03/06/2013

Os dispensáveis


Comecemos por aquele que menos me preocupa - Elias. Pelas razões abordadas aqui, por ser internacional brasileiro (pode até ir ao Mundial, vamos ver) mas, essencialmente:

- porque, apesar de não ser um craque, é um bom jogador
- porque não está na pré-reforma
- porque não tem recorrentes problemas físicos
- porque tem jogado regularmente no clube onde está colocado (Flamengo).

Para além de Elias, pergunto que outro "dispensável" está nestas condições? Em particular, como já disse várias vezes, preocupa-me o quinteto Onyewu, Boulahrouz, Evaldo, Pranjic, Bojinov: qual deles preenche os requisitos que acima mencionei? Nem um. Difícil colocar estes jogadores...

Pela capa d'A Bola (que tem sido um órgão privilegiado na divulgação da nossa política desportiva) creio que posso ficar descansado - o Sporting vai começar pelo ponto certo. Primeiro precisamos de aliviar a carga, só depois podemos ver com rigor a capacidade do nosso "navio".

Nota também para os jogadores que queremos colocar apenas por incapacidade financeira: Miguel Lopes, Marcos Rojo, Labyad, Adrien, Schaars e Capel. Uma eventual guerra contra os empresários dificultaria as nossas possibilidades de colocar estes jogadores em condições favoráveis para nós. Estes jogadores têm que ser colocados "em bicos de pés" para não correr o risco da (excessiva) desvalorização dos respetivos passes.

Noto, porém, que essa guerra, na realidade, não existe... Recordam-se de ter escrito aqui que me parecia que as palavras contra os empresários tinham, na realidade, destinatários muito concretos? Pois este fds ajudou a clarificar algo de que já desconfiava: eram palavras dirigidas a um só empresário, Pini Zahavi, que pelos vistos, entre seniores, equipa B e juniores, é agente de 14 jogadores do Sporting. Repito o que aí escrevi: não percebo a necessidade de hostilizar publicamente este empresário (ou qualquer outro, por sinal). Todavia, prefiro viver com uma mensagem passada com menos acerto do que com uma cruzada utópica contra os empresários em geral.

Nota final para o silêncio quanto a contratações: um bom sinal. Porque estamos a começar pelo sítio certo e/ou porque estamos a trabalhar com discrição.

PS: Um caso especial, que me custa sempre mencionar, é o de Jeffren. Um bom jogador que me parece ter demasiados problemas para a alta competição. Claro que podemos estar perante um Carlos Martins que, de 3 em 3 anos, lá consegue fazer uma época decente. Mas num clube com as nossas atuais dificuldades, é muito complicado viver com esta liability. A prova de que é um bom jogador é que é o único dos que não jogou, passou a vida no estaleiro, etc que parece ter mercado (Liverpool).

PS2 [aditamento]: será que a estratégia de BC na guerra com Zahavi passa por pressionar os jogadores e seus representantes-não-agentes-desportivos a mudar de empresário (eventualmente para outro com quem BC tenha já um acordo para, por exemplo, colocar os jogadores excedentários, "pagando" com passes de jogadores ao invés das malditas comissões)? Se for esta a estratégia, é extremamente arriscada. Mas é a única que me parece fazer algum sentido do ponto de vista comunicacional...

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