29/04/2014

Com 10 nos entendemos

A minha grande dificuldade a escrever este post passa pela dualidade de sentimentos que este jogo me provocou. Ainda para mais quando os sentimentos positivos (de euforia mesmo) foram substancialmente mais fortes que os negativos. E que Jesus é o culpado dos negativos mas também o grande responsável pelos positivos. Sendo assim, como me posicionar neste post? Mais uma vez, não deixando de apontar os erros que na minha perspectiva ocorreram mas sublinhando desde já que o treinador tem muito mérito como ensinou esta equipa a defender, a não baixar os braços e a enfrentar a adversidade com os dentes cerrados e confiança.

Começo pelos erros já que até à entrada de Garay aos 37 minutos devido à expulsão de Steven Vitória, só deu Porto e apenas por um misto de sorte e incompetência do adversário é que o Benfica não se viu a perder por um ou mais golos:
- com a equipa alternativa que se exigia, jogar com dois avançados no Dragão foi uma imbecilidade (à semelhança da primeira mão da Taça de Portugal e que parece que não serviu de lição);
- jogar com a equipa alternativa, com dois avançados e um deles o Cardozo ainda mais imbecil foi (não se percebe esta teimosia com um elemento que actualmente é um corpo completamente estranho na equipa). Bastava ser apenas ele o avançado e jogar com o apoio de Djuricic e já não me fazia qualquer confusão;
- assim era ver constantemente André Gomes e Amorim a subir para fechar as subidas de Fernando e dos defesas que não sofriam a pressão habitual da dupla Rodrigo e Lima e depois Herrera e Defour apareciam soltos na frente para assistir Jackson.

Com a entrada de Garay a defesa estabilizou e com Sulejmani e Cavaleiro a abdicarem de praticamente atacar, os laterais do Porto também pouco espaço tiveram para desequilibrar. Uma nota para a exibição desastrada de Steven Vitória e que lhe deverá ter valido o guia de marcha para a próxima época. A partir daqui foi um Benfica que, sem esquecer que era um Benfica B, deu gozo de ver jogar no Dragão. Com garra e "querença" (esta é à Jesus), não permitindo praticamente ocasiões de golo ao Porto e com um Oblak que não dava hipóteses pelo ar. A saída de Lima em vez de Cardozo foi uma excelente decisão de Jesus, mesmo que tivéssemos perdido.

- Grande jogo do André Almeida. Sem ligar aos espasmos do Quaresma e com grande disponibilidade física (a substituição de Quaresma é hilariante! Aquele ar de "Eu?! Com tanta merda em campo eu é que saio?!" Deve ser tão bom para o balneário...;
- Grande entrega de Cavaleiro. Poder físico e velocidade. Para mim, sempre à frente de Sulejmani como alternativa para as alas. Foi pena não ter aproveitado aquele contra-ataque conduzido pelo Enzo;
- o Jardel é excelente. Parece ser um elemento importante no balneário, responde sempre em grande nível quando é chamado e apesar da voz trémula ainda tem piada nas entrevistas;
- grande, grande Sequeira. Tirando as paragens cerebrais nas expulsões que já teve, é o defesa esquerdo que precisávamos. Espero que ainda tenha pulmão e pernas para quinta;

Os penaltys ainda ajudaram a que jogo fosse mais épico ainda, com o Benfica a falhar primeiro por duas vezes mas com o Porto a seguir a não fazer melhor. Por fim, uma festa de todo o tamanho que nem eu próprio estava à espera de fazer nesta Taça da Liga. Aos 75 minutos partilhava com amigos que já era uma vitória ver um Benfica B jogar assim com 10 contra o Porto. No final do jogo e antes dos penaltys já agradecia tamanha exibição no facebook. Depois os penaltys foram "só" a cereja no topo do bolo. Sim, agora já todos sonhamos com o triplete para minimizar a época passada. Para compensar todo o sofrimento da época passada precisávamos de um docinho mais.


Como agradecimento aos bravos que se deslocaram ao Dragão, a Direcção do Benfica deveria fazer questão de lhes oferecer os bilhetes para a final!

Vamos embora Benfica. Juventus é de dificuldade muito elevada mas é possível!
      

1 comentário: