29/09/2012

Lima já resolve

A velha história. É cansativo repetir sempre a mesma coisa mas não há como fugir. O teimoso do costume ainda não percebeu que perdeu Javi e Witsel. Jogar apenas com Matic e Pérez no meio campo já é uma decisão, no mínimo, negligente. Fazê-lo a jogar fora, piora ainda mais a opção. Num campo de reduzida dimensão como o da Mata Real em que o contacto físico e os confrontos se multiplicam, então é que já não encontro adjectivos para classificar. Desta forma, futebol bastante fraco durante toda a primeira parte, apenas registando uma boa oportunidade de golo por Lima/Salvio. O resto resume-se a um bom golo do Paços quando parecia que os jogadores do Benfica ainda se estavam a habituar à luminosidade após o corte de energia (o Benfica tem esta estranha tendência para os curto-circuitos...) e a um frango de Cássio.

Na segunda parte o Benfica entrou bastante melhor, mais aguerrido e a pressionar bastante, e empurrou a equipa da casa para o seu meio-campo. Falhando muitos golos nestes últimos 45 minutos, Lima acabou por fazer mais um golo à avançado e deu a vitória ao Benfica. Se na última jornada critiquei Maxi pela sua garra ser inversamente proporcional à prudência com que abordava alguns lances, hoje tenho que salientar a forma como ganhou a bola no segundo golo. Aquela entrega toda tem este tipo de vantagens. Depois acabámos por quase pagar demasiado caro, perto do final do jogo, tanta ineficácia na frente.


Principais notas de destaque:
- Rodrigo continua a apresentar muitas dificuldades em voltar aos momentos de fulgor que chegou a registar na época passada;
- Melgarejo continua com exibições ainda mais tristes do que o semblante que caracteriza o jogador. Já era tempo de dar uma oportunidade a Luizinho;
- Nolito ficou limitado à exibição cinzenta da equipa na primeira parte;
- Enzo continua a registar um elevado nível de competitividade. No entanto está longe de ser um jogador tão vertical no passe como Carlos Martins;
- Matic teima em não apresentar um nível exibicional que se aproxime do que fez contra o Chelsea;
- Mesmo que preferisse ver um meio-campo com Matic, Enzo e Carlos Martins, tenho dúvidas que este trio seja forte o suficiente para os jogos mais competitivos;
- Artur mantém a segurança e tranquilidade da época passada;
- Salvio continua endiabrado. A jogar tantos minutos e sempre em alta rotação, espero que as baterias não se esgotem em Fevereiro/Março;
- Com três golos nos últimos dois jogos e apesar de outros falhados neste jogo, Lima é o destaque positivo desta fase.


Em resumo, esta equipa ainda não convence ninguém. O que vi depois da entrada do André Almeida, leva-me a crer que com a inclusão de um jogador da equipa B, o meio-campo poderá melhorar e, pelo menos, ser suficiente para fazer frente à maior parte das equipas deste campeonato. No entanto, o Benfica precisa desesperadamente de reforçar o meio campo e solucionar o problema do lado esquerdo da defesa. Apesar de raramente Janeiro ser proveitoso em bons reforços, penso que só assim e minimizando os prejuízos até lá, será possível sonhar com a conquista do campeonato.



28/09/2012

Aterrando vindo de Marte...

O Sporting é o clube português que mais se presta à palhaçada. Na comparação com todos os outros, menos um deles, "ganha" pelo simples motivo de que vende muito mais. Particularizando a comparação com o Porto, além de vender mais, "ganha" pelo facto de o Porto ser um clube muito bem fechado e onde a democracia não é uma necessidade. E na comparação com o Benfica, "ganha" porque , segundo parece, o Benfica (ou, pelo menos, este Benfica) só vende o que é bom. Pelo menos para a imprensa nacional...

Mas já lá vamos. Por ora, vamos reter-nos num pensamento: de entre os denominados 3 grandes, o Sporting é aquele que tem sempre um buraco de agulha por onde se pode entrar. O problema é que a imprensa insiste em fazer passar por esse buraco de agulha... um poste de eletricidade. E o Sporting, diga-se em abono da verdade, muitas vezes deixa passar.

Durante esta semana, praticamente não se falou de outra coisa que não as Assembleias do Sporting. A da SAD, a realizar hoje, e a do clube, a realizar no Domingo. Mais a reunião do Conselho Leonino de 4ª feira. Que Godinho está frágil, que o Conselho ia trazer Sá Pinto à baila, que a SAD isto, que o clube aquilo. Esquecendo por ora a SAD, vejamos resumidamente a ordem de trabalhos da assembleia do Sporting marcada para Domingo:

Ponto Um: Contas do exercício anterior.
Ponto Dois: Designação de “Pavilhão João Rocha”ao pavilhão multidesportivo.
Ponto Três: Cooptação de vice-presidentes da direção.
Ponto Quatro: Designação de “Centro de Alto Rendimento Mário Moniz Pereira” ao Centro de
Alto Rendimento de Atletismo a construir em Odivelas.
Ponto Cinco: Permuta de direitos de superfície.
Ponto Seis: Comissão de Acompanhamento da parceria com a CM Odivelas.

Polémico, aqui, poderia ser o tema dos direitos de superfície. O resto é relativamente pacífico. As contas são o que são. Aceito que quem discorda da gestão vote contra, mas é uma manifestação meramente política. Quando se aprovam ou rejeitam contas, está em causa a veracidade das mesmas e não a qualidade da gestão que conduziu ao seu conteúdo. Mas OK, não só tenho que aceitar que se vote contra como tenho também que aceitar que as atuais circunstâncias possam conduzir a contestação no âmbito da AG. O que aconteceria mesmo que fôssemos discutir se efetivamente o penteado do Pranjic faz ou não lembrar o do Paulo Bento.

No entanto, estranho que só se tenha falado disto durante esta semana. Os outros assuntos foram todos para segundo plano, mesmo o Xistra e a maravilhosa confissão do presidente da APAF sobre a reunião entre o Papa e o presidente da arbitragem. Com responsabilidade nossa, claro, que o permitimos. A nossa diretora de comunicação terá outros afazeres mais importantes (ou pelo menos mais prazenteiros) do que relembrar que esta semana, um Benfica em polvorosa ia também aprovar (pelos vistos, só ia tentar aprovar) as suas contas. Ou relembrar que, se calhar, não é muito normal (ou será que é?) um clube pedir ao presidente da arbitragem que não nomeie o Duarte Gomes e o Bruno Paixão.

E quanto à expressão "em polvorosa" baseia-se na parca leitura que vou fazendo, esporadicamente, de alguns blogs benfiquistas. E não me refiro aos loucos fanáticos, fenómeno transversal a qualquer clube (daqueles que diziam que o Escalona seria o próximo Maldini e que o Gil Baiano tinha tudo para tirar o lugar ao Cafú)... Refiro-me a blogs de qualidade como o Eterno Benfica, o Mágico SLB ou o Ontem vi-te no Estádio da Luz, cuja leitura é mais do que suficiente para perceber que o estado de alma dos adeptos não é de unânime apoio a Vieira, antes pelo contrário.

