25/02/2013

Seguro e económico

Depois de um desgastante jogo da Liga Europa, jogar com o 3º classificado da Liga não se perspectivava tarefa fácil. No entanto, os vários avisos e mensagens de Jorge Jesus surtiram efeito e a equipa levou o jogo muito a sério. Sem carregar muito, o Benfica chegou cedo ao golo numa excelente jogada, marcando logo na primeira oportunidade. A partir daqui, a primeira parte foi tudo menos empolgante. Estando já a vencer, a equipa preocupou-se sobretudo em anular os pontos fortes do adversário e, por outro lado, este também não se mostrava disposto em arriscar muito. Desta forma, quase nada se passou no resto da primeira parte e só há a destacar a grande oportunidade de Cardozo que picou para o poste.

Como a segunda parte também começou da melhor forma, com o golo de Cardozo após o cabeceamento de Luisão num canto, o jogo ficou praticamente resolvido e só me recordo de um lance em que o P. Ferreira causou sério perigo. Quando o sistema táctico foi alterado com a entrada de Aimar, começou, para mim, a melhor parte do jogo. Não tanto pela entrada do argentino mas pelas constantes trocas de bolas que mais um elemento no meio-campo permitiu. Com Gaitán, Aimar, Carlos Martins, Matic, Salvio e Lima a jogarem em simultâneo, a mobilidade e capacidade técnica que detêm obviamente que se traduz num futebol mais apoiado e de passe curto. Foi a melhor fase do jogo e pareceu-me que tinha voltado a vontade dos jogadores se divertirem a jogar futebol (facilitada pela tranquilidade do terceiro golo de Lima que o árbitro não assinalou mas que Salvio confirmou) e quando tal acontece, é mais fácil enganar os músculos cansados.


Destaques:
- o facto de não conseguir eleger um melhor em campo, traduz que esta noite foi mesmo o colectivo a funcionar;
- Carlos Martins com uma boa segunda parte (apenas uma perda de bola que deu a tal situação de perigo do P. Ferreira), pode ser que tenha aqui o incentivo para voltar a ser um jogador importante na equipa;
- Luisinho foi incrivelmente mau.

Para o próximo jogo, se eu fosse treinador, dos mais utilizados apenas jogaria Luisão e Gaitán. Não se pode desperdiçar energias nesta fase do campeonato por força de uma Taça da Liga. De resto seria algo como Paulo Lopes, André Almeida, Jardel, Luisinho, André Gomes, Carlos Martins e Aimar, Urreta, e Rodrigo.  

Sem comentários:

Enviar um comentário