29/07/2014

O "meu" plantel para 6ª feira

Considerando os que lá estão (exceção feita ao DE, aposto que vem aí alguém), o que eu vi nestes jogos e nos do ano passado, sem olhar a quem é reforço e não é reforço e assumindo a mais do que evidente saída do Marcos Rojo (ninguém contrataria tantos centrais se não sair pelo menos um - e esse é naturalmente o que tem mais mercado):

GR: Patrício, Boeck

DD: Cedric, Geraldes (mais do que não ser fã do Esgaio, contribui o facto de não ser DD de raiz - se a aposta é no Esgaio para DD, um empréstimo a um clube que o utilizasse nessa posição poderia dissipar dúvidas; quanto ao Geraldes, não convenceu mas não há outro e convém lembrar que o lugar tem um dono, que muito me agrada ver voltar aos tempos em que eu dizia que era melhor do que o João Pereira)

DE: Jefferson, ?

DC: Dier, Maurício, Tobias, Oliveira (se entretanto chegar o tal Rabia, será ele o 4º central pelo que ponderaria emprestar o Paulo Oliveira ou o próprio Tobias, este último na lógica de preferir que passe o ano a jogar e não como suplente do Maurício - que sendo um tipo eficaz, como sabemos, também tem momentos em que varre adversários no meio-campo só porque lhe apetece)

MD: William, Rosell (se o William não ficar, tanto o Adrien como o João Mário podem fazer a posição, e pelo que vi do jogo com o Achilles o Wallyson também)

MC/MO: Adrien, João Mário, Martins, Chaby, Gauld (o Slavchev seria emprestado, é um jovem e não é por ser contratação que deve ter prioridade sobre os que já lá estavam - pelo contrário)

EE/ED: Carrillo, Mané, Heldon, Chico Bala (enfim... pode faltar aqui mais alguém, fala-se de um Kostic que não conheço. Se não vier ninguém, assumamos a aposta no Mané para titular. Para mim o Capel é para transferir e não vi o suficiente do Iuri para poder dizer que pode dar já o salto - um empréstimo poderia ser boa opção. Quando ao Heldon, bons sinais no primeiro jogo na Holanda mas depois desapareceu. Ainda tenho esperança que possa dar algo mais. Já o Chico Bala, em boa verdade, mostrou menos do que o Capel - mas este já sei que ou dá uma grande volta no seu estilo de jogo ou "não serve"; já o Chico Bala, pode ser que...)

PL: Montero, Slimani, Tanaka (se bem que tenho dúvidas que Slimani fique - está valorizado, tem seguramente propostas e não deve estar disposto a fazer de joker novamente. Se assim for, quem seria o 3º PL? Betinho teve poucos minutos no empréstimo ao Setúbal... Parece que andámos atrás do Derley e do Rafael Martins, o que significa que procurámos um PL, certo? Será que parámos a busca quando ficou assente que o Slimani fica, será isso?)

24 jogadores. Se forem 25, diria que é apresentado o 3º GR, apenas isso.

Olhando para este plantel, e não querendo mais bater no ceguinho: tirando o Rosell, nenhuma das contratações se perfila para titular. Alguns seriam até emprestados. Era mesmo preciso tanta gente vinda de fora? Para refletir.

28/07/2014

Ninguém gosta de perder!

E ninguém quer perder, sejamos claros.

Escrevo quando faltam 5 minutos para acabar o jogo com o Twente, quando ainda vamos perdendo 0-1.

Mesmo sendo amigável, espero que o Sporting dê a volta. Mesmo a jogar com 10. Com dois golos nos descontos.

Mas a existir algo de positivo a retirar disto, que seja um "back to reality". Assustava-me, sou sincero, a euforia à volta do Sporting. As capas do "Leão já convence" e coisas do género.

