09/11/2012

Jogador a jogador

Não, não vou fazer uma apreciação jogador a jogador relativamente ao jogo de ontem. O título é "jogador a jogador" porque a reconstrução desta equipa tem que ser feita coletivamente, claro, mas também jogador a jogador. Um por todos, todos por um e... um de cada vez.

Vamos por ora esquecer o detalhe mais importante de todos: a organização coletiva. Vercauteren tem que dar organização a esta equipa, acima de tudo. Ensiná-la a atacar e defender com bola. É isto mesmo: defender com a bola. Como se devem movimentar os jogadores em posse mas, mais importante ainda, como devem estar posicionados os jogadores quando a bola está nossa. Porque um dos nossos grandes problemas é precisamente a perda da bola. Não pela perda em si, mas pela consequência, porque a equipa fica completamente desposicionada.

Mas, como disse, este tema abordarei depois. Vamos ao tal um por um.

Ontem parece-me que "ganhámos" 3 jogadores: Elias, Capel e Gelson. Sim, Gelson, leram bem. Elias e Capel porque fizeram a sua função. Não foram brilhantes mas fizeram o que tinham que fazer e fizeram-no bem. Gelson porque entrou e deu ao meio-campo uma consistência que antes não tinha (mesmo a jogar com menos um). Porque recupera bolas e embora não seja um génio na entrega da bola, na entrega em campo é irrepreensível. Ah! E sabe qual é o sítio dele.

Temos, portanto, 6 jogadores que aparentemente estão em forma, sabem o seu lugar e cumprem com rigor a sua função. Refiro-me aos 3 acima mencionados, mais Patrício, Insua e Wolfswinkel. O primeiro é indiscutível, ainda que ontem, convenhamos, após uma exibição de sonho, tenha sofrido um anormal (nele) golo "à Ricardo". O segundo vai dando um cheirinho do que foi o ano passado. E o terceiro vai cumprindo com a sua função, mesmo com escassas oportunidades e falta de concorrência.

Como dificilmente vamos ter, até ao final da primeira volta, a tal organização coletiva a funcionar em pleno, convirá que estes 6 vão jogando sempre. Quanto aos restantes 5, preocupa-me que 3 deles componham o resto da defesa. Não há muitas opções neste momento devido a lesões, Xandão e Rojo têm que fazer dupla (e párem lá de queimar o argentino que ainda agora chegou, tem 22 anos e um imenso potencial). Na direita, Cedric ou Arias (continuo a dizer que constituiria um upgrade relativamente ao João Pereira, mas a falta de dinâmica e organização coletivas não permitem que eu possa escrever "eu bem dizia"...). Faltam 2. Para mim Carrillo na direita seria indiscutível. O último posto depende da tática de Vercauteren. Em 4x3x3, jogaria Pranjic ou Izmailov, consoante o que esteja disponível. Em 4x4x2 jogaria Labyad a apoiar Wolfswinkel.

E é isto. Falta só dizer que ontem o Genk mereceu o empate pelo que fez após o nosso golo, mas também é verdade que estamos na tal fase em que tudo nos acontece. Não há um rasgo de sorte, não há uma arbitragem que caia para o nosso lado (nem tem que haver, atenção, estou só a dizer que quando alguém leva o 2º amarelo é o nosso jogador e não os outros 3 do Genk que já com amarelo fizeram faltas e não levaram cartão), não há um ressalto sortudo e temos levado golos no fim como já não me lembro de levar (ele foi Marítimo, ele foi Genk fora, ele foi Genk ontem), enfim, a tal lei de Murphy, afinal, não nos larga mesmo.

Eu sei que a sorte se conquista. Mas, por vezes, também cai do céu. Este ano já percebi que ou a conquistamos nós mesmos ou estamos mesmo condenados à pior época da nossa história. Se esperamos por ela, estamos lixados!

Domingo é para ganhar. Desculpem lá, sei que temos estado muito mal, mas ainda somos o Sporting. E se procurarmos mesmo a tal sorte, pode ser que ela desta vez apareça.

1 comentário:

  1. No Domingo o árbitro é o grande (com letras pequenas) Proença! Vamos ter de ser muito mas mesmo muito fortes para ganhar o jogo...

    Cumps

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