17/02/2014

Apostas pessoais & Atual Momento


1. Apostas pessoais

Pessoais mesmo - as minhas!

Nas múltiplas apostas que vou fazendo com amigos, costumo adotar a tese da "vitória moral". Dou um exemplo que explica esta tese: fiz uma aposta com um amigo sobre o Rui Patrício, ainda o Rui frangava de 4 em 4 jogos. Dizia eu que o Rui seria um GR de topo e que, ao ritmo a que vinha evoluindo, acabaria por se tornar titular da seleção e sair para um grande europeu. O meu amigo dizia que o Rui não sairia da cepa torta: ser titular da seleção significava pouco, até o Ricardo foi titular durante anos (bom ponto...), quanto a sair para um grande apostava comigo uma mariscada no Ramiro que nunca aconteceria. Em 2011 fizemos a aposta: o Rui sairia até 31.08.2013 para um grande europeu (fizemos uma lista para não haver dúvidas) e/ou por um valor superior a 10M€ (valor excelente para um GR, seja ele qual for).

Como já perceberam, tenho uma mariscada no Ramiro por pagar. Mas como já disse ao meu amigo várias vezes, moralmente ganhei a aposta - porque o essencial da aposta era o facto de ele não acreditar que o Patrício fosse muito melhor do que um Ricardo ou um Quim e eu acreditar que o Rui seria (como é) um GR de topo. Mais a mais, o Sporting (foi público e nunca desmentido por ninguém) rejeitou uma proposta do Monaco por 10M€, precisamente. Ainda assim, obviamente pago a aposta - ainda que moralmente ganha, tenho que cumprir com o acordado.

Serve tudo isto para dizer que quem visse apenas os 30 minutos de Wilson Eduardo contra o Olhanense daria a vitória moral ao Império dos Temakis na aposta que tenho com ele e que por aqui fui abordando por diversas vezes. Ou seja, ainda que o Wilson marcasse 7 golos no campeonato (leva 3), um observador "independente" diria que tal facto só poderia advir da sorte, tão desastrada foi a exibição do Wilson. Confesso que aqueles 30 minutos me deixaram preocupado e a fazer contas à vida. Até porque uns minutos depois de o Wilson entrar, entrou também o Carrillo que mostrou claramente que deve ser titular, o que leva o Wilson para o 4º lugar nas opções do treinador (assumindo a aposta em Heldon e o crescimento de Mané).

2. Atual Momento

Parece-me que o futebol do Sporting precisa urgentemente de um simplificador de processos. Estamos a fazer algumas coisas bem feitas mas a complicá-las a partir de um determinado "momento". "Momento" em dois sentidos: "momento futebolístico", i.e., a construção do futebol ofensivo da equipa e "momento/tempo de jogo" porque a dada altura parece que alguns jogadores perdem lucidez e começam a fazer o mais fácil (despejar). Mais do que falhar golos, o Sporting desperdiça lances. Muitos.

Para os mais céticos, o complicador está sentado no banco e chama-se Leonardo Jardim. Mais do que ser um complicador, os céticos olham para o Mister como o não-simplificador, leia-se, um treinador cujo modelo de jogo e de futebol não é o mais adequado para o Sporting e para os jogadores que temos. Com base nesse modelo, o Sporting vai, aos olhos de quem o diz, jogar sempre um futebol previsível e que os adversários vão aprendendo a anular. Para estes, Leonardo Jardim não é mais do que um Paulo Bento com upgrade.

Os otimistas, por outro lado, acham que Leonardo está a trabalhar muito bem com o que tem. E que não só a equipa (esta equipa) vai evoluir e jogar melhor, como o próprio Leonardo conseguirá tirar dela melhor rendimento quando apetrechado com outras armas. Para estes, o simplificador de processos seria um 10 de qualidade, por exemplo. Este tipo de sportinguista começa a fartar-se do André Martins, acha que o Vítor não é solução e reza para que o Chico "lesionei-me aos 28 minutos" Bala não seja o novo Jeffren.

