30/06/2013

AG

Afinal tenho tempo para uma primeiras impressões, necessariamente sumárias:

Pontos positivos:
- a presença de aproximadamente 1400 sócios;
- o início da AG, com a radiografia feita de forma objetiva (e sem considerações diletantes e desnecessárias) pelo Presidente do CDF (uma pequena nota, bem apanhada por um sócio - não se pode referir às modalidades desenvolvidas em associação com terceiros como "não sendo bem" do Sporting - são do Sporting, desenvolvidas autonomamente por terceiros com o apoio do Sporting);
- a condução dos trabalhos do PMAG quase até final (no final espalhou-se ao comprido pelos motivos que abaixo referirei);
- a excelente "forma" de BC, num palco em que reconhecidamente se sente muito à vontade (esteve muito forte em todas as intervenções, mesmo aquelas de que não gostei tanto);
- o apelo a que os sportinguistas "façam" mais pelo clube: 100.000 sócios e apenas 46% de pagantes é muito pouco (claro que com um discurso agregador, caro Bruno, podias de imediato começar a mudar as coisas);
- a reafirmação de que a reestruturação permite a recuperação de percentagens de passes de jogadores;
- a forma como BC se referiu à Holdimo, sempre pela positiva e na perspetiva de um investidor que acredita no Sporting;
- a intervenção do sócio Tito Fontes, ex-candidato a PMAG na lista de Couceiro, que afirmou não só a votação favorável da proposta como também a necessidade de o afirmar publicamente tendo em vista fomentar um ambiente de união (haja alguém...);
- a aprovação com 97% dos votos (um dos quais o meu - as dúvidas que tinha, e mantenho, não eram suficientes para não aprovar um plano que, na generalidade, parece ter bastantes benefícios ainda que traga acoplados alguns inevitáveis, e expectáveis, aspetos negativos).

Um ponto aqui: votei a favor mas vou estar particularmente atento aos aumentos de capital a realizar pelo CA da SAD. É que os sócios do Sporting só aprovaram, em bom rigor, alterar os estatutos da SAD (sendo rigoroso, aprovaram uma instrução para que o SCP, com 50,4%, vote favoravelmente essa alteração estatutária - como a deliberação precisa de 2/3 em AG da SAD, pode, em tese, não passar). O CA da SAD tem (de forma indireta) um mandato conferido pela AG do clube, mas há muitas figuras na lei que podem ajudar a manter um controlo rigoroso sobre o efetivo exercício desse mandato.

Pontos negativos:
- o primeiro, de que ninguém tem culpa: esta "maldita" Lisboa, que adoro como poucas coisas na vida, quando quer ser quente... é mesmo quente! Foi uma tarde de grande sofrimento para todos os associados do Sporting;
- o culto de personalidade fomentado por BC: além do permanente uso do "eu" (que lhe perdoo, como já disse, porque sofro de igual problema), no início da AG uma senhora viu o acesso do filho (menor) barrado pelos serviços e fez um alarido tal que foi ouvida em todo o pavilhão. BC levantou-se e foi ver o que se passava junto da entrada. Quando voltaram, BC entrou triunfante na sala, com o menor ao colo, perante o aplauso da multidão...
- as referências desnecessárias de BC ao passado recente em termos que só ajudam a fomentar ódios irracionais (depois inevitavelmente repetidas por alguns sócios);
- o discurso de BC com alusão à "culpa" dos sócios na aprovação do anterior projeto de fusão SPM/SAD: "foram vocês que aprovaram isto e isto implicava a extinção das modalidades" (depois corrigido para "fomos nós", mas já veio tarde);
- o facto de a grande maioria das intervenções dos sócios ter presente uma mensagem de expulsão de outros associados... No fundo, aquilo que venho aqui dizendo sobre o ambiente de ódio e intolerância, que se vai mantendo. Curiosamente, o presidente acabara de referir que são poucos a pagar quotas... Pela minha parte, só aceito que seja expulso alguns "desses" se e quando se PROVAR que o que fizeram foi mais do que simples má gestão. Até lá, não faço juízos sobre intenções que desconheço e, lamento, não alinho no discurso "matem-nos a todos"...;
- a grande confusão que se instalou no final: (i) primeiro, o facto de se ter proposto que a votação dos pontos 3 e 4 se fizesse de braço no ar (o que a meu ver só faz sentido quando esteja presente um número muito reduzido de associados e ainda assim quando os temas não sejam particularmente "quentes"); (ii) depois, o facto de se ter passado à votação do ponto 3 (orçamento) antes de saber o resultado do ponto 2 (reestruturação), quando tinha sido o próprio presidente a referir que a aprovação do ponto 3 dependia do ponto 2.

Enfim, bola para a frente. BC tem um clube perfeitamente controlado, pode fazer o que quiser e trabalhar à vontade. Vamos lá avançar com a reestruturação, construir um plantel com qualidade e manter as modalidades que seja possível manter, sejam elas competitivas ou não.

E deixem-me terminar assim, porque vou estar 15 dias (agora sim) sem por cá escrever:

VIVA O GRANDIOSO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

28/06/2013

A bola e o engate


A pedido de várias famílias, entre as quais as dos "visados" neste post (que não me permito identificar, por razões óbvias), passo a reproduzir o meu post de 05.06.2012 "A bola e o engate".

E assim me despeço até 15 de Julho. Venho à AG no Domingo, mas só a comentarei no meu regresso.

Saudações Desportivas para todos

***

Venho aproveitar a deixa do Gorbyn para escrever um post que há muito está na minha cabeça...

E vou direto ao tema: se pensarmos bem, as similitudes entre a atitude do macho no engate e a atitude do ponta-de-lança no campo são mais do que muitas. E a relevância de cada uma das características que fazem do macho um boss do engate é a mesma quando pensamos nas qualidades que o ponta-de-lança deve possuir: postura, movimentação, intuição, posicionamento, técnica, faro pelo "golo", killer instinct, resposta à pressão.

Creio, por isso, que a malta do engate deve ser qualificada em, basicamente, sete categorias, em função das características que acima enunciei: Bojinovs, Postigas, Cadetes, Acostas, Jardeis, Liedsons e Wolfswinkels (pegando nos jogadores do presente e do passado do grandioso Sporting Clube de Portugal).

Vejamos, então, se isto bate ou não bate certo.

A maioria dos jovens portugueses não passam de Bojinovs. Andam ali com postura de campeões, mas não sabem o que andam a fazer; movimentam-se com à-vontade, mas a posse de bola termina invariavelmente com a saída da mesma pela linha lateral ou final; dentro da área, posicionam-se mal e, regra geral, no local onde a bola nunca vai cair; disfarçam a falta de qualidade técnica com um ou outro toque de calcanhar que não dá em nada, mas de que se gabam o resto da noite ou mesmo durante semanas; quando têm oportunidades claras, até penalties falham. Um golo ou dois por ano é o pecúlio deste espécie de ponta-de-lança. Exemplo a não seguir.

Outros há, como eu, que, mesmo nos tempos em que andávamos nas trincheiras, não conseguíamos superar a equiparação a um Hélder Postiga. Postura impecável, mas algo tímida, designadamente perante as saídas dos guarda-redes (leia-se, os acompanhantes das damas-alvo); uma movimentação irrepreensível fora da área, mas estática dentro da área e tremida nos momentos decisivos; intuição próxima do 0 ("aquela está a olhar para mim, garanto-te, queres ver? olha, afinal enrolou-se com um Acosta" - ver abaixo); posicionamento excelente para os centrais de marcação (leia-se, machos adversários); remate à figura quando colocado a teste o nosso killer instinct. A média de golos é reduzida e varia entre campeonatos a seco e 4/5 golos por temporada. Pecúlio fraco. Os nossos momentos de glória são esporádicos golos em grandes competições e um remate "à Panenka" nos decisivos desempates por penalties. Lances que, aliás, nos garantiram contratos e carreiras (leia-se, o meu casamento). O que essencialmente nos separa dos Bojinovs é a resposta à pressão: os Bojinovs arriscam muito mais mas nos momentos decisivos falham; nós raramente nos arriscamos, mas perante o "doping" que é um discurso de Scolari (leia-se, vários shots de tequila impingidos por um Jorge Cadete - ver abaixo) lá acabamos por ganhar as forças necessárias e não falhar. Enfim, outro exemplo a não seguir.

