24/12/2013

Não aprende línguas nem qualquer outra coisa

É por causa de jogos como o do Benfica em Setúbal que olho para o que falta jogar desta época com pouquíssima confiança. É nestes jogos que qualquer réstia de esperança em ver um Jorge Jesus que aprende com os erros acaba mesmo por desaparecer. O jogo tem pouca história: o Benfica ganhou num encontro em que foi tremendamente eficaz, em que jogou mal e em que apenas no fim controlou realmente o jogo. Assim,  deixo aqui o que prefiro destacar:



- a teimosia de Jesus não conhece limites. Já todos tinham visto e comentado que tirar Matic da posição 6, fazer dupla com o Fejsa e desviar Enzo para a direita eram péssimas opções.  Todos reconheceram que manter Matic a 6, com Enzo no miolo e o apoio de Amorim, permitiram ao Benfica dar um gigante salto qualitativo. No entanto, com a lesão de Amorim, voltou logo ao seu preferido e incompetente 4-4-2 mas num molde menos crítico com a dupla Matic-Enzo no meio e que tão bem deu conta do recado na época anterior (continuo a achar que não chega para as equipas mais competitivas). O que voltou a fazer neste jogo e que teve que corrigir ao intervalo dando 45 min de borla? Fejsa a 6 com Matic à frente e Enzo na ala. Bravo! Nota: gosto muito de Fejsa mas como alternativa a Matic para dar o necessário descanso ao sérvio;

- Maxi continua a ser um jogador que pouco ou nada acrescenta e mesmo assim é titular todos os jogos relegando André Almeida ao esquecimento;

- marcaram os golos mas não consigo dar o mínimo crédito à dupla Lima-Rodrigo. No entanto gostava muito de ver Rodrigo sozinho na frente com o trio certo no meio campo;

- os preferidos têm sempre primazia e não se premeia o esforço (Markovic a entrar e Cavaleiro a ver). Que excelente mensagem se passa ao restante plantel;

- boa entrada de Sulejmani a exigir o lugar de ala. Gaitán esteve trapalhão mas lá fez a assistência para o primeiro golo;

- finalmente o regresso de Amorim! Que diferença foi ver o Benfica a trocar a bola com  segurança e facilidade durante largos minutos. Será que não dava para fazer o mesmo com outro jogador enquanto este esteve lesionado?! André Gomes por exemplo?

- os sadinos estavam a gostar das faltas, entradas agressivas e picardias. Até parecia que conheciam bem o calendário do Benfica.


Bom, ganhámos e já temos o Amorim pelo que agora é rezar que volte o 4-3-3. Nunca pensei que este jogador pudesse ser tão determinante para o sucesso do Benfica mas neste momento tenho poucas dúvidas que, de facto, é importantíssimo. Chegamos ao final de 2013 com tudo igual na frente pelo que agora é essencial arrancar bem no novo ano, concentrados na competição que realmente interessa.

Sem comentários:

Enviar um comentário