Quem aterrasse agora de Marte dir-me-ia uma de duas coisas (já traduzi do marciano para vos facilitar o trabalho):

(i) "eh pá, os adeptos do Benfica não estão assim tão insatisfeitos, notícias más não vendem". Não é verdade. Os adeptos do Benfica estão muito insatisfeitos. Discutir se os do Sporting estão mais ou menos satisfeitos é o mesmo que discutir se após uma noite de copos um gajo preferia acordar ao lado da Fanny ou da Teresa Guilherme.

(ii) "eh pá (sim, os marcianos usam bastante o "pá"), o Sporting vende mais do que o Benfica". Também não é verdade. O Benfica tem mais adeptos do que o Sporting, não me custa reconhecer. E vende mais, estando mal ou estando bem.

O que eu teria que explicar aos marcianos é que de duas, uma: ou o Gabriel é muito mais eficaz do que a Irene (refiro-me à eficácia perante a imprensa, não tenham pensamentos javardos...), o que não me custa muito acreditar; ou os jornalistas em Portugal não querem publicar nada que cause instabilidade ao Benfica, o que também não me custa muito acreditar.

No primeiro caso, estamos perante um bom trabalho de assessoria de imprensa; no segundo, perante um péssimo jornalismo. Qual será a verdade?

25/09/2012

Tudo por tudo


Sá Pinto ontem arriscou tudo.

Eu não vi a primeira parte, mas recordo que, a seguir ao Basileia, tinha dito isto:

"Se queremos arriscar algo no próximo jogo, podemos ainda fazer regressar Insua, avançar Pranjic, descansar Elias, colocar Izmailov no centro direita no apoio a Carrillo e Cedric. Num 11 com o quarteto do costume mas Insua em vez de Elias, e num meio-campo com Gelson, Izmailov e Pranjic, mais Labyad e Carrillo, acho que temos boas possibilidades de avançar o jogo uns 10/15 metros."

Sá Pinto foi ainda mais além: lançou Rinaudo no lugar de Gelson e Viola no de Carrillo (aproximando-o de Wolfswinkel). Manteve Capel em vez de Labyad. Entrou - dizem - com Pranjic mais à esquerda e Capel mais à direita, só com Rinaudo e Izmailov no meio. Arriscou bem mais do que o adepto de bancada pedia (eu incluído).

Pelo que me dizem - repito que não pude ver a primeira parte - o Sporting entrou muito bem e desta vez - desta vez... - foi efetivamente infeliz. Quanto à segunda parte, já não via um tudo por tudo assim há muitos anos. Poderia ter corrido muito mal, mas o Sporting ainda é o Sporting. O princípio de Murphy passa, agora, para outro. Espero que definitivamente.

Não sei se dá para manter este esquema. Mas Sá Pinto teve a versatilidade de, conjunturalmente, mudar o sistema em que acredita. Era o que se lhe pedia. Teve essa humildade e eu, que nunca fui um entusiasta, reconheço-lhe isso.

Continuo a achar, e parece-me que o próprio Sá Pinto o admitiu ontem na (excelente*) conferência de imprensa após o jogo, que o melhor sistema base para este Sporting é um 4x3x3 com meio campo em 1-2 e extremos mais aproximados do avançado (desta parte ele não falou, é totalmente minha).

Do "6" ao "10" seria algo como isto: Rinaudo, Izmailov, Pranjic, Carrillo, Labyad (Viola no próximo jogo, uma vez que Labyad ontem foi muito bem expulso ao abrigo de uma nova regra do futebol português: amarelo a quem empurra e a quem é empurrado; estarei atento ao critério daqui para a frente). Na frente, Wolfswinkel. O tal que "não vale nada" mas deu 2 dos 3 golos da equipa no campeonato, 4 dos 9 no total e 3 dos 5 pontos que temos.

Nota final: não retiro uma vírgula ao que disse sobre Gelson, mas estando Rinaudo em condições físicas, é evidente que é ele o titular. Porque dá o que Gelson dá e acrescenta qualidade de passe. Temo é que não possa jogar sempre. E, não podendo, prefiro jogar com Gelson sozinho, libertando Pranjic/Izmailov/mesmo Schaars ou Elias para outras missões, mais ofensivas.

E venha o Estoril para mais uma vitória do Sporting.

* - Quero ver o que vão dizer os que tanto criticaram as anteriores conferências de imprensa de Sá Pinto. Ontem esteve 15/20 minutos a discutir táticas com os jornalistas. A falar de futebol. Claro que já não tem tanta graça e já não vende tanto. Mas enquanto os outros só falam do "caráter", do "brio", da "entrega" e o diabo a quatro, este, pelo menos, fala de futebol. Fico a aguardar (sentado) pela coerência do jornalismo indígena.

23/09/2012

Os apitos do costume

É difícil escrever o comentário do jogo entre a Académica e o Benfica quando o resultado é, uma vez mais, decidido por uma equipa de arbitragem e não pelo que se passou em campo. É um filme repetido por demasiadas vezes, sempre que o Benfica está a lutar ombro a ombro com o Porto e que, invariavelmente, dá sempre mais jeito na fase inicial dos campeonatos. Na medida do possível, vamos à análise.

O Benfica entrou bastante bem nesta partida e apenas a ineficácia gritante dos homens da frente misturada com algum azar, impediram que aos 15 minutos o Benfica já tivesse resolvido o jogo a seu favor. Enzo Pérez estava em grande destaque, a definir as jogadas de ataque e a cumprir o seu papel defensivo. A forma como o argentino distribuía o jogo e a clarividência com que muitas vezes fazia primeiro o drible, provocando enormes desequilíbrios, para depois então soltar a bola, era realmente de assinalar. Por outro lado, Salvio estava imparável e fazia o que queria da defesa da Briosa. Depois surgiu a grande penalidade para a Académica. Mal assinalada pois a falta é fora da área mas não posso deixar de criticar a forma imprudente como Maxi aborda a jogada. A garra do uruguaio é inquestionável mas já tem experiência suficiente para evitar estes lances.

O Benfica foi atrás do empate mas Cardozo continuou a ser tremendamente ineficaz. O lado esquerdo da equipa, simplesmente não funcionava. Bruno César não constrói nem desequilibra, apenas tendo o mérito de ter realizado dois bons cruzamentos. Melgarejo é mesmo um problema. Não teve dificuldades em defender neste jogo mas estranho como não consegue acelerar o jogo vindo de trás com a bola controlada, nem quando jogava contra menos um jogador. Apenas quando recebe a bola já na frente é que consegue dar algum apoio ao ataque. 

Na segunda parte, Salvio inventou o golo do empate e, contra uma Académica reduzida a 10, era uma questão de tempo para o Benfica dar a volta ao resultado. Só que, com estas arbitragens, há sempre surpresas à espreita. Mais um penalty mal assinalado mas, desta vez, de forma escandalosa. Sendo assim, lá teve o Benfica que ir de novo atrás do empate só que teimava em não largar a ineficácia que vinha a registar. Até que Lima fez um grande golo e o 2-2 final. Se Carlos Martins já estava em condições, devia ter entrado ao invés de um Aimar completamente fora de forma, até porque o seu poder de tiro poderia ser uma boa solução.