Depois temos os Cadetes (inspirados em Jorge Cadete, Joca Cadete para os maiores fãs - e aqui não resisto a remeter para um dos melhores blogs de sempre sobre o fenómeno da bola, hoje infelizmente inativo). O Cadete é um ponta-de-lança que vai a todas, não pára quieto, não teme os centrais de marcação, muito menos teme guarda-redes com a agressividade de um Harald Schumacher e o tamanho de um Peter Schmeichel. No engate, curiosamente, o Cadete tem uma característica de Néné, mas não tanto do Joca que o inspira: milagrosamente, o Cadete do engate nunca sujou os calções (leia-se, nunca apanhou um enxerto de porrada dos centrais ou dos redes sem que se perceba muito bem porquê). Não tem grande intuição e muitas vezes movimenta-se entre o primeiro e o segundo poste sem grande critério, caindo a bola junto da área de penalty, onde ele deveria estar e não está. Pouco dotado de pés, raramente faz grandes golos e falha golos muitas vezes, mas rara é a noite em que não sai um golito. Graças ao seu killer instinct, não perdoa uma bola ali a saltitar. E é, por isso mesmo, dos melhores marcadores do campeonato. É certo que muitos dos golos entram aos tropeções e outros há em que o golo surge numa recarga de baliza aberta, após o trabalho do colega de equipa cujo remate esbarrou no poste. E é certo, também, que nos grandes jogos, nos grandes palcos, com a pressão em cima dele, raramente aparece. Mas em 90% dos jogos está lá, no sítio certo, para empurrar. E vezes há, até, em que marca um ou dois belos golos de cabeça que, no entanto, para ele, valem tanto como o marcado à boca da baliza em fora-de-jogo. Para ele, o que conta é o golo. Exemplo a seguir para quem segue o lema "só se perdem as que caem no chão".

Temos, igualmente, os Acostas (inspirados no mais famoso "matador" que passou por Portugal). Têm uma postura sempre agressiva, nada os intimida, à imagem do Joca. Mas movimentam-se com mais critério entre os centrais e o redes adversário, razão que explica com mais propriedade o facto de nunca terem sujado os calções (já sabem o que significa, está lá em cima). Raramente descaem nos flancos porque sabem que, ao sair da área, podem perder preciosas oportunidades de golo. Também na intuição se assemelham ao Joca: eles vão lá sem saber muito bem se a oportunidade surge ou se terão que disputá-la em carrinho com um dos centrais, mas não deixam de ir a todas. É na técnica e na resposta à pressão que encontramos as diferenças mais marcantes entre os Cadetes e Acostas do engate: enquanto que Cadete tem uma técnica equivalente à de um Purovic (espécie que nem merece qualquer análise), Acosta segura a bola com propriedade e é difícil retirar-lha; um Cadete eclipsa-se nos grandes momentos, já um Acosta nos grandes momentos brilha mais alto, muitas vezes aproveitando passes de um qualquer Secretário (outro que não merece análise) para fazer golos impensáveis. Marca a todos, pequenos e grandes, e marca por vezes grandes golos. Um Acosta, meus caros, é do melhorzinho que podemos encontrar por aí.

Faltam três espécies - os Jardeis, os Liedsons e os Wolfswinkels. Deixemos este para o fim e fiquemo-nos, por ora, nos Jardeis e nos Liedsons. Dois goleadores imparáveis com estilos absolutamente distintos: um Jardel não precisa de trabalhar, a bola vem ter com ele, já um Liedson esfalfa-se em todos os jogos; Jardel fica parado à espera da bola, dentro da área, um Liedson pressiona os centrais, vai à luta, descai nos flancos; um Jardel sabe sempre onde a bola cai, um Liedson tem que correr para ir ter com a bola; Jardel não joga "pôrra nenhuma", Liedson tem uma técnica requintada; ambos têm faro pelo golo, killer instinct e resposta perfeita à pressão, mas com uma singular diferença: um Jardel adora todo o tipo de golo, um Liedson só adora o golo bonito. Um Jardel sabe que vai fazer golos, e vai escolhendo o golo que quer fazer (só de empurrar, de cabeça, fora-da-área, de penalty); um Liedson despreza o golo de baliza aberta (embora saiba que o pode marcar e o marque de quando em vez), mas dá-lhe 100 vezes mais gozo marcar um golo decisivo ganhando de cabeça ou fazendo uma rata a um Luisão. Dois bons exemplos a seguir com uma sólita diferença: enquanto que um Liedson, sendo apreciado, tem que trabalhar, um Jardel não tem que fazer um carapau. Todos gostaríamos de ser Jardel, mas não depende de nós. Depende delas caírem ou não ao jeito do nosso pé...

Finalmente, os Wolfswinkels. Os cavalheiros da bola. Não pisam ninguém, não dão cotoveladas, não trabalham por aí além, mas são gentlemen da bola com "babyface" e, por isso, os adversários quase que pedem para que o golo entre. Nem se movimentam especialmente bem, mas parece que estão em todo o lado. Até têm uma postura que uns diriam antiquada e pouco agressiva mas, contabilizando bem a coisa, chegam ao fim do ano com 25 golos marcados. Alguns de penalty, é verdade. Mas muitos em lances de bola corrida. Raramente estão no sítio certo, mas de repente podem lá aparecer e marcar, para supresa de todos. Filósofo do engate, o Wolfswinkel pensa demasiado sobre o que faz e passa noites a vadiar sem marcar golos, noites essas que podem atingir largos períodos no tempo. Até que chega ao fim da época. E aí, mesmo com os seus impecáveis 25 a beijar as redes, os Wolfswinkels andam insatisfeitos porque, na realidade, bem lá no fundo, invejam os Postigas que conseguiram contrato na Liga Espanhola mesmo sem marcar golos. Eis o principal "problema" dos Wolfswinkels: não conseguem resistir quando a bola lhes aparece a saltitar à frente da baliza - pezinho em jeito e espetam-na lá para dentro. É mais forte do que eles...

Quanto a mim, um Postiga sem quaisquer pretensões a Jardel, sem capacidades para ser Liedson, desprovido do arrojo de um Acosta ou da lata de um Cadete, sempre sonhei ser um Wolfswinkel. Mas quando falo com Wolfswinkels ou mesmo com Acostas, todos me dizem que gostariam de ser o Postiga! Fico baralhado...

E só me convenço de que é bom ser um Postiga quando olho para trás e recordo aquele penalty à Panenka que saíu mesmo bem...

26/06/2013

Não deixa de ter a sua piada...

... ver que as notícias abaixo linkadas estão n'A Bola online, uma a seguir à outra...

Primeiro, esta: o presidente do Sport Recife confirma que transferiu Maurício para o Sporting.

Logo depois, esta outra: Inácio a afirmar que no Sporting, agora, é difícil perceber quais serão as contratações. A não ser, claro, quando o clube vendedor põe a boca no trombone, certo?

Ainda assim, vamos aguardar. Já vi muitos desviados à última da hora, bons e menos bons (este espero que integre o primeiro grupo).

Nomes de que se fala por aí (V)

Alguns deles já com uma segurança maior do que "equaciona", "pensa em", "aborda" e outros habituais dislates da silly season:

Maurício Nascimento - central brasileiro do Sport Recife que não conheço. Vem para uma posição onde neste momento temos Ilori, Rojo, Reis (?) e Dier. A sua contratação leva-me a pensar que Rojo e/ou Ilori estarão de saída e/ou que Dier é mesmo ponderado para MD. O jogador já fala "à Sporting", como os jornais gostam de dizer, mas mantém que nem tudo está resolvido. Aguardemos pela confirmação mas gostaria sinceramente que esta contratação não implicasse a saída nem de Ilori nem de Rojo (já o facto de Leo Jardim avançar Dier no terreno levar-me-á a pensar que provavelmente é a melhor opção - já seria o segundo treinador a fazê-lo).

Rafa - notável como um jovem jogador do Feirense tem dado tanto que falar. Primeiro disse-se que estava tudo acertado com o Braga, depois falou-se que seria apresentado esta semana em Alvalade, agora o presidente do Feirense diz que a proposta do Sporting era irrisória, o Braga faz comunicados a dizer que os acordos são para cumprir, enfim... o rapaz nem nos seus sonhos mais arrojados vislumbrou um cenário destes. No fim de contas, uma nota pessoal minha: sem conhecer bem este jogador (vi, por mero acaso, dois jogos do Feirense no ano passado em que, por azar ou nabice minha, não percebi que o Rafa se tivesse destacado particularmente), agrada-me este tipo de aposta. Não será um titular indiscutível, mas prefiro apostar no Rafa do que apostar no Merdilson ou no Merdic (tal como dizia que preferia um Rafael Miranda a um Schaars ou um Elias - a lógica é semelhante). Entretanto, e quanto a confirmações, vai para ali uma grande confusão.

Nildo - pessoalmente, e sei que isto vai chocar os que percebem muito de futebol, é outra aposta que me agrada. Sempre que vi jogar Nildo, gostei. Naturalmente, não vejo os jogos da mesma forma que alguns tipos que, de forma admirável, conseguem detetar que o jogador não preenche o espaço x quando o jogador A está em pressão ao adversário ou que na transição do adversário não baixa para fechar os espaços entre linhas. Sou um bocado mais básico: sempre me pareceu um jogador batalhador, com boa técnica, que aparecia bem no ataque e que rematava bem. Também me agradaria, mas ainda estamos na fase do "está referenciado".

