17/06/2014

Portugal-Alemanha: os experts, a lista dos 30 e os próximos jogos

Comecemos pelo óbvio: os alemães, logo à partida, mereciam ganhar, antes ainda de começar o jogo...


Sra. Khedira


Sra. Schweinsteiger


Sra. Gotze

[as fotos foram escolhidas a dedo... havia outras que ilustravam bem melhor o que quero dizer mas optei por estas para assegurar que não páram pelas fotos]

E agora vamos ao resto:

1. Os Experts

Tenho algumas implicância com as opiniões dos experts. Não, não me refiro ao Freitas Lobo ou ao António Tadeia. Refiro-me a tipos que efetivamente percebem de futebol, como o Baggio do Lateral Esquerdo.

E porquê estas implicâncias? Essencialmente por dois motivos:

Em primeiro lugar, e desde logo, porque sou um invejoso que gostava de perceber tanto disto como o Baggio, mas não percebo. E nunca vou perceber. Em compensação, tenho a certeza que o Fa3 publica mais fotos de mulheres bonitas do que o Lateral Esquerdo...

Em segundo lugar, porque às vezes tenho a sensação que os experts, precisamente porque percebem muito do jogo jogado, "ignoram" as restantes vertentes do jogo. Obviamente não as ignoram (no verdadeiro sentido do termo), será mais uma vez a inveja a falar. Mas nas suas análises focam-se nos aspetos estratégicos e parece (parece...) que deixam de lado não só a aleatoriedade própria do desporto (que leva Bolts a perderem provas por falsas partidas) como também a big picture à volta de uma equipa de futebol. Isso fazia-me particular confusão no ano passado, em que a (completamente esfrangalhda) equipa do Sporting era apreciada apenas na vertente da qualidade do seu jogo, da sua estratégia, da sua tática, quando era notório que a desorientação era total (e geral!) e que era preciso muito mais do que um bom treinador, ou bons adjuntos, ou mesmo melhores jogadores. O que foi dito do Marcos Rojo é um bom exemplo - não digo que o Rojo seja um central de eleição, porque não é; mas no ano passado aquele Rojo era muito pior do que o deste ano e o problema não era só da qualidade (ou falta dela) do jogador em causa. Basta ver que o Rojo do ano passado, entre outras coisas, era trucidado por cometer erros que ainda ontem vi no Pepe e no Alves.

Isto dito, obviamente que na esmagadora maioria das vezes as análises do Baggio estão certas e as minhas são meras larachas de adepto de bancada. Mas nunca, como ontem, me senti tão realizado a ler os posts do Lateral Esquerdo. É que os três posts abaixo linkados explicam tudo, mas mesmo tudo, o que os meus olhos viram mas os meus textos nunca conseguirão explicar. Em boa verdade, muito do que lá está escrito os meus olhos nem viram, apenas sentiram. Porque para "ver" era preciso perceber o que se estava a passar.

- lateral-esquerdo.blogspot.com/2014/06/o-que-paulo-bento-sabe.html;
- lateral-esquerdo.blogspot.com/2014/06/arrastar-marcacoes-e-aclaramento-de.html;
- lateral-esquerdo.blogspot.com/2014/06/criatividade-posicional.html.

Leiam e releiam se quiserem perceber um pouquinho mais de futebol do que percebiam até hoje. E se quiserem perceber porque é que tudo correu tão mal em Salvador (dentro do campo - depois poderemos pensar porque é que os alemães foram treinando à hora do jogo e nós não, mas fica para outro dia).

2. A lista dos 30

Defendi desde o início que o problema da convocatória não esteve na lista dos 23 mas na lista dos 30. Dos 30 para os 23, enfim, compreenderam-se as decisões. O que foi incompreensível foi a lista dos 30. E até sou dos que compreendia (não concordava, mas compreendia) a exclusão de elementos como Cedric ou Antunes. Já compreendia menos a exclusão do Adrien e a inclusão de elementos que sabemos que nunca iriam ao Brasil, desse lá por onde desse.

Inicialmente, fiquei com a ideia que Paulo Bento tinha escolhido os 23 e acrescentado 7 para fazer número, levar com as críticas na lista dos 30 e aparecer como sensato na escolha dos 23 finais.

Face à total desorientação que o jogo de ontem demonstrou, mudei de opinião. Hoje parece-me claramente que Paulo Bento escolheu há vários meses o 11 inicial (ainda que contando com eventuais impossibilidades de um ou outro, como Postiga) e depois escolheu mais 12 que fariam um bom ambiente no balneário (sem almejar à titularidade) e dariam para desenrascar 20 ou 30 minutos numa segunda parte. No fundo, o costume (já o digo de há muito): usar 14 ou 15 jogadores.

