31/08/2012

Sexta-feira louca

Preparem-se meus caros, esta sexta-feira vai ser de loucos! Agora a Antena 1 está avançar que o Benfica, depois de despachar Saviola, está em negociações por Lima num negócio que pode chegar aos 5 milhões de euros! Sim, por um jogador que está em final de contrato e que acabou de fazer 29 anos... Outros boatos sussurram que esta exorbitância poderá estar relacionada com uma possível venda de Cardozo. Eu até gosto de Lima mas tentem lá baixar o valor para metade. Quanto à venda de Cardozo, percebo por ser a última oportunidade de realizar um bom encaixe financeiro com o paraguaio, mas tem que ser uma boa venda, um mínimo de 15 milhões ...



No entanto, a solução para a linha da frente, caso Cardozo não saia, pode ser bem mais simples: obriguem Jesus a jogar com apenas um avançado e não se esqueçam que têm vários jogadores para as alas que podem fazer o papel de segundo avançado (e até um defesa esquerda-adaptado!!!)! Por falar em defesa-esquerdo, estão a gozar, não estão? Apenas querem criar algum suspense para aparecer o defesa-esquerdo à última da hora, certo? Tipo os antigos jogos de apresentação em que havia sempre uma surpresa (plágio do companheiro Zatopek). Com a saída de Cardozo, não fico descansado com Kardec e Michel como alternativas a Rodrigo...

Sugiro que a Bola e Record alterem o "Jogo em Directo" ou o "Sorteio em Directo" para "Sexta de transferências em Directo", com atualizações ao segundo. Já agora, se não der muito trabalho, convençam o LiveScore a enviar notificações a cada transferência de Benfica, Porto, Sporting e Braga!


30/08/2012

Benfica e o sorteio da Champions

A meio do sorteio, dava por mim a pensar que, depois da selecção nacional ter caído no grupo da morte, a mesma sorte estava destinada ao Benfica. Quando se definiu o nosso grupo, um dos dois clubes que mais gostaria de evitar já estava no grupo do Benfica e ainda havia alguns ossos duros de roer no pote 3 e 4. Acabaram por não sair mas também os mais desejados do pote 4, nada quiseram com o grupo G, quer por simples azar ou por força dos vários constrangimentos que as regras do sorteio impõem.


Barcelona, Spartak e Celtic são os adversários que saíram. Não deixa de ser um grupo em que o Barcelona é claramente o favorito mas em que, apesar de algum equilíbrio entre as restantes equipas (teórico pois não vi qualquer jogo das outras equipas), considero que o Benfica apresenta alguma vantagem pelas últimas prestações europeias. Arrisco dizer que é daqueles grupos em que será necessário todo o cinismo e calculismo que cada vez mais caracteriza esta competição. Oito pontos, considerando empates em Glasgow e Moscovo em contrapartida com vitórias na Luz, deverão ser suficientes para passar à próxima fase. Só que, de acordo com o calendário, obrigará a uma corrida de trás para a frente e a jogar a 2ª volta com pouca margem para erros.

Calendário:
1º jogo: Celtic - Benfica (19 Set)
2º jogo: Benfica - Barcelona (2 Out)
3º jogo: Spartak - Benfica (23 Out)
4º jogo: Benfica - Spartak (7 Nov)
5º jogo: Benfica - Celtic (20 Nov)
6º jogo: Barcelona - Benfica (5 Dez)

Um jogo perfeito em casa contra o Barcelona e um Barcelona já qualificado na última jornada, poderão render pontos preciosos. No entanto, um desgaste exagerado na Catalunha poderá ter grande impacto na preparação e desempenho no jogo seguinte contra o Sporting, em Alvalade. Espero que, pelo menos, o Sporting seja obrigado a semelhante desgaste na 6ª jornada da Liga Europa e que Jorge Jesus não duvide, desta vez, daquilo que mais importa. 

El Conejo

Javier Saviola está de saída para o Málaga. Pelo que se percebe, a custo zero, o que significa que a estratégia de renovar o contrato para tentar um encaixe financeiro não terá resultado. Pelo menos consegue-se uma poupança significativa em salários por um jogador que estava longe de ser titular.


Depois de, na época em que chegou à Luz, ter sido um dos elementos fundamentais na conquista do título, com golos e assistências importantíssimos e a fazer uma excelente dupla de ataque com Cardozo, o pequeno argentino simplesmente eclipsou-se. Não deu para perceber muito bem o que esteve na origem deste fenómeno. Durante muitos jogos, parecia que a única motivação deste jogador era fazer túneis aos adversários. Não sei se foi a alteração na forma de jogar da equipa (pelo recurso a extremos nas duas alas), ou a entrada numa fase descendente da carreira ou a discutida tendência de apenas realizar boas temporadas no primeiro ano de contrato em cada novo clube. A verdade, é que a época passada já foi uma temporada a mais no Benfica, com um retorno desportivo francamente reduzido. Pior ainda, era mais uma razão para Jesus apostar num sistema com dois avançados em detrimento de um meio-campo mais povoado.


No entanto, não posso deixar de agradecer todas as alegrias que este avançado deu aos benfiquistas e desejar que volte a fazer uma grande primeira época, desta vez no Málaga. Nunca vou esquecer quando, na bancada do Restelo, vi Saviola fazer uma arrancada do meio campo que só terminou com a bola dentro da baliza ou a explosão que proporcionou ao marcar o golo ao Porto no ano do campeonato.



PS - Alguém percebeu as notícias de ontem à noite quando, depois de anunciarem a saída de Saviola para o Málaga, se ouviu que LFV tinha dado ordens para interromper o processo, de modo a pressionar o acordo por Eliseu? Isto depois do jogador já se ter despedido dos colegas? Quer isto dizer que não há uma estratégia concertada entre presidente e os responsáveis pela gestão do plantel ou foi apenas uma manobra de negociação (não sei se bem ou mal sucedida)?



Pongolle - uma história mal contada

Pongolle rescindiu contrato. Naturalmente porque não estava nos planos do Sporting e, muito em particular, do treinador Ricardo Sá Pinto.

Vamos recuar uns anos para ver se conseguimos perceber alguma coisa do que se passou... Nesta altura, confesso-me baralhado!

Em Dezembro de 2009, o Sporting contratou o Pongolle ao Atletico Madrid por 6,5M€, de acordo com o que comunicou à CMVM. O diretor desportivo do Sporting nessa altura era Ricardo Sá Pinto, que tinha sido escolhido para o cargo em Novembro de 2009.

É claro que o Sporting em 2009/2010 era um clube gerido com os pés mas, ainda assim, não quero acreditar que o diretor desportivo não participasse nas contratações. Até podia não ser ele a liderar as negociações mas, numa com a dimensão desta, custa-me a crer que não tenha participado. Ou seja, em tese, Sá Pinto terá recomendado, ou avalizado, ou concordado ou, no mínimo, participado na contratação (ainda que não a recomendasse, não a avalizasse ou sequer com ela concordasse).

Admitindo que o fez, é legítimo perguntar porque é que, tendo oportunidade agora de aproveitar o jogador, numa altura em que (ainda?) não temos qualquer alternativa para o lugar em que ele joga, essa hipótese nem é colocada. A não ser que Sá Pinto não tivesse tido a mínima influência ou participação na contratação, caso em que é legítimo perguntar como pôde manter-se num cargo em que não lhe davam cavaco de contratações milionárias...

