que, hoje, faz parte da sua cultura e identidade. E, sibilino, Bruno de Carvalho acrescenta uma boutade a propósito da via verde.
    Entretanto, fez-se constar nos jornais que Gauld é “aposta da Direcção”! E vemos essa determinação repetida um pouco por todo o lado. Leio e pasmo. Mas, e os outros? Recentes e antigos no clube. Os da Academia e os que foram contratados são apostas de quem? E qual é o papel do treinador com uma aposta assim? Faz orelhas moucas?!
    Ao jovem Gauld não bastava o peso ser designado como o “mini Messi”. A Direcção, pelos vistos, achou pouco. E pôs um um pedregulho em cima!

    Pode não parecer, Koba, mas esta reflexão vem a propósito de dúvidas que me surgiram a propósito da celebrada “aposta na formação”!

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  15. isto tudo é para pagar as comissoes ao Virgilio e ao Inacio, uma vez que sao eles que estao a intermediar as negociações.que diferença fazem de Duque e Freitas?

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  16. Bem... em última análise a diferença seria de tostões para milhões.

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  17. Anónimo, não entro por aí

    Mesmo na altura em que este blog era lido por poucas dezenas de amigos (meus, do Gorbyn e do desaparecido em combate Zatopek), era já um espaço "público".

    Pode parecer excessivamente rigoroso, mas pela minha parte distingo as conversas de amigos das trocas de opiniões neste blog (pelo menos no que respeita às minhas intervenções). Numa conversa de amigos, podemos dizer o que nos apetece. Aqui tento evitar esse tipo de zunzuns, de que todos já ouvimos falar (relativamente ao Freitas, ao Duque, ao Inácio, seja quem for) mas de que não temos qualquer evidência. Repito que pode parecer rigoroso, mas é a minha postura. Admito que uma vez ou outra possa não ter "cumprido" mas em regra faço assim.

    Isto dito, não sei se estamos a contratar para pagar comissões a A, B ou C. Sei que estamos a contratar mais jogadores do que eu pensava e do que entendia necessário.

    E entendo, embora isso hoje seja sinónimo de crime sujeito à pena de morte nalguns fóruns, que alguns dos que foram contratados vieram ocupar posições de jogadores que já tínhamos, o que, até ver, me deixa de pé atrás com a história da aposta na formação e das contratações cirúrgicas.

    Claro que se o Paulo Oliveira for mesmo o "novo Ricardo Carvalho", o Slavchev o "Lampard da Bulgária", o Gauld o "mini-Messi" e o Tanaka o primeiro avançado japonês a fazer alguma coisa de jeito na Europa, ficaria felicíssimo e festejarei como qualquer sportinguista. Não me venham é dizer, mesmo que tudo corra muito bem, que neste ano se "reforçou a aposta na formação".

    Aliás, e com isto termino, o próprio presidente o reconhece. Porque se diz, e tem razão, que a equipa B não pode ser uma via verde para a equipa A e deixa a entender que é preciso que a rapaziada da B faça mais do que tem feito, está no fundo a dizer que prefere, por agora, apostar noutros recursos.

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