Eu estou a meio caminho: acho que o Leonardo está a fazer um bom trabalho, mas não acho que esse trabalho seja perfeito. E há dois defeitos já relativamente visíveis neste Sporting:

a) acho que o Leonardo Jardim, efetivamente, está a dar ao André Martins (e ao Vítor, quando joga) uma missão muito ingrata, o que se nota particularmente quando já estamos em vantagem (porque com 0-0 ou em desvantagem a equipa acaba por subir, toda ela, e o Martins fica necessariamente mais próximo do Montero). Sou dos que entende que o André Martins, neste modelo, é uma boa alternativa a 8 mas, efetivamente, a 10 (ou "8 e meio", digamos assim) não está a render tudo o que pode render (embora tenha gostado do jogo que fez com o Olhanense). O que me preocupa mais nisto é que no dia em que lançarem o Chico Bala provavelmente será ainda pior, porque não estou a ver o egípcio a sacrificar-se pela equipa como o André o faz. Ah, e já agora, Leonardo, atenção ao seguinte: o André Martins começa a ser assobiado em Alvalade... a memória é curta e ninguém se lembra que os "nossos" são sempre os primeiros a ser assobiados (recordar Djaló, Nani, Patrício, etc);

b) começa a ser aflitivo verificar que os nossos laterais chegam perto da área, até ganham espaço mas... cruzam. E sempre (ou quase sempre) para o barulho. Tive essa discussão aqui, na caixa de comentários, a propósito de um jogo da seleção. E se as coisas continuarem como estão, serei forçado a dar o braço a torcer e reconhecer que há ali algo de estratégico (de que não gosto mesmo nada). As jogadas em que o lateral tabela com o extremo ou o médio ou cruza atrasado para a entrada do 10 ("8 e meio") começam a rarear. Quer quando estamos em desvantagem, quer quando estamos em vantagem. A rever.

Isto dito, a primeira parte até foi razoável e podíamos ter marcado mais 1 golito. Montero jogou bem, Adrien também e, desculpem lá os críticos, mas gostei de ver o André Martins. Mas na segunda foi tudo fraquinho, mesmo Montero, e o jogo só foi agitado com a entrada do Carrillo. De qualquer forma, este adversário não dá para testar nada. É a desorganização total, eu nem consegui perceber como estavam a jogar. Por isso, para vermos como estamos atualmente, temos mesmo que esperar pelo jogo de Vila do Conde. Onde espero,sinceramente, que o Cedric volte a jogar ao seu nível, porque aquilo que fez contra o Olhanense (subir 100 vezes e em 99 delas charutar para a área) claramente está a prejudicar o jogo ofensivo da equipa.

Quanto ao "simplificador de processos": pode efetivamente ser o Leonardo. Basta que reveja o jogo contra o Olhanense e, entre outros temas, instrua os nossos laterais para tentarem jogar simples ao invés de charutar sempre que ganham espaço. Para isso, é essencial que Adrien e Martins apareçam, que Montero não se esconda entre os centrais e que o extremo dê linhas de passe. Pode ser que assim não desperdicemos inúmeros lances por jogo e que a ideia do 10 salvador desapareça das nossas mentes. Porque o Chico Bala, esse, cheira-me a mais um 7 amaldiçoado...

14 comentários:

  1. Koba,

    Muito rápido:

    - fiquei preocupado com a tua aposta, depois de ver o Wilson com a Olhanense. Muito preocupado...
    - a resposta com a Olhanense acabou por não ser a melhor, fruto da tremedeira final (mais pela incerteza de só ter 1 golo de vantagem do que pelo futebol perigoso dos de Olhão), ficando a 2ª parte na cabeça das pessoas, em detrimento de uma 1ª parte muito boa.
    E boa porquê? Boa porque se percebeu que a solução dos problemas está naquele meio-campo (William, Adrien e Martins) e naquele avançado (Montero). Estes 4, da maneira próxima com que jogaram na 1ª parte, são a solução para a ausência de futebol que se tem verificado nos últimos tempos. O Sporting voltou a jogar de frente para o jogo, com gente dentro da área, jogo interior e tabelinhas, sendo que foi o período em que se teve mais oportunidades não fazendo quase nenhum cruzamento (pelo ar) para a área.
    É assim que devemos jogar, o tal "simplificador de processos" que mencionas.

