16/01/2013

Congresso do Sporting - só mais este, desculpem lá

Os meus colegas de blog vão-me desculpar, mas afinal vou mesmo ter que usar este espaço para falar do Congresso Leonino. Não para defender o Congresso ou o que quer que seja no meio da guerra civil em que nos encontramos, mas para por alguma verdade nas coisas que têm sido ditas por aí. É que ontem não me tinha apercebido de que andava por aí a correr que eu e os restantes subscritores somos funcionários remunerados do jornal Sporting, que viemos ocupar o lugar de pessoas com 10 e 20 anos de clube e que fomos convidados para o lugar pelo Rui Paulo Figueiredo. Sim, é o tema mais chato jamais discutido neste blog. Mas desta vez prometo mesmo que fica por aqui!

A primeira reação foi a de ignorar. Simplesmente porque é um disparate de tal ordem que nem valeria a pena comentar. E as pessoas que me interessam - os meus familiares e amigos - sabem que isso é uma deslavada mentira. Mas depois lembrei-me de todos aqueles que me acompanham aqui, neste blog. Muitos desses, como fui dizendo, conhecem-me e sabem perfeitamente que tudo não passa de um disparate. Mas há outros que simpaticamente me vão lendo e podem ficar a pensar "mas afinal este gajo é funcionário do Sporting?". Por isso, e só por isso, escolhi este fórum para o que vou dizer de seguida. E só o farei aqui. Não como resposta a ninguém, mas apenas por respeito àqueles que vão tendo a paciência de ler os meus bitaites futeboleiros (e não só).

Claro que isto acontece no atual ambiente do Sporting, em que um gajo diz a outro "eh pá, ouvi dizer que o Godinho tem um caso com a Naide Gomes" e o ouvinte, em vez de se rir, publica no facebook antecedido de algo como "chega disto, quando é que corremos com a corja?". Ou o inverso: "ouvi dizer que o Eduardo Barroso tem um cão que mijou propositadamente à porta da casa do Godinho" e logo aí alguém pega naquilo para dizer "isto é indecoroso, membros da MAG para a rua".

Enfim, é o que é. E estamos todos - sportinguistas - mergulhados nisto. Ninguém está fora. Também por isso, e só para os que teimam em dar-me atenção, queria esclarecer os seguintes pontos:

1. A ideia de um congresso vem de há muito tempo. E acho que posso afirmar que fui uma das pessoas que deu a ideia (inicial) para o Congresso de 2009. Já na altura entendia, como entendo agora, que o Sporting podia estar a dar passos que, se discutidos entre os sportinguistas, podiam pelo menos ser ponderados e objeto de alguma reflexão. Quando foi organizado o Congresso de 2009, recolhi assinaturas de outros sócios de forma a ter capacidade para ser delegado. Por motivos profissionais, já depois de ter as assinaturas, não pude estar presente. Mas adiante.

2. A ideia voltou a surgir no ano passado através de um dos subscritores, o Pedro Fajardo. Concordei. Essencialmente porque entendo que o futuro do Sporting, face às atuais circunstâncias, depende pouco de estar lá Godinho Lopes, Bruno de Carvalho, Dias Ferreira, Pedro Baltazar ou Abrantes Mendes. Ou melhor, e muito resumidamente: até pode ser que haja muitas alternativas a Godinho Lopes que ano após ano consigam manter um rendimento desportivo no futebol muitíssimo bom face às nossas circunstâncias. Mas este "muitíssimo bom", com as nossas limitações, e face ao atual poderio dos rivais, muito provavelmente conduziria a uma sucessão de terceiros lugares, que não é o que eu quero. Por isso pensei: e que tal discutir se temos condições para, no médio prazo, nos reencontrarmos enquanto clube, perceber o que somos e o que queremos? Quem me acompanha aqui sabe que tenho dito que ao Sporting falta (i) ideia de clube, (ii) estratégia e (iii) definir um rumo para seguir essa estratégia. Andaria mais ou menos por aqui a discussão...

3. Fizemos contatos para explorar a ideia e pedimos ao PMAG que fossem dados passos no sentido da marcação do Congresso. Mas não fizemos apenas isso: fizemos inúmeros contatos com sportinguistas, dos mais "notáveis" aos mais "anónimos":
a) contatámos, naturalmente, membros da direção.
b) contatámos, também, membros de outros órgãos sociais.
c) contatámos cada um dos cabeças-de-lista das últimas eleições.
d) contatámos pessoas ligadas à organização do Congresso de 2009.
e) contatámos diversos sportinguistas do resto do país para que o fenómeno não fosse apenas entendido como uma ideia dos sócios de Lisboa.
f) por fim, fomos recebidos pelo presidente.

4. De seguida, surgem os comentários, que deixo à liberdade de cada um (chamem-me o que quiserem, estou-me borrifando nisso), mas surge ainda a tal informação de que somos todos funcionários do Sporting. Quanto a isto, tenho quatro sérios problemas:

(i) tenho um sério problema para resolver comigo próprio - é que sempre pensei que era advogado e afinal sou funcionário do Sporting;

(ii) em segundo lugar, tenho um sério problema a resolver com Godinho Lopes - é que apesar de eu não o saber, parece que sou funcionário do Sporting. E se assim é, caro presidente, estou com salários em atraso desde Agosto (ou já era funcionário antes disso? fica a dúvida, que não consigo esclarecer porque nem sabia que era funcionário...)

(iii) o terceiro: tenho um sério problema a resolver com o Pedro Cabral - o tipo é funcionário do Sporting e nunca mo disse. A não ser que... espera, Pedro!, és tu quem está debaixo do fato do Jubas? Acreditas que até hoje pensava que aquilo era um leão de verdade, domado pelo Vitor Hugo Cardinali???;

(iv) por fim, tenho um sério problema a resolver com Rui Paulo Figueiredo - é que este senhor será, pelos vistos, uma pessoa desprovida dos mais elementares princípios de boa educação: não é que, no dia em que almocei com Bruno de Carvalho (e ele poderia confirmar esta história se não tivesse muito mais que fazer...), o dito senhor entrou pelo restaurante e cumprimentou o Bruno mas a mim nem me falou? Um tipo que ele contratou com o fito de... ahm... de... ahm... de fazer com que certas e determinadas situações ocorram de forma a que isto seja assim e assado e ele nem diz nada? E para o lugar daquele senhor que lá estava há 20 anos, aquele, o ...ahm... como é que ele se chama? Aquele que eu fui substituir, pá, o que tinha 20 anos de casa, eh pá... Ah, aquele que foi e depois saíu porque... pois, esse.

Enfim, desculpem lá este momento ridículo, mas só sendo ridículo é que se percebe o ridículo (e, se for o caso, só assim os ridículos nos percebem). No próximo falo sobre o Jesualdo, o Olhanense e o Labyad. Ah, claro, e sobre mulheres bonitas. Muito mais interessante do que falar sobre gajos burros (e, provavelmente, feios).

Miguel Menezes da Silva (aka Koba)

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