É óbvio que o Benfica tem que potenciar o impacto mediático da prestação de Xistra para pressionar ao máximo as próximas arbitragens e evitar que volte a ser prejudicado nos seus jogos. Olhando para o que se passou em Coimbra com o máximo de racionalidade que a revolta que sinto permite, não consigo dizer que Xistra apenas fez o que lhe foi encomendado. Se fosse para prejudicar, mesmo assim acho que era menos escandaloso não assinalar o penalty do Benfica e evitar a expulsão do jogador da Académica. Só que no final das contas, mais uma vez, o Benfica é empurrado, tal como aconteceu na época passada. Num jogo que o Benfica fez mais do que suficiente para ganhar por larga margem. Apenas uma ideia: da próxima vez que Luís Filipe Vieira pensar numa medida para pressionar o futebol português, evite o apelo para que os adeptos benfiquistas não apoiem a sua equipa no campo dos adversários. O apoio deve ser sempre total e o máximo possível. Ele que ataque, como António Oliveira fez questão de frisar, quem decide tudo que se passa no futebol português. Ele que ataque quem não se importa minimamente com os jogos em que o Benfica é prejudicado e de ver o Porto repetidamente a ser campeão. Se quiser fazer um apelo onde dói mais ao sistema, peça a todos os benfiquistas para, como aviso, cancelarem a Sport Tv durante um mês.Sem jogos vendidos a um canal generalista, quero ver como corre um corte da receita em 50 ou 60 por cento.



21/09/2012

Só duas ou três notas

Por muito mal que as coisas estejam a correr, não quero acreditar que vai novamente ser cometido o erro de despachar o treinador, como se diz por aí. Há que ter paciência, as coisas não se constroem de um dia para o outro. Está a demorar mais tempo do que eu antecipava, obviamente. Mas a mudar tudo a toda a hora é que não vamos a lado nenhum...

Passando à bola na relva, aí sim havia que mudar alguma coisa. E ontem mudaram algumas coisas para melhor: Elias mais à frente, Izmailov na construção. Falta mudar outras: remeto para aqui, onde estou de acordo com a análise (futebolística) dos principais temas. Mas numa coisa tenho que concordar com a generalidade da blogosfera: estamos a jogar muito pouco comparativamente com os nossos adversários nesta fase.

Acrescento o seguinte: a meu ver, Capel neste sistema de jogo participa pouco no jogo e, muito sozinho, não dá profundidade à ala esquerda. À direita participa mais no jogo, mas não pode explorar as suas melhores qualidades. Além de que retira Carrillo do local onde mais rende. Neste momento, e neste sistema, Labyad a fazer de falso extremo esquerdo poderia ser uma boa solução. Mas há outras.

Se queremos arriscar algo no próximo jogo, podemos ainda fazer regressar Insua, avançar Pranjic, descansar Elias, colocar Izmailov no centro direita no apoio a Carrillo e Cedric. Num 11 com o quarteto do costume mas Insua em vez de Elias, e num meio-campo com Gelson, Izmailov e Pranjic, mais Labyad e Carrillo, acho que temos boas possibilidades de avançar o jogo uns 10/15 metros.

Quem não gosta de Gelson está a esquecer o conturbado momento desta equipa. Além de ser um trator que dá 100% do princípio ao fim, é útil em muitos momentos do jogo. No dia em que esta equipa estiver a jogar um futebol de outra qualidade e num sistema com 2 médios claramente de construção, vão dar-me razão: Gelson, no que faz, é muito bom.

20/09/2012

Empate para começar

Havia grande expectativa para ver como jogaria o Benfica privado dos seus elementos com maior influência no meio campo num passado recente, Javi e Witsel, assim como de Maxi e Luisão. Desta forma, era difícil esperar muito mais do que se viu durante os 90 minutos em Glasgow. Contra uma equipa que faz da alma com que joga no seu reduto, a sua principal arma, Jorge Jesus apostou, e a meu ver bem, numa abordagem mais conservadora ao jogo. A surpresa passou pela titularidade de André Almeida em vez de Miguel Vítor, enquanto que o meio-campo se viu reforçado em detrimento dos dois avançados. Com as perdas já assinaladas no meio-campo, fez todo o sentido. Um jogador mais móvel como Rodrigo também me pareceu uma aposta lógica.

Quanto ao jogo, apenas se pode dizer que foi muito mal jogado. As boas jogadas de futebol por parte das duas equipas foram praticamente inexistentes mas a entrega foi assinalável. Algumas notas de destaque:
- André Almeida não comprometeu;
- Jardel estava como peixe na água a bloquear o futebol direto e muito pelo ar do Celtic;
- Enzo, apesar de ainda não se revelar um médio centro esclarecido, lutou bastante e ainda teve um grande passe para Rodrigo;
- Aimar, esteve muitíssimo abaixo do seu nível;
- Gaitán continua a pensar que o futebol são toques e brincadeiras.
- as substituições foram acertadas, mas Bruno César devia ter entrado por Aimar (e não por Rodrigo) e talvez preferisse Lima em vez da entrada de Cardozo.


Não foi um mau começo de Champions, pois a vitória na Luz tem grande probabilidade de acontecer e se conseguir o mesmo em Moscovo, tem o caminho aberto para a passagem à próxima fase. Isto se o Celtic não perder em casa com o Spartak... Mais uma vez, sublinho a garra e querer com que a equipa jogou. Faz-me muito mais confusão uma equipa que tem tudo para jogar e que simplesmente não quer, do que uma equipa que apresenta muitas limitações mas que faz tudo para atingir os seus objectivos. Agora é uma questão de jogos para consolidar este novo onze. 

18/09/2012

Explicação?

Na iminência de um alargamento do castigo de Luisão às competições europeias, será que sou o único a achar estranho que, na convocatória para o jogo com o Celtic, sejam apenas estes os defesas convocados:


Lista de convocados:

Guarda-redes: Artur, Paulo Lopes e Bruno Varela;

Defesas: Miguel Vítor, Luisão, Jardel, Garay e Melgarejo;

Médios: Matic, André Almeida, Bruno César, André Gomes, Pablo Aimar, Enzo Perez, Nolito, Ola John, Salvio e Gaitán;

Avançados: Cardozo, Rodrigo e Lima.


Não faria sentido, pensar em alguns jogadores da B para a defesa? Cancelo? Fábio Cardoso?






Eu bem dizia (II)

André Carrillo. Desde o primeiro toque na bola, em Alvalade, no jogo com o Valencia. Fartei-me de falhar previsões neste ano e tal de futebol a 3. Mas acertei esta, que compensa todos os disparates. Valha-nos este menino de rua. Mas não lhe ponham, já, a pressão de resolver tudo.

17/09/2012

Falta matar!

Ontem, faltou matar. Por duas vezes: faltou entrar a matar e faltou matar o jogo na segunda parte.

Se, na segunda situação, vivemos o clássico problema das equipas que jogam sobre brasas e com a bola a queimar (razão pela qual se vão falhando golos atrás de golos, mesmo não jogando de forma excelente), já na primeira situação me parece que o problema poderá estar numa mera questão de metros. E desta vez nem me refiro a outro clássico problema, este mais restrito ao Sporting, relativo à altura dos jogadores; refiro-me, sim, ao posicionamento de Elias, que deve jogar onde jogou na 2ª parte.