Sei que lá dentro a conversa é diferente. Que o Marco Silva - até como mecanismo de auto-defesa, que se aceita e se compreende - não quer essa pressão nele e na equipa. Mas há os adeptos. Os que vão ao estádio e esperam goleadas à 2ª jornada. Os que se impacientam com 0-0 ao intervalo. E esses precisam de realidade, não de euforia.

Fico contente com o que vi até agora. Mas se somos mesmo candidatos, temos que sê-lo com os pés no chão. Fazendo valer o que temos de bom, mas conscientes das nossas limitações.

Isto dito, sexta-feira quero ganhar, claro. Quero ganhar sempre.

PS: 0-2 aos 90 minutos. O jogo está perdido. Que seja o único nesta época desportiva (difícil...). E que dele treinadores, jogadores e principalmente adeptos retirem as ilações que haja a retirar.

ps2: revi agora o jogo e gostei, mesmo da primeira parte. Nao da exibição, nao das falhas defensivas, naoda  ineficácia, mas gostei do futebol que a equipa quer jogar. Nesta fase, e o mais importante.

As dúvidas continuam

Sentado de novo na minha cadeira (não é de sonho mas gosto muito dela) e repetindo o hábito das últimas onze épocas, tive a oportunidade de ver pela primeira vez este novo Benfica ao vivo. As expectativas eram de facto bastante baixas, o que não é surpresa alguma por força das ausências, das saídas, dos reforços mas também das últimas exibições e resultados.

A primeira conclusão é que também não está assim tão mau como muitos querem fazer parecer. Apesar da derrota e mesmo sem a dupla de centrais que deverá ser titular (Luisão e Jardel), não se pode dizer que foi uma má exibição. Como ainda é bastante cedo para avaliar o desempenho da equipa, uma vez que há muitos jogadores novos que naturalmente ainda não assimilaram as movimentações que Jesus pretende, prefiro olhar para os desempenhos individuais. Como muitos de nós, também tenho a mania de que apenas preciso de alguns toques na bola e movimentações para perceber se é jogador ou não, mesmo quando já tive casos em que errei completamente (dos quais destaco o Luisão de quem disse, nos primeiros jogos que vi dele, que era um cepo do pior que já tinha passado pelo Benfica). Mesmo tendo a noção de que é ainda bastante cedo para avaliações, aqui vai:

- Artur: como disse no post anterior, parece sempre que podia ter feito mais qualquer coisa nos golos sofridos. Neste jogo não foi excepção. Não inspira confiança;
- Benito: foi o reforço que mais gostei contra o Marselha mas neste jogo não se viu. Ao vivo deu para perceber que anda completamente perdido entre o centro da defesa e a linha. Não está a ser fácil a adaptação táctica mas continuo a achar que sobe bastante bem e que tem grande disponibilidade física;
- César: não tinha gostado no jogo anterior e neste gostei ainda menos;
- Ruben Amorim, Salvio, Gaitán e Lima em bom nível e Maxi assim-assim;
- Talisca: um ou outro pormenor mas ainda não parece ser o jogador que consegue jogar num meio-campo a dois;
- Cardozo: estava a jogar?
- João Teixeira: bom toque de bola, grande entrega mas demasiado franzino para a alta competição;
- Eliseu: em duas ou três jogadas percebe-se logo que mesmo com uns kgs a mais, está bastante à frente de Benito;
- Cancelo: confirma que tem tudo a nível técnico para ser um fabuloso defesa direito mas tem muito que apanhar na cabeça de Jesus para melhorar ao nível das decisões;
- André Almeida: já atingiu outro patamar na sua evolução como jogador. Acredito que vai ser bastante importante para a época do Benfica mesmo que não esteja no onze base;
- Ola John: espero que este seja o grande reforço do Benfica, especialmente se Gaitán sair. Grande técnica, cruzamentos perigosos, poder físico e o principal elemento desequilibrador da segunda parte. Continua por favor com essa mentalidade!;
- Derley: zero;
- Jara: obrigado por falhares o penalty e não deixares dúvidas;
- Bebé: trapalhão, desperdiçou um excelente cruzamento de Ola John e decidiu quase sempre mal. O que é mais preocupante num jogador de 24 anos...


