14/04/2014

Os deuses da bola


Este é longo e fala pouco de bola e do jogo de Sábado. Recomendo que leiam aqui caso queiram saber o que penso sobre o jogo com o Gil, porque concordo a 100%. Caso contrário, simplesmente passem à frente. Porque é mais um desabafo do que uma opinião.

E por falar em opiniões, começo por aqui: apesar de discordar com a esmagadora maioria das suas opiniões, gosto de ler o Miguel Sousa Tavares. Quer n'A Bola, quer no Expresso. Gosto de o ler porque me faz pensar e normalmente interessa-me ler uma opinião que me faça refletir, muito mais do que uma que reproduza o óbvio, ainda esteja em linha com o que penso. Posso concordar, posso discordar, mas gosto de ler algo que ultrapasse o lugar comum. O MST pode ter muitos defeitos, mas não se limita a dizer o óbvio. E por isso "perco" tempo a lê-lo.

Mas, repito, discordo de quase tudo o que escreve, em particular sobre futebol. Nalguns casos, inclusivamente, discordo de opiniões que profere sobre o FCP (e como era bom que os responsáveis do FCP lhe dessem ouvidos...). Há uma, todavia, com a qual concordo a 100%: as principais estrelas dos clubes são os adeptos e isso, muitas vezes, é esquecido pelos próprios adeptos.

Muito embora seja um fanático sportinguista, eu nem tenho um percurso enquanto adepto que possa ser particularmente destacado (outros há que mereciam estátuas!). Jogos fora, por exemplo, não foram muitos ao longo dos anos, exceção feita ao Estádio da Luz, que já visitei por diversas vezes. Fora de Lisboa fui 2 ou 3 vezes, apenas. Ainda assim, vou regularmente a Alvalade desde 1985 (campeonato, taça, competições europeias). Na altura não era preciso ser sócio para acompanhar o meu pai, mas a partir de 1990 tornei-me sócio. Fizemos um interregno em 1994, altura em que o meu pai se cansou e disse que só voltaria a ser sócio quando fôssemos campeões. Mas eu, em 1997, com algumas poupanças, voltei a fazer-me sócio, o que sou até hoje, tendo aliás pago já as quotas do período em que deixei de o ser. Pelo que sou sócio desde 1990, com o número 19.120-1.

Levei muita chuvada pelo Sporting (não esqueço aquela molha no Estádio da Luz em 2000, felizmente ganhámos 3-1) mas mais do que isso apanhei com muitos desgostos, principalmente no novo estádio (aquele 0-3 com os turcos do Geçleraksjfhaksfasdhfgsjohdfg ainda me está atravessado). Vi muitos maus jogos (o ano passado, então...), mas estava lá (quase) sempre, no fds seguinte, ou na 4ª seguinte, ou na 5ª seguinte.

Em 2003 recebi um presente envenenado: um novo estádio, que parecia lindo no projeto mas era, na realidade, uma desilusão. Senti-a desde logo na primeira vez em que lá entrei, mas nunca a confessei, até há poucos anos. Os outros gozavam connosco e eu defendia aquele estádio como se o amasse. Era a minha casa, tinha que a defender. Mas, na realidade, era quase tudo mau:
(i) cadeiras às cores para disfarçar a ausência de adeptos (mas... não era suposto ter um projeto desportivo que os atraísse, mais do que disfarçar a sua ausência?);
(ii) um fosso que afastava os adeptos do campo e que supostamente era uma medida de segurança para... concertos (mas... o principal objetivo do estádio é fazer concertos? E quantos se fizeram desde então? Quantos se fizeram no Dragão, em comparação? É que o Dragão não tem fosso...);
(iii) um relvado abaixo da crítica (que, by the way, às tantas impediu que se realizassem ali mais... concertos. Porque alguém percebeu, a meio do caminho, que afinal o principal objetivo era mesmo acolher jogos de futebol);
(iv) um espaço comercial pensado com os pés e que não atraía ninguém, nem sportinguistas, em dia de jogo (isto sem referir que deixou de existir um espaço para convívio dos sócios, numa altura em que, por sinal, o Sporting passou a treinar em Alcochete);
(v) uma imagem externa com azulejos e uns vidros a fazer lembrar sabe-se lá o quê (os adversários dizem que faz lembrar um WC, mesmo detestando o nosso estádio recuso-me a dizer isto);
(vi) predominância de uma cor - o amarelo - que pouco ou nada tem a ver com a tradição do clube.