Cissé - trata-se de um PL da Académica que, nos jogos que vi, não se destacou particularmente. Os meus critérios de avaliação de um PL, salvo honrosas exceções, são ainda mais básicos do que os que anteriormente referi - reparo normalmente na facilidade de remate e na técnica de cabeceamento (nem sei como gostava de Wolfswinkel, era miserável nestes dois aspetos) mas o essencial é que... marque golos. Ora este Cissé tem 20 anos, era suplente do Edinho que foi para o Braga e marcou 6 golos no campeonato. Ou seja, seria o nosso PL suplente, certo? Porque acredito que o titular tenha, digamos, outro andamento... Segundo A Bola, faltam "detalhes". Cá estaremos para ver se é mesmo assim.

Fredy Montero - os jornais insistem nesta mania de especular sobre jogadores que não conheço... Provavelmente, ainda não perceberam que BC e Inácio nada decidem sem consultar primeiro o futebola3. Enfim, trata-se de um colombiano dos Seattle Sounders emprestado aos Millionarios de Bogota, da Colômbia. Isto não quer dizer nada, claro... o Jackson Martinez jogava no Jaguares de Chiapas do México. Infelizmente, não consigo dizer mesmo muito sobre este jogador. O Youtube é capaz de ajudar, mas desde que vi o Rodrigo Tiuí (vénia) a marcar de bicla numa final da Taça contra o FCP, percebi que não será muito difícil promover PLs através de video...

ADITAMENTO:

Oh Argel, quanto é que o Benfica te pagou para nos pregares este susto???

25/06/2013

BC na SIC Notícias



O que gostei:

(i) da forma objetiva como respondeu à maioria das perguntas, não inventando e não fugindo a nenhuma questão;
(ii) da abordagem ao tema dos objetivos para a próxima época, salientando que o Sporting quer sempre ganhar mas compete aos órgãos sociais fomentar um ambiente de acalmia;
(iii) da forma serena como abordou o tema do corte de relações com o FCP, em que subscrevo cada palavra dita por Bruno de Carvalho;
(iv) do facto de ter respondido a todas as questões de natureza financeira de forma clara, sempre que possível com números, esclarecendo nomeadamente em quanto ficará o passivo financeiro e com fornecedores e quanto se pagará a menos, por ano, em recursos humanos;
(v) da inversão do discurso da diabolização da banca para um discurso de parceria com a banca (BC chegou mesmo a usar a expressão "parceiros bancários");
(vi) da afirmação quanto ao adiamento da implementação da SportingTV (concordo integralmente que não vale a pena fazer a SportingTV com os pés, mais vale ter primeiro a casa arrumada e uma ideia clara e sustentada para a SportingTV).

Não gostei:

(i) de piadolas do tipo "foram consistentes, fizeram sempre disparates" e expressões do género "expoente máximo da estupidez humana" (nunca mais acabamos com a autofagia, seria tão simples dizer que do passado só volta a falar quando saírem os resultados da auditoria de gestão);
(ii) na sequência do anterior, de referir que não usa desculpas com o passado, quando sempre que o pode fazer, fá-lo efetivamente (muitas vezes com argumentos fortes e devidamente enquadrados - só critico o facto de dizer que não faz o que acaba por fazer constantemente);
(iii) de dizer que há alternativas e não quer ser igual aos que tanto criticou com a conversa "nós ou o caos" e depois afirmar em tom irónico que as alternativas são um PER ou a insolvência (seria mais honesto assumir que, na opinião dele, esta é a única alternativa viável, mas que está disponível para ouvir outras alternativas);
(iv) da permanente utilização do "eu", nomeadamente quando se referia ao que "eu consegui junto da banca" (é um defeito que também tenho, mas a um presidente do Sporting exige-se a presença de "nós", a "nossa" equipa, etc.)
(v) do facto de só ter falado dos sócios no final - insisto que o discurso de BC não é agregador (pelas permanentes críticas ao passado, que apesar de tudo foi apoiado por muita gente, sem a salvaguarda de que, de Março em diante, o Presidente representa todos por igual) - e de nem por uma vez ter abordado a necessidade de um bom ambiente entre os sportinguistas na AG (pelos vistos, é um tema que não preocupa BC).

Esclareceu:
a) que a entrada da Holdimo permite recuperar as percentagens dos passes que este investidor detinha, o que é obviamente muito positivo;
b) que o Sporting (clube) deve um total de 170M€ à banca, a reduzir para 70M€ com a reestruturação (valores aproximados);
c) que o passivo do Sporting (grupo) é de 355M€, a reduzir para 205M€, sendo que o passivo bancário total de 270M€ será reduzido para 160M€ e o passivo perante fornecedores será reduzido de 85M€ para 50M€ (valores aproximados);
d) que o Sporting deu de hipoteca a nua-propriedade dos terrenos onde o estádio está construído, no que é efetivamente uma nova garantia dada aos credores;
e) que os dois novos administradores foram uma semi-imposição dos credores/parceiros: um deles é da Holdimo e foi indicado por esta; o segundo é ligado à KPMG mas foi indicado pelo próprio BC e por Carlos Vieira;
f) que enquanto o Sporting cumprir as obrigações com a banca, até 2025 (prazo de vencimento das VMOC) mantém a maioria do capital da SAD.

Não esclareceu:
a) qual a percentagem de capital social da SAD e/ou SGPS que o Sporting dará de penhor a favor dos bancos?
b) se sempre foi referido que seriam os sócios a aprovar a entrada de investidores, porquê conferir carta branca ao CA da SAD para encontrar esses investidores? Ou é a Holdimo uma vez mais no aumento de capital de 18M€?

Balanço positivo, o aspeto a meu ver mais problemático é que BC insiste em gerir o seu discurso (felizmente não as suas ações) apenas para quem nele votou e não para todos. Esta AG ganha, vamos ver o futuro.

PS: Enquanto não for esclarecida a alínea b), o meu sentido de voto mantém-se indefinido. Mas neste momento estou mais inclinado para votar a favor da reestruturação. Precisamente porque não há alternativa.

ADITAMENTO

Fui alertado (fora da blogosfera) para o facto de o meu texto dar a entender que não há alternativas ao plano de reestruturação proposto por BC.

Concedo que o meu PS, da forma como o escrevi, pode dar a entender isso mesmo, mas o que quero verdadeiramente dizer (e que de certa forma já referi em resposta a um comentário do Mike Portugal) é que na AG de 30 de Junho não há alternativa. Ou seja, os sócios ou votam sim, ou votam não (ou se abstêm). Mas não há Plano A, Plano B e Plano C para escolher e era isso que queria dizer no meu PS.

Conforme disse ao Mike Portugal, "em tempos defendi (...) que fosse realizado um Congresso onde pudessem eventualmente surgir outras alternativas (...), independentemente de quem fosse o presidente da direção."
Ou seja, eu considero que poderiam existir alternativas (incluindo, a título de mero exemplo, a mais óbvia de todas: alienação do capital social a terceiros). Mas não foi criado espaço para o aparecimento das mesmas, por diversos motivos que agora não irei desenvolver.

E, assim sendo, nestas circunstâncias, voltando ao que disse ao Mike Portugal, "por muito que eu não goste, BC tem razão: ou é isto, ou um PER, ou insolvência ou... eleições. BC não referiu esta e bem para não soar a chantagem ("é assim ou vou-me embora") mas na realidade o que está em cima da mesa é isto. Se o plano for chumbado, BC sai." A parte que agora sublinho pretendia, precisamente, realçar que não me agrada o estilo plebiscitário da próxima AG ("sim ou sopas"), mas é o que temos.

Ainda assim, porque estou farto de adiar o futuro e porque estou convencido que o plano de reestruturação dificilmente seria muito diferente, no essencial, fosse qual fosse a direção, pondero votar favoravelmente a proposta do CD.

24/06/2013

Assembleia Geral - Esclarecimentos

Bruno de Carvalho hoje às 22h na SIC Notícias. Seguramente para esclarecer o que se pretende com a reestruturação financeira objeto de deliberação na próxima AG.

Amanhã estaremos todos mais informados e comentarei os pontos, um por um.

PS: Hoje, um amigo disse-me que só é possível adivinhar "todos os passos" de BC porque tenho acesso a inside information. Totalmente falso. Quando disse, aqui, que BC seguramente iria à TV explicar o que pretende para a AG não o fiz por saber que tal iria suceder; disse-o porque o perfil de BC é este. E, honra lhe seja feita, corresponde de certa forma à sua promessa de transparência.

