22/01/2013

Meio campo a 3

Foi claramente o que mais gostei no jogo contra a Académica. É verdade que o Benfica marcou mais golos durante a primeira parte a jogar com Lima e Cardozo na frente e que o entrosamento entre os dois foi realmente bastante bom. Só que, para mim, esta solução fica bastante abaixo da alternativa que Jesus apresentou durante a segunda parte. Apesar de já por muitas vezes ter escrito sobre a minha preferência de ver um meio campo mais povoado ou, se preferirem, de abdicar de um esquema com dois avançados, penso que o jogo com a Académica foi a melhor prova desta minha convicção.


A primeira parte foi boa mas fiquei com a sensação de que o Benfica causava perigo sobretudo pelos lançamentos para os avançados que, ou se assistiam mutuamente, ou lançavam os extremos. Uma fase em que o Benfica vivia principalmente dos arranques em velocidade, estando Matic e Enzo demasiado longe da grande área adversária, com este último a andar durante muito tempo desaparecido. É certo que a vantagem conseguida desde muito cedo pode ter contribuído para este cenário mas não se viu muito futebol apoiado.

Na segunda parte, com a entrada de Carlos Martins, foi muito diferente. O Benfica aumentou exponencialmente a troca de bola e a segurança no passe, correu muito menos e não foi por isso que causou menos perigo. Tivesse Lima continuado em campo e os golos seriam certamente mais alguns. Com este sistema, Enzo sobressai bastante mais e aparece muitas vezes em situações de finalização ou de último passe, assim como Matic. Por outro lado, a capacidade para recuperar a bola também aumenta. Mesmo com a noção que há demasiados avançados e em qualidade para este sistema, deveria ser esta a solução para os jogos de maior dificuldade. E se saírem os jogadores de que se fala para o meio campo, contrate-se mais um jogador para o meio campo e não outro 10 para jogar junto do ponta de lança. Era o que bastava para acreditar com maior convicção nas hipóteses do Benfica vencer este campeonato. Se não for assim, mantenho as minhas dúvidas para jogos de maior dificuldade como o próximo em Braga, deslocações à Madeira, Guimarães e Porto, não esquecendo também a Liga Europa.


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