Se me colocasse na pele de Jesus e com os jogadores que tem actualmente à disposição, mesmo com toda a razia, não teria grandes dificuldades em fazer um onze bastante forte para atacar o campeonato. No entanto, jogaria apenas com um avançado:
Artur, Maxi, Luisão, Jardel e Eliseu, Salvio e Ola John nas alas, Amorim, Talisca e Gaitán no meio e Lima. Se sair Gaitán é que fica complicado... 

Volto a dizer que, para além de Romero, tenho que esperar por pelo menos mais dois reforços para ficar mais confiante (três se sair Gaitán).

25/07/2014

Ai as saudades...

As saídas, no limite da janela de transferências,  de Javi e Witsel foram algo traumatizantes mas algum tempo depois já poucos suspiravam por eles já que Matic e Enzo os substituíram de forma fantástica. Ou seja, nem deu para sentir saudades.

Depois foi a vez de Matic mas, mais uma vez, surgiu um Fejsa em grande forma para o seu lugar. Sendo menos rigoroso e um pouco mais "simpático", também se pode dizer que não deu para sentir saudades do gigante sérvio.

Ontem vi os primeiros 45 minutos deste novo Benfica (e apenas estes) e só tenho a dizer que estou cheio de saudades! Cheio de saudades:
- do Oblak pois o Artur dá sempre aquela sensação de tremideira e que nos golos sofridos poderia quase sempre ter feito algo mais;
- do Garay porque o César não mostrou o mínimo que justificasse a sua contratação;
- do Fejsa porque faltou velocidade no meio-campo e agressividade na dose e momento certo;
- do Enzo porque o Talisca parece ainda estar fora de contexto;
- do Rodrigo porque também não vi nada do Derley;
(vou esquecer por agora o Markovic porque tenho grandes esperanças pelo Ola John, mesmo sabendo que nunca chegará ao nível do sérvio)

Para não dizer que foi tudo mau, gostei do Benito pela disponibilidade física e subidas, do Amorim, Gaitán e Lima.

No último post tinha dito que faltavam as contratações sonantes, as contratações de peso,  as contratações de jovens promessas que os últimos anos nos habituaram mas talvez não exista agora BES que o permita ou Mendes que o queira.

E entretanto o nivel de preocupação vai subindo:
- fala-se de Gaitán para o Mónaco;
- reforçam-se os rumores de saída do Enzo para Valência;
- contrata-se Eliseu numa tentativa barata de dar a Jesus o que pede.

Se tudo se concretizar e mesmo assim Jesus conseguir colocar o Benfica a jogar à bola e ser campeão,  prometo tornar-me num fan de Jesus. No entanto, tenho a impressão que ele vai perceber o que é estar na pele do Trapattoni e Fernando Santos aquando das suas passagens pelo Benfica com plantéis bem mais fracos do que os que tem tido.

Na Eusébio Cup já deverá dar para ver mais qualquer coisa...

24/07/2014

Revendo o primeiro jogo na Holanda...

... chego as seguintes conclusões (sim, ok, prematuras):

- os meus amigos Belenenses que me diziam que o Geraldes tirava o lugar ao Cedric estavam mesmo a falar a serio?

- insisto que a contratação do Paulo Oliveira nao faz sentido. Para quarto central... há os jogadores da equipa B. E o Tobias fez um jogo muito mais seguro do que o Paulo.

- mais uma vez gostei do João Mário, um ou outro excesso de confiança nao lhe retira a nota positiva. E confirma-se que pode ser opção a 6. Confirma-se tambem que o 6 de Marco Silva desce para organizar o jogo, fazendo uma linha de 3 com os centrais.

- o Slavchev ou arrepia caminho ou vai mesmo ser titular, mas da equipa B. Isto se lhe quiserem dar ritmo. Porque se o criterio for qualidade e o Slavchev for o que se tem visto, há jogadores melhores na equipa B, seguramente.