Pré-balanço: ainda impossível perceber 1 de Julho



Aproveito o apanhado do Leão de Plástico, baralho, reorganizo, aproveito apenas os que poderiam contar e volto a dar, incluindo a minha opinião:

SITUAÇÃO ATÉ 30 DE JUNHO (os bolds e rasurados estão explicados mais abaixo):

GR - Patrício, Boeck, Ventura

DD - Miguel Lopes, Cedric, João Gonçalves

DE - Joãozinho, Turan, Evaldo, Grimi, Jefferson

DC - Rojo, Dier, Ilori, Boulahrouz, Onyewu, Nuno Reis, Pedro Mendes

MD - Rinaudo, Gelson, André Santos, William Carvalho

MC - Elias, Adrien, Schaars, Zezinho, João Mário, Renato Neto

MO - Pranjic, Labyad, André Martins

ED - Carrillo, Bruma, Wilson Eduardo

EE - Capel, Jeffren, Salomão

AV - Wolfswinkel, Viola, Etock, Owusu, Bojinov.

PARECE CLARO QUE:

- Ficam fora João Gonçalves, Joãozinho, Pedro Mendes, Etock, Wolfswinkel;

- Estão emprestados, e assim se manterão, Grimi, Gelson e Elias;

- William Carvalho e Jeffren terão sido já avisados de que farão a pré-temporada (pelo que vou assumir que a fazem mesmo...).

OPINIÃO:

- A meu ver, devem ser transferidos ou dispensados (conforme o caso) Ventura, Evaldo, Boulahrouz, Onyewu, Schaars, Renato Neto, Pranjic, Salomão, Owusu e Bojinov.

- Podem ser transferidos para realizar algum dinheiro (e estou convicto que assim será, embora tenha pena em quase todos os casos) os que estão em bold: Patrício, Miguel Lopes, Rojo, Adrien, Labyad e Capel.

PALPITE:

- A saírem todos os que refiro acima, e mantendo-se os que refiro abaixo, vamos fazer os reposicionamentos que resultam da lista, promover os jogadores que acrescento sublinhados e contratar 1 GR, 1 DC, 1 MO e 1 PL (alguns dos jogadores vão depois andar entre a equipa A e a equipa B):

GR - Boeck + 1

DD - Cedric + Arias

DE - Turan + Jefferson

DC - Dier + Ilori + Nuno Reis + 1

MD - Rinaudo + André Santos + William Carvalho

MC - Zezinho + João Mário

MO - André Martins + 1

ED - Bruma + Esgaio

EE - Jeffren + Carrillo

AV - Viola + Wilson Eduardo + 1.

- Um ou dois destes jogadores serão apresentados ainda antes da AG.

Com este plantel, lutamos pela UEFA. Mais do que isto (3º lugar) vai depender, em grande medida, da qualidade dos jogadores contratados. Mas mesmo com bons reforços, se der para construir um plantel mais forte do que o acima referido, tiro o chapéu a Bruno de Carvalho e Inácio.

Quanto à falta de novidades, estou de acordo com Bruno de Carvalho; como já devem ter percebido pelos diversos posts em que questionei a profusão comunicativa, também eu, caro Presidente, prefiro o silêncio. Espero que, após o silêncio, as novidades sejam as melhores. Mas prefiro o silêncio (na medida em que as coisas estejam efetivamente a ser tratadas, como é óbvio).

PS: Cuidado com a Real Sociedad no jogo de apresentação. Se por um lado um adversário forte nos alerta quanto às nossas limitações, um jogo semelhante ao de há 2 anos pode ter consequências complicadas em termos de confiança. Também é verdade que um adversário fraco pode ajudar a criar a ilusão que a equipa B do St. Etienne criou no ano passado, mas... atenção a esta (muito forte) Real Sociedad.

21/06/2013

30 de Junho - Assembleia Geral

Temos finalmente data para a Assembleia Geral - 30 de Junho.

A convocatória pode ser consultada aqui.

As propostas do CD para os diversos pontos da ordem de trabalhos podem ser consultadas aqui.

E aqui podem consultar o comunicado da SAD à CMVM.

Creio que BC irá multiplicar-se em intervenções ao longo da semana para explicar mais detalhadamente quer os termos da convocatória, quer as propostas do CD. Não sendo expert em comunicação, antecipo, por exemplo, uma aparição na TV (ou várias aparições, até). Acho que BC faz bem em explicar ponto por ponto o que se pretende, a final, com o plano de reestruturação proposto.

É que, tal como sempre sucedeu, há pormenores que escapam aos sócios, desde logo:

a) qual a percentagem de capital social que será empenhada a favor dos bancos (sabendo-se que em caso de incumprimento um penhor permite que o credor pignoratício venda a terceiros os bens empenhados)?

b) se sempre foi referido que seriam os sócios a aprovar a entrada de investidores, porquê conferir carta branca ao CA da SAD para encontrar esses investidores? Se bem conheço o perfil mediático de BC, creio que serão dados mais elementos sobre este ponto antes da AG.

c) porquê agora a conversão em capital dos créditos da Holdimo? (e by the way, desculpem-me a preguiça, wdf is Holdimo? BCP?) ADITAMENTO - sobre a Holdimo ler alguma info aqui.

d) as novas VMOCs, pelo valor referido, e se convertidas, podem dar origem a controlo (ou estou a ver mal)?

e) para quê alterar os estatutos quanto à vinculação do clube, obrigando o presidente a assinar sempre?

Percebo perfeitamente que as convocatórias não esclareçam o teor das deliberações na sua totalidade. Sempre foi assim perante assuntos de alguma complexidade. Há formalidades a cumprir, há regras a respeitar. Antes eram criticadas pela "falta de transparência", mas agora muitos começam a perceber que o mundo não é a preto e branco. O mundo é sempre cinzento, umas vezes tão escuro que parece preto, outras tão claro que parece branco. Mas nunca nada é preto ou branco.

BC seguramente já o percebeu, espero que marque a diferença não pelos textos (necessariamente formais) da convocatória ou das propostas do CD (em linha com o que sempre foi sendo praticado), mas pelo esclarecimento claro (passe a repetição) de cada um dos pontos das propostas do CD: BC tem que dizer, claramente, sem o juridiquês pelo meio, o que pretende em cada um desses pontos.

Pela minha parte, terá (quase seguramente) o meu voto favorável no ponto 3 (orçamento) no pressuposto de que o mesmo não depende exclusivamente do ponto 2, onde tenho algumas dúvidas. É um voto de confiança, "às cegas", para um exercício (13/14). No final fazemos contas.

Quanto ao ponto 4, a última alteração parece-me desnecessária, quase que "obrigando" a um modelo presidencialista e a um presidente com um determinado perfil e uma determinada presença. Mas como se mantém a parte final ("sem prejuízo da delegação de poderes nos membros da Comissão Executiva"), é deixada margem para, no futuro, o modelo ser diferente, pelo que vou votar favoravelmente também este ponto.

No ponto 2, como referi, há muito por esclarecer. Vou procurar esses esclarecimentos (estando certo que eles virão mediaticamente ao meu encontro) e depois direi por aqui o que penso sobre os diversos temas.

Nomes de que se fala por aí (IV)

Aaaaah, ok!

Assim já se percebe porque andam a falar do Sílvio... É para ele depois ir parar ao Benfica, onde efetivamente o querem e podem pagá-lo, e poderem publicar que ele preferiu o Benfica ao Sporting.

Está percebido...

Vejamos: não está em causa o valor do Silvio, que é um bom jogador. Está em causa aquilo que disse aqui a propósito do Miguel Lopes e que também se aplica ao Sílvio, de certa forma:

Para o Sílvio, o texto não seria muito diferente: contratar o Sílvio teria uma (aparente) vantagem. É que faz as duas posições, DD e DE. O que, havendo equipa B, poderia ajudar a poupar em termos de plantel principal. Mas o raciocínio não pode ser este: por um lado, porque sendo o Sílvio titular, estaríamos novamente a travar o crescimento do Cedric enquanto jogador; por outro lado, não acredito que o Sílvio ganhe menos do que ganha o Miguel Lopes e que deve ser equivalente ao que não ganharão juntos os dois putativos titulares neste momento (DD e DE - Cedric e Jefferson).

E daqui continuaria: assim, para DD suplente ficará o Arias ou o Esgaio e no DE, aí sim, teremos que ver se Turan tem condições para ficar, se entregamos o posto de 2ª opção ao Mica (que, de acordo com os experts, ainda não está preparado para altas voltagens) ou se teremos que ir ao mercado em busca de um suplente (sou dos que não acredita que o Marcos Rojo, que embora titular como DC pode também jogar a DE, fica no Sporting).

