12/11/2012

Vitória da defesa

Apesar da jogada não ter contado pelo facto da bola ter ultrapassado a linha, este jogo fica marcado por aquela defesa impossível de Artur. Dá para perceber que é daqueles guarda-redes que valem pontos. O Benfica passou o teste contra o Rio Ave, cumpriu o objectivo mas foi muito sofrido. E a razão principal de tanto sofrimento foi o meio-campo fantasma. Uma vitória garantida pelos homens que mais defendem (Matic, Jardel, Garay e Artur) e pela boa forma de Lima.

As dificuldades são imensas. Para além das lacunas já conhecidas ainda se somam castigos recentes e, neste jogo, mais uma lesão (Enzo Pérez) numa zona que tinha já um défice similar ao português e que acabou assim por chegar ao nível da Grécia. Assim, muito podemos agradecer aos elementos mais defensivos:
- Artur muito seguro e a dar a calma necessária à defesa;
- Garay simplesmente sublime. Está ao nível mais alto desde que chegou ao Benfica;
- Jardel muito eficaz e ainda fez a assistência para o golo;
- Matic a fazer mais um grande jogo e a ser o bombeiro de serviço que viu o seu trabalho dificultado por um Bruno César que passou ao lado do jogo, tanto a defender como a atacar;


As adaptações nas laterais não funcionaram, Bruno César não existiu, Salvio foi pouco consequente e Ola John alternou boas jogadas com várias perdas de bola. Melgarejo decide mal praticamente todas as jogadas ofensivas e até tem dificuldade em perceber quando se deve desmarcar pelo que acaba quase sempre por cruzar em esforço ou pressionado pelos defesas adversários. Ao não aproveitar devidamente os contra-ataques, o Benfica poderia ter sofrido o golo do empate. João Tomás falhou um cabeceamento que normalmente não perdoa e noutras jogadas o Rio Ave foi igualmente ineficaz.

É claro que com as condicionantes que já referi, depois de um jogo da Champions, a jogar fora e contra uma boa equipa como o Rio Ave, a tarefa não se previa fácil mas acabou por ser daqueles jogos em que, mesmo não convencendo ou sem justificar plenamente a vitória, ela acabou por sorrir. Num campeonato, este tipo de jogos em que não se joga bem, existem sempre pelo que conseguir ganhá-los revela-se de grande importância. Olhando apenas para campeonato, é fundamental que a equipa volte a contar com jogadores como Pérez, Carlos Martins e Aimar até à deslocação a Alvalade (prevista para 09 Dezembro) pois até lá apenas temos o Olhanense em casa que implica um nível de exigência que permite responder com soluções de recurso.

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