03/01/2013

Algumas notas adicionais ao post de ontem

Quando andamos a discutir se a alternativa a Wolfswinkel deve ser Rubio ou Betinho; quando andamos a discutir quais os centrais da B que devem subir ao lugar de Boulahrouz; quando discutimos se Elias deve ser substituído por Adrien ou João Mário; quando Miguel Lopes (aparentemente) prefere ir para o Bétis a vir para Alvalade (ou para a Luz, mas isso por motivos relacionados com falta de garantias de tempo de jogo); quando se cogita a contratação de um central que o Vitória de Guimarães acaba de dispensar (ainda que por motivos de tesouraria)... isto é um sinal de duas coisas:

- finalmente há algum realismo em Alvalade, infelizmente motivado pelos piores motivos;

- houve alguém que sinceramente acreditou que as contratações feitas nestes dois anos faziam parte de uma estratégia de risco que nos podia levar ao título. Nem eu, com todo o otimismo demonstrado nos meus posts, fui tão longe: sempre achei que para sermos campeões os outros dois tinham que estar abaixo do esperado. Nem isso chegaria, vê-se agora...

PS: à margem de tudo isto, preocupa-me que o Sporting se possa lançar para novo processo eleitoral em que voltemos a discutir o acessório e deixemos de lado o essencial. Pode ser que as candidaturas me surpreendam e consigam discutir o que verdadeiramente interessa neste momento: onde queremos o Sporting, qual a estratégia desportiva, qual o caminho que vamos seguir. Isto parece esotérico mas não é: capital nas mãos de terceiros, sim ou não? perda de maioria, sim ou não? qual o valor necessário para um investimento de um terceiro? adequação das despesas às receitas com margem mínima de risco (com as inerentes implicações ao nível desportivo), sim ou não? política desportiva baseada na formação, sim ou não? aliança com "grande" europeu, sim ou não? modalidades semi-profissionais, sim ou não? etc., etc., etc. Se nao se discutir nada disto (ou se isto for motivo de discussão sem que sejam apresentadas propostas concretas de entre as quais eu possa escolher uma), não contem comigo: abstenho-me ou voto em branco.

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