Não quero que fiquem dúvidas: considero o Sílvio melhor jogador do que o Miguel Lopes; mas não creio que a diferença seja significativa ao ponto de valer a pena pagar um salário tão alto por empréstimo.

Já no Benfica, a situação é diferente: o Benfica pode dar-se ao luxo de ter o Sílvio sentadinho no banco. Ou mesmo a titular, no lado direito, se conseguirem despachar o Maxi (que deve ser um jogador caro para ter no banco). Porque o Benfica pode pagar o salário do Sílvio sem pensar duas vezes. Nós não. Percebamos isto de uma vez por todas.

PS: Não resisto a fazer este aditamento. Leio aqui (no excelente Fora-de-Jogo que não tem culpa nenhuma de ser sistematicamente linkado por mim e que faz um trabalho de sapa muito meritório) que o Sporting "equacionou" contratar Rolando Bianchi. "Equacionou" é maravilhoso... Pensou nele, ponderou, mas já não equaciona, já não pondera, é isso? No mesmo estilo, mas não tão atual, queria anunciar a todos que D. Afonso Henriques chegou a ponderar não comparecer na batalha de S. Mamede. Felizmente compareceu. É o furo do dia.

20/06/2013

Nomes de que se fala por aí (III)

Pizzi - volto a falar dele porque tem sido insistentemente referido como reforço, vamos ver em que condições mas é claramente uma opção de qualidade.

Bebé - bem sei que não é um jogador muito apreciado pelos "experts", que olham para Bebé e não conseguem desligar-se do facto de ser um jogador de futebol de rua: muito pouco rigoroso, com muito pouca "escola", zero jogo em equipa. Pois eu que percebo menos do que os experts, não sendo um grande fã do Bebé, acho que seria uma opção muito interessante (admitindo que ficam Bruma e Carrillo, e que Wilson Eduardo é reintegrado, com Bebé ou Pizzi fecharíamos o lote de extremos; Capel seria transferido, fica por perceber porque é que se diz por aí que Jeffren fica - gosto muito das suas qualidades, mas o seu rendimento é demasiado irregular).

Sílvio - aplica-se o que antes disse relativamente a Miguel Lopes: se não é claramente melhor do que os titulares, a polivalência vai acabar por sair cara.

Salin - tenho defendido insistentemente que precisamos de mais um GR. Resta saber se Salin, a entrar, vem na lógica certa - n.º 2 para disputar a titularidade com Marcelo. A ser assim, e por se tratar de um jogador livre, que conhece o campeonato e está satisfeito em Portugal, parece-me uma boa opção.

Christopher Gonzalez - um desconhecido peruano que... não conheço. Tenho vindo a dizer que o nosso MC tem algumas opções de qualidade, mas precisamos de mais qualquer coisa... um jogador diferente e que nos confira ali mais solidez. Mesmo admitindo a titularidade e crescimento de André Martins, entendo que deveria ter atrás/ao lado um "box-to-box" que funcione como jogador-chave da equipa. Isso, não temos - como disse em tempos, um Elias mas com vontade de jogar no Sporting ou um Duscher seriam perfeitos (parece que o jovem João Mário, que conheço mal, poderia fazer este papel, mas a meu ver como segunda opção de um jogador + experimentado). Já um tiro no escuro não me parece, sinceramente, uma ideia muito boa (a não ser que a ideia seja integrá-lo na equipa B).

Johane - jogador originário do Burundi, melhor marcador do campeonato de Moçambique. Mais um completo desconhecido mas, neste caso, como simplesmente não temos nenhum PL neste momento, e sempre defendi que tínhamos que contratar pelo menos 2 (Viola não é PL, embora possa jogar num sistema com 2 AV), concedo que a aposta num deles possa ser um pouco mais arriscada. E ainda há que admitir a integração do jogador na equipa B. Enfim, outra incógnita, esta mais aceitável, a meu ver.

Dupla de PLs argentinos de que ouvi falar na CMTV e nem me recordo do nome - aguardemos, com (muita) paciência, pelo PL titular. O suplente será tipo Johane (acima referido) ou Rubio, ou Betinho, ou por aí... Não deve dar para mais.

18/06/2013

Rapidíssimas

1. Afinal, quando teremos a AG para discutir a reestruturação financeira?

2. O que vamos discutir na AG para além do (ou implicitamente incluído no) tema da reestruturação financeira?

3. Depois de tanto comunicar, o Sporting tem estado mais discreto (e muito bem, já referi aqui que BC precisava de saber escolher os melhores momentos para falar). Será que o Sporting começou finalmente a gerir os silêncios ou há algo que nos está a escapar?

4. Quando vamos ter notícias (das que interessam) sobre a colocação dos dispensáveis? Ou será que a época vai arrancar com dois planteis: os que ficam e os que não ficam (o que até poderia dar jeito para as peladinhas...)?

5. Mas, afinal... o Dr. Bebiano veio para ajudar à festa ou para apagar fogos com gasolina?

17/06/2013

Rápidas

Parece que Bruno de Carvalho ganhou mesmo o primeiro round a Pini Zahavi no tema Bruma, resta saber se o processo de renovação acelera efetivamente ou não. Resta também saber se esta batalha serve para por Zahavi em sentido ou se, pelo contrário, põe o empresário em guerra ativa contra o clube, a começar já com Tiago Ilori (caso apesar de tudo menos preocupante porque Ilori tem contrato até 2015).

Steven Vitória assinou pelo Benfica. Confesso que estava com um feeling (pelos vistos errado) de que conseguiríamos nós este jogador. Como fui dizendo aos sportinguistas com quem discutia o tema, face às atuais circunstâncias e admitindo a saída de Rojo ou Ilori (ou até de ambos), Vitória seria uma boa contratação. Mas neste momento estamos assim: a disparidade é de tal ordem (poder de compra, oferta salarial, competições europeias, etc.), que a maioria dos bons jogadores do campeonato português prefere ser suplente no FCP ou no Benfica do que titular no Sporting. E a sorte foi termos sacado Jefferson rapidamente, caso contrário...

A novela Patrício está muito bem analisada hoje no Record (o jornalista "dá a cara" mas não assina, seguramente por lapso, será o Luís Sousa?). BC quis viver no melhor de dois mundos: preparar os adeptos para a saída de Patrício (assumindo implicitamente que a saída era inevitável) mas simultaneamente obter boas propostas (dizendo que não estamos em saldos). Ora, o povo sabe bem que sol na eira e chuva no nabal está reservado a milagres e ao mundo do sobrenatural. O que penso disto? BC começou a receber propostas e a perceber que, afinal, vender bem em assumido "estado de necessidade" não é assim tão fácil. BC está a dar os seus primeiros passos no mundo do futebol e é normal que corrija a rota de vez em quando. Mas, essencialmente, tem que fazer o seu trabalho em função do que é melhor para o Sporting e independentemente do que pensa a "minoria ruidosa" que o apoia radicalmente. Porque a maioria silenciosa que o apoia com sentido crítico percebe-o e estará ao seu lado se e quando ele precisar. Basta que ele a perceba também e o ambiente será muito melhor.

Ainda quanto a Patrício, quando leio por aí que transferir o nosso GR por 10M€ é um mau negócio fico estarrecido: ou as pessoas não conhecem o histórico do mercado na transferência de GRs ou avaliam o Rui Patrício (e a capacidade negocial do Sporting) de uma forma incompreensível. Em suma, não conhecem o mercado. Que fique claro: se Patrício sair por 10M€, eu acho que o Sporting conseguiu uma boa transferência face às suas atuais circunstâncias. Se sair por mais, acho que é uma transferência notável. Já vender ao Benfica (ou ao FCP) para levar com chassos que lá estejam desocupados (alguns deles por empréstimo), não obrigado

Continua-se a falar de alguns reforços para o Sporting mas nem vale muito a pena ir comentando... A algumas notícias, aliás, só posso atribuir natureza de deboche: cheguei a ler por aí que um jovem ganês desconhecido foi abordado pelo Sporting mas preferiu ir para o campeonato líbio (!), eh pá, francamente... estamos mal, mas há limites!

13/06/2013

E eu continuo pobre...


... porque só não me sai o Euromilhões!

Vejam aqui.

Se se concretizar, há que dar mérito a BC pela estratégia.

Mas não chega: é preciso que o Sporting tire benefícios efetivos desta situação (leia-se: renovação com jogadores que queremos manter, entrada de reforços de qualidade e entrada de €€€ pelos "dispensáveis").

12/06/2013

Seleção, Dinamarca, Reforços, Saídas e Braga


1. Seleção

Vi no estádio o jogo da seleção contra a Rússia na passada sexta-feira. Ao contrário do que diz o selecionador nacional, não creio que tenhamos feito um jogo muito conseguido ou particularmente inteligente (exceção feita ao início do jogo). Convém lembrar que ainda na primeira parte a Rússia podia perfeitamente ter empatado o jogo (lance em que Patrício quis fazer lembrar os "bons tempos" de Ricardo) e que ficou um penalty escandaloso por marcar contra nós.

