11/06/2014

IX Congresso Leonino & O discurso de Bruno de Carvalho - Parte II: o discurso


Avanço para o discurso de BC e deixo para um terceiro post o decurso dos trabalhos e algumas das ideias discutidas no Congresso.

Mais uma vez, com notas prévias:

- a primeira, em nada relacionada com o tema, diz respeito ao Portugal-Irlanda, que agora decorre. Ronaldo começou claramente a medo e vai ganhando confiança (espero que no Mundial os árbitros mantenham este critério de apitar falta quando alguém sopra perto de Ronaldo). Hugo Almeida ainda não percebeu que ninguém ganha nada com bigode desde o Panenka (mesmo marcando dois golos na primeira parte). O William Carvalho, à 4ª internacionalização, é já dos melhores jogadores da equipa (e insisto que tem muito para evoluir), apesar dos comentadores entenderem que está "tímido" por oposição ao André Almeida (esse mesmo). O Coentrão é uma máquina nesta seleção. E o Neto, não sendo um génio a sair com a bola, tem feito uma boa exibição (gostava que me explicassem porque tantos criticam este jogador - e a dúvida é genuína...).

- a segunda, como pano de fundo do que vou escrever, remete para um comentário que fiz na "casa" do Leão de Alvalade e que se reconduz ao seguinte, resumidamente: (i) as críticas que faço não colocam em causa que BC é o "meu" presidente enquanto for presidente do Sporting, (ii) entendo que tem feito um bom trabalho, (iii) aprecio o seu estilo bélico em oposição ao estilo pató dos antecessores e (iv) não acho que as nádegas e a trampa (embora as dispensasse) merecessem toda a histeria das Anas Lourenços deste país. E porquê esta nota prévia? Não, não é para agradar a gregos e troianos. É para que todos percebam que quando aponto críticas a Bruno de Carvalho o faço, apenas, no exercício de um (legítimo) direito de sócio, no caso um sócio que gostaria que nenhum presidente do Sporting alienasse, com o seu discurso, uma parte dos adeptos do clube.

***

O discurso de encerramento do congresso pertenceu a Jaime Marta Soares e não tenho absolutamente nada a apontar. Um discurso de união, de vitalidade e de agradecimento aos participantes. Antes desse discurso, Bruno de Carvalho tinha chamado a si os holofotes com um discurso que eu apelidaria, no mínimo, de dispensável. Por vários motivos:

1. Por uma referência aos participantes no congresso, que abdicaram de um fim-de-semana para discutir o Sporting, que não foi citada pelos OCS. A quem se dirigia BC quando disse que sabia que naquele congresso "alguns" lá estavam para servir de "relatores" do que lá se passara? Quem eram esses relatores? O que pretendiam? Ao serviço de quem? Francamente, achei isto muito infeliz.

2. Pela justificação forçada do tema das nádegas. Disse BC que forçou as palavras porque não tinha antes conseguido introduzir o tema da bipolarização. Referiu-se "aos dois lados da mesma moeda" e ao facto de "sermos puxados para cima e para baixo". Bom... para além de nem me recordar destas referências, creio que não haveria ninguém que entendesse ao que BC se queria referir se efetivamente usou tais figuras de estilo (para alertar para algo em que até o Manuel Serrão, confesso portista, conseguiu ser mais claro). A meu ver, BC percebeu que tinha ido longe demais e tentou justificar-se. Mas não colou.

3. Houve até uma parte em que concordo com BC, mas que acabou também "estragada". BC disse, ironicamente, que há "sportinguistas (que) preferem calar-se porque devemos ser diferentes, politicamente corretos, ficamos chocados com tudo". Não podia concordar mais: esta treta de o Sporting ser o clube "diferente", o clube dos meninos bem comportados e de boas famílias, além de uma grande tanga, criou a tal ideia que foi permitindo o perpetuar de incompetentes no poder. O que eu não sabia é que BC ia usar isto para mais uma vez (a 90ª? a 100ª?) se referir aos insucessos do passado. Até quando?