Mas vamos à segunda situação porque a primeira está certamente a ser trabalhada em Alcochete. Deixemo-nos de histerias e deixemo-nos de críticas fáceis. Wolfswinkel ontem fez o seu papel, em 2 oportunidades concretizou uma. Podia ter concretizado ambas ou podia ter criado mais? Claro que sim, mas uma equipa que depende do seu ponta-de-lança para marcar golos (a não ser que falemos de um Jardel ou de um Falcao) tem sérias insuficiências. Eu acho que o Sporting tem algumas insuficiências, mas tem um plantel que deveria permitir que Wolfswinkel dormisse descansado mesmo nos seus dias "não". A verdade é que não tem dormido, muito porque os outros também estão a falhar muitos golos. Para não falar dos lances que se desperdiçam em superioridade numérica porque o último passe sai para a zona lateral e a oportunidade acaba por nem surgir.

Ou seja, para matar os jogos, precisamos que os outros jogadores também digam "presente" na hora de finalizar (e tomem lá uma frase feita para não acharem que isto são só ideias giras e originais). O Sporting marcou, até agora, 7 golos em jogos oficiais. Wolfswinkel, desses 7, marcou 3. Carrillo 2. Elias 1. O outro foi um auto-golo de um dinamarquês. Será pelo ponta-de-lança, São Inácio? Onde andam os golos dos outros avançados/estremos? Onde andam os golos dos médios de construção? Onde andam os golos dos centrais? Onde andam os golos de bola parada?

Não é por aqui, desculpem lá... O que falta, a meu ver, é algo de estrutural.

O Sporting tem que se mentalizar que está muito acima dos Marítimos e mesmo dos Bragas desta vida. Falta acreditar. Acreditar que se é grande. Condenar o adversário ao insucesso pelo simples facto de que somos o Sporting e estamos a ganhar. Ter essa confiança e transportá-la para o campo. Matar o jogo pela diferença de qualidade no papel. Tem-nos faltado isso. Face ao nosso passado recente, contra nós os adversários acreditam sempre. Temos que inverter isso. O adversário tem que ser encostado às cordas não só pelo futebol, mas também pela forma como se encara esse mesmo adversário.

Muitos dirão que isto será arrogância e que alguma sobranceria também pode custar pontos. Concedo que, se encararmos isto de forma extrema, pode acontecer. Veja-se o histórico do meu consócio JJ no Benfica e as inúmeras crónicas em que o Gorbyn aqui o criticou por ter arriscado em demasia. Mas aí o que faltou foi o inverso: ter noção de que ser grande não chega.

Ser grande. Acreditar que se é grande. Ter a certeza de que se é grande. E impô-lo. É por aqui! Como? Seria motivo para um longuíssimo post que farei em momento mais oportuno.

Por ora, reter apenas este pensamento: o Sporting é grande e sempre será. Precisa, por ora, de acreditar que é grande. Poderá ter que perceber, como já aqui disse em tempos, que os grandes, por vezes, têm que dar um passo atrás para poder depois dar dois para a frente. Mas vamos tratar primeiro do nosso ego e só depois passar à segunda fase.

11/09/2012

Vamos então ao balanço (II - Porto, Benfica e previsões)



Continuando o meu post de ontem...

1. Porto

Dos titulares ou candidatos a tal, o Porto vendeu Álvaro Pereira e Hulk. E foi basicamente isto nas saídas. Também realizaram dinheiro com Guarin, por exemplo, mas esse já não entrava nas contas (desportivas) no ano passado. Ainda se encostou o Rolando na esperança de que alguém achasse que, na realidade, ele faz boas duplas de centrais com qualquer um para além do Olegário e do Soares Dias. Infelizmente para o Porto, hoje em dia os clubes decentes têm olheiros e não caíram nessa, pelo que o Rolando ficou por lá. Ah! E foram despachados o Djalma e o Janko (lembram-se quando eu dizia que este ano nem calçaria?).

Nas entradas, não há grandes novidades. O Porto (como quase sempre, uma das exceções foi o ano passado) geriu a pré-temporada bastante bem. Preferiu investir forte onde estava necessitado (Jackson) e fazer regressar jogadores para posições onde as opções eram escassas (Miguel Lopes, Castro). Tudo somado, fica com um plantel muito sólido e bem construído, talvez o mais equilibrado de Portugal. E o mais forte também, se contarmos com o Pedro Proença.

Ainda assim, tem poucos elementos desequilibradores. Neste ponto, a saída de Hulk pode fazer muita diferença. No ano passado - e penso que quem me chamou a atenção para isto foi precisamente o Gorbyn - Hulk decidiu praticamente todos os jogos "grandes". Isto sem contar com os inúmeros jogos com pequenos que ele ajudou a desbloquear (vejam já este ano o Porto-Guimarães e o Olhanense-Porto em que Hulk "acabou" com o jogo).

A negociata de Hulk teve um toque de génio que na verdade não é uma grande notícia para Vítor Pereira: sabendo que a cheta tinha que ser usada para pagar aos investidores ao invés de reinvestir no plantel, a transferência concretizou-se após o final do período de inscrições. Paga-se aos investidores, em Janeiro ninguém se lembra que entraram 40M e bola para a frente. Fica o Sousa Tavares sozinho a pregar no deserto sobre as contas do FCP e o Vítor Pereira a rezar para que os putos Atsu e Iturbe possam fazer o que Varela, por mais que queira, nunca vai conseguir fazer: partir aquilo tudo em 10, 15, 20 jogos ao longo de uma temporada.

Mas, em suma, se jogar em 4x3x3, só acho que falta mais uma opção no meio-campo (quem faz o lugar de Fernando?). E nas alas se os tais miúdos não "explodirem" fica a faltar um elemento de desequilíbrio.

2. Benfica

Nos nossos rivais de Lisboa as coisas foram um pouco piores em termos de planificação, mas o resultado acaba por não ser desastroso, essencialmente porque o campeonato nacional é muito fraco.

Como habitualmente, foram contratados extremos em barda (de tal forma que um tal de Urreta, que caberia tranquilamente no plantel do Sporting, seria a 6ª ou 7ª opção de Jesus e nem foi inscrito), alguns deles a contar com o ovo no cú da galinha (Ola John aparentemente a assumir a venda de Gaitán... para depois ficarem ambos na bancada). Mas um dos contratados é efetivamente muito bom: Salvio dá-se muito bem no sistema do meu consócio JJ, parece que é treinado por ele há anos. E os avançados são mais do que suficientes para assegurar diversas opções e modelos.

Na defesa e meio-campo é que a coisa se complica: olhando só ao quarteto, 75% da defesa é indiscutivelmente a melhor de Portugal, mas não foi contratado um lateral esquerdo (incompreensível). Podia-se temer pelo castigo de Luisão mas, face à jurisprudência, cheira-me que lhe vão dar 2 meses, a começar em 31 de Maio e a acabar em 31 de Julho. Quanto às saídas de Javi e Witsel deixam o meio-campo entregue a Matic. Pode ser que resulte, mas duvido que Matic seja tão discreto no uso do cotovelo como o era Javi Garcia. E se Matic se lesiona é um sarilho.

A soma disto tudo é um plantel algo desequilibrado, com algumas posições deficitárias, mas imensa qualidade do meio-campo para a frente, múltiplas opções nos extremos e no ataque e indiscutivelmente o maior número de desequilibradores de Portugal. Contando, ainda, com o Luisão a desequilibrar árbitros e o Herculano Lima a aplicar castigos, temos o grande favorito à conquista do título 2012/2013.