Ainda assim, chegou para ganhar a uma Rússia que faz lembrar Portugal nos anos 90: um belo carrossel até aos limites da área, a total falta de objetividade a partir daí. A verdade é que se ganharmos na Irlanda do Norte e tudo correr normalmente até ao fim, lá vamos outra vez ao play-off. Isto porque, recorde-se, apesar do empate em casa com a Irlanda do Norte, empatámos também em Israel depois de estarmos a perder 3-1, com uma chouriçada no último minuto daquelas à Benfica de Vata anos 80.

Quatro notas rápidas:
- todos sabem que tenho sempre o homem na mira por não ser mais criativo na hora de procurar alternativas nos convocados mas, pelo menos, no momento de substituir Pepe, Paulo Bento optou pelo arrojado Neto (grande jogador Gorbyn, grande jogador...) em vez do cinzentão Ricardo Costa;
- Ronaldo, defensivamente, não faz a espinha de um carapau na seleção. Claro que, sendo o jogador que é, na maior parte do tempo alguém fica sempre perto dele, pelo sim pelo não. Mas no momento em que a Rússia apertava e atacava, era angustiante olhar para o meio-campo russo e ver lá o Hélder Postiga entre os dois centrais mais o Ronaldo, descaído para a esquerda, a "marcar" um pedaço de relva particularmente arreliante. Paulo Bento viu o que todos vimos, tirou o Postiga (injusto, caro Hélder, mas o CR é o CR...), pôs Nani na esquerda, Ronaldo no meio e equilibrou a equipa. Outra vez bem Paulo Bento (e já são dois elogios à minha implicância de estimação, é melhor ficar por aqui...);
- Nani, mesmo fora de forma, mostrou que o azeite vem sempre ao cimo, como diz o povo;
- duvido sinceramente que Raul Meireles ainda tenha lugar nesta equipa.

2. Dinamarca

Sinceramente, nesta nem tenho grande mérito porque era demasiado óbvia. Recordam-se do que aqui dizia em tempos sobre a vulgaríssima seleção da Dinamarca? Pois bem, hoje leio que a Dinamarca acaba de empochar 4-0 da poderosa... Arménia. O curioso é que isto não sucedeu num batatal em Yerevan num estádio repleto de guerrilheiros anti-azeri acabadinhos de regressar de Nagorno-Karabakh e com um ambiente de cortar à faca. Nada disso. Aconteceu em Copenhaga, ou seja, num estádio provavelmente repleto de dinamarquesas ótimas. Que gajos miseráveis...

3. Reforços

Comentários rápidos ao que se vem falando por aí:

- Claudio "El Tanque" Riaño: não conheço, mas um avançado com o nick "Tanque" faz lembrar o Tanque Silva que andou pelo Beira-Mar (e que só começou a carburar lá para os 35 anos);
- Pizzi: agrada-me, mas não por troca com o Carrillo, como calculam... Admito que o Atletico não aceite envolvê-lo num negócio com o Jeffren mas se se confirmar que o Capel está de saída, ao menos que se tente encaminhar o rapaz para Madrid para conseguir o empréstimo do Pizzi;
- Agostinho Cá: adoro estas campanhas que se fazem para recuperar jogadores que, de acordo com o que "ouvimos dizer", são fabulosos só porque foram formados na Academia. Não conheço o Cá, mas pelo que me dizem está longe de ser um craque. De qualquer forma, confio integralmente na estrutura para avaliar este jogador (espero que, entre mortos e feridos, alguém tenha permanecido...);
- Eduardo: só pode ser para rir, certo?
- Felipe Lopes: boa opção para central, duvido que tenhamos capacidade para o salário;
- Rui Pedro: sinceramente, é um bom jogador, mas precisamos de opções atacantes com outra solidez.

4. Saídas

Todos os dias se fala na saída de alguém, ontem Rojo, hoje Schaars. Preparem-se: vão sair, pelo menos, 16 jogadores. Desta lista, duvido que fique algum para contar como foi. E entre Brumas e Iloris, tenho sérias dúvidas que consigamos segurar os nossos jogadores mais valiosos. A ver se, em busca de um "exemplo", BC não acaba por dar um "exemplo" contrário ao que na realidade pretende!

5. Braga

Nota final para uma referência a mais um caso de péssimo jornalismo.

O Record dedica hoje uma página inteira ao Sporting de Braga. Duas notícias, cada uma com direito à sua foto (uma delas com uma segunda foto mínima), mais um destaque em caixa.

Nas duas fotos maiores... jogadores vestidos com o equipamento do Sporting: Joãozinho (porque Ulisses Morais, que o lançou na I Liga, presta as habituais declarações de circunstância desta fase da época) e Wolfswinkel (porque o Norwich será o adversário no jogo de apresentação).

Sei que o Sporting é muito grande e muito chamativo, mas o Braga (já) não merece isto.

11/06/2013

Eu bem dizia (?)

Antes ainda de passar ao post sobre a seleção, queria voltar a insistir na rubrica "Eu bem dizia". Os que por aqui passam há mais tempo (e me acompanham desde esta altura) já perceberam que isto tem um elemento de auto-deboche, os mais recentes provavelmente ficam a pensar que preciso destas massagens no meu ego para me sentir melhor.

A uns e outros digo: nada disso, sou simplesmente um chatarrão que adora vir dizer que tinha antecipado o cenário A ou B. A minha mulher está sempre a dizê-lo e provavelmente tem razão. Mesmo que não tenha, obviamente digo-lhe que tem. Porque, como muito sabiamente me ensinou o senhor que me instalou os cortinados lá em casa, só há dois tipos de homens: os que acham que mandam e os que sabem que não mandam. Eu sou claramente do segundo grupo.

Mas adiante.

Vem tudo isto a propósito de hoje vir noticiado no Record, de forma algo discreta, que o Wilson Eduardo vai mudar de empresário. Ora, aqui o vosso amigo não poderia deixar de salientar o segundo PS deste post. Na altura, resumidamente, eu dizia que a estratégia de BC faria sentido (era aliás a única forma de fazer sentido) se o objetivo fosse coagir/forçar/convencer jogadores representados por Zahavi a mudar de empresário (eventualmente para um que esteja nas "boas graças" de BC e da troika).

Pois hoje no Record diz-se basicamente isto:

- Wilson está a ponderar mudar de empresário;
- Nuno Reis igualmente;
- João Mário (irmão de Wilson) já mudou;
- Esgaio também já mudou;
- Jorge Mendes é o destinatário.

Será que eu tinha razão? O tempo o dirá. Mas admitindo que os 14 profissionais representados por Zahavi incluíam os 4 acima mencionados, creio que o empresário já terá levado um golpe complicado. Obviamente que mantém as estrelas da companhia, por ora. Mas vamos estar atentos às próximas semanas, em particular as duas semanas que antecedem a AG.

07/06/2013

Formação de parabéns

O fim de semana ficou marcado pela excelente conquista do Benfica no hóquei, pelo que o triunfo do juvenis do Benfica em futebol acabou por passar um pouco despercebido. É inteiramente justo o protagonismo assumido pelo hóquei, sobretudo pelas condições adversas em que conquistou o importante título, mas nunca fui um gajo de seguir as modalidades. É claro que me recordo ver os grandes jogos de basket de Jean Jacques e Lisboa ou os malabarismos de Panchito mas um título nas modalidades está para um título no futebol como o 4º golo numa goleada está para o golo do título. Simplesmente não tem comparação. É claro que prefiro que o Benfica seja campeão em todas as modalidades mas se não for, também não me faz grande diferença. Basicamente, fico satisfeito por ver o Benfica ser campeão na modalidades.

O futebol é que mexe comigo. O futebol é que me faz acordar a pensar "Hoje é o grande jogo!". O futebol é que me dá noites mal dormidas quando vejo os títulos fugirem. O futebol é que me faz ficar rouco por uns dias por festejar golos importantes. E é por isso que venho sublinhar a conquista dos juvenis no futebol. Depois do título de juniores, conseguir o título de juvenis, indicia um bom trabalho na formação. O meu amigo Koba diz-me que o Sporting perdeu o título porque teve que dar jogadores à equipa B que por sua vez tinha dado à equipa A. Não acompanhei mas de qualquer das formas, a boa avaliação mantém-se. Se depois não chegam à equipa principal, é outra conversa. No entanto, não podemos esquecer que o nível atual do plantel é bastante elevado e já não basta ser melhor que um Tahar, Marcelo, Thomas ou Beto.