4. Depois as críticas aos sportinguistas que aceitaram integrar listas para a Liga. Aqui BC usou a lógica "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és". Não entendo. Então não é melhor que essas listas tenham sportinguistas? É preferível que estejam carregadas de adeptos de outros clubes? Não compreendo o raciocínio, nem a necessidade de criticar adeptos e ex-dirigentes no encerramento de um evento em que sócios anónimos "perderam" o seu tempo a discutir o clube.

5. Finalmente, o tema do "combate ao sistema". A mensagem foi clara: não contem comigo para combater o sistema "por dentro". Isto mereceria todo um post mas, resumidamente, temos que separar aquilo que não é propriamente bonito daquilo que é, a meu ver, uma perspetiva errada do tema:

a) o que fica mal a BC, e considero uma tremenda falta de bom senso, é dizer que "não admite" ou "não aceita" que outros sportinguistas achem que sabem melhor como combater o sistema do que estes órgãos sociais;

b) os erros na abordagem ao problema são dois:

(i) o primeiro está na comparação entre a tomada de poder no Sporting e a tomada de poder na Liga. É que há uma diferença evidente entre o Sporting e a Liga: quem vota para escolher o poder no Sporting (os sócios), quer o melhor para o Sporting (pode ser enganado ou manipulado, mas vota com a convicção de que está a decidir "pelo Sporting"); na Liga, ninguém vota pelos "interesses do futebol português", cada um vota consoante o que é melhor para o seu clube. E neste sentido, achar que vamos convencer todos de que o melhor para o futebol português é o que nós defendemos... leva muito tempo, para dizer o mínimo;

(ii) o segundo, no entender que quem defende (como eu) que o sistema se combate "por dentro" quer que BC ceda a isto ou aquilo, negoceie listas, faça concessões, no fundo, entre no jogo que ele próprio tanto critica. Não é nada disso: combater o sistema por dentro não é mais do que tudo fazer para que o poder não seja entregue de mão beijada aos mesmos de sempre (que depois o usam para se perpetuarem); é tentar colocar sportinguistas nas estruturas de poder (do pequeno poder ao grande poder) de forma a evitar que esse poder se vire contra nós enquanto as coisas não mudam; e é não adotar a postura de distanciamento (adotada pelos antecessores que tanto critica) que conduz a que o Sporting não seja tido nem achado nas grandes decisões.

Mas se, relativamente a este último tema, apenas me preocupa uma estratégia errada, nos restantes preocupa-me que BC não se aperceba que o seu discurso é divisionista e aliena alguns sportinguistas. Poucos, por enquanto, não sabemos quantos, no futuro. E esses poucos... porque a bola foi entrando, caro BC. Quando a bola não entrar, eu vou cá estar, como sempre, a aplaudir o Marco Silva, ainda que o poste possa conduzir o clube a um empate infeliz, e a criticar o Leo Jardim, mesmo que o Sporting ganhe como ganhou no Restelo. Veremos, nessa altura, onde estão os que hoje aplaudem histericamente todas as palavras do presidente do Sporting, sejam elas quais forem...

PS: ainda quanto ao tema do sistema, subscrevo cada palavra desta passagem do texto do Leão de Alvalade acima linkado, que resume na perfeição o que entendo sobre o tema: se Bruno de Caravalho quiser deixar um futebol melhor do que encontrou e sobretudo um Sporting melhor preparado para se defender terá que deixar a sua zona de conforto, a dos discursos mais ou menos inflamados para jornalistas e adeptos e delinear uma estratégia que lhe permita atingir resultados práticos. Para isso precisa de massa critica indispensável para alterar regulamentos, ou simplesmente colocar pessoas idóneas no lugar dos comprometidos, o que não se consegue falando sozinho. Terá seguramente de escolher parceiros entre "os bons" e os "menos maus" que também não se revêem ou apenas estão descontentes com o estado de coisas. Terá que ter paciência e alguma astúcia. Coleccionará derrotas antes de conhecer o sucesso.

PS2: não imaginam a vontade que tinha de estar aqui apenas e só a comentar a contratação do André Geraldes... ainda que prefira a aposta no Geraldes à aposta no Petkovic, continuo a achar 1M€ uma barbaridade para um DD suplente. A menos, claro, que a ideia seja transferir o Cedric. Mas aí, espero que a recompensa seja muito boa.

