18/01/2013

E agora... o que interessa!


Antes de mais: desculem lá repetir a foto da Barbara Palvin (e da capa do Record) mas só estou a conseguir carregar fotos que já estavam disponíveis no blog. Mas as promessas são para cumprir e creio não haver dúvidas quanto às qualidades da Barbara. De qualquer forma, se quiserem mesmo saber, a menina que tinha em mente, para homenagear a bela joga do Labyad, chama-se Emmanuelle Chriqui, uma marroquina que vale a pena pesquisar...

Passando ao que interessa, creio ser indiscutível que o Sporting fez, em Olhão, o melhor jogo da época. E, ainda assim, não foi um grande jogo, foi um jogo... normal. Um jogo como tantos outros que o Sporting ganhou antes destes 3 anos (e mesmo alguns dos das últimas épocas) a adversários com a qualidade do Olhanense.

Gostaria muito de contrariar a tentação de me precipitar, mas não consigo... Na última vitória para o campeonato (contra o Braga), disse que Vercauteren tinha incutido alguma organização à equipa em poucos dias. Afinal, parecia ser apenas o efeito do chicote, porque o belga ao longo do tempo demonstrou nunca conseguir organizar a equipa coletivamente.

Mas, mesmo correndo o risco de me precipitar, diria que Jesualdo já deu à equipa um cheirinho a coletivo. Essencialmente por 3 motivos:
- porque colocou os jogadores na posição certa (casos mais evidentes os de Adrien e Labyad);
- porque aproximou o meio-campo do ataque;
- porque melhorou a construção do jogo: fez descer Rinaudo na construção para não obrigar ao passe direto (ainda assim, o argentino continua a ser dos jogadores mais enervantes na atual equipa do Sporting... aquele passe para Patrício na primeira parte deu-me cabo do juízo!) e avançou os laterais para receberem a bola dos centrais, posicionando a equipa, apenas com isso, vários metros mais à frente.

Isto, diga-se o que se disser, e mesmo correndo o risco de ser acusado de me estar a precipitar novamente, parece-me claramente papel do treinador. Pode, novamente, ser apenas o efeito do chicote. Mas no jogo com o Braga eu tinha apontado aqui alguns temas de organização coletiva que estavam por resolver e que não se resolveram. Os três aspetos que apontei não são meros ajustes, são temas de organização coletiva absolutamente fundamentais. E parece-me que Jesualdo está a trabalhar nisso.

Já agora, o melhor pelo Sporting foi Labyad (que não acredito que esteja de saída para o Porto), mas gostei de ver o Miguel Lopes (boa estreia) e o Adrien. Estive quase a escrever "gostei de ver o Adrien a mostrar ao Elias o que é um 8", mas convenhamos que, se calhar, com outros treinadores, Elias seria outro jogador... Agora só o saberemos se no final do seu empréstimo ao Flamengo (com o qual concordo, como já disse aqui) ele voltar. Veremos.