É especialmente importante ser campeão nos juniores e num nível seguinte nos juvenis. Daí para baixo é um pouco indiferente. Se a aposta em ser campeão nos infantis e iniciados for demasiado elevada, corre-se o risco de perder bons jogadores pois o poder físico nestas idades faz grande diferença. Assim, jogadores tecnicamente evoluídos e com grande potencial podem ser preteridos por se preferir resultados imediatos através de jogadores possantes mas que se percebe mais tarde, com poucas hipóteses em chegarem aos séniores. Nos juvenis este risco já é mais reduzido e nos juniores praticamente desaparece pelo que equipas campeãs nestas idades, aumentam as probabilidades de se conseguir algum jogador que seja uma mais valia na equipa principal. É certo que parece que estamos a atravessar, a nível nacional, um deserto de jogadores de classe mundial nas camadas jovens mas nunca se sabe quando poderão voltar a aparecer. Neste momento, a minha aposta e esperança está virada para o Cancelo, que marcou inclusivamente os dois golos no jogo contra o Rio Ave (1-2) que deu o título de juniores (http://youtu.be/Y7TwMT6m2l8).

Como homenagem aos putos campeões e por indicação do meu irmão, deixo o golo do empate contra o Porto que deu o título de juvenis, já nos descontos. Tem ainda mais piada pela provocação do guarda-redes do Porto antes da marcação do livre. Não admira que tenha andado doido depois de terminar a partida.


06/06/2013

Os dispensáveis (II)

Lê-se n'A Bola que o Miguel Lopes faz parte da lista dos dispensáveis.

Não me supreende. Pelo contrário: para além de já ter dito aqui que Miguel Lopes seria um dos 16 jogadores que estariam de saída neste defeso (pertencendo ao grupo dos que saem por motivos financeiros), convém lembrar que o rendimento deste jogador esteve longe de ser fantástico.

Aliás, aquele "cheirinho" de Cedric (quando o Miguel Lopes se lesionou, a dada altura da época) deu bem para perceber que o (fraco) rendimento do DD formado nas nossas escolas durante grande parte da época esteve essencialmente relacionado com (i) o total desnorte coletivo da equipa do Sporting e (ii) alguma imaturidade do jogador que psicologicamente não conseguiu reagir à adversidade (o mau início de temporada). Mas na comparação Cedric-Miguel Lopes poucos serão os que, olhando ao rendimento de ambos, dirão que o Sporting fica melhor servido com o segundo.

De resto, insisto no que aqui fui dizendo no início da época: olhando, apenas, às qualidades de cada um, o Sporting ficaria a ganhar com Cedric relativamente a João Pereira. Feliz ou infelizmente, o futebol é um jogo coletivo e há outros fatores para além da qualidade individual de cada um que contribuem para o fator decisivo na apreciação de um jogador: o rendimento (onde reconheço que o Cedric ficou abaixo do JP). Não fosse assim e certamente João Vieira Pinto, um jogador genial, teria feito uma carreira superior à de, por exemplo, Sérgio Conceição (e podia multiplicar-me em exemplos, mas acho que deu para perceber a ideia).

Muitos, principalmente os adeptos de outros clubes, devem achar que sou maluco - daqui a uns anos, quando o Cedric for titular da seleção, mudam de ideias. Engano-me muitas vezes e digo muitos disparates. Mas sou dos que defendo o Patrício desde os tempos em que mesmo os sportinguistas o tratavam por "Franguício"... E acho mesmo que o Cedric, bem orientado e com a cabeça no lugar, é mais jogador do que o João Pereira, atual titular da seleção. Veremos.

Manter o Miguel Lopes teria uma (aparente) vantagem. É que faz as duas posições, DD e DE. O que, havendo equipa B, poderia ajudar a poupar em termos de plantel principal. Mas o raciocínio não pode ser este: por um lado, porque o Miguel Lopes não deixaria de ser suplente, à luz dos critérios técnicos mais avisados; por outro lado, a ser verdade o que diz a imprensa, ganha por ano o que não ganharão juntos os dois putativos titulares (DD e DE - Cedric e Jefferson). Assim, para DD suplente ficará o Arias ou o Esgaio e no DE, aí sim, teremos que ver se Turan tem condições para ficar, se entregamos o posto de 2ª opção ao Mica (que, de acordo com os experts, ainda não está preparado para altas voltagens) ou se teremos que ir ao mercado em busca de um suplente (sou dos que não acredita que o Marcos Rojo, que embora titular como DC pode também jogar a DE, fica no Sporting).

Assim, o meu vaticínio é claro: a ser verdade, estou de acordo com a transferência de Miguel Lopes. Difícil será colocá-lo pelo valor que pretendemos. Aqui, temos que confiar que BC, percebendo que para encher a casa terá primeiro que esvaziá-la, vai ser capaz de encontrar um compromisso com os empresários certos e encontrar colocação para os nossos excedentários (e olhem que são mesmo muitos e dificilmente teremos propostas para todos).

05/06/2013

Nova camisola alternativa


Leio aqui e tenho dificuldades em acreditar: a camisola alternativa do Sporting vai ser violeta, devido às "excelentes relações" com a Fiorentina.

Violeta. Não branca, nem preta, nem amarela. Violeta.

Tentando ver o copo meio cheio, ainda bem que temos "excelentes relações" com a Fiorentina e não com o Chelsea ou o Liverpool...

Jesus fica mesmo

E assim parece que Cardozo terá mesmo que procurar novas paragens. Quanto ao paraguaio, apesar de todas as estatísticas dizerem que é uma idiotice o que vou escrever, espero bem que seja vendido. Para os que sempre defenderam o Takuara, suavizo a minha idiotice com o facto de ser a última oportunidade de se fazer uma venda razoável e com a ideia de que um jogador lento, a partir dos 30 anos, apresenta normalmente uma queda vertiginosa de competitividade. Apesar dos motivos que teria, impressionante como teve uma atitude lamentável e tão ingrata para com um treinador que tanto o defendeu...


Quanto a Jesus, se já apresentou algumas melhorias na época passada, resta-me a esperança que aprenda o suficiente com os erros que fez esta época e que consiga assim subir o nível. Adoraria também que aproveitasse a saída de Cardozo para reforçar substancialmente a aposta numa táctica com apenas um avançado.


Por fim, adicionaria pelo menos a presença de um elemento de peso e com os devidos valores como Rui Costa junto do plantel, para não ter que ver o meu Benfica a adoptar comportamentos que nada têm a ver com a história do clube como os que assistimos na final da Taça.

04/06/2013

Um clube, um presidente


O Sporting tem que dar, rapidamente, um passo em frente na forma como olha para si mesmo. É urgente fazê-lo, sob pena de a autofagia se tornar incontrolável. O Sporting tem muitos inimigos fora do Sporting mas estou convencido que os seus piores inimigos estão dentro de casa. E o presidente BC precisa urgentemente de dar a volta a esta situação. Ele, que é um grande sportinguista, tem que ser o motor desta mudança. E, a meu ver, tudo deve começar nas suas palavras e nas suas ações.

Vamos por pontos, porque este é talvez o mais sério e relevante post que escrevo neste blog desde que por aqui comecei a debitar atoardas:

1. Para muitos sportinguistas, o Sporting viveu 17 anos num regime, citando Luís Filipe Menezes, "sulista, elitista e liberal" (os mais novos terão que googlar isto para perceber onde quero chegar). Um regime fechado sobre si mesmo, onde os mesmos iam rodando entre si a cadeira do poder, numa pura lógica de continuidade.

2. Para esses sportinguistas, o sportinguismo afere-se em função do momento em que "acordámos para a realidade":
a) uns, os (supostos) "grandes sportinguistas", viram logo (génios...) que o "projeto Roquette" ia levar o clube para o abismo;
b) outros apenas acordaram com a saída de Dias da Cunha, são bons sportinguistas;
c) outros, ainda, após a saída de Soares Franco (onde me incluo, serei um sportinguista de meia-tigela);
d) os que apenas acordaram para a realidade com JEB são um pouco otários, "mas ainda bem que viram a luz";
e) os que ainda votaram Godinho são os "lambuças" (que apoiavam os "croquetes").

3. Esta forma de analisar e viver o Sporting e o sportinguismo repugna-me. Mais: enoja-me. É típica de quem não percebe o Sporting enquanto clube e o futebol em particular. É típica dos que não percebem que a paixão por um clube vai muito para além de vitórias e conquistas, é um sentimento de paixão, de comunidade, de valores que vai muito para além disso. Diria que é típica dos adeptos dos nossos rivais (e não incluo aqui os meus companheiros de blog, razão pela qual, aliás, tenho a honra de com eles partilhar este espaço) que continuam sem perceber porque carga de diabos um clube que nada ganha continua a ter 3 milhões de adeptos e simpatizantes.