A meu ver, isto só se entende numa das seguintes hipóteses:

(a) Sá Pinto não esteve envolvido na contratação e não se demitiu para não agravar a instabilidade em que o clube se encontrava nessa época - a única que conseguiria entender, mas a custo (quem é que dá a cara por uma contratação de um flop por 6,5M€ tendo discordado dela?);

(b) Sá Pinto até concordou com a contratação, numa lógica em que o negócio tem contornos menos "visíveis" (digamos assim) no que respeita às contrapartidas (e que não são do meu conhecimento...), mas na realidade nunca viu o jogador como uma opção de grande qualidade (seria apenas um remendo, vá...);

(c) a contratação foi-nos impingida por alguém e não tivemos como dizer que não - hipótese mais estranha e que me leva a pensar que o futebol, de facto, é um mundo mais complexo do que aparenta ser.

(d) o jogador tem um problema qualquer (físico, porventura) que só detetámos após a contratação e que nunca quisemos revelar para não "desvalorizar o ativo"...

Em qualquer dos casos, não ponho em causa a seriedade de Sá Pinto. Não ponho mesmo. As reservas que tenho quanto ao futebol praticado pela equipa são de cariz técnico, tático, wahetever you name it. Não acredito que um treinador, tendo um jogador em que acredita à disposição, o ponha a mexer só porque sim. Por isso, tenho que assumir que não conta com o jogador. E como não tenho Sá Pinto por maluco, tenho que assumir, também, que por ele a contratação não teria sido realizada em 2009. Ou não teria sido realizada por aquele valor. Ou que o jogador, depois disso, revelou um problema qualquer que não conhecemos. Ou... outra coisa qualquer que me está a escapar.

Enfim, já foi... espero que o acordo não seja muito penalizador para nós. Quanto ao jogador, pelo que passou a nível pessoal, merece prosseguir a sua carreira com estabilidade onde efetivamente contem com ele e o desejem.

Até amanhã, às 00h00, tudo pode acontecer (mais nos rivais do que em nossa casa). Espero sinceramente não ter surpresas menos boas. A ter surpresas, que sejam pela positiva!

Hoje, lá estarei. É evidente que vamos ganhar. E vamos ter dinamarquesa amanhã, oh se vamos! Se jogarmos melhor do que nos últimos tempos, fico ainda mais satisfeito. Pode ser que me esforce mais em busca da musa...

28/08/2012

Pouco Vitória para muito Porto!


Acabei de ver o jogo do Porto gravado. Só tinha visto os golos e ainda não acreditava nas crónicas que diziam que tínhamos jogado bem. Tinha de ver com os meus próprios olhos. 

Mesmo depois de um jogo apagado em Barcelos foram muitos os que vieram ao Dragão para ver o primeiro jogo em casa. A “fome” de ver a equipa ao vivo e um acreditar que a jornada anterior não tinha sido mais do que um percalço era mais do que suficiente para os 35.000 adeptos. O Vitória prometia uma boa réplica, a semelhança do que tinha dado ao Sporting, mas na realidade foi uma equipa bastante acessível. Com um orçamento inferior aos ordenados dos jogadores azuis e brancos, o Guimarães vai sofrer para se manter na primeira metade da tabela nesta época 2012/2013.

Tacticamente nada a apontar no 4-3-3 portista. Jogaram os melhores e os que estão melhores. Danilo e Alex Sandro parecem prontos a justificar os milhões e são os donos dos lugares, embora Miguel Lopes e principalmente Mangala não tenham comprometido minimamente nos jogos a que foram chamados.

Vitor Pereira leu o que escrevi na semana passada e preferiu colocar Atsu de início do que colocar um James meio perdido em campo. O ganês está se a revelar uma agradável surpresa: muito certo no passe, incansável nas abordagens ao jogo e com uma técnica acima da média. Não está a ser aquele típico jogador africano, capaz de correr 50 metros em sprint para ganhar uma bola e depois falhar o passe curto… Este puto é irreverente mas sabe mesmo parar quando é preciso e naqueles lances em que todo o estádio está a ver que vai perder a bola se partir para cima do defesa … o Atsu pára e passa para o colega mais próximo.

Bons golos de Hulk e Lucho a somar à prova que sabemos marcar penaltys. Big Cojones do Rookie Jackson a marcar à Panenka… depois do descalabro que foi contra o Valência foi mesmo à MACHO!
Foi um jogo que deu gosto ver. Bom critério no passe, velocidade e golos.

Jogo bem jogado e bem ganho…

PS: Não consigo deixar este jogo sem uma pré-nostalgia… Se o Hulk vai embora… Bolas!!! Isto deve preocupar os nossos adversários… Não um portista! É que apesar das 234 bolas para a bancada do ano passado, o Givanildo ainda é o melhor jogador a jogar em Portugal e o Porto muito lhe deve. Se sair vai deixar muitas saudades. Daqui a 4 dias já sabemos. A serem verdade as noticias que ganha mais de 4,2M€/ano acho difícil ir embora sem ser para um clube TOP ou para um PetroDolar, mas nunca se sabe.

PS2: vou dormir com um sentimento que, a jogar assim, até nem me importo que o Defour jogue uns 15 minutos por jogo…

PS3: Com o mercado ainda aberto, ainda não consegui reflectir sobre o plantel final do Porto... Janko ou Kleber? Castro ou Kelvin? E a alternativa a Fernando? 4-4-2 para encaixar James? E Iturbe? Mais um ano para treinar no Olival?  Não sei... Ainda vou pensar nisso, mas acho que vou criticar o VP...

Sem frieza, sem foto, sem ideias, sem futebol mas ainda com esperança

Ponto prévio: do que vi até agora, Braga, Porto e Benfica (por esta ordem) jogam muito, mas muito mais do que o atual Sporting. É claro que, mais uma vez, há que recordar que o Braga joga sem a exposição mediática, o peso da história e a pressão do Sporting. E que o Porto tem uma estrutura montada há vários anos, além de uma equipa de futebol em que entrou apenas 1 reforço relativamente à época passada. E que o Benfica tem um plantel fantástico (embora muito mal gerido este ano, o caso do lateral esquerdo é inacreditável, e antecipo já que Melgarejo vai enterrar de forma decisiva em mais dois ou três jogos) e um futebol ofensivo e dinâmico que, quando carbura, não dá hipóteses. Mas a distância para estes três, em termos de futebol praticado, parece-me excessiva, mesmo nesta fase.

Vamos agora ver se consigo deitar cá para fora tudo o que me vai na alma

1. Sem frieza

A quente, digo-vos que estou, acima de tudo, triste e frustrado. 

Triste, porque ser do Sporting não costumava ser assim. Durante 10 ou 12 anos, éramos campeões da pré-época. Depois veio a piadola do Natal, precisamente porque começávamos bem os campeonatos. Quando aguentámos o Natal, lá conseguimos dois campeonatos. E depois disso, mesmo só ganhando taças, dávamos luta. De lá para cá (últimos 3/4 anos), começamos inevitavelmente a ficar cedo para trás. É inevitável que pensemos "vai acontecer outra vez". Até pode não acontecer, mas o sportinguista que diga que neste momento não pensa "já demos 5 pontos de barato" está a mentir.

Frustrado porque me parece que esta equipa pode dar muito mais. Custa muito ver jogadores de qualidade jogar assim. Nos dois primeiros anos desta terrível crise, não tínhamos equipa. Tínhamos Matias, Liedson e pouco mais. Mas no ano passado e este ano, como sempre aqui disse, tínhamos e temos ótimos jogadores. Este ano estamos ainda melhores, com uma defesa bastante boa. É claro que, no ano passado, a equipa era nova. E que, este ano, mudou 80% da estrutura defensiva (basicamente, em 5 - incluo o trinco - entraram 4 novos). Mas é confrangedor ver que não conseguimos jogar futebol contra equipas que se fecham.