Em conclusão, aceitando que Jesus está a assumir o 4x1x3x2 como modelo-base, acho que tem jogadores para isso, mesmo que se tenha desleixado no lateral esquerdo e tido poucas cautelas nas opções do meio-campo (mesmo que Witsel ficasse, quem seria o seu substituto?). Ainda assim, a artilharia ofensiva e os inúmeros desequilibradores chegam bem para ganhar, pelo menos, 11 jogos em casa e, pelo menos, 10 jogos fora. Com isto, são 63 pontos. Somando aos 7 que já têm, dá 70. Se algum dos outros fizer um registo equivalente, têm que fazer pontos no confronto direto. É isto.

3. Previsões

Com Luisão, o Benfica é favorito. Mesmo sem defesa esquerdo e com meio-campo a meio gás, acho que chega para consumo interno. Antecipo, porém, uma campanha complicada na Champions (embora tenham um grupo acessível). A Taça Lucílio, como habitualmente, é deles.

O Porto vai alternar jogos em que ganha facilmente com outros em que vai ter dificuldades. Nestes últimos, vai sentir a falta de Hulk. Ou aparece alguém a resolver, ou vai perder aqueles pontinhos que no final podem fazer falta.

O Sporting não tem nem a consistência do Porto, nem os desequilibradores do Benfica. Em tese, até pode ser 1º, se Benfica e Porto perderem muitos pontos (pouco provável que suceda a ambos, mas possível). Pela primeira vez nos últimos anos, não fica a perder para os outros de forma indiscutível, se analisarmos posição a posição (por exemplo, na defesa, a do Benfica é melhor, mas o nosso lateral esquerdo é superior; e se compararmos com a dupla de centrais do Porto, não acho que Maicon-Otamendi seja indiscutivelmente melhor que Boulahrouz-Rojo). De qualquer forma, é um outsider.

O Braga, sinceramente, não conta. Não tem pedalada para Champions + campeonato. No ano em que estiveram na Champions (e foram à final da Liga Europa) ficaram atrás do Sporting de Paulo Sérgio e Couceiro (acreditem, foi mesmo verdade). E tinham uma equipa tão boa (ou melhor) do que esta. Fica em 4º.

10/09/2012

Ainda a propósito dos russos

As últimas notícias relacionadas com o raide russo em Lisboa e Porto, revelam que o Benfica apenas aceitou a transferência de Witsel depois de ter confirmado que Hulk já tinha sido vendido, pelos azuis, aos mesmos russos.  Não tenho qualquer interesse em andar a fazer contas com os milhões que giraram à volta da transferência do brasileiro, mas este consentimento do Benfica (a ser verdade) é que me faz muita confusão.

Ou seja, se o valor da transferência é relativamente pacífico (40M €), a existência de cláusulas que bloqueariam a possibilidade do Zenit exercer a cáusula de rescisão é que começa a fazer algum sentido. Quer seja algo relacionado com a necessidade de ser exercida dentro do período de transferências português ou com alguma antecedência, a verdade é que parece que havia alguma forma do Benfica bloquear a transferência.

Desta forma, podemos sempre discutir alguns temas de menor importância:

a) será que 30 milhões de uma eventual venda no final da época mas de um Benfica campeão, não renderiam mais do que 40 milhões agora, de um Benfica que não seja campeão. É de caras que um Benfica com Witsel teria muito mais hipóteses de vencer o campeonato e acredito até que ficaria mais forte do que um Porto sem Hulk. Sendo assim, as receitas adicionais de bilheteira que conseguiria com um Benfica na frente, a valorização de outros jogadores do plantel que a visibilidade de um campeão permite e até as melhores hipóteses na Champions, não seriam suficientes para compensar a diferença de valores?

b) por outro lado, imaginando que o Benfica bloqueava mesmo a saída, até que ponto é que um Witsel contrariado e com menor motivação, não acabaria por se revelar um foco de instabilidade para a própria equipa (até porque passaria a ser, com a renovação, um dos jogadores mais bem pagos do plantel)?

c) mesmo não gostando da venda de Witsel, acho que ficámos com mais hipóteses de vencer o campeonato após o vendaval russo, do que a 31 de Agosto quando perdemos Javi e o Porto mantinha todos os seus jogadores mais importantes.


No entanto, para mim o que é mais importante (reforço, caso estas notícias sejam verdade) é perceber como os discursos realizados para as televisões se assemelham, cada vez mais, aos discursos políticos que não se importam de iludir os eleitores desde que isso garanta mais votos. Na minha ingenuidade e benfiquismo, diria que não há espaço para este tipo de armações por parte dos dirigentes do meu clube. Não tenho dúvidas que é uma visão romântica, mas é aquela que sustenta tantas horas e euros gastos no apoio à equipa e ao clube. Preferia claramente um discurso que apresentaria a necessidade de responder aos compromissos financeiros como justificação para a venda e para um golpe tão doloroso nas aspirações para esta época (por força da inexistência de alternativas para aquela posição) do que palavras que, a pouco a pouco, começam a ficar ensombradas por muitas dúvidas. Acaba por ser um pouco a consequência de se olhar para um sócio/adepto, cada vez mais, com uma objectiva que só o vê como cliente e eleitor mas que corre o sério risco de ser contraproducente a médio prazo.  



Vamos então ao balanço (I - Sporting)


Parece que já não há mercados abertos na Europa, salvo para situações especiais (jogadores no desemprego, por exemplo), pelo que podemos finalmente fazer o balanço do que foram estes longos meses do defeso. Começando, naturalmente, por quem mais interessa: o Sporting! Que, aliás, vou escalpelizar neste post em detalhe. O Benfica e o Porto ficam para amanhã, bem como a comparação entre os três e as minhas projeções para a época.

Quanto ao Sporting: permitam-me recuperar pela enésima vez o meu post de 22 de Maio, onde tinha antecipado o que seriam, a meu ver, as necessidades do plantel para este ano. Desta vez - mas só desta vez! - não se trata de um exercício de narcisismo. Trata-se de salientar que, mais do que a minha opinião, sinceramente, o que eu aí dizia era o que resultava do bom senso (se partíssemos do mesmo ponto de partida que eu usei, claro está). E isso comprovou-se pelas medidas adotadas por Duque e Freitas, que me pareceram genericamente boas (ainda mais num ano de redução do orçamento) e onde só fiquei com 1 ou 2 dúvidas.

Se bem se recordam, eu assumia como certas as saídas de Patrício, João Pereira, Polga, Rodriguez, Carriço, Izmailov e Bojinov. Assumia igualmente que Evaldo, Matias e Ribas ficariam no plantel. E assumia como certa a integração de Wilson Eduardo no plantel. Com base nestas premissas, defendia a contratação de 7 jogadores: 2 GR, 2 centrais, 1 médio defensivo, 1 extremo e 1 avançado.

Como sabemos, Patrício renovou (boa medida). Uma vez que Golas não foi emprestado e joga regularmente na equipa B, a contratação dos 2 GR seria, naturalmente, um disparate.

Quanto aos centrais, saíram Polga e Rodriguez, mas Carriço ficou. Foram contratados 2 centrais (Rojo e Boulahrouz) e ficaram 5. Saíu aquele que, financeiramente, menos se justificava que ficasse (considerando que não seria primeira opção) e que, desportivamente, menos se enquadrava no estilo de jogo da equipa.

