21/06/2013

30 de Junho - Assembleia Geral

Temos finalmente data para a Assembleia Geral - 30 de Junho.

A convocatória pode ser consultada aqui.

As propostas do CD para os diversos pontos da ordem de trabalhos podem ser consultadas aqui.

E aqui podem consultar o comunicado da SAD à CMVM.

Creio que BC irá multiplicar-se em intervenções ao longo da semana para explicar mais detalhadamente quer os termos da convocatória, quer as propostas do CD. Não sendo expert em comunicação, antecipo, por exemplo, uma aparição na TV (ou várias aparições, até). Acho que BC faz bem em explicar ponto por ponto o que se pretende, a final, com o plano de reestruturação proposto.

É que, tal como sempre sucedeu, há pormenores que escapam aos sócios, desde logo:

a) qual a percentagem de capital social que será empenhada a favor dos bancos (sabendo-se que em caso de incumprimento um penhor permite que o credor pignoratício venda a terceiros os bens empenhados)?

b) se sempre foi referido que seriam os sócios a aprovar a entrada de investidores, porquê conferir carta branca ao CA da SAD para encontrar esses investidores? Se bem conheço o perfil mediático de BC, creio que serão dados mais elementos sobre este ponto antes da AG.

c) porquê agora a conversão em capital dos créditos da Holdimo? (e by the way, desculpem-me a preguiça, wdf is Holdimo? BCP?) ADITAMENTO - sobre a Holdimo ler alguma info aqui.

d) as novas VMOCs, pelo valor referido, e se convertidas, podem dar origem a controlo (ou estou a ver mal)?

e) para quê alterar os estatutos quanto à vinculação do clube, obrigando o presidente a assinar sempre?

Percebo perfeitamente que as convocatórias não esclareçam o teor das deliberações na sua totalidade. Sempre foi assim perante assuntos de alguma complexidade. Há formalidades a cumprir, há regras a respeitar. Antes eram criticadas pela "falta de transparência", mas agora muitos começam a perceber que o mundo não é a preto e branco. O mundo é sempre cinzento, umas vezes tão escuro que parece preto, outras tão claro que parece branco. Mas nunca nada é preto ou branco.

BC seguramente já o percebeu, espero que marque a diferença não pelos textos (necessariamente formais) da convocatória ou das propostas do CD (em linha com o que sempre foi sendo praticado), mas pelo esclarecimento claro (passe a repetição) de cada um dos pontos das propostas do CD: BC tem que dizer, claramente, sem o juridiquês pelo meio, o que pretende em cada um desses pontos.

Pela minha parte, terá (quase seguramente) o meu voto favorável no ponto 3 (orçamento) no pressuposto de que o mesmo não depende exclusivamente do ponto 2, onde tenho algumas dúvidas. É um voto de confiança, "às cegas", para um exercício (13/14). No final fazemos contas.

Quanto ao ponto 4, a última alteração parece-me desnecessária, quase que "obrigando" a um modelo presidencialista e a um presidente com um determinado perfil e uma determinada presença. Mas como se mantém a parte final ("sem prejuízo da delegação de poderes nos membros da Comissão Executiva"), é deixada margem para, no futuro, o modelo ser diferente, pelo que vou votar favoravelmente também este ponto.

No ponto 2, como referi, há muito por esclarecer. Vou procurar esses esclarecimentos (estando certo que eles virão mediaticamente ao meu encontro) e depois direi por aqui o que penso sobre os diversos temas.

2 comentários:

  1. A) tanto quanto sei não é possível empenhar capital social. Que proposta ou ponto da AG o leva a fazer esta pergunta?
    D) sim, mas tal já acontece com as VMOC existentes. O valor, sendo mais alto dificulta ainda mais a resolução do problema daqui a 12 anos
    E) transparência. O presidente quer ter certeza que nada é pago sem o seu conhecimento. Nos podemos mais facilmente responsabiliza-lo porque ele não pode alegar desconhecimento. E imagino que também torne mais fácil atrasar pagamentos: o doutor não esta para assinado cheque :)

    ResponderEliminar
  2. Caro Anónimo,

    A) a alínea f) do ponto 2 refere-se a "constituição de penhores sobre participações sociais detidas directa ou indirectamente pelo SCP nas sociedades estratégicas, Sporting Clube de Portugal - Futebol SAD e Sporting SGPS, para garantia das responsabilidades assumidas pelo SCP e pelas restantes entidades do
    Grupo Sporting perante os Bancos";

    D) e estas "novas" VMOC substituem as atuais? Confesso que essa parte não tinha percebido. E com as novas, convertíveis a 12 anos, "adiamos" o tema para 2025, é isso?

    E) percebo a ideia, só entendo que era desnecessário - um regulamento interno poderia prevê-lo (claro que, perante terceiros, o regulamento poderia ser violado por qualquer um dos VP - mas acredito que BC confie na sua equipa). Mas não me oponho pelo que referi no final do post.

    SL

    ResponderEliminar