2. Sem foto

Sem foto porque decidi que, a partir de hoje, só vou colocar fotos quando o Sporting ganhar. É da maneira que o Gorbyn e o Zatopek, em querendo ter um blog mais animado e colorido, passam a torcer por vitórias do Sporting. Mas se alguém a merecia, não duvido que era o Cedric, claramente o melhor do Sporting. E digo-vos que já que, para mim, é um claríssimo upgrade relativamente a João Pereira.

3. Sem ideias

Falta muita clarividência àquele meio-campo. Adrien não é jogador para jogar a 10 (ou médio ofensivo) no Sporting. Talvez o seja na Académica, onde a equipa joga toda atrás da linha da bola. Em Alvalade, um 10 tem que ter magia, rasgo, criatividade, imaginação e, acima de tudo, muita qualidade no último passe. Adrien pode ser um bom 8, porque é um jogador dinâmico, que joga bem no passe curto, que participa no ataque (sendo agressivo na recuperação), que se movimento de costas para a baliza ou lado a lado com o colega, nas tabelas. Como 10, não acredito. Gelson não esteve mal, mas tinha que ter feito a falta sobre o jogador do Rio Ave no lance do golo... Elias parecia o do ano passado.

4. Sem futebol

Se com o Horsens houve a desculpa da falta de eficácia, hoje convirá dizer que o redes do Rio Ave mostrou desde cedo uma insegurança raramente aproveitada, porque o Sporting rematou muito, mas quase sempre mal. Houve exibições individuais pouco convincentes (Insua está irreconhecível, Carrillo parecia desligado do jogo, Capel muito pouco objetivo, Wolfswinkel desmotivado), mas a menos convincente foi a exibição coletiva. O meio-campo parece um pouco estático (ainda o "peso" da pré-época?), muito escassa a procura  e oferta de linhas de passe, os extremos muito colados à linha (Carrillo corrigiu na segunda parte, mas hoje estava desinspirado) e Wolfswinkel não tem neste momento ambiente e motivação para sequer jogar em Alvalade, apesar da imensa vontade em participar no jogo (continuem a assobiá-lo e depois digam que afinal o Viola é muito novo...). Neste ponto, honra seja feita a André Martins, que nunca, nem por uma vez, deixou de vir buscar o jogo e oferecer linhas de passe aos colegas - e sem gozo digo que quando há escola é outra coisa, basta ver o Sporting B jogar (muito) à bola para perceber o que digo. Aliás, aos que dizem que sou excessivamente crítico respondo duas coisas: uma, não estou a criticar Sá Pinto, ou Duque, ou Freitas, estou a dizer que, neste momento, o futebol do Sporting é, aos meus olhos, o que escrevo acima e gostaria de ver o Sporting muito melhor já nesta fase da época; duas, não digo o que digo e escrevo o que escrevo porque empatámos dois jogos e perdemos um... Não sou um resultadista - dá-me imenso prazer ver o Sporting B jogar futebol e mesmo quando perdeu com a Oliveirense disse para quem me quis ouvir que o Sporting B tinha feito um jogão. Ou seja, não estaria tão preocupado se o Sporting, mesmo perdendo, tivesse jogado mais.

5. Com esperança

Porque o futebol é paixão, já o disse aqui. Adaptando o que então escrevi, diria o seguinte:

- o ano passado, à 3ª jornada, tínhamos 2 pontos. Conseguimos ainda assim fazer uma ótima campanha de setembro a novembro e fazer renascer a chama do título. Onde perdemos tudo foi mesmo em janeiro. O que significa que ainda vamos muito a tempo, desde que consigamos replicar essa campanha e aguentar o embate de Dezembro/Janeiro;

- Sá Pinto hoje terá percebido que aquele meio-campo cria pouco e não funciona contra equipas fechadas. Algo vai mudar, já na 5ª feira, não duvido (tanto que hoje as alterações saíram ao intervalo).

E vamos aos dinamarqueses. Se não ganharmos a estes tipos, fico mesmo sem saber o que escrever...

27/08/2012

Goleada sem história

Não há muito a dizer sobre este jogo. Depois da expulsão de Amoreirinha aos 10 minutos, ficou tudo muito mais fácil. Contra uma equipa que esta época teve que contratar de acordo com a difícil situação financeira em que se encontra, era uma questão de tempo até ver a bola entrar na baliza do Vitória. Mesmo que o primeiro golo tenha sido irregular, não há como contestar esta vitória, uma vez que a expulsão, apesar de rigorosa, foi justa. Assim, acabei por vibrar tanto com os golos como com a Volta a Portugal em bicicleta. 


Contra 10, não deu para perceber como resultaria a teimosia de Jesus em jogar com dois avançados e deixar Martins e Aimar no banco. Deu para perceber que Enzo estava a fazer as movimentações na ala esquerda melhor que Bruno César, mas o grau de dificuldade também era significativamente menor. Já do outro lado, Salvio continua a mostrar que, mesmo colocando em causa a oportunidade da sua contratação para uma posição já tão concorrida, vale cada euro da sua transferência.

A parte mais divertida do encontro estava reservada para o flash interview de Jesus. Quando questionado sobre as primeiras duas substituições que realizou, fez questão de frisar que são alterações que as pessoas não entendem nem percebem. Eu sou um deles e pelo que vi em campo, nem os jogadores perceberam. Mas lá entrou Aimar para colocar alguma inteligência em tudo isto...





24/08/2012

Desilusão e histeria



As reações ao jogo de ontem, na Dinamarca, podem ser agrupadas em, essencialmente, duas categorias: reações de desilusão e reações de histeria. E não, não estou a falar de adolescentes que acabaram de ver o Justin Bieber a chegar todo nú. Estou a falar de homens feitos!

Mas vamos por pontos:

1. Quanto à desilusão, compreende-se. Toda a gente esperava que o Sporting ganhasse o jogo. Tinha argumentos para o fazer. Tinha, em tese, a obrigação de o fazer. Quer considerando o seu atual poderio, quer considerando o poderio do adversário. Não houve ninguém que tenha assistido ao jogo e não tenha pensado "mas como é que isto está a acontecer? Devíamos estar a ganhar a estes coxos!". Não aconteceu, ficámos desiludidos. Parece-me normal, como diria o Rei Artur (não o da Távola Redonda, mas o Jorge).

2. Já a histeria... bom, parece-me totalmente injustificada. Recordam-se do meu pesadelo de há um ano? Eh pá, não teve nada a ver. Há um ano o Sporting simplesmente não jogou futebol. Ontem jogou. Podia ter jogado mais? Claro que sim. Houve jogadores em sub-rendimento? Obviamente (Carrillo, apesar do golo). Há jogadores em má forma? Claramente (Insua ainda não está no ponto de forma a que nos habituou o ano passado). Mas se tivesse entrado mais uma das inúmeras oportunidades criadas, a histeria não se instalava. A não ser, claro, que o Carrillo tirasse a camisola ao festejar o golo. A avaliar pela maturidade das reações, isto seria motivo de histeria também.

3. Bem sei que é um chavão futeboleiro, mas normalmente o que preocupa não é a equipa fazer poucos golos, é criar poucas oportunidades. Daí que a exibição de Guimarães tenha sido, para muitos, preocupante - a equipa criou poucos lances de perigo, fez poucos remates, apareceu pouco na área contrária. Ontem, não. Ontem a equipa passou o jogo perto da área do adversário. E não fez mais golos por desinspiração da rapaziada mais avançada.

4. O que concluir, então? Estamos bem, estamos mal, estamos no bom caminho, vamos longe, não vamos a lado nenhum? Não sei. Não sei mesmo. Não percebo de futebol a esse ponto, desculpem lá. Para terem certezas absolutas, têm que ouvir o Freitas Lobo e o Rui Santos. Ou esperem, se calhar não. O Freitas Lobo recomendou o Purovic como um grande avançado e o Rui Santos disse que o Insua era pior que o Grimi. Leiam-me mesmo a mim, ficam melhor servidos. E só faltam mesmo dois parágrafos...