O que Paulo Bento continua sem perceber é que ao privilegiar o "grupo", prejudica a qualidade das suas opções. Se com Tiago percebo perfeitamente o selecionador, com Danny há histórias mal contadas. Com Adrien nem histórias há, apenas uma implicância que eu até posso ter mas o selecionador não. Nunca arriscou durante a qualificação, pouco arriscou em amigáveis e está aqui o resultado: 2 lesões, 1 castigo e não temos um 11 de qualidade para uma campanha minimamente ambiciosa. Vamos passar aos 1/8, mas e depois, como será? Mas, lá está, temos um grupo porreiro, grandes camaradas e parceiros da sueca que arrasariam qualquer dupla de alemães que se prestasse ao papel de ser trucidado num jogo de cartas. Infelizmente, no campo, é preciso algo mais.

Tivemos azar? Sim. Mas isto é relativamente previsível; o que não é normal é fazer uma campanha no Euro 2012 com apenas 15 jogadores, isso sim é pouco comum.

3. Os próximos jogos

Com o que temos, e sem prejuízo do trabalho de campo (será que dá para o Baggio enviar os posts dele para a FPF?...), creio que deveríamos jogar nos próximos jogos com o seguinte 11:

  • GR Beto ou Eduardo (sim, Beto ou Eduardo - Patrício esteve mal demais e transmitiu uma total intranquilidade à equipa, principalmente a jogar com os pés)
  • DD João Pereira (péssimo jogo mas ainda vai sendo melhor do que o André Almeida - e precisamos do Amorim no meio-campo)
  • DE Miguel Veloso (mais lento do que o André Almeida, sim senhor, mas com outra qualidade com bola nos pés; será preciso trabalhar para fechar melhor este lado)
  • DCs Bruno Alves e Neto
  • MD enfim, nem percebo como não foi desde logo: William Carvalho
  • MCs Minorca e Amorim - poderia também jogar o Adrien uma vez que o Minorca não anda a jogar nada... ah, não foi convocado?! ok, então joga mesmo o Minorca
  • And now for something completely different: Nani jogaria na esquerda, como um médio-ala, na frente jogaria Éder com o apoio de Ronaldo (ou Ronaldo com o apoio de Rafa).
Um 4x4x2 algo assimétrico (e desgastante para Moutinho/Amorim) mas face às soluções que temos não vejo melhor...

Mas jogue quem jogar, é para ganhar aos USA. Sem desculpas.

13 comentários:

  1. Koba,

    ainda faz sentido a pergunta que me fizeste há uns dias (na altura em que debatíamos a convocatória)?
    "Para levar um jogador que faz as duas laterais, quem levavas?" (citação mais ou menos certa - o sentido é este)

    Lá está. O André Almeida, NUNCA!!! E hoje só se pede que seja Veloso a jogar na esquerda (como sempre defendi nas minhas convocatórias). Então para que serve Almeida? Nada. Isto é, nada que esteja relacionado com futebol. Servirá para outras contas...

    23 jogadores é um plantel. Um plantel para 7 jogos (no máximo). Um plantel tem de ter 2 opções por lugar (só no guarda-redes se exige 3 opções). O que é que Bento fez? Abdicou da 2ª opção para DD e DE, acrescentou mais uma na de PL e ainda levou um jogador só porque nunca deve ter andado de avião (o André Almeida).

    Concordo que Bento só queria usar 11 (14 a 15 no total) mas ontem já teve que usar 14 (e mais virão). O problema é que nem esses 11 são bons. Almeida (o do bigode), Meireles, Veloso são anedotas para titulares (os 2 primeiros nem ao mundial deviam ir).

    Mas é na boa, há Bento tem contrato até 2016.

    abraço

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  2. Cantinho,

    Lembrei-me disso enquanto escrevia o post, a citação está correta :), mas o original tem um ligeiro twist que "legitimava" a pergunta:

    "admite que te chamas PBento e queres levar como alternativa às laterais um só jogador, quem levarias?"

    Esse post e esse debate foi uma tentativa de justificar os critérios do Paulo Bento, nomeadamente na escolha dos 23 face aos 30. Porque podemos discordar mas perceber o critério (é o que se passa com o André Almeida) ou nem sequer perceber o critério (é o que se passa com o Adrien ou mesmo o Danny).