    Agora no sábado vamos voltar ao plano B. Isto porque o adversário é melhor (muito melhor) e porque joga numa horta (e ainda não vi capas de jornais a mencionar isso, tal como foi quando o Benfica foi a Penafiel ou a Barcelos).

    Quanto ao Chico Bala, é preciso não entrar em bruxedos. Ele lesionou-se porque levou uma cacetada. E isto, tal como se viu com Jefferson com a Académica, não está só destinado ao nº7 (que, como é óbvio já devia ter sido banido do plantel). Claro que para a CS interessa mais falar/gozar com uma maldição do que dizer que o jogador sofreu uma entrada brutal, retirando-o do jogo.

    abraço!

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  2. Vejam, vejam!... Há aqueles cépticos (radicais) que acham que o Leonardo Jardim é um problema e há os outros optimistas (radicais) que acham que ele está a fazer uma grande omolete com os ovos que lhe deram.

    Claro que no meio é que está a virtude...

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  3. Cantinho,
    O Olhanense é uma Torre de Babel do piorzinho que se viu nos últimos anos. Ao lado daquela equipa, o Arouca parece o Bayern. Reparaste como se posicionavam na saída de jogo? E a forma como defendiam os cantos, HxH e com 3 jogadores na linha de meio-campo? E quem é este Galderisi? Sinceramente, começo a achar que o Abel Xavier é o novo Mourinho, o que ele conseguiu fazer com aquela rapaziada antes de chegar o Paulo Alves está próximo do milagre.
    Quanto ao que dizes sobre a nossa equipa na primeira parte, de acordo. Daí que diga que por vezes complicamos a partir de um certo momento/tempo de jogo. No Sábado, complicámos essencialmente na 2ª parte.
    Faltou dizer no post que o teu amigo Rojo não consegue mesmo fazer tudo bem: fez uma exibição impecável (convenhamos que os oponentes não eram grande coisa) mas conseguiu fazer o único gesto que leva qualquer árbitro do mundo a puxar de um cartão amarelo

    Império,
    Pára lá de ser provocador só porque passaram os jogos mais fáceis da época e os temakis começam a cair para esse lado. Ainda não perdi a esperança de um poker em casa com o Porto!
    E, já agora, embora o texto diga que estou "a meio caminho" sabes bem que acho que o Leonardo Jardim está a fazer um ótimo trabalho. Aponto-lhe duas críticas porque as dificuldades a que me refiro têm sido notórias, principalmente nesta fase menos boa da equipa.

    Já agora, aproveito para te perguntar: a um nível que pudéssemos alcançar, quem achas que poderia ser melhor opção do que o Leonardo Jardim?

    Abraços

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  4. Ao Rojo só lhe faltou fazer um daqueles remates que gosta de fazer quase de meio-campo, quando tem um série de hipóteses em aberto para passar a bola.
    Já agora, esse lance do cartão (é estupido na reacção que tem) só é falta na cabeça de gente mal intencionada (como foi aquele trio de arbitragem).

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  5. Quando vejo o Rojo a cavalgar pela meia esquerda em direção à área, começo logo a imaginar o post do Cantinho do Morais da 2ª feira seguinte...

    Um dia alguma vai entrar, não duvido. E a partir desse dia é que vamos mesmo ter problemas!

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  6. Não ia responder até porque a resposta poderia ser encontrada em qualquer dos 3 blogs em que já participei.

    A pergunta formulada "quem poderia ser melhor opção que o Jardim" está mal formulada. Pressupõe um alinhamento quanto os objectivos a atingir que não é minimamente claro: melhor em quê? A fazer pontos no campeonato? A valorizar jogadores no curto prazo? A valorizar jogadores no médio prazo? A construir uma equipa? A ganhar aos maiores rivais? Na visão estratégica para o futebol do clube? Na capacidade de integração e optimização dos recursos existentes no clube à altura em que chegou? Ou na capacidade de transformação e redinamização dos recursos (i.e., despedir todos e contratar novos)? Melhor ou pior é conversa de quem não acha que é no meio que está a virtude...