E eu defendi isto durante anos! E porque o fiz? Porque o Sporting, o clube, a instituição, merece que eu minta até ao limite da desonestidade. Não me passa pela cabeça ter uma discussão com um benfiquista, surgir o tema do WC e eu não atirar que o estádio deles é miserável e não está acabado - quando, por fora, está efetivamente por pintar, mas é algo que resolvem quando quiserem; e, por dentro, é muito superior ao nosso.

Só ganhamos aos outros numa coisa - ambiente. O ambiente em Alvalade é fantástico, quando o estádio está cheio e o público está entusiasmado. Aquela arquitetura (no further comments...) não deixa entrar o sol mas tem o condão de também não "deixar" sair o som. O que torna o espétaculo das nossas claques e adeptos ensurdecedor. Infelizmente, não aconteceu muitas vezes (recordo aquela remontada com o Newcastle em 2005...) mas isso já não é culpa do estádio.

Tudo isto para dizer que nós, adeptos, nem uma casa temos de que nos possamos orgulhar. Mas vamos lá, estamos presentes e asseguramos médias de assistência próximas ou superiores às do crónico campeão nacional. E fora-de-casa, estatística para a qual não contribuo, tenho visto noutros blogs referência ao facto de termos movido mais adeptos do que o Benfica durante esta temporada, isto se excluirmos este recente jogo em Arouca, desculpem, Aveiro.

Nós deveríamos ser os deuses da bola. Cada um de nós deveria ser endeusado pelos demais adeptos e responsáveis dos clubes. Mas não. O que fazemos é endeusar aqueles que ainda têm tanto para dar e tanto para aprender. Com prejuízo para nós e para o próprio.

O William Carvalho, esse enorme jogador, tem muito que crescer, muito que aprender, muito para dar. Não pode ser endeusado como se de um símbolo se tratasse, porque não o é. Símbolos são o Manuel Fernandes e o Oceano, tratados (por diferentes responsáveis) como se sabe. Esses considero-os ao meu nível. Os outros ainda têm muito que pedalar até chegar o dia em que lhes faço vénias mesmo quando fazem jogos displicentes e desconcentrados.

William, abre os olhos pá: para seres um craque, tens que dar 100% em todos os jogos. Mas mais importante do que seres craque, é seres um símbolo do Sporting. E para isso recomendo-te vivamente que, além de 100% em todos os jogos, fiques por cá mais 2 anos, a aprender tudo o que ainda tens para aprender e a pedalar o que tens para pedalar. Quando estiveres no ponto, sais (com elevação). E vais muito a tempo de fazer uma grande carreira.

13 comentários:

  1. Koba,

    Grande texto, com enormes partilhas de opinião e sentimentos.

    MST: só gosto de o ler no Expresso. Tudo o resto quase que me repugna (e não devia sentir isto por ninguém, muito menos por quem não conheço). A escrita sobre futebol é primária, arrogante e cega. E o seu ódio ao Sporting roça o mau gosto.

    Sócio: sendo associado desde 1990, estás quase com 25 anos de filiação. Grande data e orgulho.
    Chuvadas: é-me impossível esquecer de uma, a dos 3-6. Com 13 anos, pela 1ª vez virei-me a quem me levava à bola para sair do estádio antes do jogo acabar. Tão perto de, finalmente, ver o Sporting vencer e aquilo a fugir como por entre a chuva. Mantivemo-nos até ao fim do jogo.
    Humilhações europeias: aí vai mais um nome estranho, após um excelente resultado na 1ª mão: Grasshopper. Estive lá e foi mau do princípio ao fim do prolongamento.
    Más exibições: demasiadas (muitas mesmo). Na época passada o jogo com a Académica foi de vomitar. Não fosse o avançado deles ser o Cissé e o Sporting tinha perdido por 3 ou 4 golos.