5. Como ia dizendo, não sei onde vamos este ano. Mas sei que nesta altura da época estamos melhor do que estávamos nesta altura da época passada. E sei que, apesar de não ser um grande resultado, é melhor do que o 0-0 contra o Nordsjaelland ou lá como se chamavam os outros coxos... E sei, também, que temos boas opções para todos os lugares na equipa. Um defesa direito que é melhor do que o do ano passado. Uma dupla de centrais que nem se compara. Múltiplas opções no meio-campo (gostava de ter mantido Matias, claro, mas já foi, não vale a pena chorar sobre leite derramado). Boas opções para as alas (vamos ver se Viola satisfaz o meu desejo de ter uma opção de outro tipo para extremo). Jogadores de qualidade, como Insua, Rojo, apesar das minhas críticas do ano passado Elias (parece outro), Carrillo, Capel, Labyad, Wolfswinkel, etc.

6. E o que se passou ontem não foi mais do que isto: o Horsens, equipa ao nível de uma Académica ou coisa do género, empatou em casa com uma exibição de luxo do Ricardo lá do sítio, um golo do Éder lá do sítio num dos três remates à baliza, uma tática fechadinha programada pelo Emanuel lá do sítio. E, claro, uma exibição desinspirada em termos de finalização dos nossos jogadores da frente. Recordam-se do Académica-Sporting do ano passado? Foi mais ou menos isto. Sendo que, e eu sou insuspeito relativamente a Sá Pinto, apesar de tudo ontem jogámos melhor. Devíamos ter ganho? Pois devíamos. Compensemos isso em Coimbra, quando lá formos, onde o empate, mesmo com golos, é, aí sim, um mau resultado. E por ora, insisto, vamos ter alguma paciência.

Venha, entretanto, o Rio Ave para a primeira vitória oficial da época!

21/08/2012

Galo é...


Galo é… marcarem um jogo do teu clube para as 18 horas, em dia que está um tempo excelente para a praia. Num estádio para além de ter uma relva miserável, não tem condições para jogos aquela hora, onde obrigam os jogadores a jogar contra o sol na segunda parte. É mesmo galo!

Galo é ter um dos melhores Número 10 a jogar em Portugal e não ter táctica para o colocar. Ter o James encostado a uma das alas é pura e simplesmente um desperdício. 

Galo é não ter aparecido em Barcelos mais do que uma equipa para jogar a bola. Este Gil Vicente pode até fazer um bom campeonato mas neste jogo passou os 90 minutos a fazer antijogo.

Galo é não ter uma alternativa a Lucho, obriga-lo a jogar 90 minutos e ter um jogador como o Belluschi a treinar a parte. É galo de ter um salário elevado…

Galo é saber que se Hulk se vai embora vamos passar um mau bocado... Chegou no inicio da semana, entrou directo na equipa e foi o melhor em campo.

Galo é não ter marcado com tantas oportunidades ora por falta de sorte ora por falta de habilidade…

Galo é não se marcarem penaltys quando os jogadores são agarrados ou empurrados… fica para rever este critério do Duarte Gomes.

Galo é o Vitor Pereira ter arriscado e não ter ganho. 

Galo é estar na época 2012/2013 e parecer que ainda não saímos da época passada.

Telegraficamente... Foi mesmo galo e pouco há mais a dizer sobre este jogo. 

20/08/2012

Uma ideia diferente de futebol


Começaria por dizer que não sou daqueles que dizem que nunca assobiam. Já assobiei em Alvalade algumas equipas do Sporting. Sinceramente, fi-lo poucas vezes e às vezes sinto que o deveria ter feito mais vezes. Sempre no final dos jogos, nunca durante. Mas num Sporting-Gençlerbirligi (0-3) ou num Sporting-Brondby (0-2), que me desculpem os técnicos e jogadores que participaram nesses jogos, um voto de protesto exige-se! Há mínimos, mesmo para o Sporting dos últimos 30 anos. 

Há quem diga que em Inglaterra não se assobia, por uma questão de educação. Em primeiro lugar, é mentira que nunca se assobie, basta recordar os jogos do Blackburn Rovers do ano passado ou mesmo alguns do Arsenal. Aliás, aos menos atentos basta recordar a saída da equipa do City ao intervalo no jogo contra o Sporting da época passada! Em segundo lugar, não é por uma questão de educação, mas de reconhecimento de esforço. Não assobiei o Sporting que perdeu 2-5 com o Barcelona porque os jogadores deram 100% e não dava mesmo para mais. Mas o Sporting que perdeu 0-3 com o Spartak de Moscovo não merecia a mesma condescendência. Em Inglaterra, regra geral, dá-se 100% e isso merece reconhecimento. Banhos de bola em casa sem suar a camisola, ah isso garanto que dá tanto direito à assobiadela como cá.

Isto tudo para dizer que dificilmente assobiarei este Sporting de Sá Pinto. Porque os jogadores se empenham, porque dão tudo, porque estão comprometidos com o treinador e jogam até aos 90 minutos com a concentração exigida a um profissional do Sporting. E porque, a jogar assim, acredito que o Sporting vai perder poucas vezes.

Sinto, no entanto, que este Sporting de Sá Pinto põe em causa muito do que escrevi até hoje sobre o que deveria ser um Sporting que luta para (tentar) ser campeão.

E, depois de ver ontem o Guimarães-Sporting, parece-me que  o que põe em causa os meus posts e as opiniões que aí escrevi não é o central a mais, ou o avançado a menos, ou as eventuais renovações de Patrício, Carriço e Adrien. O que põe em causa tudo o que escrevi até agora é, por parte de Sá Pinto, uma ideia diferente de futebol. Diferente relativamente àquilo que esperávamos dele e relativamente àquilo que o próprio Sá Pinto foi referindo no final da época passada.

Parece-me óbvio que Sá Pinto começa a revelar tratar-se de um treinador cauteloso. Que prepara bem as equipas e estuda bem os adversários, sempre numa lógica de segurança e de minimização do risco. Daí que tenham corrido particularmente bem os jogos mais complicados na época passada e não tão bem os restantes (com exceção, curiosamente, do jogo realizado contra o Vitória de Guimarães, em casa). Aquilo que atribuíamos a uma forma particular de montar a equipa para determinados jogos é, afinal, resultante de uma ideia de futebol diferente daquela que, imaginava eu, era supostamente a defendida por Sá Pinto.

O que quero eu dizer com este texto complicado e filosófico? Muito simplesmente que os adeptos esperavam que Sá Pinto pusesse o Sporting a jogar um futebol dinâmico, ofensivo, rápido e no limite do risco. E Sá Pinto está a apostar numa ideia de futebol que não recolhe algumas destas características, em particular a aposta no risco.

Sá Pinto pretende ter um Sporting seguro a defender e cauteloso na construção do jogo, esperando as linhas de passe (que, por ora, não vão surgindo porque me parece existir pouco "trabalho" por parte de quem não tem a bola), as rupturas resultantes das subidas dos laterais (o futebol está muito "flanqueado", neste Sporting) ou o erro do adversário (e ontem, por exemplo, o Vitória errou pouco).

Isto exige muito trabalho de casa, muito treino e muita paciência, especialmente nos jogos em casa (contando muito em particular com a intolerante turba de Alvalade). E exige concentração defensiva a níveis próximos da perfeição (ontem até estivemos perto disso).

Podemos gostar mais ou gostar menos desta ideia de futebol, mas não posso deixar de salientar o seguinte:

1º- Desde 95/96, época em que a vitória passou a valer 3 pontos (ou seja, desde que o empate passou a representar 33% dos pontos correspondentes a uma vitória, deixando de representar 50% desses pontos), o campeão teve sempre o maior número de vitórias, com uma única exceção (o Boavista de 2000/2001 teve menos uma vitória do que o segundo, FCP).