    Por isso, mantenho a minha opinião: o tema dos laterais, na minha perspetiva, não é o pior. Porque aí, e foi isso que tentei dizer nesse debate, o Paulo Bento para levar o Antunes teria que incluir outro DD, o que significaria retirar outro jogador da convocatória. Poderia ser um dos PL, mas repara que agora "seria preso por não ter cão" (porque com o HAlmeida lesionado, só teria o Eder para PL e ninguém no banco - isto admitindo que seria o Postiga a ficar de fora da convocatória).

    E defendo o Veloso porque os próximos dois jogos são com USA e Gana. Se jogarmos contra uma seleção mais forte, provavelmente deveria mesmo jogar o André Almeida. Porque acredito que no meio da sua falta de jeito para a função, 2 anos de trabalho com JJ lhe tenham incutido alguns princípios defensivos mínimos.

    Para mim o principal problema está, em geral, na chamada de elementos só porque são do grupo, ainda que não estejam em condições (Meireles e Postiga os casos mais claros) e no meio-campo, quer pelos que não foram lá (Adrien em particular), quer pelos que lá estão e não jogam (o caso de William é um escândalo).

    E depois há o problema que vem muito mais de trás: com exceção de Rafa, mesmo assim só convocado para particulares, não há ninguém que saia deste registo bentiano da dupla da sueca. No fundo, passava-se o mesmo com a geração de ouro (Paulo Sousa no Mundial 2002 quando não passava nos exames médicos de nenhum clube de jeito) mas caramba com Figo, JVP, Rui Costa, Conceição e duplas de centrais para dar e vender até dava para brincar aos Dimas na defesa.

    Hoje em dia, o selecionador tem que "inventar", tem mesmo. Porque como dizia no meu post de há um ano que linkei: "não fora Jesus e não haveria lateral esquerdo; não fora o próprio Paulo Bento e não haveria trinco [esta entretanto desatualizou]; não fora a Academia do Sporting e não havia, pura e simplesmente, seleção."

    E já agora: achas que ele devia manter o Patrício na baliza?

    Abraço

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    1. Koba,

      Percebo o que dizes e a direcção do debate que aqui tivemos.
      No entanto, volto a dizer, Almeida faz tanto 3 lugares como o Cédric. A única diferença é que este último nunca foi testado sem ser a defesa-direito (onde é realmente bom. Já o Almeida não sei onde é bom, talvez na sueca...)

      Lesões há sempre. Levava-se 2 PL. Almeida lesiona-se e entra a opção 2. Se a opção 2 se lesionar já é azar.
      Levava-se 2 DE. Coentrão lesiona-se e entra a opção 2. Se a opção 2 se lesionar já é azar. Só que neste caso não há opção 2!! Ficou em casa! Ou então, a opção 2 é Veloso (o tal que também pode jogar no meio-campo onde há gente que sobra). Se a opção 2 é Veloso, então Almeida serve para quê? Se Almeida é a opção 2, bem então é um erro enorme porque não tem qualidade nenhuma.

      Manter Patrício. Retirar o guarda-redes é pior que se pode fazer (seja ele qual for). Na 2ª época de Peseiro foi bom retirar Ricardo das primeiras jornadas e colocar Nelson? Até com o Halmstad fomos eliminados. E se o retiras, ele desvaloriza-se ainda mais. Recordo que é o 1º Mundial de Patrício (e também de Moutinho, irónico não é?)

      Patrício é o melhor dos 3, concordo com o Leão. William é o melhor 6. Éder é o melhor PL. Têm de jogar.

      Paulo Bento tem de inventar, é certo. Mas quem tem Danny, Adrien, Ricardo Carvalho, José Fonte, e Antunes em casa não se pode queixar.

      (e Koba, estamos mais em sintonia do que parece).

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    2. O "inventar" teria sido experimentar o José Fonte, não vou ao ponto do Yohan Tavares, por exemplo

      Há um ponto no Almeida em que tenho que te dar razão: é que mesmo a DD, é adaptado.

      Quanto ao Patrício, "lesionou-se" na coxa. Há que aprender algo com os pintodacostismos do futebol português :). Mais a sério: sei que uma das maiores qualidades do Patrício é não se deixar afetar pelas más exibições - mas aquilo ontem foi muito mau. No limite, não sei se não seria boa ideia fazer "à Oliveira": chamar o quarteto defensivo ao gabinete e perguntar "como estamos em termos de confiança no Patrício?". Sei que o exemplo não é o mais feliz, mas foi assim que o Beto ganhou o lugar ao Frechaut (meu Deus, de que me fui lembrar... Frechaut!) no Mundial 2002.

      (e sei que estamos em sintonia, estamos apenas a discordar nos detalhes, quando a grande questão é Paulo Bento - os links para o LE são elucidativos)

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  3. Koba,

    Conheço as senhoras Bruno Alves e Postiga e todos conhecemos a senhora Ronaldo. Por aí não perdíamos o jogo, por certo não o ganharíamos mas não sairíamos envergonhaditos como ontem.

    Quanto à equipa a realizar o segundo jogo insistiria na minha para o primeiro, sem o Coentrão e Pepe, obviamente, com Veloso e Neto nos seus lugares. Creio que não faz muito sentido retirar a titularidade a Patricio, embora para o meu coração talvez fosse melhor. Mas Eduardo e Beto não são melhores e numa equipa intranquila podem também eles fazer a mesma figura. Já revi os golos e a quase totalidade do jogo e não queria ter sido guarda-redes ontem. Obviamente que os defesas podem dizer o mesmo de Patricio mas as falhas começaram primeiro neles.

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  4. Leão,

    Retirar o Patrício tem também um elemento egoísta de puro sportinguismo. Um jogo mau todos temos, dois começa a complicar. E se precisamos mesmo de o transferir, convém não o desvalorizar muito :).

    A dado momento da minha vida, muito devido à fraca forma física, resolvi começar a jogar à baliza. No início as coisas correram bem e como é produto que há pouco no mercado "amador", comecei a alinhar como GR primeiro nos jogos com amigos, depois em representação do escritório em que trabalhava, depois em torneios amadores.

    Não podia ter corrido pior porque as "boas prestações" no futebol de 5 cedo se converteram em festivais de frangaria no futebol de 8 (a baliza é um buraco gigante - e a de 11, para quem está em cima da linha, parece uma cratera). Mesmo ao nível amador, comecei a perceber uma coisa: as minhas primeiras intervenções acalmavam ou enervavam decisivamente a equipa. Aquilo que no futebol profissional conhecemos como o "guarda-redes que engata" não é mais do que um ciclo positivo que começa com boas intervenções, confiança dos colegas (que passam a estar mais calmos e concentrados), confiança do GR (que percebe que os colegas estão concentrados), e por aí fora.

    Obviamente que o exemplo parece patético mas pretende ilustrar o seguinte: o lance em que Patrício oferece o golo a Khedira condiciona daí para a frente a prestação dos colegas e consequentemente a sua prestação. E o resto do jogo, com insegurança em quase todos os lances "difíceis" (e mais uma oferta que acabou por resultar no 4º golo onde ainda por cima larga a bola), condiciona o resto da competição. Eu não arriscaria.

    Isto dito: se PBento mantiver Patrício e correr bem (como sempre fez no Sporting), merecerá os maiores elogios. Porque para essa decisão reconheço que é preciso ter muita coragem.

    Abraço

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  5. Schweinsteiger = criador de porcos

    é capaz de ser dos nomes mais fracassados para um jogador (e para mulher de jogador nem se fala !)

    pior mesmo só zequinha !

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  6. mas olha que sempre que nos apanhou pela frente, acabámos nós a criar porcos e ele a telefonar à Sra. Schweinsteiger a avisar que, afinal, iria demorar mais uns dias a chegar a casa...

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  7. Caros, nem de propósito: "As lesões de Hugo Almeida e Rui Patrício poderão perspetivar uma recuperação clínica durante a competição, pelo que iniciam programa de reabilitação específico, individual e progressivo".

    Se ainda para mais o Patrício vai estar limitado...

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  8. Não posso concordar com a sua ideia de substituir Patrício num jogo de naufrágio total como este,e em que os eventuais erros de Patrício foram até consideravelmente menores que os que se viram.O que dizer de Pepe?Não só instabilizou a equipa,como a liquidou.
    Num blogue Sortinguista não devemos defender a tese de que RP deve ser o bode expiatória deste desastre.

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  9. Anónimo, bode expiatório claro que não, mas seria recomendável também para proteger o próprio jogador. Num campeonato defenderia o contrário, porque há uma sucessão de jogos a seguir a um menos bom; num campeonato do mundo pode haver só mais dois jogos. Se Patrício falhasse novamente com os USA, percebe que estaríamos muito provavelmente a acabar com a sua carreira de internacional?

    De qualquer forma, o problema entretanto está "resolvido": RP lesionado durante a fase de grupos.

    E, já agora, num blogue sportinguista devemos dizer o que pensamos. Não quero voltar ao tempo em que a blogosfera, os paineleiros, os comentaristas eram todos acríticos do poder.