    Mas mais importante, mesmo no mundo abstracto do "modelo de jogo e de futebol não é o mais adequado para o Sporting", como é que eu poderia dizer o nome de um treinador que "poderia ser melhor opção que o Jardim"? Como é que eu poderia observar num treinador - pela performance em campo das suas equipas - a resposta a qualquer das perguntas que coloquei acima? E mesmo no tal mundo abstracto do "modelo de jogo e de futebol", como é que eu poderia avaliar se o modelo de jogo praticado no Estoril, no Paços, no Beira-Mar, no Olhanense ou no Nacional não é o "modelo de jogo e de futebol mais adequado" para esses clubes. Devo pretender um treinador que coloca o seu modelo ideal à frente dos interesses do clube/equipa? Ou devo pretender um treinador que saiba adequar-se ao meio que viria encontrar?

    Ou na inversa... Devo pretender um treinador que pega no que está bem e muda para pior? Ou devo pretender um treinador que vive bem com conceitos (modelos) totalmente distintos, que muda de ideias como quem muda de camisa?

    O que devo então pensar sobre quem faz a apologia da qualidade da formação (Jardim incluído) do Sporting e lhe muda muitas das premissas, nomeadamente o modelo de jogo? Era bom mas ainda pode ser melhor? Ou if it ain't broken, don't fix it?

    O que devo pensar sobre treinadores que pedem a contratação de jogadores que jamais poderiam ter sido formados no Sporting? Ou o que devo pensar da apologia da formação quando se contratam jogadores que jamais poderiam ter sido formados no Sporting?

    Todas as questões acima admitem "justificações" ou respostas distintas. Já a capacidade de se ser consequente com as promessas, com as propostas ou com o discurso, só quem tenha muita flexibilidade intelectual pode aceitar que determinadas acções não são incompatíveis. Reitero que a incompatibilidade valorativa de determinadas acções não significa que as escolhas A ou B são negativas, apenas que são incompatíveis com as propostas ou as promessas C e D.

    Mas "o futebol é o momento"... e quando este momento passar, venha "outro momento"...

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  7. Tudo muito certo, mas eu não queria perguntar quem é que o BC deveria contratar mas sim quem é que o Império dos Temakis contrataria considerando aquilo que este último defende que deveria ser o modelo de futebol do Sporting. Apenas isso.

    No tema do "momento", que já discutimos 1000 vezes, tenho que insistir naquilo que disse noutro post: bem ou mal, o "momento" tem que ser suficientemente bom para aguentar a estratégia. E tu sabes isso. No fundo, e passando a um exemplo meramente académico, admitindo que a estratégia certa era, vá lá, a que tínhamos no tempo do, por exemplo, Materazzi, aquele "momento" conduziu a que a posição dele fosse
    insustentável. Por isso renovo a pergunta: que treinador (e bem sei que não dependeria só do treinador, mas comecemos por aqui) conseguiria impor desde já algo minimamente sustentável (o seu próprio cargo incluído) e que pudesse por em prática uma estratégia de aposta mais efetiva na formação?

    Recordo, também a título de exemplo, e este é daqueles dados centenas de vezes, que o modelo que o Ferguson quis implementar no Naite demorou alguns anos a ter resultados. Mas numa cultura completamente distinta da nossa. Todos o sabemos: o Ferguson em Portugal ao fim de 2 anos (quanto muito) estaria na rua. Sei que é o exemplo "cliché" mas não deixa de ser verdade.

    É que eu olho para o Jesualdo, por exemplo, que eu defendi que deveria renovar, e vejo que não reunia consenso. Duvido, sinceramente, que resistisse, este ano, a uma primeira volta ao nível da segunda volta do ano passado (que eu e tu considerámos positiva face ao contexto, mas que este ano, mesmo com baixas exigências, dificilmente seria sustentável).

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  8. Koba, não posso dar uma resposta a uma pergunta que não posso responder só pelo que vejo em campo e que só poderia responder após ouvir a resposta à pergunta "que modelo pensa ser o mais adequado para o Sporting?". O meu treinador seria o que respondesse "o modelo do Sporting" e que tivesse uma ideia fundada sobre como o executar.