2º- Este facto assume especial relevância nas épocas de 98/99, 2004/2005 e 2006/2007 em que, independentemente do número de vitórias, o campeão não teve menos derrotas do que o 2º classificado. Curiosamente, em 2004/2005, o Benfica, que terminou em 1º, teve o mesmo número de derrotas que o 8º classificado (Rio Ave, a 18 pontos de distância). E em 2006/2007, o Sporting, 2º, teve 2 derrotas, menos 3 - três! - do que o campeão FCP, com 5.

3º- Ou seja, podemos construir uma equipa para não perder e aumentam obviamente as probabilidades de terminar em 1º. Mas essas possibilidades aumentam para níveis próximos dos 100% se a equipa, ao invés de construída para raramente perder, for construída para ganhar quase sempre. O que me parece é que construir o segundo modelo dá mais trabalho, e leva muito mais tempo, do que construir o primeiro.

Assim, de duas uma: ou o nosso "instinto" inicial relativamente a Sá Pinto estava certo, e teremos que aguardar pela criação de rotinas para que um futebol dinâmico e ofensivo seja jogado em Alvalade; ou estávamos todos enganados, e Sá Pinto vai construir um Sporting mais cauteloso e que não joga perto do risco. Se for o primeiro caso, temos que ser pacientes; se se tratar do segundo, podemos não gostar tanto, mas teremos que aguardar pelos próximos jogos para ver como resulta.

Em qualquer dos casos, pela minha parte, vou apoiando a equipa.

Venham, por isso, os dinamarqueses do Horsens, para a primeira vitória oficial da época. A atacar mais ou menos, este jogo é claramente para ganhar!

19/08/2012

É o que temos

Mal vi o onze inicial, disse logo que tinha tudo para correr mal. Do meu irmão só ouvi um "Aqui vai mais uma primeira parte de borla". É assim Jesus. Não muda. É demasiado teimoso. Nem na época em que já não tem mais crédito ele faz o que é mais lógico. Foi por ele que a minha vontade de renovar o cativo quase chegou a zero e é por ele que pouco acredito na conquista deste campeonato. Sei que pode parecer que é a azia de mais um arranque em falso a falar mais alto mas já tinha dito antes. O sucesso desta época será inversamente proporcional ao número de invenções de Jesus. E neste jogo ele inventou:
- voltou a jogar com dois avançados contra uma das melhores equipas do campeonato;
- não colocou o melhor jogador da pré-época no onze inicial (Carlos Martins);
- Rodrigo que quase não jogou na pré-época, entrou logo no onze;
- forçou a utilização de Bruno César (também já tinha dito que esta paixão de Jesus era incontornável) naquela teoria de que Melgarejo faz o corredor e Bruno César pode então reforçar o miolo nessas movimentações. No papel até pode resultar mas como dizem muitas vezes, no powerpoint e excel, tudo é possível;
- e assim, lá ficou destruída a possibilidade de colocar o melhor meio-campo da liga (Javi, Carlos Martins e Witsel) e naturalmente que, contra apenas dois jogadores, o meio-campo do Braga foi mais forte. E, pior ainda, nem consegue aproveitar devidamente o talento do belga.



O resultado foi um futebol de baixa qualidade, com poucas jogadas de ataque, poucos remates e com raras ocasiões de golo. Mesmo assim deu para começar em vantagem mas o Benfica tem destas coisas, quando há um ponto fraco logo se faz questão de o destacar (quando estava com poucos centrais, adivinhem lá onde surgiam novas lesões, ou quando não havia mais extremos de qualidade, o que aconteceu a Gaitán e Sálvio há duas épocas?). Melgarejo ainda está longe de ser o defesa esquerdo de uma equipa que conquiste o campeonato e foi assim que fez um auto-golo e ofereceu o segundo. Mas neste ponto, critico mais a estrutura (seja ela qual for) do que Jesus. Como se pode gastar tanto dinheiro em extremos quando há excesso de opções para esta posição (o jogador de 8 milhões ficou na bancada) e não se compra um bom defesa-esquerdo?!

Depois, nem com o jogo a correr mal, Martins entrou. Preferiu colocar Aimar, que vinha de uma paragem por lesão, e ainda por cima ao lado de Cardozo (estou certo que se recordam deste filme em vários jogos da época passada). Com mais um jogador em campo, mal se notou esta vantagem.

Tem que ser uma equipa muita melhor do que as outras (com Ramires, Di Maria, David Luiz, Coentrão...) e sem o Porto a lutar pelo título para vermos Jesus ganhar. Não vale a pena dizer muito mais. É o que temos.


17/08/2012

Negócio da China?

Ver aqui.

Ainda não há grandes detalhes, fala-se apenas em "parceria" com investidores chineses para a exploração da Academia. A ver vamos. Tratando-se de "exploração", acho que pode ser um negócio fantástico.

Acima de tudo, confio que a direção não deixará de acautelar o médio/longo prazo, sem prejuízo de sanar os problemas do curto prazo. Oxalá assim seja. E, se assim for, fico satisfeito.

15/08/2012

Nelson Oliveira

Aposto que foram muitos os benfiquistas que, depois de ver o grande golo de Nelson Oliveira contra o Panamá, voltaram a criticar a decisão de emprestar o internacional português e a afirmar que tinha lugar no plantel do Benfica. No entanto, continuo a acreditar que o empréstimo foi mesmo a melhor opção, sendo que os restantes minutos deste mesmo jogo apenas serviram para reforçar esta opinião. O potencial está efectivamente lá mas falta ainda bastante para ser um dos avançados que ajude o Benfica a atingir os seus objectivos.


As chamadas à selecção e os minutos que Paulo Bento tem garantido a Nelson Oliveira (que se devem mais à fraca concorrência do que propriamente ao que já provou em campo) valorizaram bastante o jogador e até a imprensa tem contribuído (e muito) para reforçar o seu peso no clube e selecção. No entanto, considero que ainda precisa de muitos minutos para colmatar algumas debilidades e jogar com o emblema da águia ao peito. Estes pontos fracos estão essencialmente relacionados com a finalização e com as decisões que toma quando tem a bola nos pés. Mesmo no mundial de sub-21, só vi uma grande exibição quando, sozinho no jogo da final, foi um pesadelo para a defesa brasileira. Já na época passada, foram poucos os momentos dignos de registo.

Sendo assim, espero que jogue com bastante regularidade no Depor e que regresse depois com outra experiência e confiança pois será muito mais fácil afirmar-se no Benfica quando regressar de um empréstimo com o crédito de ter sido o melhor marcador da equipa.

14/08/2012

Seara já se aproveitou...

Ver aqui.

Minuto 50 - Seara aproveita-se das declarações de Eduardo Barroso sobre Pedro Proença (mais uma vez, o PMAG mostra que não percebe mesmo nada de futebol e das movimentações de "bastidores" que por vezes têm que ser feitas...) para lhe dizer que os dirigentes do Sporting devem ficar preocupados porque ele é o PMAG.

Claro que o Serrão, do FCP, aproveita-se para dar mais uma bicada e ficar com a confortável posição de criticar as declarações de Proença sobre Luisão de forma moderada.

Abram os olhos: os outros aproveitam-se destas manifestações excessivas para por os árbitros contra nós.