Entretanto, quanto ao médio defensivo, Freitas fez-me a vontade e contratou aquilo de que estávamos mesmo a precisar: 1 trinco que possa jogar ali sozinho (Gelson). Rinaudo também pode, mas as limitações físicas não permitem que contemos com ele para toda a temporada.

Aliás, aqui convirá já antecipar que me parece que Sá Pinto está a trabalhar dois sistemas alternativos. Um deles com 1-2 no triângulo a meio-campo, outro com 2-1 nesse mesmo triângulo. A saída de Matias obrigará, a meu ver, que se utilize mais o primeiro sistema. E nesse caso ter duas alternativas para a posição 6 era indispensável. Elas estão lá - Gelson e Rinaudo.

No caso do extremo, Wilson acabou por sair, mas Izmailov (que não é extremo mas pode fazer a posição) ficou. Além disso, Labyad (com quem já se contava) pode jogar a falso extremo, em qualquer dos lados (gostaria mais de o ver na esquerda, porque já deu para perceber que tem remate fácil e pode tirar partido das suas diagonais).

Quanto ao avançado, foi de facto contratado 1 jogador: Viola. Que parece ser um segundo avançado. Mas ok, desportivamente compreendo que convém ter opções para uma maior versatilidade no jogo. O próprio Labyad pode também jogar como segundo avançado. Contando com Rubio e Betinho da equipa B, fica só a dúvida quanto à consistência das opções para a posição de PL fixo.

Fora do que estava cogitado, ficou a contratação de Pranjic. Que me parece ser um médio que encaixaria que nem uma luva no lado esquerdo de um triângulo 1-2 no meio campo, mas que pode aparentemente assegurar também o lado esquerdo da defesa. Não vou dizer que não foi uma boa contratação; face às opções do meio-campo, o que me pergunto é se efetivamente não teremos ali opções em excesso. Mas são opções de indiscutível qualidade, atenção! Não considero que no meio-campo o Sporting perca claramente na comparação com os rivais. Neste momento, por exemplo, não deixa de ser curioso verificar que o Benfica (lá iremos...) certamente não se importaria de ter pelo menos dois dos nossos médios-centro. Elias, Schaars ou mesmo Adrien (para não referir Izmailov) dariam um jeitão a Jesus.

Analisando agora as saídas: Evaldo não foi substituído porque Rojo e Pranjic fazem a posição, Matias não foi substituído porque, para o sistema 1-2, temos muitas opções e para um sistema 2-1 Labyad ou mesmo Izmailov podem fazer o lugar. Quanto a Ribas, parece que era um jogador muito caro. Eu defendi que ficasse porque me pareceu ter tido poucas oportunidades, mas estando emprestado e sendo caro, compreendo a dispensa.

Em suma, eu defendia 7, entraram 5 (Labyad não está nas contas porque estava assumida a sua integração no plantel desde muito cedo). E ainda para mais com redução do orçamento em 5M€. Sinceramente, parece-me que ao contrário do ano passado, este ano as coisas estão bem estruturadas. Podemos não ter os mesmos argumentos dos rivais, mas de um ano para o outro e com um orçamento a valer metade, isso seria sempre muito complicado.

Faltou desenvolver um pouco mais o grande tema do defeso: a alternativa a Wolfswinkel. Aqui, meus caros, deixem-me dizer que, pela primeira vez em muitos anos, fiquei contente por ver que não vinha ninguém para o Sporting no último dia. Já deu para ver os resultados de contratar por contratar (os Tales, os Cristianos, os Hildebrands). E num clube com tradição na formação, ainda mais com equipa B, há que deixar espaço para a subida da rapaziada das escolas.

O que podemos questionar - eu questiono - é fazer esta opção numa posição tão delicada quanto a do ponta-de-lança. Não pretendendo desvalorizar Pranjic, pergunto-me se com o salário do croata não conseguíamos chegar um pouco mais além na alternativa ao promissor Wolfswinkel. E pergunto também se Viola justifica uma aposta tão arriscada (alguns jornais referem 4M€) para um jogador que não entra de caras no 11 e no próprio sistema de jogo. O valor de 1 milhão por Carrillo e outro tanto por Rubio, aceita-se. Tanto financeira como desportivamente. No caso de Viola, parece-me demasiado arriscado.

Mas é claro que as contas não se fazem assim e isto é mais complexo do que parece. E se o ano passado foi notório que algumas coisas tinham sido feitas às três pancadas, este ano vou dar o benefício da dúvida, porque em termos de planificação correu bem, eu diria, em 90%. Nos restantes 10%, fico preocupado mas não apreensivo. Essencialmente porque quem acerta em 90% das opções merece, repito, o benefício da dúvidas nos restantes 10%.

Confio, sinceramente, que vamos fazer mais pontos do que fizemos no ano passado. Vamos ver se chega para competir com 2 rivais mais fortes, mas o 3º lugar parece-me o mínimo que podemos atingir. Abaixo disso será um desastre, acima disso depende das circunstâncias: o 2º lugar até pode ser aceitável se um dos rivais estiver inacessível (recordar o Benfica no 1º ano de Jesus ou o FCP de Villas-Boas). A Taça de Portugal é para ganhar. A Taça da Liga é para rodar a equipa, Sá Pinto este ano não tem desculpas para não o fazer. Na Liga Europa, nem ponho a hipótese de não sermos 1º no grupo. Depois disso, depende do sorteio.

Mas que estamos indiscutivelmente melhores, isso estamos. Por isso, mesmo gastando menos, estamos a exigir mais.

E venham daí os jogos a sério (até agora estávamos só a testar...)!

06/09/2012

E, já agora, outra coisa...

... porque será que os nossos pasquins, sempre que se confirma uma notícia que tinham antecipado, vão recuperar a capa dessa antecipação e começam a notícia dizendo "tal como Record/A Bola, etc. tinha atempadamente noticiado" e, em casos como o do Adrien, não fazem o que eu e outros, que nem temos qualquer obrigação perante os nossos leitores, fizemos por essa blogosfera fora, ou seja, assumir o erro?

Ou será que pedir que o jornalismo desportivo em Portugal seja uma atividade séria e responsável é pedir demais?

Não está fácil sair daqui...


Estou num buraco inóspito cavado por mim próprio e não está fácil sair daqui. A história conta-se em poucas palavras.

Uma terrível insónia trouxe-me à net. Abri o blog, nada de novo. Abri o Record Online e vi esta notícia. O Adrien renovou até 2017. Confesso que até já tinha ouvido uns rumores, mas a confirmação oficial tardava. 

Ao chegar a tal confirmação, nem vi mais nada. Blogger e toca a escrever.  Mas, antes, abri um buraco e enfiei-me lá. Agora preciso de sair e não está fácil. O buraco é fundo. Cavei que me fartei... Tudo devido ao que escrevi aqui

Adrien, se me estás a ler, foram o Gorbyn e o Zatopek que me obrigaram a escrever o texto como escrevi. Na realidade, o que queria escrever era isto: 


"Sempre achei que o jogador abaixo era grande talento E a verdade é que está bem melhor do que era. Evoluíu bastante na última época e até se pode dizer que é, hoje, um excelente jogador. Ainda não é um 10 para um grande europeu mas acredito que venha a ser. E como também pode jogar como 8, pode ser uma opção fantástica para o meio-campo. Parece que quer renovar contrato com o Sporting, pelo que me parece que seria um reforço bom para a equipa."

