26/08/2013

O outro lado dos descontos

Sim, finalmente consigo falar de descontos no futebol sem sentir um nó na barriga! Para substituição, apenas uma voz rouca que sofreu com a libertação em decibéis máximos de um pesadelo que via o Benfica a ficar, logo no início do campeonato, com as hipóteses de conquistar o campeonato demasiado complicadas. 

Quando alguns já tinham abandonado o Estádio da Luz (adoro que estes desistentes estejam a sofrer com o desgosto de não terem presenciado a reviravolta mais impressionante de que me recordo de ver ao vivo) o Benfica não só empatou mas também venceu este enervante e desgastante jogo contra o Gil Vicente. Espero que esta inversão de sentimento em relação aos descontos seja o sinal para todos os jogadores e equipa técnica que o que aconteceu no final da época passada, apenas pode influenciar a cabeça dos jogadores, nada mais.



No entanto, não podemos ficar inebriados por esta vitória espetacular. Os festejos loucos não tapam os problemas que este jogo voltou a revelar:
- os laterais jogam como se estivesse alguém a agarrar a camisola permanentemente! Quero acreditar que apenas estão fora de forma mas tenho muitas dúvidas. A fífia e lentidão de Maxi então, meu Deus…
- Artur continua nervoso e inseguro. Aquelas duas saídas consecutivas a cruzamentos foram de bradar aos céus;
- o Enzo nunca mais volta da Argentina?
- Jesus ainda não percebeu, desde a época passada, que Lima e Rodrigo juntos não funcionam?
- Markovic pode jogar em todas as posições pois não há dúvidas que é craque mas é no meio que tem que jogar! Ele sim, pode apoiar o avançado! Já Djuricic não pode jogar tão perto do avançado! O homem não sabe jogar de costas para a baliza, tem que jogar de frente para o jogo para fazer passes decisivos como fez para Markovic;
- apesar do cruzamento para o segundo golo, Sulejmani continua a parecer que não tem a velocidade necessária para jogar na ala.

A equipa até criou oportunidades mais do que suficientes para ganhar por vários golos de diferença mas o futebol envolvente de ataque da época passada continua a ser uma miragem. Falta o entusiasmo e a alegria que contagiam as bancadas. Sei que as vitórias são o combustível ideal para que o bom futebol volte a aparecer mas não deixa de ser um arranque demasiado tremido face ao principal adversário e mesmo ao próximo adversário.

Nota, a sublinhado, dos festejos do segundo golo:
-  apesar de, para ser simpático, não ser um fã de Jesus, gostei de o ver a correr para festejar o segundo golo e do abraço de conforto a Maxi e de alegria a Luisão. Mostra por um lado que, apesar de alguma imobilização que a postura de Jesus tem apresentado no banco, ainda tem a vontade e ambição de vencer. Por outro, mostra uma ligação forte ao plantel ou pelo menos a dois dos jogadores com mais peso no plantel, o que não deixa de ser importante quando se fala bastante de um afastamento entre os jogadores e Jesus.

- adoro o Luisão e acho que é quase sempre ele que, nos momentos mais difíceis, dá o exemplo e leva a equipa a levantar-se e a correr atrás do golo. No entanto, já não é a primeira vez que o vejo a ter reacções para o público muito similares às que também já vi em Cardozo. Reacções para quem lhe garante o ordenado, para quem o apoia em casa mas também em muitos jogos fora de portas e mesmo no estrangeiro. A devoção é enorme mas se jogam sem garra, lentos e com resultados negativos não se podem admirar de ouvir uns assobios!  E ainda por cima nem foi o caso neste jogo, pois, apesar da nuvem cinzenta que pairava, os assobios foram apenas esporádicos. Por isso Luisão, vai para o c#$¥£?¥ com o teu dedo na boca a mandar calar o pessoal! Mais uma vez, vénia a Jesus que o mandou parar e o enviou para o centro do terreno.



O círculo que os jogadores fizeram no final do jogo também pode indiciar que o plantel vai finalmente unir-se. Até terminar a janela de transferências russa, existirá sempre um fantasma a pairar sobre o grupo, mas é importante que os jogadores percebam que estão todos efectivamente comprometidos com os objectivos do plantel e não com eventuais transferências e, desta forma, seguirem para a guerra juntos e como uma verdadeira equipa.

1 comentário:

  1. Rodrigo é uma nulidade! é jogar com menos 1!
    MC

    ResponderEliminar