- Tanaka movimenta-se bem! Gostei, mas estes golos nao contam, todos mesmo muito fáceis.

- O Gauld pareceu bom jogador, de facto. O Chaby no ano passado tambem esteve bem na Pré-época e nao teve um minuto na equipa A.Só  para lembrar...

- O Heldon nao esteve mal, mas o adversário era muito frágil, Veremos com adversarios de outra qualidade.

- por fim, o Esgaio. Espero estar enganado mas continuo a nao acreditar neste jogador.

21/07/2014

Primeiras apreciações (ao vivo)

Fui ontem ao Restelo ver o jogo e fiquei com algumas impressões bastante positivas, mas também com algumas dúvidas.

Defensivamente acho que a equipa esteve a um nível muito razoável. Pese um ou outro lance de desconcentração de Dier e um ou dois momentos em que Maurício acompanhava o seu adversário mesmo quando este apenas ia beber água, a defesa esteve bem:

- Boeck sempre muito tranquilo (e mais seguro como opção de passe porque joga com os pés bem melhor do que Patrício;
- Cedric ao nível do ano passado, mas sem despejar bolas à toa (o que só melhora a sua prestação);
- Jefferson mais discreto, mas também melhor posicionado (e admito que uma surja em consequência da outra);
- Dier muito bem, a mostrar que é titular de caras, ainda que tenha abordado mal um ou dois lances;
- Maurício naquele seu estilo que não convence os experts mas é muito eficaz (pena a falta quase no final que podia ter comprometido tudo).

Outro ponto muito importante: na defesa, mesmo Maurício tentou sempre sair a jogar, sempre. Claro que o Benfica não está oleado e a pressão não é a mesma do ano passado, mas gostei de ver que o passe para o GR era o último recurso e que a equipa tenta sempre sair a jogar. Não se viram charutadas.

O meio-campo esteve bem:
-  Rosell parece ser bom jogador. Gostei de o ver a recuar para começar a construir e a compensar os centrais quando necessário. Mais importante: não se limita ao passe para o lado e para trás;
- Adrien às vezes complicou mas esteve bem a maior parte do tempo e continua a ser o jogador que acelera o jogo quando necessário;
- gostei de ver "este" André Martins, bem mais adaptado à posição do que no ano passado. Pareceu-me aliás, que jogava um pouco mais atrás, o que só o favorece (vi bem?);
- gostei muito de ver João Mário, grande categoria com a bola nos pés, sério candidato ao lugar de Adrien;
- não gostei de ver Slavchev, fico até com dúvidas se será aquela a posição do búlgaro... a rever.

No ataque, tudo mais ou menos na mesma, mas com um Carrillo empenhado a conversa é logo outra:
- Carrillo continua a demonstrar que é o melhor jogador desta equipa, se conseguir que a sua qualidade apareça durante os jogos (e se a colocar ao serviço do coletivo);
- Capel continua a demonstrar que aprendeu a ser jogador de futebol a ver o kick & rush dos anos 80. Mesmo quando está em situações de vantagem numérica, conduz sempre a bola em direção à bandeirola de canto. Reitero o que aqui disse várias vezes: se alguém explicar ao senhor que a baliza é no meio, podemos ter ali um jogador útil. Caso contrário, vamos ter imensos lances de levantar o estádio que acabam com cruzamentos à balda que as defesas contrárias facilmente resolvem...
- Montero voltou à equipa para fazer o que sempre fez, ser o pivot do jogo ofensivo. Esteve bem, tem que voltar aos golos para ganhar confiança e voltar ao ritmo do início da época anterior;
- Tanaka esteve muito discreto, mas ainda fez uma assistência que Slavchev desperdiçou;
- Mané entrou bem, mas depois desapareceu do jogo;
- Heldon praticamente não se viu.