9 comentários:

  1. A conversa das "forças de cima e de baixo" ou de "sermos puxados para cima e para baixo", foi efectivamente feita pelo presidente do Sporting, em Março, numa conferência de imprensa convocada para denunciar a ladroagem dos senhores do apito e as tais forças que nos queriam afastar da luta pelo título.

    Podes ver aqui neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=xtcX1kFsDT0

    SL

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  2. João, não consigo agora ver o video mas não duvido minimamente. E se o post passou essa ideia foi porque me terei expressado mal. O que digo é que não me recordo das referências e que as mesmas seguramente não terão sido claras, porque não me lembro de alguém as ter associado ao tema da bipolarização.

    Não duvido que tenha tentado nem ponho em causa a palavra de BC. Mas se há coisa em que ele é forte é nas suas intervenções públicas pelo que não percebo a necessidade de trazer o tema através de analogias ao invés de simplesmente dizer "há dois clubes que dividem o poder e querem dividir a maior fatia das receitas e ficam incomodados connosco".

    SL

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  3. O Koba refere que o preocupa “que Bruno de Carvalho não se aperceba que o seu discurso é divisionista e aliena alguns sportinguistas. Poucos, por enquanto, não sabemos quantos, no futuro.”
    Não sei se são poucos ou muitos os sportinguistas que observam a evolução do Clube com algum cepticismo recusando-se a grandes celebrações divinatórias do Presidente. Mas, a forma como BdC iniciou o mandato teve o condão de afastar muitos sportinguistas. Muitos não suportam que um Presidente se procure substituir aos símbolos desportivos na função de representação da identidade leonina. Por outro lado, aquela história pateta dos croquetes e dos lambuças, dos verdadeiros e falsos sportinguistas, dos ressabiados e dos barões marginalizou mais gente do que alguns suporiam. Agora, é tarde e esses não mudarão de opinião, limitando-se a exigir que BdC corresponda como Presidente ao que a sua garganta apregoa aos quatro ventos. Daí não vem mal ao mundo, em todas as circunstâncias há quem não descortine méritos em alguém mesmo quando muitos fiquem extasiados perante a obra.

    Penso que não é este grupo recalcitrante de sportinguistas que preocupa BdC. Os que não se aproximaram ou não foram comer à mão no início, dificilmente o farão noutro momento. O que realmente o incomoda é a possibilidade de encurtar a sua base de apoio, o que ele receia que aconteça quando tremerem os resultados desportivos e/ou financeiros. Por essa razão, a YoungNetwork, agência de Comunicação intimamente ligada à ascensão de BdC no Sporting e que o tem assessorado na Presidência, passou a “produzir” toda a informação institucional relativa ao Clube.

    A reestruturação financeira, lançada há um ano, não foi concluída. Sobre esta matéria crucial caiu um manto de omissão. Perante a ausência de notícias, não seria má ideia explicar o ponto em que se encontra, pois a informação completa é indispensável para evitar especulações. Para além do mais, em 27 de Dezembro de 2013, BdC admitiu que a reestruturação financeira do Sporting poderia estar "em perigo", devido à fraca receita que o clube registava no que dizia respeito à captação de novos sócios e aquisição dos pacotes de bilheteira destinados a associados. Depois disso, sobre o assunto, imperou o silêncio. A reestruturação financeira deixou de estar em perigo?
    Por outro lado, já é tempo de esclarecer os sportinguistas sobre o modelo de desenvolvimento que se pretende para a SAD e qual a sua estrutura accionista. Igualmente, sobre os propalados investidores. Também aqui reina a omissão.
    Talvez seja altura que a discussão seja mais centrada na bondade do modelo do que nos aspectos acessórios.
    O desempenho desportivo nas competições nacionais (Campeonato, Taça e Liga) foi muito bom, mas implica que se verifique continuidade e confirmação. O Sporting não ganhou nada e, nos jogos a eliminar, ficou pelo caminho relativamente cedo, embora se possa queixar das arbitragens. Obviamente que é notável o 2º lugar no campeonato da 1ª Liga e a consequente entrada directa na Champions.
    Leonardo Jardim, que “fez mais com menos” e que chegou a ser o “Ferguson do Sporting”, depois de “conversas” e “desconversas” a propósito de afirmações do presidente, partiu precipitadamente para o Mónaco. Alguns sportinguistas receiam que BdC não seja capaz de partilhar o “banco” com um treinador. Se for mesmo assim não haverá sossego e estabilidade e tempos antigos estarão de regresso a Alvalade.