    Estádio: é tudo isso que dizes. Não há como negar, foi uma oportunidade perdida. É mau. Excelente o ambiente porque estamos lá, só isso. Confesso que quando fui ao jogo inaugural o vi pela 1ª vez, pensei que teria sido um upgrade brutal. Mas não. A novela da relva é humilhante e a questão das cadeiras irrita-me por não ser original (Leiria, Aveiro...). Fosso, concertos, alvaláxia, Lidl, lojas, etc, tudo mau. Só tiros ao lado. Lugares a mais e Pavilhão a menos.
    Mas também te digo, vi muitos jogos na Reboleira e ainda este ano estive no Bonfim. E aquilo deprime.

    William: entendo o que dizes mas também percebo o endeusamento. Olho para a sua qualidade e elemento estranho a todo o Sporting que vi e vivi e não me lembro de um jogador daquela qualidade. Está ao nível de um Balakov, Luisinho e daquele Ronaldo que vi contra o Manchester e fugiu. Não é dali, daquele contexto. Jardel, Acosta, Figo, Naybet, Marco Aurélio, Valcks, Ducher, Barbosa, JVP, Liedson, Moutinho, Paulo Sousa, Cadete, Carlos Xavier, todos eles foram jogadores excelentes e que venceram algo. Mas não tiveram o impacto futebolístico, no Sporting, nos jogos que vi como tem William e tiveram os outros que mencionei. Olho para o William e sinto que não um jogador, com aquela idade, melhor que ele. Posso estar cego mas é o que sinto. E, de certeza, sairá como esses grandes saíram, sem vencer.
    E como seria bom que se mantivesse até ao Euro 2016. Para nós e, sobretudo, para ele.

    abraço

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  2. Excelente texto... parabéns!

    Quanto ao nosso estádio, pessoalmente gosto do conjunto, embora as cadeiras, o fosso e até os malditos ecrâs gigantes com os lugares para invisuais realmente só lembrem... ao Taveira!
    Quem se lembra de entregar um estádio a este gajo?! Ainda por cima, lampião!

    Mas confesso que gosto do conjunto, da cor e do ambiente que proporciona... espero que se consiga resolver a questão das cadeiras e do fosso a curto prazo.

    Eu ainda sou do tempo do anterior estádio, nos 18 anos de seca, sempre com 45.000-50.000 pessoas por jogo... espero que voltemos a esses tempos... nos meados de 80 não perdia um jogo, como sócio... cheguei a ver jogos da taça com 3 ou 4 mil adeptos... depois cansei-me, confesso, quando comecei a trabalhar e via aqueles cromos a ganharem bem para não fazer nada (ou muito pouco)... mas a paixão pelo SCP ficou sempre lá, e 3-4 vezes por ano lá vou a Alvalade, para sentir o ambiente ao vivo... agora com um filho de 4 anos, ando a querer levá-lo lá, mas não há jogos de tarde!

    Enfim, pode ser que para o ano sejamos mais 2 sócios.

    Ao longo destes anos, grandes chuvadas: a melhor... 7-1 aos lampiões! A pior 3-6 contra os mesmos lampiões!
    Outras desilusões... tantas! 2-1 ao RM e ao FCB, eliminados sempre pelo golo fora... o Grasshopper, também lá estava, com 2 golos do Elber, que depois foi para o Bayern... e muitas derrotas com os lamps e os tripeiros nas décadas de 80 e 90... quase nunca lhes ganhávamos! Como agora... esperemos que o rumo mude rapidamente, embora o mais dificil esteja por fazer... esta época foi excelente, mas já passou... e não ganhámos nada, apenas recuperámos o nosso lugar... o dificil agora é mantê-lo, mantendo a exigência e a atitude, porque ainda nem fizémos 1/3 da caminhada... pelo menos para o SCP que todos queremos, vencedor e dominador, em Portugal e na Europa!

    Enfim, Saudações Leoninas

    Lanterna Verde


    P.S: MST - sem dúvida um grande escriba, excepto no futebol! A raiva que nos tem (Sporting) chega a ser incompreensivel. Mete as palas e não há nada a fazer... é daqueles tripeiros que branqueia o apito dourado e quer condenar o Sporting pela estupidez do cheque do PPC, metendo tudo no mesmo saco... enfim!