Ao olhar para estes, e sem perceber ainda se Chico Bala é para o centro ou para a ala, diria que há boas alternativas no MC, no ataque continuamos a precisar de "outro Carrillo" (assumindo que o verdadeiro é o de ontem!), que pode perfeitamente ser o Carlos Mané, na defesa este Rabia virá provavelmente porque sai o Rojo (não acredito que saia o Dier e ainda assim seja titular nos jogos mais importante da pré-temporada), pelo que faltaria apenas uma opção para DE sendo que eu defendo que deveria ser encontrada na equipa B.

Sinais positivos, esperemos que o estágio na Holanda os confirme.

20/07/2014

A ansiedade benfiquista

Com a hemorragia do plantel a parecer que não encontra forma de ser estancada, a confiança com que os adeptos terminaram a época passada volta a dar lugar a uma ansiedade regada com bastante desconfiança nesta pré-época. No ano anterior já tinha sido assim mas com os factores invertidos: tínhamos um plantel ainda mais forte mas psicologicamente afectado depois de desaires sucessivos e temos agora um plantel quase totalmente desmantelado depois da confiança em alta com os três troféus.

Do onze titular já foram Oblak, Siqueira, Markovic e Rodrigo, estando Gaitán e Enzo junto à porta de saída e não podendo contar com Fejsa até Janeiro. Sendo assim, apenas temos confiança em Jardel, Luisão, Salvio e Lima para um onze forte o suficiente para a Champions e para vencer o campeonato. É muito pouco e esta é a razão de tanta ansiedade. Novo empréstimo ou a compra de Sílvio ajudaria mas também não estará disponível para o início do campeonato. César, Talisca e Derley são os jogadores de quem se espera muito ou melhor, de quem se precisa muito. Já no passado Jesus conseguiu suprir as saídas de jogadores importantes pelo que resta esperar que agora volte a conseguir fazer o mesmo. No entanto, acho que nunca teve que o fazer para tantos jogadores ao mesmo tempo. A verdade é que a Direcção pouco poderia fazer (não avaliando a situação financeira actual do Benfica e da qual tem enorme responsabilidade):
- Oblak, voltou a mostrar o seu mau carácter, e nem deu margem para renovação e melhoria salarial e no princípio da época ninguém diria que a cláusula de 16 milhões era insuficiente;
- Siqueira era de facto muito caro para a idade que tinha;
- Markovic, à semelhança de Ramires, são decididos pelos fundos que os colocam no Benfica;
- Rodrigo saiu com André Gomes numa grande venda numa altura em que o Benfica precisava de dinheiro.


Olhando para o quadro actual parece faltar ainda um avançado mais sonante e já com alguns créditos firmados e ainda maior potencial, assim como um extremo. Pode ser que dos vários laterais contratados alguma coisa surja de bom e que dos emprestados, Ola John venha com nova mentalidade porque tem tudo para ser um grande reforço. Entre Enzo e Gaitán, acharia normal a venda do primeiro pela idade e recente valorização mas evitaria a todo o custo a saída de Gaitán, simplesmente porque na próxima época continuará a valer bastante dinheiro e o sucesso desportivo assim o exige.

Para contribuir ainda mais para esta desconfiança, está a abordagem ao mercado do Porto, conseguindo os tais jogadores mais sonantes e a quem se atribui elevado potencial. Especialmente Tello e Oliver mas também Casemiro que parece que interessava ao Benfica (a venda de Garay nada tem a ver com este desfecho?). Vamos esperar que não passem de Balboas mas sinceramente não me parece. A saída de Mangala deverá ter grande impacto assim como a de Fernando, esperando-se também a venda de Jackson. A compra a valores elevados do central holandês, assim como se fala de Brahimi é que são surpreendentes! Não esperava esta capacidade financeira do Porto nesta fase…

Enquanto isso o Sporting vai comprando alguns desconhecidos e adiando as vendas pelo que também é difícil de perceber se estão mais fortes ou não do que na época anterior.


Faltando ainda algumas semanas para o início dos jogos oficiais, resta esperar pelo que o mercado ainda vai levar e/ou trazer.