    Agora, chegados aqui, BdC é prisioneiro da sua garganta e da sua sede de protagonismo quando complexos e terríveis desafios se avizinham, no campo financeiro e desportivo e, mais importante, no modelo de Clube que pretende implantar. E BdC não pára de abrir novas frentes de luta, parecendo não ter estratégia definida, nem rumo certo a seguir, no que se refere à superestrutura do futebol português!

    Como sempre, no final, uns aplaudirão entusiasticamente, enquanto outros afirmarão que deveria ser diferente. Outros, ainda, permanecerão em silêncio. Na devida altura as urnas dirão o que, de facto, “pensam” os sportinguistas!

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  4. Zargo,

    Antes de mais, obrigado pelo (muito pertinente) comentário.

    Creio que o ponto essencial é o discurso do presidente, ainda ao jeito da campanha eleitoral. Creio que há ainda margem para virar o discurso, começo a duvidar é que exista vontade de o mudar. A este propósito, permita-me remeter para um post que aqui escrevi há cerca de 1 ano (http://futebola3.blogspot.com.es/2013/06/um-clube-um-presidente.html) em que abordei precisamente o tema do discurso divisionista. Infelizmente, pouco se alterou desde então.

    Ainda hoje de manhã comentavam comigo, noutro fórum, que as expressões "poucos" e "alguns" seriam redutoras. Eu refiro-me à realidade que conheço - e do mesmo modo que conheço "alguns" que se afastaram, conheço quem não pagasse quotas e tenha começado a pagar, quem não participasse em AGs e tenha começado a participar, quem estivesse desligado e agora adira à Missão Pavilhão. Mas na realidade conheço muito poucos que se tenham definitivamente afastado. Admito, claro, que isso me possa ter causado uma impressão errada e que sejam muitos mais.

    Uma nota quanto à reestruturação financeira: comentou-se no congresso (pelos corredores) que aguarda o deferimento de um pedido de isenção dos impostos relativos à transmissão dos ativos da SPM para a SAD. Sendo a fusão destas entidades o primeiro passo, enquanto o mesmo não se concretizar não se verificam os restantes. Mas estou muito curioso, como o Zargo, relativamente à estrutura do capital da SAD e aos investidores.

    No demais, subscrevo: ainda não ganhámos nada e estamos a abrir frentes de luta por todos os lados, sendo que quanto ao famigerado "sistema" há uma aparente ausência de estratégia.

    Um ponto mais, para finalizar: considerando o volume de contratações, pergunto-me por onde vai andar a aposta na formação...

    SL

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  5. correção: "que sejam muitos mais" os que se afastaram considerando a forma como BC iniciou o mandato

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  6. Acompanho com muito interesse as suas reflexões sobre o nosso Clube. Aqui, no Leão de Alvalade ou no Cantinho. Posso discordar, achar que é assim-assim ou nada-disso, mas leio atento porque tem o Koba um pensamento livre, conhecedor e estruturado.
    De facto, não sei se são muitos ou poucos os sportinguistas que avaliam com preocupação o modelo de gestão de Bruno de Carvalho. E, em boa verdade, ninguém sabe porque não há dados objectivos e irrefutáveis. Para cada avaliação que se avance sobre a época desportiva, o público nos jogos, a evolução do número de associados, etc., existe sempre um valor contraditório. Todos frequentamos Alvalade e “vemos, ouvimos e lemos” sobre o que se passa. O percurso de vida de cada um estabelece os respectivos conceitos e valores. É próprio da natureza humana.
    No entanto, não me custa reconhecer que uma maioria muito significativa de sportinguistas confie em BdC. E que confie profundamente. Basta percorrer as redes sociais… e reflectir, de forma breve, sobre as dinâmicas sociais.

    Aguardemos, então, fazendo figas para que os astros nos sejam favoráveis. Ao Sporting e aos sportinguistas!

    SL

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  7. Koba,

    desculpe a minha insistência, mas se ainda não viu o vídeo, então perca 4 minutos para o ver, porque a certa altura BdC diz claramente que essas forças são benfica e porto. Ele meteu o nome aos "bois".
    E portanto foi óbvio que se estava a referir a uma bipolarização. Eu pelo menos tive logo essa interpretação.

    Mas como ele já disse, na altura o tema não pegou, especialmente na TV, nos programas desportivos, que é onde (infelizmente) estão os "opinion-makers" do futebol nacional. E tenho a ideia que na altura não lhes interessou pegar nesse assunto.

    SL

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  8. Koba,

    antes de mais agradeço-lhe as referências. Faço minhas as palavras do Zargo, a quem também agradeço ter-se referido ao ANortedeAlvalade. Comecei a lê-lo por indicação de um amigo comum mas continuo a lê-lo por lhe reconhecer "pensamento livre, conhecedor e estruturado", querendo com isso dizer que é notória uma preocupação com o clube, acima das suas conhecidas clivagens.

    Agradeço também o serviço público que presta ao reproduzir aqui parte importante do discurso de BdC no Congresso. Relativamente ao presidente não escondo que não gosto do estilo mas também não gostei do dos seus antecessores. Mas preferia a postura adoptada no inicio, mas as rábulas com a história da senilidade do PdC e agora esta história das nádegas é ir longe de mais, são para mim um vento mal cheiroso que sopra sobre o clube. Não sei se chega aos destinatários, tenho sérias dúvidas, mas é sabido de todos de onde saiu. Não são as palavras que me chocam obviamente, é a falta de classe e descontrolo.

    Quanto ao discurso, e na linha do que foi o meu comentário aqui sobre o Congresso, esperava algo que tivesse mais a ver com a ocasião - a exaltação da história do clube, a projecção do futuro - porque não lhe faltarão oportunidades para se referir a outros temas.

    Quanto à questão do divisionismo, não tenho dados concretos para o avaliar. Tenho algumas impressões ele parece-me latente mas não evidente. Talvez a maior critica que faça a BdC seja precisamente por aí a de não aproveitar a oportunidade para pacificar o clube e reconciliá-lo com o seu passado. Porque um clube dividido é um clube mais pequeno e o Sporting precisa de estar inteiro para se restabelecer, coisa que não ocorrerá com um estalar de dedos. Essa pacificação só pode ser feita por quem ganhou, obviamente. Essa pacificação ser-lhe-ia até vantajosa para "os dias de inverno". Mais vantajosa do que coleccionar antagonismos ou indiferença.

    Abraço

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  9. João, vou ver quando tiver oportunidade, estas novas políticas que impedem o acesso ao youtube nos locais de trabalho não excecionam o Sporting, sem que eu perceba porquê!

    Leão e Zargo, obrigado pelas palavras. Eu confesso que o estilo não me choca tanto assim. Não gostei das nádegas, isso não gostei, mas não me choca o resto. Isto no que respeita à forma. Já o conteúdo (interno) é mais preocupante. Porque de duas uma: ou BC não percebe que está a alienar uma parte dos adeptos (e eu nem era um deles, muito embora o discurso de Domingo me tenha desagradado particularmente); ou percebe que o faz mas não se importa com isso. Sei que parece ingénuo, e pode mesmo sê-lo, mas ainda vou tendo esta dúvida.

    Em termos desportivos tem tomado boas opções e mesmo os jogadores em que errou foram de custo imaterial para o clube. Preocupa-me este ano o tema da aposta na formação porque não vejo sequer rumores de promoção de um jogador da B. Obviamente o ano da B correu mal (o LdA ainda há pouco tempo escreveu sobre isso) mas estando o Sporting a apostar em jovens oriundos de outros clubes, é normal que nos perguntemos se não temos em casa de qualidade igual (ou até melhor).

    Enfim, aguardemos. Pela minha parte insisto que "há ainda margem para virar o discurso". Virando-se o discurso, tudo muda.

    SL

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