13/08/2012

O valor da liberdade de expressão

O atual PMAG do Sporting já era uma figura pública antes de ser PMAG do Sporting. Talvez não tivesse tanto mediatismo perante o que se usa chamar "grande público" antes da sua participação no programa da SIC "Os Donos da Bola" no final da década de 90 mas, pelo menos desde aí, passou claramente a ser uma figura pública com indiscutível repercussão mediática no país. Poucos portugueses não saberão quem é o Dr. Eduardo Barroso. E, por muito injusto que isso possa ser (e é mesmo), o seu mediatismo não advém do facto de liderar um dos mais prestigiados serviços de transplantes a nível nacional (e até internacional), mas sim do facto de ter sido "comentador do Sporting" em programas de televisão.

Certamente devido ao mediatismo que adquiriu nesses programas, foi convidado por Bruno de Carvalho para liderar a lista para a Mesa da Assembleia Geral do Sporting nas últimas eleições. Aceitou. E a verdade é que ganhou, pelo que foi legitimamente eleito PMAG do Sporting.

Não vou aqui discutir se deveria ou não ter solicitado à TVI a suspensão da sua participação no programa "Prolongamento" durante o período de campanha eleitoral. Penso que o deveria ter feito, como fez Dias Ferreira, para não criar uma pouco natural desigualdade relativamente às restantes listas. Tal como o deveria ter feito Rui Oliveira e Costa, que pertencia à lista do Conselho Leonino formada sob a égide de Godinho Lopes. Mas são factos do passado, não interessa agora estar a discuti-los.

O passado pode interessar, isso sim, para percebermos o que foi bem ou mal feito, na nossa vida e na dos outros, de forma a tirarmos ilações para o futuro. E aí, de forma algo paradoxal, permitam-me recorrer precisamente ao passado para recordar um episódio semelhante que teve lugar no Benfica há uns anos. Numa altura em que Vieira era líder do futebol (o presidente era Manuel Vilarinho) e toda a gente no Benfica tinha uma posta de pescada para mandar à 2ª feira, nomeadamente quando a bola não entrava ao Domingo, o referido Vieira mandou calar o PMAG do Benfica Paulo Olavo Cunha (POC), de uma forma não muito elegante (chamando-o de papagaio). Parece que POC ainda terá "esperneado", mas Vilarinho foi solidário com o "homem do futebol" e estabeleceu a regra do silêncio que até hoje vigora nos nossos rivais de Lisboa (nos do Porto vigora há uns bons 30 anos). Os papagaios começaram a calar-se e, ao fim de alguns anos, o resultado é o que se vê: Vieira é o líder indiscutível do Benfica, a voz que a comunicação social quer ouvir e, mais importante ainda, a voz que é ouvida e respeitada no balneário e fora dele. Sabe-se quem manda e percebe-se, recorrendo ao passado, porque manda e porque mantém um clima de (pelo menos, aparente) estabilidade interna.

Isto não existe no Sporting. No Sporting toda a gente fala e tem opinião, o que é muito bonito, mas infelizmente poucos resistem ao microfone. E isso é péssimo, como fui aqui dizendo ao longo deste ano e pouco de Futebol a 3. Mais ainda quando é o PMAG a intervir uma vez que, de uma forma ou de outra, está a representar o clube (e, por mais que tente, não consegue despir a capa de PMAG e tornar-se, de novo, e por breves minutos, o adepto Eduardo Barroso).

E é péssimo porquê? Simplesmente porque uma opinião sobre um treinador, um jogador ou um árbitro dada pelo PMAG pode ter repercussões muito complicadas, quer a nível interno, quer a nível institucional. Reparem que a opinião do Dr. Barroso sobre a venda do Matias é muito parecida com a minha. Mas eu não sou o PMAG. Vinda de mim, é uma posta de pescada; vinda do Dr. Barroso, deu no que deu... E isto sem falar dos prejuízos para a liderança do clube e do futebol, constantemente colocadas em causa com este tipo de intervenção.

O Dr. Barroso falou sobre "liberdade perdida" e tem toda a razão. Perdeu parte da sua liberdade quando assumiu o cargo de PMAG. Deveria ter abandonado o programa Prolongamento e eximir-se de dar opiniões sobre futebol. É injusto (mais uma vez o reconheço) mas é mesmo assim. O valor da liberdade de expressão, em certas circunstâncias, tem que ceder. É assim que se ganham lideranças fortes e se começam a construir resultados.

No futebol, tal como na medicina (onde ninguém tem nada a ensinar ao Dr. Barroso), quem gere tem que perceber verdadeiramente de futebol. E tem que tomar decisões com base nos conhecimentos que tem e que nós não temos. À imagem da política e de tudo o que é mediático, a gestão do futebol está sujeita à opinião de incautos, como eu próprio, que analisam cada fenómeno com a segurança própria da chico-espertice e sem os elementos todos à disposição. É o que faço aqui. E era o que fazia o Dr. Barroso no Prolongamento antes de ser PMAG. Agora já não o pode fazer.

E nem falo apenas de intervir sobre futebol (onde até poderia intervir desde que fosse um pouco mais cauteloso e discreto). Isso não é o pior. O pior são os casos em que pode estar em causa uma política institucional do clube. Dou apenas dois exemplos:

- numa altura em que o Sporting quer mostrar que é um clube grande, independente, livre de subserviências a norte ou amizades sonsas a sul, o PMAG do Sporting, que parece ser uma pessoa confiante e corajosa na sua vida profissional, revela-se um típico calimero quando passa ao comentário futebolístico. Frases como "nós não merecemos que nos façam isto" ou "por favor, deixem o Sporting em paz" são típicas nas suas intervenções. Empobrecem a dimensão do clube (como se não conseguíssemos impor, por nós, a nossa presença e grandeza) e tornam inglória qualquer demonstração de força que se possa fazer perante os rivais e a Liga (nós até precisamos que o PMAG peça publicamente que nos deixem em paz...);

- no comentário da arbitragem, o PMAG não percebe que há uma estratégia, que não lhe é obviamente divulgada, mas que parece passar (e muito bem) por pacificar a nossa relação com os árbitros. Não ganhamos nada em estar em guerra com árbitros, antes pelo contrário. Veja-se Xistra contra St. Etienne e Duarte Gomes contra Olympiakos. Veja-se quantas intervenções tiveram Freitas (poucas) e Duque (nenhuma de que me recorde) sobre arbitragens no ano passado. Veja-se o exemplo de Sá Pinto. Será que o PMAG não percebe que isto é estratégico? E que ter o PMAG constantemente a criticar os árbitros contradiz essa estratégia?

Claro que se poderia dizer que o Dr. Eduardo Barroso só intervém dessa forma porque não tem acesso a informação relevante que lhe poderia ser facultada pela própria SAD. Mas isto é futebol, muitas vezes o silêncio é indispensável para que as coisas se concretizem. Se tivesse havido silêncio, Mourinho teria sido treinador do Sporting, precisamente com Luís Duque. Gato escaldado...

Assim, de duas uma: ou o Dr. Barroso tem acesso a (alguma) informação e aproveita esse acesso para, de forma discreta, e muito esporadicamente, ir pacificando as hostes (como por exemplo agora fez Daniel Sampaio); ou não tem acesso e tem mesmo que ficar calado. Em qualquer dos casos, não é ele que determina o que é melhor para o futebol do Sporting nem determina se é melhor esclarecer isto ou divulgar aquilo. Não foi para isso que foi eleito. Foi eleito para ser PMAG e apenas isso. Se se candidatasse para gerir o futebol, dificilmente faria parte dos órgãos sociais do Sporting.

Finalizo referindo que, se seguisse os meus "bitaites", o Dr. Barroso consideraria que a sua intervenção não seria brilhante, como aliás já teve oportunidade de desabafar; pois eu considero que, como diz o povo (que tudo sabe), a palavra é de prata mas o silêncio, por vezes, é de ouro. E o brilhantismo mede-se pela eficiência das intervenções, não pela quantidade das mesmas. Por vezes, o silêncio pode ser brilhante, se for a atitude mais eficiente. Não é compatível com o programa Prolongamento? Bom, se assim é, parece-me óbvio que há uma opção de vida que tem que ser feita...

