05/11/2012

Franky goes to Hollywood



O Franky, que não o Frankie, meteu-se num filme tramado, ao melhor estilo de Hollywood. Não acreditam? Vejam o que foi o Sporting num período de 15 dias em que estive ausente:

1. O filme da Taça ("Elimination")

Primeiro, o Sporting começa logo por perder com o Moreirense para a Taça. Li por aí que fomos infelizes, outros disseram que até tivemos a sorte do jogo e não a soubemos aproveitar. Opiniões tão díspares não me permitem tirar conclusões, mas há uma que me parece óbvia: Oceano sem ganhar na Taça não podia continuar.

2. O filme Duque e Freitas ("Goodbye Lenine")

Depois, demitiram-se Duque e Freitas. Imagino porquê: Godinho exigiu novo treinador, Duque e Freitas não terão concordado. Não faço ideia, logo não posso tirar conclusões. Se foi o que calculo, tenho a dizer que concordo com Godinho Lopes. E também com Duque e Freitas, se eram eles os responsáveis pela "insistência" com Oceano.

Posso também dizer que Duque era a grande esperança dos votantes Godinho (Freitas já tinha tido os seus momentos Buenos, pelo que ninguém antecipava um trajeto imaculado, como é óbvio). E posso especular que, sem Duque, Godinho não teria ganho as eleições. Nunca o saberemos, claro, mas pela diferença de votos parece-me que o sebastianismo de Duque terá sido decisivo.

Logo, o presidente está numa situação muito fragilizada.

Entretanto, desculpem o narcisismo, mas não consigo nunca esquecer-me do que fui escrevendo durante e imediatamente após a saída de Domingos. Para quando o fim da autofagia?

3. O filme da UEFA ("Waterloo")

Uma derrota na Bélgica é sempre marcante. Neste caso, foi talvez a prova que seria necessária para demonstrar que eram precisas novas ideias para aguentar o barco com um mínimo de dignidade. Bastaria um empate para assegurar condições mínimas de apuramento. Nem isso se conseguiu segurar. Muito, muito triste.

4. O filme do campeonato ("Win, Lose or Draw")

No campeonato deste ano, qualquer jogo do Sporting tem sido jogo de tripla. Depois de derrota com Rio Ave, vitória com Gil Vicente e empate com Estoril, novo empate, desta feita com a Académica em casa. Académica essa que está a fazer um campeonato muito fraco e que inclusivamente perdeu nesta jornada em casa com o Estoril... Enfim, a uma equipa em farrapos começa a ser difícil exigir mais. Mas exige-se. Exige-se porque somos o Sporting e não um clube qualquer. Exigiremos sempre. Vivam com isso.

5. O filme de Franky ("Chaos")

Chega Franky Vercauteren, já anunciado antes do jogo da Bélgica. Apesar das condições, certamente complicadas, que Franky vai encontrar em Hollywood, o lema tem mesmo que ser o contrário do sugerido pelo maior êxito da banda 80's uma vez que Franky pode fazer tudo menos relaxar neste momento. Para já, pôs a rapaziada a correr mais, o que é sinal de que, pelos vistos, corriam pouco (Wolfswinkel já o tinha dito no passado, Schaars e Boulahrouz puseram um pouco o dedo na ferida após a saída de Sá Pinto). Ainda assim, perdeu em Setúbal.

Ao Franky é exigido que ponha a equipa a jogar futebol. Uma equipa que estava sem ideias, sem motivação e, pelos vistos, sem pernas. É um trabalho hercúleo que depende não apenas do Franky, mas essencialmente dos jogadores. Se estavam a dar 100%, têm que dar 101% ou mais. É mesmo assim que tem que ser. Quem não gostar, vê da bancada que também tem a sua piada.

Por ora, é essencial ganhar na 5ª para manter a possibilidade de apuramento na Liga Europa (inacreditável que este grupo não esteja controlado quando, por exemplo, o Sporting de Paulo Sérgio controlou facilmente um grupo muito mais complicado do que este, incluindo uma vitória em França sobre o complicadíssimo Lille). E no campeonato começar paulatinamente a construir um percurso de vitórias. Se os razoáveis sinais ontem vistos tiverem dedo do treinador, pode ser que em Janeiro estejamos a jogar bom futebol. Até lá, ganhar os jogos em casa, ganhar os jogos fora, ganhar todos os jogos da UEFA e pontuar onde não seja mesmo possível ganhar.

E agora, bom... nem sei como terminar estes posts. Apenas com uma mensagem de esperança: o Sporting (não quem lá está no momento A ou no momento B) merece que acreditemos sempre, que apoiemos sempre e que estejamos sempre presentes. Eu vou lá estar na 5ª feira e vos garanto que, enquanto durar o jogo, não assobiarei ninguém nem mandarei ninguém sair, ficar ou ir fazer o que quer que seja. Talvez me venha a irritar muito, mas é com este momento que temos que viver. Sempre inconformados, sempre esperançados, sempre com paixão. Não conheço outra forma.

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