4. Para mim, que entendo que o Sporting precisa de novas ideias e novas estratégias pelo menos desde 2009 (razão pela qual não votei nessas eleições, JEB vs PPC), o presidente eleito foi sempre o "meu" presidente. Sim, JEB foi o "meu" presidente. Sim, Godinho Lopes foi o "meu" presidente. E, claro está, BC é o "meu" presidente. Presidentes esses que fui sempre criticando, claro está, porque nenhum deles esteve ou está imune à crítica. E porque nem sempre me revi na postura, na estratégia ou na política desportiva. Mas desejei sempre o sucesso de cada um, porque o sucesso de cada um seria, em qualquer caso, o meu sucesso.

5. Esta postura dos sportinguistas que acima descrevi agudizou-se nos últimos meses do mandato de Godinho Lopes. E agudizou-se, tristemente, em função dos resultados da equipa de futebol profissional. Porque ninguém se lembrou dos "lambuças" e dos "croquetes" quando arrumámos o City. Aí, todos estavam felizes. Já este vosso amigo, apesar de feliz, escreveu isto em Março de 2012, por razões apenas relacionadas com a estratégia desportiva. Ou seja, critiquei, e muito, a direção de Godinho Lopes. Disse que não acreditava nele. Disse que não acreditava em Sá Pinto, aliás disse-o várias vezes. Mas uma coisa é criticar, outra bem diferente é julgar os outros por parvos só porque apoiam. Aí é que está o grande problema.

6. A partir de Outubro de 2012, o clube partiu-se em 2 blocos: os "lambuças" e os "brunistas". Os primeiros acusados pelos segundos de apenas quererem manter a dinastia do "croquete", os segundos acusados pelos primeiros de quererem a revolução a todo o custo. E fomos para eleições.

7. Ganhou Bruno de Carvalho. A partir daí, pensava eu, o Sporting unir-se-ia à volta do novo presidente, de novas ideias e de novas estratégias. Mas nada disso aconteceu. E porque não aconteceu? Essencialmente, por 3 motivos:

(i) com muita pena minha (porque, apesar de não ser um entusiasta, simpatizo com BC e porque já lhe disse que lhe darei todo o apoio de que precisar), não posso deixar de responsabilizar BC em primeiro lugar. O presidente do Sporting mantém uma linha de discurso que não tem como prioridade alcançar todos os sportinguistas mas apenas manter a sua base de apoio. Se não é assim, é o que parece. O discurso de BC, sinceramente, faz lembrar o de um político a trabalhar para as próximas eleições. Não se lhe ouve palavras de um "presidente de todos os sportinguistas". Ouve-se "o Sporting é nosso outra vez". Se é "nosso", significa que já não é "deles"? Quem somos nós? Quem são eles? Enfim, deixemo-nos de brincadeiras: compete a BC fomentar um discurso de união, tão apregoado durante a campanha eleitoral. O atual discurso de BC não está apenas a por de lado quem geriu os últimos 17 anos de Sporting: está a alienar quem, no seu pleno direito, apoiou essa gestão (e se sente insultado, magoado e esquecido por BC). É urgente um virar de agulhas para um discurso unificador, pacificador e agregador.

(ii) o segundo relaciona-se com a postura dos "vencedores". Os "brunistas", a cada intervenção positiva de BC, não se regozijam com o facto de o clube estar a ser gerido como eles querem. Nada disso. Regozijam-se com o facto de "finalmente" termos um presidente, ao contrário do que diziam os "lambuças" e ao contrário do que faziam os "croquetes". E a cada intervenção menos feliz de BC, temos a histeria dos "brunistas" perante aqueles que se limitam a dizer, cordatamente, que não concordam. Podem ver diversos exemplos aqui, nas caixas de comentários, ou neste post, em que o insupeito blogger, para não variar, é acusado de ser (guess what?) "lambuças". Em suma, atiram à cara dos "lambuças" o que BC faz de bom; e acusam de ser... "lambuças" todo aquele que simplesmente diga que não concorda com BC, ainda que o faça de forma séria e construtiva (como é, muito em particular, o caso do blog A Norte de Alvalade, já linkado). Aos "vencedores" recomendaria, apenas, que percebam que não ganharam nada. Só ganham quando o Sporting ganhar. Que é o que desejam eles, mas é também o que desejam todos os sportinguistas. Todos.

(iii) o terceiro relaciona-se com a postura dos "vencidos". Poucos aceitaram a derrota com fair-play, é verdade, e alguns não se conformam com a postura de BC e dos brunistas. No entanto, os "vencidos", a meu ver, reagem pior aos brunistas do que ao próprio BC. É que BC, apesar de tudo, limita-se a não os "procurar". Já os brunistas procuram os vencidos para lhes atirarem à cara o que de mau foi feito antes e o que de bom se faz agora. E isso gera a revolta dos "vencidos". Aos vencidos recomendo, apenas, que esqueçam os brunistas e se concentrem no Sporting. Não é preciso apoiar tudo o que faz BC ou sequer deixar de criticar as suas palavras ou as suas ações. Basta que percebam que a estratégia "anti-brunistas", como qualquer estratégia que tenha como único móbil o "antiqualquercoisismo", não pode trazer nada de bom.

Enfim, fica aqui o meu modesto contributo, com uma nota zandingueira: enquanto os sportinguistas não derem a volta a isto, vamos continuar a assistir, com tristeza, a uma luta desigual: um Sporting dividido contra um Benfica muito próximo da união e um Porto cada vez mais unido. Eu nunca deixarei de criticar BC ou quem quer que seja porque penso pela própria cabeça. Mas fá-lo-ei numa lógica construtiva e não para derrubar BC. Tenho dito.

03/06/2013

Os dispensáveis


Comecemos por aquele que menos me preocupa - Elias. Pelas razões abordadas aqui, por ser internacional brasileiro (pode até ir ao Mundial, vamos ver) mas, essencialmente:

- porque, apesar de não ser um craque, é um bom jogador
- porque não está na pré-reforma
- porque não tem recorrentes problemas físicos
- porque tem jogado regularmente no clube onde está colocado (Flamengo).

Para além de Elias, pergunto que outro "dispensável" está nestas condições? Em particular, como já disse várias vezes, preocupa-me o quinteto Onyewu, Boulahrouz, Evaldo, Pranjic, Bojinov: qual deles preenche os requisitos que acima mencionei? Nem um. Difícil colocar estes jogadores...

Pela capa d'A Bola (que tem sido um órgão privilegiado na divulgação da nossa política desportiva) creio que posso ficar descansado - o Sporting vai começar pelo ponto certo. Primeiro precisamos de aliviar a carga, só depois podemos ver com rigor a capacidade do nosso "navio".

Nota também para os jogadores que queremos colocar apenas por incapacidade financeira: Miguel Lopes, Marcos Rojo, Labyad, Adrien, Schaars e Capel. Uma eventual guerra contra os empresários dificultaria as nossas possibilidades de colocar estes jogadores em condições favoráveis para nós. Estes jogadores têm que ser colocados "em bicos de pés" para não correr o risco da (excessiva) desvalorização dos respetivos passes.

Noto, porém, que essa guerra, na realidade, não existe... Recordam-se de ter escrito aqui que me parecia que as palavras contra os empresários tinham, na realidade, destinatários muito concretos? Pois este fds ajudou a clarificar algo de que já desconfiava: eram palavras dirigidas a um só empresário, Pini Zahavi, que pelos vistos, entre seniores, equipa B e juniores, é agente de 14 jogadores do Sporting. Repito o que aí escrevi: não percebo a necessidade de hostilizar publicamente este empresário (ou qualquer outro, por sinal). Todavia, prefiro viver com uma mensagem passada com menos acerto do que com uma cruzada utópica contra os empresários em geral.

Nota final para o silêncio quanto a contratações: um bom sinal. Porque estamos a começar pelo sítio certo e/ou porque estamos a trabalhar com discrição.

PS: Um caso especial, que me custa sempre mencionar, é o de Jeffren. Um bom jogador que me parece ter demasiados problemas para a alta competição. Claro que podemos estar perante um Carlos Martins que, de 3 em 3 anos, lá consegue fazer uma época decente. Mas num clube com as nossas atuais dificuldades, é muito complicado viver com esta liability. A prova de que é um bom jogador é que é o único dos que não jogou, passou a vida no estaleiro, etc que parece ter mercado (Liverpool).

PS2 [aditamento]: será que a estratégia de BC na guerra com Zahavi passa por pressionar os jogadores e seus representantes-não-agentes-desportivos a mudar de empresário (eventualmente para outro com quem BC tenha já um acordo para, por exemplo, colocar os jogadores excedentários, "pagando" com passes de jogadores ao invés das malditas comissões)? Se for esta a estratégia, é extremamente arriscada. Mas é a única que me parece fazer algum sentido do ponto de vista comunicacional...