    Não sei se te dás conta esse teu comentário reflecte uma relação de causalidade que é muito própria em alguns sportinguistas: a da existência de uma relação de prejudicialidade entre a obtenção de resultados e a implementação de um "modelo Sporting" (em 3 momentos referes que os resultados não eram ou seriam os suficientes para permitir aferir se o modelo/estratégia seriam bons: Materazzi, Naite e Jesualdo). O que se defende é que o "modelo Sporting" é aquele que gera melhores resultados, razão pela qual essa dicotomia não é apenas falaciosa (pois cria uma putativa relação de causalidade que se rejeita), é errada.

    Ou então, não se defenda que o "modelo Sporting" é o que traz melhores resultados. Ou então não se diga que o Sporting tem a melhor academia do mundo e arredores. Ou então não se diga que o Sporting "aposta na formação". Ou então não se formulem queixas acerca do chuveirinho no nabal alheio. Tudo ao mesmo tempo é que não pode ser...

    Admitamos que a pergunta foi formulada ao Jardim antes da contratação. A resposta do Jardim terá sido "o modelo que quero implementar é um 4-4-2 clássico, com o jogo a ser exclusivamente canalizado pelos corredores e quero que a Equipa B jogue exactamente da mesma maneira e que vá servindo para que eu possa rodar os menos utilizados". A isto a troika futebolística do Sporting poderia ter respondido o seguinte "Portanto, pretende alterar o modelo que existe na formação do Sporting há pelo menos 10 anos. Muito bem, estamos de acordo".

    Se esta foi a opção de política desportiva adoptada, muito bem. Veremos o que no curto, médio e longo prazo produzirá. Mas O QUE NÃO VEREMOS é que a existência de uma relação de prejudicialidade entre esta política e qualquer outra opção política, do género "se esta cria um «bom momento» então é melhor do que a outra", porque não existe qualquer relação de causalidade entre ambas. Acresce que os parâmetros de sucesso não se medem exclusivamente pelos pontos obtidos num determinado campeonato.

    Por último, o "momento" é governar para a bancada. No Sporting, sempre que isso aconteceu, os resultados foram catastróficos. Se isso não fosse suficiente para sugerir fazer de forma diferente, "governar para a bancada" é - como dizia no comentário anterior - governar sem uma ideia clara do que deve ser a política desportiva, do que se considera melhor em abstracto e no concreto. Fernando Santos, Peseiro, Paulo Bento, Carvalhal, Paulo Sérgio, Domingos, Sá Pinto, Oceano, Vercauteren, Jesualdo e Jardim. Entre os modelos de cada um, o mais próximo do Jardim é o do Paulo Sérgio. Como se passa do modelo do Jesualdo para o do Jardim é que eu gostava de saber, porque é um salto semelhante à passagem do Carvalhal para o Paulo Sérgio. Vamos ver qual será a opção depois do Jardim e poderemos intuir como é instruída a decisão...

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  9. Koba e ImpérioLF,

    estou a assistir e a torcer para que a discussão continue o dia todo...

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  10. Nada disso, Império [existência de uma relação de prejudicialidade entre a obtenção de resultados e a implementação de um "modelo Sporting"]

    Apenas isto: o momento tem que ser suficientemente bom para aguentar a estratégia. Não significa que o modelo Sporting seja igual a derrotas; significa que o MOMENTO é relevante no futebol! Se não admitisse como possível que o "modelo Sporting" aguentasse o momento, não te perguntava quem seria o treinador para esse modelo...

    No país que temos e na era em que vivemos, mesmo num clube como o Sporting e mesmo num momento como este, é preciso que o imediato cumpra os mínimos que permitam que o médio prazo se faça. Simplesmente porque as condições externas rebentam sempre com quem lidera sem um mínimo de resultados imediatos visíveis.