E acabava aqui. O resto foram eles. Disseram que se não escrevesse o que eles queriam, podia esquecer as gajas nuas, vê lá tu bem. O Gorbyn queria vestir-me uma camisola do Benfica com o nome "Simão" enquanto me obrigava a assistir ao Estoril-Benfica de 2004/2005 . E o Zatopek exibiu um apanhado dos penalties mal assinalados a favor do Porto no reinado do Pinto-Rei. Como deves calcular, passei horas naquilo, a olhar para o Calheiros, o Pratas e o Olegário. Às tantas cedi à tortura.

E agora que está tudo resolvido, vamos lá jogar à bola, com Adrien no 11, ou no banco, ou onde for, mas (finalmente!) com o mesmo estatuto de todos os outros.

PS: Mais a sério... Adrien é uma boa opção, mas não acho que seja 10 e acho que, mesmo enquanto 8, vai ter que pedalar para tirar o lugar ao Elias deste ano. Mas sendo, ainda por cima, (mais) um jogador formado no Sporting, fico satisfeito por tê-lo no plantel. E certamente que não gostaria de o ver no Benfica ou no Porto. Pelos vistos, ao contrário do que insinuei, portou-se como um cavalheiro. Eu é que me portei como um selvagem. Mas quem fala de bola arrisca-se a dizer disparates. No meu caso já são tantos, pode ser que este passe despercebido...

04/09/2012

Vendaval russo

Não levou tudo mas levou o que havia de melhor, tanto no Dragão como na Luz. Vou deixar o comentário de balanço sobre todas as transferências para o meu amigo Koba (Sporting) já que vou apenas deixar aqui algumas linhas sobre a saída de Witsel.

Em primeiro lugar, esta possibilidade que os clubes turcos, franceses e russos têm de contratar jogadores quando os clubes de outros países já não podem, é uma vantagem competitiva completamente injustificada e que não faz o mínimo sentido para equipas que disputam as mesmas competições. Imaginem o ridículo que seria caso o Zenit estivesse no mesmo grupo de Benfica ou Porto. Já para não falar do tal fair play financeiro que não percebo como continua a permitir que estes clubes deturpem completamente as competições em que se encontram envolvidos. Do mal o menos, o Benfica tem aproveitado para fazer boas vendas com estes clubes (o Porto então...).


Em relação à saída do belga, ao contrário do que tinha escrito depois do fecho do mercado de entradas em Portugal (as saídas, como está visto, ainda estão por fechar), acabo por ser bem menos crítico para com os responsáveis do clube. Isto, se os russos apenas começaram a atacar os seus alvos depois do dia 31. Ou seja, mesmo com um Real Madrid ao barulho, parecia evidente para todos que nenhum clube se iria sequer aproximar da cláusula de rescisão. 30 milhões talvez fosse o máximo que se perspectivaria numa eventual transferência. Sendo assim, quando depois do 31 de Agosto, chega um clube que parece que encontrou um bug no FM que lhe garante recursos praticamente ilimitados, e acciona a cláusula de rescisão de 40M € de um jogador que custou cerca de 7M € na época anterior, não há mesmo muito a fazer. Ainda para mais, se se confirmar que o Benfica ainda tentou renovar o contrato e aumentar consideravelmente o ordenado para evitar a saída (tendo mesmo assim ficado muito longe do que o Zenit oferecia).

No fundo, o erro principal deu-se quando não se garantiu um reforço que empreste força, capacidade física e poder de choque ao meio campo, aquando da saída de Javi. É neste tipo de jogadores que estamos deficitários, pois só há Matic. Jjogadores para o meio-campo ofensivo sempre temos Aimar e Carlos Martins, assim como Bruno César e Enzo Perez (se fecharmos um pouco os olhos). Agora, como vai ser, quando as habituais lesões de Matic, Aimar e Martins voltarem? Quando tanto Aimar como Martins, apenas fazem 60/70 minutos por jogo?. Agora é que não há mesmo dúvidas que, infelizmente, não abandonaremos o 4-4-2...

Eu bem tinha dito que era um crime colocar Witsel a defesa direito e mesmo a trinco. A pena está à vista. Mesmo neste jogo, quando Witsel foi chamado por um Jorge Jesus histérico para lhe dar uma reprimenda, foi evidente a reacção de desagrado do belga, que lhe virou imediatamente as costas, como que a dizer "O que é que queres mais? Ando aqui a tapar os buracos e ainda me estás lixar a cabeça?". É talento a mais para andar desaparecido dos jogos, a jogar em posições que nada têm a ver com as suas características. Não deixará de andar escondido algures no frio da Rússia mas seguramente com uma conta bancária bem maior. E daqui a um ano ou no máximo dois, lá dirá que não está satisfeito na Rússia, que tem problemas pessoais, que o cabelo fica estranho com o gelo, e lá acabará por seguir para um clube da sua dimensão por 25 ou 30 milhões de euros.


03/09/2012

Eu bem dizia...

... que o balanço é para fazer após o fecho dos mercados na Rússia e em França (parece que na Turquia também está aberto). Vamos aguardar pelos próximos dias.

A prometida dinamarquesa


Sporting 5 - Horsens 0.

Um jogo sem história, a não ser a dos golos (dos marcados e dos falhados). De qualquer forma, merece foto, porque ganhámos. Ei-la: Helena Christensen. Merece ainda menos comentários do que o jogo...

Apenas três pormenores a reter:
(i) Continuo a achar que aquela não é a melhor posição para Adrien;
(ii) Continuo a achar que Elias é um box-to-box que pode jogar com outro ao lado (como Schaars ou mesmo Adrien) mas neste sistema, para que tiremos o melhor rendimento de Elias, ele tem que jogar uns metros mais avançado, tal como fez contra o Horsens;
(iii) Gélson fez um ótimo jogo, limpando tudo, e mostrando que pode perfeitamente jogar sozinho a trinco (o que permite a Elias avançar os tais metros).

Mais ajuste, menos ajuste, a equipa começa a encaixar. O adversário é fraco, mas já o era na Dinamarca. Logo, a diferença do rendimento resulta de uma evolução positiva. Não entro em histeria, como disse antes, tal como não entrarei em euforia se a coisa enCarril(lo)ar.

Quanto ao mercado, só tivemos novidades em termos de saídas. Já nos adversários houve bastantes movimentações. Fica prometido um post de balanço para quando fechar o mercado na Rússia e em França.

PS: Editei para que a primeira frase fosse a do resultado do jogo. Não percebo nada de facebook, twitter, google +, etc. Mas há uma coisa que vou aprendendo: convém que os posts se iniciem com uma referência ao tema abordado, para evitar mal-entendidos.

Valeu pela segunda parte

Esperava que sem Javi, Jesus reforçasse o meio-campo, ou pelo menos colocasse um jogador mais defensivo como Matic no seu lugar. No entanto, estava a fazer uma previsão sem o mínimo de lógica. Depois das últimas duas épocas, já devia ter aprendido que as decisões de Jesus fogem sempre do mais razoável. É óbvio que Witsel é jogador de bola no pé, não é um jogador que proteja todo o meio-campo através das suas movimentações defensivas como o namorado da capa da Maxim fazia. Aliás, se era um crime colocar o belga a defesa-direito, colocá-lo a trinco é quase tão grave. 