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  3. Cantinho, três notas:

    - a primeira para clarificar (relendo o texto noto que ficou pouco claro) que também fui à Reboleira, ao Restelo e ao Estoril. Destaquei a Luz porque fui lá ver o Sporting 4 ou 5 vezes, e não uma vez esporadicamente. Fora de Lisboa a última vez foi no Bessa;

    - a segunda para dizer que não estive lá nem com o Grasshoppers nem com o Halmstads mas apenas por acaso porque era suposto ter estado. Estive lá com o Barça quando ganhámos 2-0 e nos minutos finais Roberto marcou um golão que nos eliminou. E tentei entrar com o Bilbao (3-0) mas estava tanta gente que nem conseguimos entrar. Falha mais grave de todas: faltei ao 7-1. Em compensação, o 3-6 abrange o período em que o meu pai deixou de pagar quotas, pelo que também não vi. Vi aquele magnífico 5-3 para a Taça de Portugal;

    - William: inacreditáveis as vénias do público depois do jogo que fez no Sábado. Os jogadores merecem ser apoiados, claro que sim. Mas o William tem tanto ainda para melhorar... Estamos a endeusar um miúdo que, sendo excelente, precisa ainda de perceber o mais importante num jogador de futebol profissional: regularidade. Odeio o Figo, mas foi o primeiro português (não estratosférico) a perceber o que era preciso para ter uma grande carreira e chegar a Bola de Ouro. Nunca na vida um Figo seria Bola de Ouro a competir com um Zidane se não fosse um tipo com rendimento elevado em todos os jogos. Nunca chegou ao nível 10, mas andava sempre 7/8 em todos os jogos. E conseguiu. O William, de duas uma: ou é estratosférico (não é...) ou é regular. No dia em que brincar aos balõezinhos na Liga Inglesa, perde o lugar para um Carrick da vida e fica na bancada a ver o próximo jogo. Aqui, fazem-lhe vénias...

    Um abraço

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    1. Koba,

      Quando mencionei os estádios da Reboleira e Bonfim foi para afirmar que estádios daqueles, com os preços que se praticam, são uma vergonha, uma vergonha.
      Halmstads... o que te foste lembrar. Estava em trabalho e não fui. Vi na TV e fiquei incrédulo. Vergonha das vergonhas. Amadores louros.
      Os outros jogos (Barcelona e Bilbao) que falas são recordações que tenho contadas pelo meu pai. Já tinha nascido mas ainda não ia ao estádio. O com o Barcelona ainda hoje ele fala do Roberto, do falhanço do Negrete e do voo do Damas que não conseguiu parar o golo. Os 7-1 ouvi na rádio e o 5-3 só comecei a ver o jogo já com 0-2.

      William: é o que digo. Não concordo com as vénias nem endeusamento mas percebo-o. E para mim o William, para a nossa realidade, é estratosférico. E o jogo correu-lhe mal porque falhou meia-dúzia de passes (não mais que isso).

      abraço

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  4. Lanterna,

    Obrigado pelo comentário, tem duas coisas que queria inserir no texto e acabaram por não ficar:

    - as cadeiras atrás dos ecrãs (inacreditável...), por mero esquecimento;

    - a referência à desonestidade do MST nos temas do apito dourado, muito bem lembrado! Acabei por não escrever, também por esquecimento e porque o texto ia longo. Mas de facto trazer o PPC à baila quando o FCP tem o historial que tem só pode ser para rir...

    No demais, espero mesmo que se faça sócio e recomendo que comece já pelo seu filho (que tem isenção de quotas até aos 6, a minha filha tem 1 aninho e é sócia desde o 5º dia de vida!).

    Um abraço

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  5. Koba,

    Subscrevo o texto, louvo a coragem de ""enfrentar a realidade de frente", como diria o outro, relativamente ao estádio.

    No que ao William Carvalho diz respeito subscrevo ainda com mais vigor. Isto, o jogo de sábado, andava-se a desenhar desde há muito. Só ter acontecido agora é um sinal de esperança. Eu, com a idade dele, já há muito me teria armado em Beckenbauer.

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  6. Tenho que confessar que não concordo com a sua apreciação em relação ao estádio.
    A questão da estética é sempre subjectiva,mas não acho que as cadeiras tenham que ser da cor do clube.
    Veja o estádio do Braga:as cadeiras não são vermelhas.O estádio do B. de Dortmund tem um secção em tons de amarelo e o resto é cinzento.
    Quanto ao padrão que nós temos eu gosto,é diferente.