Algumas notas finais sobre este período de Janeiro:
- percebo as dificuldades de tesouraria, mas eu diria que Insua é um dos (poucos) intransferíveis do Sporting. Acrescentaria a esta lista Carrillo e Wolfswinkel, um porque acho que o venderíamos em baixa (vai valer muito mais) e o outro porque não temos capacidade para contratar ninguém melhor, nomeadamente neste momento. Mesmo Patrício, pelo valor certo, é transferível, porque o Boeck é um bom GR. Mas Insua, nunca. Se Insua sair, esta direção dá mais um enorme desgosto aos adeptos que, nesta fase, tanto precisam de acalmar para ver se acaba a guerra civil em que nos encontramos. E, pessoalmente o digo, é mais uma machadada nas suas aspirações a sobreviver à AG... diga-se o que se disser, a gestão do plantel profissional conta, e muito, para a imagem de uma direção. Janeiro começou mal e temo que possa acabar pior. Mas vamos aguardar.
- já quanto ao Liedson, a direção é presa por ter cão ou por não ter... está nesta fase, também por culpa própria, e dificilmente consegue sair dela. Mas é mesmo assim: quem só critica por criticar, diria que Liedson devia ter vindo porque é um símbolo do clube; mas também diria, se ele viesse, que tem 35 anos, um passado complicado e um salário alto demais para suplente. Quanto a mim, só sabendo as condições salariais exigidas é que me poderia pronunciar. Se forem os tais 75.000/mês de que se fala, não podemos, ponto final. Que fique claro, no entanto, que me entristece profundamente ver Liedson no Porto. Porque foi um dos nossos poucos ídolos nos últimos anos e porque tenho em casa uma camisola dele, autografada pelo próprio, oferecida pelo meu pai. Sinceramente, com Liedson no Porto, não vou ser capaz de a usar mais. E provavelmente vou doá-la. Mas é a vida...
- a contratação de Ghilas não me parece de todo desprovida de sentido. Vem, aliás, ao encontro do que aqui venho defendendo: há soluções e alternativas que, por vezes, estão mesmo à nossa frente. Lembremo-nos sempre dos casos de Isaías, Vítor Paneira, Drulovic, Marco Aurélio, Zahovic e, mais recentemente, Fábio Coentrão, Maicon ou Lima (este uma contratação em que pouco acreditei mas que relegou o promissor Rodrigo para o banco, sendo hoje um avançado titularíssimo e a jogar muito). Não temos condições para outros vôos? Muito bem, arrisquemos nos que estão a jogar na nossa Liga;
- Ventura só se percebe se sair Boeck. Ainda assim, tenho dúvidas sobre um GR que não se conseguiu afirmar no Olhanense (pese embora a indiscutível qualidade de Fabiano, hoje no Porto)... Vamos aguardar.

E hoje o (excelente) Vitória, demonstração clara de que é possível gerir um clube de futebol sem entrar em loucuras, vem a Alvalade, moralizadíssimo. Mas vem para perder. Pelo menos assim o espero...

4 comentários:

  1. Meu... nem sabes contra quem é que vocês jogam!!!!

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  2. Pois é, hoje é o Beira-Mar!! Sabes que isto de andar na luta no meio da tabela leva a que um gajo os confunda a todos...

    Abraço

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  3. Boa noite, bem, o que interessa são os 3 pontos!

    Concordo com o que referiste em relação ao jogo, fizemos um bom jogo, obviamente dentro daquilo que temos vindo a fazer nos últimos tempos, inclusive, penso que já falámos sobre isto, mas ao contrario do que muita gente pensa e diz, o Sporting tem boas individualidades e que o problema é mais psicologico do que outra coisa. Para não me alargar muito e visto que é dia de jogo e pretendo entrar em estágio, estou curioso... a dúvida reside na estabilidade e capacidade de melhorar. No que toca a transferencias prefiro comentar em um outro dia mas penso que fizemos um mau negocio com o Porto e tenho dúvidas se o Miguel Lopes não vem ganhar mais que o Izmailov.
    Até logo.

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  4. Miguel,
    Acredito sinceramente que o negócio não se faria se o Miguel Lopes viesse ganhar mais. Em todos os negócios feitos/falados até agora - com exceção do Insua - a prioridade não foi a receita mas a redução dos custo na tesouraria. Ou seja, como ando a dizer há muito tempo, o grande problema do Sporting não são as contratações, é a capacidade para pagar salários. Hoje em dia, tens dezenas de soluções para contratar jogadores (entre fundos, investidores particulares, parcerias, empréstimos, acordos-satélite, etc.) mas para pagar salários dependes das tuas receitas ou de terceiros que te emprestam o dinheiro. O Sporting não consegue viver assim e ser competitivo, é impossível. E os outros só o conseguem graças a receitas extraordinárias (Champions e transferências) - o que significa que (i) desportivamente estão melhor mas têm o mesmo problema crónico de tesouraria e (ii) quando a bola bater no poste muitas vezes, vai ser um sarilho dos diabos...
    Já lanço o posto do jogo do Beira-Mar (que não vi) com atualização quanto a transferências.
    Abraço

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