17/07/2014

Prepara-te Martins Indi: a Ana Lourenço não vai gostar



PS: Roubei daqui. Mas o autor do post também diz lá que "roubou". E sempre me disseram que "ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão"!

PS2: Este jovem sabe falar português, certo?

16/07/2014

Não há descanso!

E de repente, quando o Benfica parecia estar a desfazer a equipa e apenas a contratar putos (mesmo que sejam bons, há todo um trabalho por fazer), o Porto desata a fazer grandes contratações por valores que ninguém esperava.

Mas não pode haver descanso neste país?

14/07/2014

Uma verdade, uma conclusão e um receio



São 11 contra 11 e no fim, em regra, ganha o melhor.

Sucede que há muitas vezes em que os alemães são efetivamente melhores. Deutschland uber alles, lá dizem eles...

Só espero que agora não venham com o discurso do "só perdemos com os campeões do mundo". Enfim, até posso aceitar quando perdemos 0-1 ou nos penalties com a melhor Espanha de todos os tempos; até concebo o discurso quando perdemos 2-3 com a Alemanha finalista de 2008, mesmo que não tenha ganho a competição. Quando levamos 4 batatas e só reagimos depois de levar a terceira, ficando a nítida sensação de que o adversário "tirou o pé", tenham por favor o decoro de não nos tentar fazer passar por parvos.

10/07/2014

Os meus clubes lá fora - só porque sim e a propósito de nada

Já aqui o escrevi uma vez (mas não encontro o post): apesar de adorar ver futebol, não tenho muitos clubes de que seja adepto por esse mundo fora.

Em Portugal, para além do Sporting, e de alguma simpatia pelo Belenenses, tenho como 2º clube o Sporting Farense. Ex-aequo em 3º, por razões meramente afetivas, o Quarteirense e o grandioso Atlético Clube Alcacerense. Como estes nunca ganharão nada, posso mesmo dizer que sou adepto de um só clube.

Lá por fora, a questão cromática, reconheço, tem alguma influência. Porque até seria natural identificar-me com os clubes que normalmente são associados ao Sporting, em termos de estatuto e posição nos respetivos países. Mas as cores dão cabo da lógica. Na Holanda temos o Ajax (Benfica) e o PSV (Porto), o Sporting seria o Feyenoord. Mas vermelho e branco não dá. Em Espanha não é só a cor: o Atletico, pese embora a última época (efetivamente excelente), está muito longe de ter a dimensão histórica e social do Sporting. Para agravar, além do vermelho e branco, têm azul nos calções. No way! Em Inglaterra é outro drama (mesmo que nada tenha a ver com Portugal em termos de distribuição de forças): Chelsea (azul), Liverpool, Arsenal e Naite (vermelhos).

No entanto, há alguns clubes que me fazem esquecer as cores e lá acabo por gostar deles, por uma ou outra razão.

Em Espanha, não tenho clube. É-me indiferente. Mas admiro estes:


França, como todos sabemos, não entusiasma. Mas divido-me entre o apelo cromático e uma história de prestígio e o único clube francês que minimamente admirei desde que vejo futebol:



Em Itália, também nenhum me entusiasma em particular. Mas muitos anos depois da verdadeira glória, acabei por ficar fã destes, muito graças à memória de Maradona, claro:


Na Alemanha tenho um clube, aliás dois. Um, o preferido de sempre, apenas porque jogavam de verde. O outro, mais recentemente, porque o primeiro deixou de andar lá em cima:



Porque já vai longo, deixo-vos com os últimos de que sou fã. Como sabem rejeito sempre os Benficas (Flamengo, Corinthians) e os Portos (Vasco, São Paulo). Não podia, obviamente, deixar de ser adepto do Flu (único clube a nível internacional que me faz ficar a vibrar em frente à TV, ainda que muito, muito longe da emoção a ver o Sporting, como é óbvio) E de ter uma simpatia pelo Fogão (que, na sua simplicidade, tem "apenas" o símbolo mais bonito que já vi num clube de futebol). Curioso como nunca fui apreciador da seleção brasileira mas tenho no Brasil o único clube de que verdadeiramente gosto, para além do Sporting.



