20/05/2014

Reforços (I) - Poupança para os temakis [EDITADO]


Ao ritmo a que começámos, com dois jogadores apresentados, indiscutivelmente para a equipa A, ainda antes de começar a pré-época (oficialmente, creio que ainda estamos em 13/14), vou começar a por uns cobres de lado para os temakis. Mais abaixo explico porquê.

Os nomes são Slavchev, ilustre desconhecido, e Paulo Oliveira, central que sempre gostei de ver jogar mas que eu próprio excluí, neste post, à imagem do que fiz com Ricardo Horta e André Leão, por entender que, "para as posições em causa, o Sporting precisaria de aspirantes a titular indiscutível". No caso do trinco, assumindo, claro está, a saída de William Carvalho. Não saindo William, entender-se-ia uma contratação mais modesta.

Algumas notas muito rápidas:

- a primeira, para Slavchev: normalmente isto quer dizer pouco, mas os OCS búlgaros tratam-no como o "Lampard da Bulgária" e ele próprio se define como box-to-box. O que quererá isto dizer?
(i) que na realidade contratámos um box-to-box e não um "cabeça-dji-ária"?
(ii) que os OCS da Bulgária não perceberam bem onde joga o Lampard?
(iii) que achamos que este jogador cabe, ainda assim, no lugar de William?
(iv) que poderá sair um dos "médios de transição", como eles agora se designam? Adrien?
(v) que poderá vir outro jogador mais "talhado" (se não escrevesse isto num post não aguentava... Joaquim Rita, rói-te de inveja!) para a posição "6"?

- a segunda, para a estrutura: Paulo Oliveira, ok, todos conhecemos; mas Slavchev foi "aprovado" por Jardim, por Marco Silva, por ambos ou por nenhum deles? O treinador tem voz ativa nas contratações? O treinador conhece os jogadores que se contratam? O treinador sabe que isto me vai custar mais um almoço?

- a terceira, para Paulo Oliveira: sendo um jogador que me agrada, só compreendo se for contratado outro central. Porque vejamos: temos 3 no plantel principal (Rojo, Dier e Maurício) + 1 de reserva (Semedo). Num ano em que dificilmente deixaremos de vender o Marcos Rojo, e numa época em que teremos Champions, vamos encarar com Maurício, Dier e Paulo Oliveira + Semedo (ou outro)? Difícil. Ou melhor, muito arriscado.

- a quarta para dizer que, seja lá como for, convencemos um jogador que é melhor ser possível titular no Sporting A do que possível suplente no Benfica B. Parecendo que não, nos dias de hoje, não duvido que alguns B do Benfica ganhem mais do que alguns A do Sporting...

Volto ao início: vou pagar temakis, ah se vou! Se o Slavchev não vier para 6, significa que está para ser contratado quem seja 6; e, a confiar que sai o Marcos Rojo (e deve mesmo sair, a oportunidade é única) o Paulo Oliveira não será o único central contratado. Só aqui, mais 2 do que eu esperava.

No que interessa: de Slavchev, obviamente, espero que seja uma espécie de Lechkov (era este o trinco da Bulgária 94? Ou este era mesmo box-to-box?), mas com cabelo e sem celebrações de cariz duvidoso após desempates por penalties; de Paulo Oliveira, espero que se afirme e me comprove que, afinal, já é menino para pegar ali de estaca.

PS: Estou a preencher a ficha de inscrição do Congresso. Entre os direitos e deveres (!) dos sócios, a sustentatibilidade das modalidades (espero que saiam ideias muito inovadoras, mas não vejo muito bem como), o papel dos núcleos no universo Sporting e as plataformas de comunicação, acabei por escolher o último. Mas pergunto-me se estes são mesmo os temas estruturais que há a discutir neste momento da vida do clube...

PS2: só vi depois de acabar o post - http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=478840. Boas notícias, a meu ver.

2 comentários:

  1. o Lechkov era nº10. Grande jogador! O médio defensivo dessa mítica selecção búlgara era o Yankov. A Bulgaria tinha uma táctica muito ofensiva, jogava ou com 3 centrais em 3-4-3 ou em 4-3-3 com o Yankov, Lechkov e Balakov no meio campo. Quando precisavam entrava o Yordanov para médio defensivo. Foi à pala deste balanceamento ofensivo que levaram 4-0 da matreira Suécia.

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  2. Bujas, teria que ser o "Trifon Ivanov da Blogosfera Lusa" a esclarecer :)

    Estava a assumir o Balakov a 10, daí pensar que o Lechkov fosse 6 ou 8

    Recordo-me que contra o México, nos 1/8 final (o tal decidido em penalties e com dedos em lugares impróprios nos festejos), quem jogou a trinco foi mesmo o grande, o mítico Iordanov, o melhor jogador búlgaro de todos os tempos, pelo menos no que à alma diz respeito.

    Assisti a esse 0-4, fiquei desolado...

    Um abraço

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