    As escadas e os acessos recentemente pintados de verde tiraram mais essa predominância do amarelo que de facto existia.Não sei como é o seu WC,mas o meu é muito diferente do que se vê no exterior de Alvalade.
    Os concertos eram uma boa fonte de receitas e espero que ainda os retomemos,mas não era preciso fosso.

    Desastroso:o fosso,o relvado-a sua qualidade,aparentemente resultante de um erro de concepção,isso sim grave- a ausência do pavilhão.O mau relvado,a dificultar a realização de treinos no estádio,afastando mais os adeptos da equipa.A ideia de que as cadeiras foram feitas para não se notar a falta de pública foi popularizada por um anúncio dos lampiões e que me custa ver aqui reproduzida.

    O Sporting sempre foi dos clubes com uma massa adepta mais fiel.Não somos o Belenenses.
    Infelizmente quando as assistência começaram a baixar(com FSF),não havia cadeiras que disfarçassem.
    De resto de acordo com muita coisa.

    Lembro-me de,em criança ir ao antigo estádio de Alvalade e conseguir autógrafos de grandes jogadores como Damas e Yazalde e de ter assistido a muitos treinos no relvado que estava ao lado do estádio .
    Essa proximidade dos adeptos é muito importante e,por muitos motivos, perdeu-se neste estádio.

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  7. Que nostalgia. Estive em tantos que se falam aqui... Desde Barça a RM, Bilbau, nos 7-1 o meu pai não me levou, nunca lhe perdoei :) . Acompanhei sozinho todos os jogos daUEFa que nós levaram as meias: malines, ajax, timisoara, Bolonha e inter. que nos eliminou depois do oceano ter falhado 2 golos na cara do zenga em Alvalade.

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    1. Não foi o Ajax, foi o Vitesse (o Ajax foi uns anos antes, com o Silas a ser Rei).
      Sempre em Alvalade na caminhada toda.

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    2. Com o Silas a ser rei e o João Luís inspirado. Em Amesterdão o jogo correu tão bem que até o Rui Maside marcou um golo...

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  8. Que nostalgia. Estive em tantos que se falam aqui... Desde Barça a RM, Bilbau, nos 7-1 o meu pai não me levou, nunca lhe perdoei :) . Acompanhei sozinho todos os jogos daUEFa que nós levaram as meias: malines, ajax, timisoara, Bolonha e inter. que nos eliminou depois do oceano ter falhado 2 golos na cara do zenga em Alvalade.

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  9. Todos,
    Obviamente, e como em qualquer texto deste blog, trata-se apenas da minha opinião. A subjetividade está obviamente presente, ainda mais quando falamos de bonito vs feio. Para mim, o estádio foi uma oportunidade perdida, usando a espressão do Cantinho. Poderíamos ter feito uma obra grandiosa, simplesmente replicando (e modernizando) o antigo Alvalade sem a pista, ou um vulcão como o Westfalonstadion mas ficámos com um estádio em que eliminámos a pista para ter um fosso. Desculpem, mas não me conformo.

    António, não conheço nenhum estádio de futebol que tenha um exterior com azulejos. Não vou comentar o tema do WC porque, como disse no post, "mesmo detestando o nosso estádio recuso-me a dizer isto". Poderíamos vencer pela originalidade, mas o amarelo não ajuda, em minha opinião. E quanto às cadeiras às cores, repare que a iniciativa só foi adotada em estádios onde essa ausência de público tinha mesmo que ser disfarçada, Leiria e Aveiro em particular. Pode ter surgido de um anúncio lampião, mas parece ter sido essa a intenção.

    Metralha, não falhei nenhum dessa campanha mas há aí um lapso: no ano em que eliminámos o Ajax, não fomos às meias-finais. Quem eliminámos nesse ano (90/91) foi o Vitesse (2-0 lá, 2-1 cá, se não me engano).

    Abraços

    PS: curiosamente, os melhores jogos europeus de que tenho memória foram já neste Alvalade: Sporting-Inter, para a Champions; Sporting-Newcastle para a Liga Europa; Sporting-City já com o Sá Pinto.

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  10. Ia jurar que tinha sido o ajax. De qualquer forma com o ajax ganhamos cá 4-2 se não me engano, estive nesse jogo em Alvalade. Não sei se na Holanda quem faz grande exibição não foi tbem o Careca, a mistura de Eusébio com não sei quem...

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