Termino assim, a cantar com Nelson Rodrigues, com Arnaldo Jabor, com Chico Buarque e com Gilberto Gil (e, já agora, com a Deborah Secco...).

Vence o Fluminense
Com o verde da esperança,
Pois quem espera sempre alcança.
Clube que orgulha o Brasil,
Retumbante de glórias e vitórias mil!

07/07/2014

A "aposta na formação"

Uma semana de "acompanhamento à distância" leva-me a uma dúvida: em que consiste, no entender de Bruno de Carvalho, uma "aposta na formação"?

Quando me ausentei, o Sporting tinha contratado Slavchev, Paulo Oliveira, Rosell e André Geraldes. Tanto Rosell como André Geraldes eram contratações que, esquecendo por ora o passado (e os atos de gestão desta equipa e da anterior que conduziram ao atual quadro de jogadores), faziam algum sentido. Não havia, no plantel ou na equipa B, alternativas para MD e para DD. 

Quanto aos restantes (Slavchev e Oliveira), já tinha manifestado, em tempos, as dúvidas que me suscitavam. 

Entretanto estão contratados Tanaka e a Ryan Gauld. Se Tanaka, aos 26 anos, é um jogador para a equipa A (a menos que se trate de mera jogada de marketing), já quanto a Gauld é duvidoso que se destine à equipa A de imediato. Aguardemos, portanto, pela apresentação do plantel principal.

Chegados aqui, volto à minha dúvida inicial: independentemente das nossas (incluindo as minhas) convicções sobre o número de reforços necessários, e mesmo considerando que Bruno de Carvalho tem razão quando afirma que a equipa B não é uma via verde para a equipa A, pergunto-me se efetivamente esta sucessiva contratação de jogadores de idade similar aos que já temos nos nossos quadros faz algum sentido.

Pela minha parte, vou dando o benefício da dúvida porque, em boa verdade, o que avalia a qualidade de uma contratação é, fundamentalmente, o rendimento do jogador. Não é o único fator, porque há custos de oportunidade a ponderar (o jogador A, contratado "fora", mesmo que tenha um rendimento positivo vem ocupar o lugar do jogador B, da formação, que poderia ter um rendimento superior), mas será, regra geral, o principal critério de avaliação. E se estes jogadores tiverem um rendimento positivo, todos vamos esquecer esta questão.

Mas mesmo dando o benefício da dúvida, e mesmo aceitando que todos sejam bons jogadores, há algo que não deixo de observar: a manter-se este registo, o Sporting volta a seguir o caminho de optar por contratar ao invés de investir desportivamente na prata da casa. Tem sido este o registo, permanentemente. E pelo menos eu interpretei que isto agora ia mudar.

Continuo a aguardar pela mudança. Até agora, o que vejo é que apenas o William Carvalho e o Carlos Mané foram lançados na equipa principal. Os demais não têm tido muitas oportunidades. Virá agora o João Mário, segundo parece, mas já esteve envolvido em rumores de empréstimos. Os demais jogadores permanecem na B ou serão emprestados. Nem ponho em causa que possam ter tido um rendimento insatisfatório na equipa B ou nos clubes onde atuaram. Pergunto-me é se, para ocupar os lugares em que (concedo) arriscaríamos ao lançar jovens da formação (ainda mais com um rendimento irregular no ano transato), faz sentido apostar em jogadores da mesma idade (ou mais novos) com todos os riscos inerentes à respetiva adaptação.

Esta é a dúvida que tenho e creio que é legítima. Percebo que a equipa B não seja uma via verde para a equipa A. Mas, pelo que percebo, transformaram a via verde num sinal de sentido proibido. Gostava de perceber porquê, gostava mesmo...