16/06/2014

Mundial!


O Mundial começou!

Devo dizer que, desde puto, sou um fanático destas competições. Adoro um Japão-Costa do Marfim tanto quanto um Uruguai-Costa Rica ou um Inglaterra-Itália. Vejo os jogos todos que conseguir, os que não conseguir vejo mais tarde (abençoadas repetições e gravações automáticas).

A minha primeira memória é de 1986, para mim o melhor mundial de sempre, por ter sido o primeiro que vivi com intensidade (se fôssemos à qualidade dos jogos, provavelmente teria que escolher o USA94). Aquela Dinamarca endiabrada (aquela, friso bem!) depois esmagada pela Espanha, o golo de Negrete, o banho que Portugal levou de Marrocos, uma Bélgica excecional (aquele Bélgica-URSS dos 1/8, que jogo!), a Alemanha do costume (e a ganhar à França naquele habitual registo do "joguem lá vocês e já vão ver como elas mordem") e, claro, a Argentina de Maradona. Na altura, confesso, eu estava pela Alemanha. Sempre estive, em 1986, em 1990, em 1994 (grande Klinsmann, grande mundial). Em 1998 não torci por ninguém mas gostei que a Croácia tivesse uma boa prestação. Em 2002 não vi grande coisa, os jogos eram quase todos a horas impróprias. Em 2006 felizmente pude estar por Portugal até ao fim da competição. E em 2010 estava pelo Uruguai (após sermos eliminados, claro).

Desta vez, admitindo que tudo nos corre bem (a começar já hoje), estou obviamente pela seleção nacional, nem se discute. E nem quero colocar a hipótese de irmos cedo para casa e ter que escolher outra seleção.

Por ora, já saltei por diversas vezes da cadeira, para supresa dos que estavam ao meu lado:

- no Espanha-Holanda, com a obra-prima que foi o primeiro golo de van Persie;
- no Uruguai-Costa Rica, com os dois primeiros golos dos Ticos;
- no Inglaterra-Itália, a cada minuto durante os primeiros 70.

São três jogos que vão ficar para a história, o primeiro pelo resultado (esmagadora Holanda, mas sem uma exibição coletiva de encher o olho, na minha opinião - mas ainda não li os "experts"); o segundo pela surpresa (a recuperar os tempos de Cayasso, Roger Flores e Medford); o terceiro porque foi uma joga impressionante (70 minutos àquele ritmo depois de uma época inteira, incrível).

PS: fui ler os experts antes de publicar, parece que desta vez acertei - concordam que a Holanda marcou 5 golos mas não fez uma grande exibição (nem tem uma grande equipa).

3 comentários:

  1. A mesma postura que eu quanto a mundiais.ser da geração de 77 ajuda a explicar,mas seres pela germania imperdoável. Argentina e Brasil desde sempre e quando Portugal não andava a fazer greves ou a passear em Macau. Desta vez parece que foi na 5a avenida. Resta saber se Ronaldo vai aceitar.

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  2. Germania muito grande na altura: 86 Schumacher, Briegel, Brehme, Matthaus, Voller, Rumenigge; 90 ainda Brehme, Augenthaler, Matthaus, Littbarski, Hassler, Voller, Klinsmann; 94 melhor Klinsmann de sempre.

    Só larguei quando percebi que andavam lá sempre e dispensavam o meu apoio

    Brasil não consigo

    Argentina só apreciei mais tarde

    Ronaldo não vai aceitar

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  3. epá, eu quando vi o Brasil de 86, que ainda tinha o Zico, o Sócrates, o Júnior, o Toninho Cerezo, o Careca, o Mozer só não foi por lesão, fiquei logo.

    E depois em 90, com Valdo, Ricardo Gomes, Romário, Bebeto, Dunga, Tafarel (que era espectáculo garantido), mesmo um Branco
    em 94 a acrescentar a estes Aldair e Cafu
    em 98 o Ronaldo e o Rivaldo
    em 2002, o Ronaldinho e o Ronaldo outra vez
    Enfim, Brasil é sempre samba e mais samba

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