    Convenhamos que os que hoje são designados por "lambuças" sempre foram apoiados pela maioria dos adeptos. E há 2 anos estava o clube em excitação com a campanha na Liga Europa. Quando caíram os "lambuças"? Quando se viu que a estratégia não servia? Quando se percebeu que não estávamos no melhor caminho? Nada disso - caíram quando o Sporting fez a pior primeira volta da sua história. Mesmo admitindo que a estratégia de Godinho Lopes era boa (e eu acho que não era, mas vamos por a hipótese) o que matou Godinho Lopes foi a pior época de sempre do Sporting. Nada mais do que isso.

    Claro que há exceções, mas normalmente associadas a condições muito especiais. Um exemplo, o Vilarinho no Benfica. Teve (ele, não o Vale e Azevedo) as piores classificações de sempre do Benfica. Deixou (ele, não o Vale e Azevedo) o Benfica duas vezes consecutivas fora da Europa. Mas salvou o futuro do clube. Repara que (i) não foi muito contestado porque o passado era demasiado mau e (ii) ainda assim, não se recandidatou.


    Ora, relacionado mas não necessariamente consequente do tema do "momento vs estratégia", pergunto - não afirmo - se verias possível outra solução que servisse o modelo e aguentasse o momento. É disto, e apenas disto, que se trata.

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  11. Faltou comentar isto, desculpa lá:

    "Ou então, não se defenda que o "modelo Sporting" é o que traz melhores resultados. Ou então não se diga que o Sporting tem a melhor academia do mundo e arredores. Ou então não se diga que o Sporting "aposta na formação". Ou então não se formulem queixas acerca do chuveirinho no nabal alheio."

    1. Não percebo o suficiente da poda para te dizer qual é o melhor modelo. Creio que percebo o suficiente para te dizer que tem que haver um modelo. A lógica de passar do Bento para o Carvalhal para o Sérgio para o Domingos para o Sá para o Franky para o Jesualdo, sem qualquer modelo, essa sim rejeito (e rejeitarei se for do Jardim para o Pacheco para o Inácio para o seja quem for).

    2. Acho que o Sporting tem a melhor academia de Portugal, opinião relativamente unânime. Mas não sou um bom avaliador deste tema - porque avalio pelos resultados (jogadores lançados) e não pela forma como lá se trabalha (e na formação ser resultadista normalmente não é boa política). Acho, também, e sempre o achei, que a aproveita mal. Essencialmente por dois motivos: (i) porque só recorre à formação quando não tem alternativa e (ii) porque muitas vezes contrata pior do que tem em casa.

    3. Eu acho que este ano não é claro que o Sporting esteja a apostar na formação. Disse-o em Agosto. O que também disse, em Janeiro, foi que não é por se contratar o Heldon e o Shikabala em Janeiro que podemos concluir que não há aposta na formação. São coisas diferentes.

    4. Queixo-me do chuveirinho no nabal alheio porque já vi esta equipa e estes jogadores, orientados por este treinador, a fazer diferente (para melhor). Ultimamente tem sido como dizes, mas nem sempre. A primeira parte com o Olhanense foi razoável. E com exceção dos dois laterais, que critiquei por estarem a despejar tudo para a área, os demais preocuparam-se em tentar combinações, tabelas, etc.

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  12. Metralha, é a discussão entre quem pretende ver o perfume do futebol do Coxilson de Eduardo, do de Héldon e do de Sami e quem acha que o Paulo Sérgio (sim, o do Olhanense, mas também poderiam ser o Artur ou o Danilo Dias, do mesmo clube que foram contratados aqueles tamancos) mete estes 3 no bolso e ainda sobra.

    Koba,

    Não faltou comentar porque em nenhuma das respostas se trata de qualquer das questões levantadas nos comentários iniciais. Ainda assim:

    1. Tem de haver um modelo. Qual? O do Jardim não é o do Sporting. Agora façam o que quiserem com isso.

    2. O Sporting tem a melhor academia "opinião relativamente unânime", da qual eu não partilho. "Tem" é diferente de "teve". Os resultados do "tem" verificar-se-ão dentro de 5 a 7 temporadas. Os resultados do "teve" verificam-se agora e nas próximas 4 temporadas. Nem uma coisa, nem outra, respondem à questão do modelo. O Sporting tinha um modelo e agora está a ter outro na sua equipa B.