Só mais um ponto: eu este post assino com nome e número de sócio, essencialmente porque, sendo sócio do Sporting, e estando a referir-me ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, pretendo que fique absolutamente claro que não uso este blog como veículo de uma opinião "escondida" sob a capa de nicknames ou heterónimos. Uso-o no habitual exercício da minha liberdade de expressão, neste caso reforçada com a minha qualidade de sócio do Sporting Clube de Portugal.

Miguel Menezes da Silva
Sócio n.º 19.120-1

PS: Por ora, também não vou discutir se um comentador em programas de TV com este formato deve ser remunerado ou não. Nem vou discutir os valores que se referem nos "mentideros" e que são efetivamente substanciais. E não o farei por uma simples razão: não quero acreditar que seja por esse motivo que o Dr. Eduardo Barroso se mantém no programa. Tenho-o por um grande sportinguista, apesar de discordar de muitas das suas intervenções. E estou convicto que um grande sportinguista como o Dr. Eduardo Barroso se mantém no programa porque honestamente entende que dessa forma "defende melhor os interesses do Sporting". Acredito que seja isso, embora esteja em desacordo como resulta claro do post. Se fosse por uns milhares de euros, seria para mim uma grande desilusão.

12/08/2012

Prestígio ao chão

Mais do que as consequências desportivas de uma eventual suspensão, que tanto pode ser exclusivamente nas competições europeias como alargada às competições nacionais, desilude-me que o Benfica esteja associado a episódios tão tristes. Sei bem que são muitos os que não se importam de ganhar títulos mesmo que a sombra indisfarçável da corrupção retire qualquer brilho às conquistas ou que os seus jogadores e treinadores estejam constantemente envolvidos em escândalos de apostas. Eu não consigo. Detesto ganhar quando há um erro de arbitragem que permite a vitória do meu clube. Da mesma forma, acredito que a grande maioria dos que sofrem pela mesma cor que eu, preferiam abdicar de uma prestação tão positiva a nível europeu como tivemos na temporada anterior só para não assistir a este tipo de cenas que contrariam tudo o que defendemos.



Embora as imagens não sejam muito evidentes, é óbvio que Luisão pretende dar um encosto ao árbitro, independentemente de todo o teatro possa posteriormente ter existido. Foi uma atitude que não esperava minimamente de um jogador que, por toda a garra, regularidade e liderança que empresta à equipa, é a sua principal referência. Pior do que isso, só mesmo o indisfarçável gozo que se seguiu depois com Witsel, Javi e, mais grave ainda, Jorge Jesus a rir e a troçar de toda a situação. E é assim que se dá a imagem de um bando de rufias que, não só fazem a asneira, como ainda não ficam minimamente apreensivos com toda a situação de uma equipa que é convidada e paga para estar num jogo de festa e que foi a principal causa para que, todos os que pagaram bilhete, tenham ficado impossibilitados de assistir ao jogo.

É claro que o corrupto-mor logo aproveitou para mandar umas bocas, esquecendo tudo o que os seus jogadores têm feito ao longo de várias épocas e afirmando que o jogo da Supertaça foi de correcção, apesar de Defour ter agredido um adversário quando este estava no chão. Mas isso é o menos importante e é completamente desvalorizado por vir da mesma voz que tão bem se ouvia nas escutas. Importante e triste é ter acontecido com o Benfica e já se ter percebido que a postura será assobiar para o lado e dizer que nada aconteceu e que foi apenas simulação do árbitro.

09/08/2012

A paixão de Jesus

Cada vez que vejo uma declaração de Jesus relativamente ao Bruno César, percebo que existe ali uma paixão desmesurada que até o Curiosity é capaz de detectar a partir de Marte. É sempre bom para a confiança de um jogador, ter um treinador que faça estes elogios públicos. Eu próprio o fiz muitas vezes no FM para aumentar a moral dos meus craques. No entanto, não deixa de me provocar grande desconforto. Nas muitas conversas que tenho com os meus amigos benfiquistas, já percebi que são raros os que partilham da minha desconfiança em relação ao chuta-chuta. Não deixo de reconhecer que, para uma primeira época no futebol europeu, esteve até bastante bem, conseguindo mesmo o reconhecimento da ESPN Brasil como jogador revelação a jogar no exterior. Também reconheço que marcou golos importantes, como contra o Braga, Paços e na Champions, para além do fabuloso pormenor contra o Leiria.


Só que não vislumbro tanta qualidade como Jesus, que diz que é o melhor jogador do plantel no último passe e que, entre outros elogios, assume que passará a jogar mais vezes a 10. E é aqui que começa o meu desconforto. Já não gostei quando, na época passada, colocava tantas vezes Nolito no banco para dar a titularidade ao brasileiro, apesar do espanhol marcar golos e fazer assistências em catadupa. Receio que a fava possa sair agora a Carlos Martins, (penso que os créditos de Aimar o salvaguardam um pouco mais).

Dou o benefício da dúvida mas ainda não vi a clarividência suficiente em Bruno César para ser um 10 que defina a velocidade do jogo assim como as jogadas de ataque (vi até mais essa incapacidade...). A não ser que, para Jesus, a posição 10 signifique o que muitas vezes quer fazer de Aimar, ao colocá-lo a jogar quase ao lado de Cardozo...

Não há muito a inventar, o trio do meio campo neste momento é Javi - Witsel - Martins, sendo que Aimar pode trocar com Martins nos jogos em casa. Tudo o resto são invenções.

08/08/2012

E porque os outros também são bons...

Prestações de qualidade para os finalistas na classe 49er (8º lugar) e para a bravíssima Luciana Diniz, 17ª classificada mas que (lá está!) melhorou claramente a sua prestação anterior e, pormenor apenas de curiosidade, caso a prova fosse separada em género como todas as outras, seria medalha de ouro.

Destaque ainda para o 6º lugar no K4 500m e para as declarações de Álvaro Marinho. Revelam ambição e a vontade de querer sempre mais.

Alguns poderão pensar que agora ando armado em repórter, mas depois de manifestar o meu desagrado quanto às prestações iniciais, o mínimo que posso fazer é salientar a qualidade das mais recentes. E, verdade seja dita, desde o meu primeiro post até este momento, pouco há a dizer sobre a qualidade das participações dos atletas portugueses.

Ou estava muito enganado e tivemos muito azar (pouco provável, até porque "eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas"...) ou algo mudou.

Prata


Para Fernando Pimenta e Emanuel Silva, na canoagem (K2, 1000m).

Parabéns aos dois, foram uns campeões!

07/08/2012

Reforço para a Equipa B

Nunca achei que o jogador abaixo fosse grande espingarda. Mas a verdade é que está bem melhor do que era. Evoluíu bastante na última época e até se pode dizer que é, hoje, um razoável jogador. Não é um 10 para um grande e duvido que alguma vez venha a ser, mas pode perfeitamente fazer um "banco" razoável. E como também pode jogar como 8, pode ser uma opção simpática para o meio-campo. Parece que não quer renovar contrato com o seu atual clube, pelo que me parece que seria um reforço bom para a equipa B. Mas para ficar no banco, claro. A titularidade deixaria para um tal de Patinho. Ou para os jovens ex-juniores que precisam de minutos e experiência para depois chegar à A. Este seria só para encher. E, claro, servir de exemplo a outros chicos-espertos.

Eis o jogador a que me refiro, não sei se conhecem...


