11/03/2013

O jogo ideal

Depois das últimas más exibições para o campeonato, depois do jogo fraquinho contra o Bordéus, depois dos assobios que se ouviram no final do jogo europeu e antes de novo jogo para a Liga Europa, era mesmo um jogo destes que fazia falta ao Benfica! 

O jogo correu da melhor forma, tendo chegado facilmente ao dois zero com dois golos aos trambolhões e sorte à mistura e depois foi só gerir o esforço e marcar mais dois golos pelo meio e outro no final. Óptimo para a motivação, óptimo para a confiança, óptimo para a gestão física, óptimo para os aplausos, óptimo para a diferença de golos.

Neste jogo sobressaiu o que de melhor o Benfica apresenta esta época:
- a classe e eficiência de Garay;
- a omnipresença e clarividência de Matic;
- a raça e leitura de jogo de Enzo;
- os desequilíbrios e técnica de Salvio;
- as deambulações e assistências de Ola John;
- as movimentações e finalizações de Lima.


Agora não se cansem muito em França. Garanto que não vou ficar muito chateado se forem eliminados. Podem dizer que não sou um verdadeiro benfiquista por não pensar em grande, ou que está em causa o prestígio europeu (não acho, isso apenas acontece na Champions ou a partir das meias-finais) ou que estou a ser condescendente porque em Inglaterra jogam mais jogos e não se cansam. Recordo-me bem como terminámos o campeonato na época do título e como tivemos quebras impressionantes de rendimento nesta fase do campeonato nas restantes épocas. Por isso, não se cansem muito que preocupo-me a sério é com o jogo em Guimarães. Se me oferecessem já uma vitória contra os vimaranenses em troca de uma eliminação da Liga Europa, podem crer que aceitava já. Depois de uma deslocação europeia, contra um adversário especialmente motivado em jogar contra o Benfica, num campo tradicionalmente complicado, com um Jesus que teima em jogar com dois avançados, os receios são grandes.

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