    3. O Sporting neste momento terá qualquer coisa como 59 jogadores com contrato profissional. Vamos ver quantos serão contratados no defeso. Apostar na formação é apostar em jogadores e num determinado modelo. Quer um, quer outro, estão afastados pela prática. Agora façam o que quiserem disso.

    4. O futebol do Sporting não mudou, palavras do seu treinador, "ultimamente" ou desde o princípio da temporada. A única coisa que mudou foi a adaptação dos adversários à estratégia prosseguida pelo Sporting. Aliás, coisa que quem percebia qual era o modelo poderia prever facilmente (como houve quem fizesse). Os resultados estão muito acima do potencial colectivo (e não individual) da equipa. Pode acontecer para baixo (menos pontos do que o que se merece), também pode acontecer para cima). Basta, por exemplo, ver quantos pontos foram obtidos nos últimos minutos dos jogos. Bastaria tirar os jogos de Braga e de Guimarães (4 pontos) para o Estoril não estar tão longe assim...

    E com isto o Império dos Temakis acaba a sua colaboração com o Fa3. Deixa um double or nothing relativamente à aposta dos temakis. Para a temporada 2014/2015, o Sporting fará as seguintes opções políticas:
    - manterá e procurará renovar com o Leonardo Jardim;
    - contratará para a equipa principal 1 defesa esquerdo, 1 defesa direito, 2 centrais, 1 médio defensivo (para o lugar do Rinaudo ou do William), 1 médio ofensivo, 1 ala e 1 avançado e eventualmente 1 guarda-redes (8 a 9 jogadores), nos quais serão gastos cerca de EUR 10M;
    - procurará "colocar no mercado" os seguintes jogadores: Rojo, Capel, Carrillo e Adrien Silva;
    - caso não consiga obter mais do que EUR 10M pelos referidos jogadores (considerando as % de "passe") venderá (também) o William Carvalho;
    - dispensará o Magrão, o Welder, Piris e o Vítor;
    - será promovido definitivamente 1 jogador da actual equipa B (o Ruben Semedo).

    Despeço-me até Setembro. Um bem haja e saudações brunistas.

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  13. - manterá e procurará renovar com o Leonardo Jardim [SIM]

    - contratará para a equipa principal 1 defesa esquerdo, 1 defesa direito, 2 centrais, 1 médio defensivo (para o lugar do Rinaudo ou do William), 1 médio ofensivo, 1 ala e 1 avançado e eventualmente 1 guarda-redes (8 a 9 jogadores), nos quais serão gastos cerca de EUR 10M [NEM PENSAR, ACEITO A APOSTA E ATÉ DOU ALGUMA MARGEM: NÃO SERÃO CONTRATADOS PARA A EQUIPA A MAIS DO QUE 5 JOGADORES]

    - procurará "colocar no mercado" os seguintes jogadores: Rojo, Capel, Carrillo e Adrien Silva [O PRIMEIRO E O SEGUNDO DE CERTEZA, O TERCEIRO DEPENDE DO QUE FIZER ATÉ AO FIM DO CAMPEONATO MAS PERCEBO O QUE DIZES, O QUARTO DUVIDO]

    - caso não consiga obter mais do que EUR 10M pelos referidos jogadores (considerando as % de "passe") venderá (também) o William Carvalho [POSSÍVEL]

    - dispensará o Magrão, o Welder, Piris e o Vítor; [O VÍTOR VEREMOS, OS OUTROS CONCORDO]

    - será promovido definitivamente 1 jogador da actual equipa B (o Ruben Semedo). [VEREMOS, COMO CONSEQUÊNCIA DE PENSAR QUE SE CONTRATAM 5 NO MÁXIMO, NATURALMENTE ENTENDO TAMBÉM QUE SERÃO PROMOVIDOS OUTROS DA EQUIPA B]

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  14. As apostas de futebol gratiutas. t-winner.com/pt-pt Portugal Primeira Divisão, Brasil Série A, Itália Serie A, Inglaterra Premier League ...

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