PS: Diz-se pelos mentideros (há mais de 1 mês!) que este jogador terá afirmado publicamente que o último clube do mundo onde queria jogar seria... o clube que atualmente representa e com o qual tem um contrato válido por mais 1 ano. E se isto chegou a mim, não duvido que tenha chegado a quem interessa. Por isso, confio que saibam o que estão a fazer. Mas que a história cheira mal, isso cheira...Pode ser que me engane muito, mas de duas uma: ou estamos a levar o golpe habitual dos amigos dos Drs. Franco e Bettencourt ou estamos a levar a vingança do Rojo (ou será que, neste último caso, o Rojo é que foi a vingança disto?). Em qualquer dos casos, estando o jogador perdido, nada temos que fazer para o seu crescimento enquanto profissional. Absolutamente nada. Se pudéssemos trocar por alguém que nos fosse útil, não me importaria minimamente. Se ficar, que fique a treinar com a B, convocado para todos os jogos para ficar 90 minutos no banco, salário em dia, claro, e já chega. Tem que haver exemplos para o futuro, sob pena de termos todos os anos a história da "maçã podre"...

06/08/2012

Olímpicos



Eis os destaques:

- Muito boas prestações no remo (5º), ténis de mesa (1/4 final, eliminados na negra pela 2ª equipa a nível mundial depois de vantagem de 2-1, terminando em 5º lugar) e maratona feminina (Jessica 7ª, Marisa 13ª, Dulce 21ª). As medalhas não caíram, é verdade, mas os diplomas estão lá para os que ficam nos 8 primeiros. E houve a tal superação que se tem pedido... quem viu, por exemplo, os jogos de ténis de mesa não pôde deixar de sentir que se tratava de um duelo entre a qualidade e experiência dos coreanos, de um lado, e, do outro, jovens portugueses sem os mesmos argumentos mas a dar 101% em representação do seu país (torci por cada ponto como se tivesse assistido a jogos de ténis de mesa toda a vida!)

- Boas perspetivas na vela (49er e 470), na canoagem (K2 e K4) e até no hipismo (final para Luciana Diniz na prova de salto individual) - não faço grandes comentários porque não domino minimamente estas modalidades, mas basta ler os comentários da crítica "especializada" para perceber que podemos ter esperança em medalhas vindas da vela ou da canoagem. Quanto ao hipismo, parece que a presença na final já é digna de nota. De qualquer forma, rapaziada, uma palavra comum a todos: superação!

- Prestações muito positivas nos 400m (novo record nacional para Vera Barbosa) e 3000m obstáculos (grande prova de Clarisse Cruz mesmo depois de uma queda). Pelo ritmo das restantes séries, nada mais resta a Vera Barbosa do que tentar melhorar o seu record (a final é um sonho muito difícil de alcançar); quanto a Clarisse Cruz, um lugar entre as 8 primeiras está ao alcance (quem faz aquela prova depois de uma queda, tem que acreditar que pode lutar por isso)

- Alguma desilusão no trampolim e no triplo salto feminino. Faltou "querer, treinar, vencer". A frase não é minha, é da insuspeita campeoníssima Rosa Mota. Alguns órgãos citam a Rosa como tendo dito "crer, treinar, vencer". Acho que devemos juntar as duas: é preciso querer muito, crer que é possível, treinar para isso e, depois, vencer. Alguns estão a mostrar que é mesmo possível.

- Nem comento o lançamento do peso masculino porque acho que, salvo raríssimas exceções, certos comportamentos, por muito contextualizados que possam parecer, definem com precisão o caráter das pessoas (e não me refiro só à famosa "caminha" mas a outras coisas que vão bem para além da imaturidade). E nunca esperei qualquer tipo de superação do Marco Fortes. Não surpreende que chegue aos Jogos e fique 2 metros (não, não são centímetros, acreditem) abaixo do seu próprio record pessoal. Com este dificilmente podemos contar. Limita-se a ser o melhorzinho que temos...

- Deixo para final o absoluto contraste relativamente ao último comentário... É que nos meus escritos sobre os Jogos faltou o merecido destaque individual para mais um herói da marcha: João Vieira ficou em 11º nos 20km marcha, o que não sendo mediaticamente fantástico, é uma prestação muito boa. Com este Portugal pode contar. Dia 11 de Agosto (próximo sábado), lá estará ele de novo, nos 50 km, prova para a qual supostamente se preparou em primeiro lugar e onde espera, diz ele, ficar no top-16. Espero sinceramente que supere as suas próprias expetativas.

As coisas começam a entrar nos eixos. Não há medalhas, mas há portugueses a fazer por isso. O mais provável é acabarmos a 0, mas estar na luta é essencial. A medalha será o merecido prémio para os que consigam susperar-se.

Ou seja, parece que, afinal, as mensagens enviadas aqui (não as minhas, que são lidas por umas dezenas de gatos pingados) chegaram lá. E os atletas perceberam que não chega vestir o equipamento, é preciso dar o litro. Pelo país mas, essencialmente, por eles próprios. Nunca se irão perdoar se não o fizerem.

PS: Vi pouco do Sporting no Colombino. Mas do que vi não gostei mesmo nada. Não jogamos absolutamente nada. Não temos jogadas treinadas. Não temos lances ensaiados de bola parada. Não temos bons marcadores de bolas paradas (era Matias quem nos dava um plus neste aspeto). Não temos um avançado eficaz (é bom, mas falha muitos golos). Não temos um meio-campo criativo. Não temos quem transporte a bola e a distribua. Não temos os jogadores em constante movimento em busca de uma linha de passe livre. Enfim, não temos futebol. Sá Pinto melhorou algumas coisas relativamente a Domingos, mas houve uma em que não só não melhorou como creio que até fez a equipa regredir: em jogos contra equipas que se fecham, não há fio-de-jogo. Domingos, se bem se recordam, era criticado por não ter ganho a nenhuma equipa da primeira metade da tabela. Sá Pinto, a continuar assim, dificilmente vai ganhar às equipas da 2ª metade da tabela. Espero estar enganado, mas continuo sem acreditar que Sá Pinto seja o treinador que vai por o Sporting a jogar bom futebol (que não se vê em Alvalade desde José Peseiro, recorde-se). Os benfiquistas que me desculpem, mas se este ano o campeonato voltar a ser a 2, estou pelo Porto. Ninguém segura JJ com três campeonatos perdidos consecutivamente. E aí pode ser que o agarremos nós. Estamos mesmo a precisar dele...

03/08/2012

Insua

Segunda titularidade consecutiva de Pranjic. Será que Insua está no mercado? Ou é só precaução para o caso de aparecer uma proposta? Ou será simplesmente uma experiência?

Não sei... mas o restante 11 é claramente o titular (para Sá Pinto), pelo menos enquanto não chegar Labyad e Izmailov não recuperar (Patrício; Pereirinha, Boulahrouz, Rojo e Pranjic; Schaars, Elias e André Martins; Carrillo, Capel e Wolfswinkel).

Seria um rude golpe a saída do melhor lateral esquerdo que vi jogar em Alvalade. Pode ser que o meu feeling esteja errado...

01/08/2012

Superação

Não é só ser campeão, ganhar medalhas, ser finalista, ter a melhor classificação portuguesa de sempre.

Também é isto. Parabéns ao Pedro Oliveira, que deu tudo o que tinha nos Jogos Olímpicos e bateu o record nacional. Não chegou? Pois não. Mas ele, Pedro Oliveira, chegou onde antes nunca tinha chegado. E aproveitou os Jogos Olímpicos para o fazer, ao contrário de outros que ganham medalhas no Torneio Internacional da Buraca.

Este Atleta poderá, eventualmente, fazer o tal discurso da falta de condições para ir mais longe porque no que dependia dele nós sabemos que deu tudo o que tinha.

Quanto aos outros, vão treinar e ponham as choraminguices de lado.