Desta forma, tivemos uma primeira parte muito fraca, com apenas uma ocasião de golo e um Nacional que conseguia ser mais perigoso e rematar várias vezes à baliza de Artur. Com a lesão de Martins, a terminar a primeira parte, lá entrou Matic que possibilitou a subida de Witsel. Fico na dúvida se a melhoria da prestação da equipa na segunda parte se ficou a dever a esta alteração ou se tudo se resume a um miúdo de 22 anos que decidiu destruir a defesa do Nacional (pobre Marçal...). Que jogão de Salvio! O que fez na jogada do segundo golo é fabuloso! Não há dúvidas que está a responder da melhor forma ao elevado investimento. Aos 56 minutos o Benfica já vencia por 2-0, continuando depois a dominar e a causar perigo. A partir dos 70 entrou em poupança de energia mas permitiu que o Nacional voltasse a chegar à baliza de Artur várias vezes com perigo. Já no final da partida, Cardozo fez o 3-0.


Algumas notas:
- Melgarejo continua a apresentar muitas dificuldades a defender com várias decisões precipitadas (aquele canto com um toque de calcanhar?!). Mesmo assim, a jogada do primeiro golo nasce de um bom arranque do paraguaio, seguido de excelente abertura;
- Maxi mantém-se ao nível que já nos habituou. Excelente no primeiro golo;
- Salvio está a marcar, a assistir, a jogar e a fazer jogar;
- Enzo está bastante bem. Apesar de não ser tão espectacular como Salvio, é seguro com a bola nos pés e tem óptimo critério de passe. Pode ser que a cabeça o deixe ser o reforço que já devia ter sido na época passada. No entanto, a forma como saiu, sem agradecer os aplausos e sem cumprimentar Jesus, deixa muitas reticências;
- Boas indicações de Matic;
- Cardozo está a marcar e é isso que se pede.





PS: Como tributo a Javi e como podem estar a tentar imaginar como será a capa da Maxim, aqui fica:


01/09/2012

Então, é assim que ficamos...

Na noite de quinta-feira, avisei que seria uma sexta-feira louca mas não fazia ideia que atingisse tão elevados níveis de insanidade. Eram os jornais com notícias sucessivas a contradizer o que tinham dito uma hora antes, eram directos em vários canais com notícias de última hora e na verdade, mesmo à meia-noite, ainda subsistiam dúvidas quanto ao quadro final das vendas, empréstimos e montantes pagos.

Pelo menos agora, às primeiras horas da manhã e com o dissipar de toda a poeira, já deu para perceber qual o quadro final das entradas. Isto porque a janela de transferências ainda se encontra aberta em alguns países e assim algumas saídas ainda se poderão concretizar. Agora vamos à análise do que mais me importa.



Se já sabíamos que Saviola tinha rescindido, no dia 31 percebemos que uma das mais importantes referências do Benfica estava de saída. É que uma coisa é ter um Gaitán de saída que não tem grande impacto desportivo ou peso no balneário, ou um Cardozo a mudar de ares que teria grande impacto desportivo mas que também não seria um grande golpe na capacidade psicológica da equipa, agora sem Javi, perdemos nas duas componentes. Num post em Janeiro referia que "Javi parece que já não sabe o que é jogar mal e é cada vez mais um exemplo para os restantes jogadores tal a intensidade que coloca em todos os jogos independentemente dos adversário" e um dos amigos deste Futebol a 3, com muitos mais anos de Estádio da Luz que eu, reforçou "o Francisco Javier García é o jogador mais influente e importante do Sport Lisboa e Benfica dos últimos 20 anos e desejo muito, mas sem grande convicção, que ele continue a trabalhar no Clube por muitos e longos anos." Por 20 milhões, não é nada de extraordinário, e acaba por ser a consequência de não se ter conseguido vender quem realmente deveria ter saído. Sem o investimento em Ola John e Lima, não dava para evitar este desfecho?! Ainda para mais, não foi devidamente acautelada: ficamos com apenas um trinco no plantel e ainda não percebi se Matic é mais 6 ou 8. Não venha Jesus dizer que há soluções na equipa B e que por isso não quis nenhum jogador estrangeiro! Estamos a falar de um candidato ao título e participante na Liga dos Campeões! Salino (defesa-direito e trinco) não faria mais falta do que Lima?

Depois de uma série de novelas relativamente ao lateral esquerdo, afinal não se contratou ninguém. Bravo! Ainda se tem o descaramento de comprar Lima por 4M €, esquecendo os defesas laterais. Para Jesus era Eliseu ou mais ninguém, mas afinal Sílvio também era uma boa opção (e que boa contratação era!). Depois de se deixar sair Saviola para o Málaga sem a contrapartida de Eliseu, durante algum tempo pensei que Nolito era emprestado sem a contrapartida de Sílvio (não gostaria que o espanhol saísse mas ajudava a equilibrar a equipa). Se isto acontecesse, era a confirmação que os dirigentes do Benfica pretendiam rivalizar com a venda do Alaska pelos russos, no ranking dos piores negócios. Sendo assim, aqui vamos nós, mais uma época, jogar sem substituto para Maxi e sem lateral esquerdo.


Lima por 4M €. Não faz sentido gastar tanto dinheiro por um jogador de 29 anos quando existiam outras prioridades. A não ser que Cardozo acabe por ser bem vendido e assim sou o primeiro a assumir o erro, já que é muito difícil contratar um jogador por poucos milhões, que esteja capacitado para entrar logo na equipa e garantir golos. Se isto não acontecer, significa que Rodrigo poderá ter mais dificuldades em se afirmar e explorar todo o potencial que apresenta e, pior ainda, que deverão ser bastante raros os jogos em que Jesus abdique de jogar com dois avançados.

Terá ainda sido recusada uma proposta por Witsel. Terá sido mesmo, ou o belga sabe o que vale para não se querer esconder num qualquer campeonato do leste? Já agora, era só o que faltava e qualquer juiz me daria razão quando colocasse um processo para pedir o reembolso do dinheiro do meu red pass.


Por outro lado, Moutinho roeu a corda e assim o Porto não se vê privado de qualquer jogador. A não ser que vá atrás de um pomar regado a petro-dólares e é menino para isso. Ou seja, ficámos mais fracos em relação ao principal adversário e, quando muito, o Porto terá apenas uma grande dor de cabeça financeira para gerir.

Desta forma, os retoques no plantel para esta época só encontram paralelismo na recuperação artística efectuada por uma idosa em Borja. Em resumo, temos um plantel bastante desequilibrado, com excesso de jogadores nas alas, sem defesa-esquerdo, sem alternativa para defesa-direito e com menos um daqueles jogadores que dão tudo o que têm pelo Benfica, que percebem que jogam pelos adeptos e para os adeptos. Basicamente, perdemos isto:


Embora por razões diferentes, é a primeira vez que a minha mulher fica tão triste quanto eu pela saída de um jogador do plantel. Felicidades Javi, que faças mais grandes épocas, outra grande transferência para gerar mais algum dinheiro ao Benfica e depois que cumpras a promessa de regressar!