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  10. Koba,normalmente não tenho tempo para fazer grandes comentários na blogosfera,mas aqui tenho que responder.

    "Não quero voltar ao tempo em que a blogosfera, os paineleiros, os comentaristas eram todos acríticos do poder."

    A questão do poder não me interessa para nada.

    ". Se Patrício falhasse novamente com os USA, percebe que estaríamos muito provavelmente a acabar com a sua carreira de internacional?"

    Caro Koba, costumo ler muitos dos seus comentários e até acho que têm um nível superior aos do adepto comum,mas aqui desculpe-me,isto é a típica conversa de café.

    Um GR não pode sair por estes motivos.

    Mourinho em http://www.maisfutebol.iol.pt/mourinho-casillas-espanha-mundial-2014-campeonato-do-mundo-2014-copa-2014-calendario-mundial-2014-mourinho/53a03e650cf209afd7aadc12.html diz

    «Não poria Casillas no banco com o Chile (...) O Iker tem uma boa trajetória na seleção, tem a confiança do seu treinador e um mau jogo, para mim, não é suficiente para mudar de guarda-redes(...)
    A posição de guarda-redes é muito específica, e não gosto de mudar um jogador devido a um jogo mau. Só mudaria como consequência de um determinado momento de forma, desde que me confirme não estar em condições, não ter confiança ou estabilidade, que me dê a sensação de que é melhor mudar»

    A sair,RP teria perdido a condição de titular.O GR que o substituísse seria o futuro titular.Por todos os motivos,mas especialmente na seleção ,pelos poucos jogos,não é possível andar a mudar de GR a todo o instante.

    Por outro lado, se Patrício saísse por estes motivos estaria a dizer-se ao mundo que é um GR instável psicologicamente e incapaz de jogar ao mais alto nível.
    Parece-lhe que um GR assim serviria sequer ao Sporting?Serve para jogar na LC?
    Não irá tremer que nem varas verdes se jogar contra os Real Madrid, Bayern ,Barcelona ou outros?

    Mas mais,RP é isto?.Não é precisamente um jogador forte psicologicamente?
    Quem nos salvou no último minuto contra o M. City?

    RP joga mal com os pés.Não é o 1º nem será o último.Terá que fazer um trabalho específico nesse aspecto.Quando as situações forem mais complicadas joga simples.Naquele 1º mau alívio devia ter chutado para a bancada.
    Outro GR seria capaz de recolocar a bola em jogo com eficácia.
    RP tem muitas qualidades que mais do que compensam esta fragilidade.

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  11. Anónimo, até concordo com a maioria do que diz, mas note o seguinte:

    1. A expressão "poder" não foi de facto feliz, tem razão. Mas creio que percebeu onde eu queria chegar: ganhamos todos mais em dizer o que pensamos, Sporting incluído. E eu só estou a dar a minha opinião.

    2. Patrício não é Casillas. Patrício está a começar a sua carreira internacional. Fez um Euro, vai no primeiro Mundial. Tem o mundo com os olhos nele talvez pela primeira vez. Tal como tinha o país com os olhos nele quando começou a carreira e ainda hoje é olhado com desconfiança, até por muitos sportinguistas. Aquilo que se falava de proteger o jogador, quando ele começou a carreira, também se aplica aqui. Com a seguinte agravante neste caso: no campeonato, após um jogo menos conseguido, seguem 4, 5, 6 jogos em que um GR do Sporting pode estar relativamente sossegado; num campeonato do mundo a exigência é altíssima em cada jogo.

    3. Patrício tem muitas qualidades mas o problema não está aí. Está na confiança que se transmite ou não a uma defesa. Por isso disse ao Cantinho que "não sei se não seria boa ideia fazer "à Oliveira": chamar o quarteto defensivo ao gabinete e perguntar "como estamos em termos de confiança no Patrício?".

    Pergunto-lhe: acha que a equipa neste momento confia em Patrício? Depois de Israel, depois do lance de Khedira, depois do lance que dá origem ao 4º golo da Alemanha...? Este é o ponto.

    Já agora, e para que perceba o quanto sou insuspeito na análise que faço ao Rui Patrício, se tiver tempo leia ainda este post: futebola3.blogspot.com/2014/02/apostas-pessoais-atual-momento.html. Sou um dos maiores fãs do jogador, não duvide. Mas está a decorrer o campeonato do mundo e eu gostaria que Portugal passasse ao 1/8. Acho mais provável que tal aconteça com outro GR do que com Patrício, apenas isso.

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