02/06/2012

A triste novela das contratações

Entre amigos, quando se assistia a engates sem o mínimo de critério, sempre achei piada à explicação "Sei que é impossível sacar todas as mulheres do mundo, mas não custa nada tentar". Agora, parece que estou a encontrar algum paralelismo na política de contratações do Benfica. Se o descontrolo já era evidente com o número incrível de jogadores pertencentes aos quadros, com a desculpa da equipa B é a loucura. Ou seja, já seria fácil enumerar vários erros crassos sem grande esforço de memória (Fernandéz, Fábio Faria, Djaló, Emerson, Felipe Menezes, Shaffer, ...) e já existia um número alargado de jogadores provenientes das camadas jovens que estão longe de ter a qualidade necessária para ficarem de águia ao peito, pelo que agora se está a tratar de encher outro contentor para a nova equipa B. Os jornais desportivos estão a delirar com esta nova realidade e acredito que muitos empresários estarão na mesma linha.



Preocupa-me especialmente que, depois de uma época em que ganhou tanto dinheiro na Champions e depois de vender Fábio Coentrão, se tenha informado que o Benfica precisava de fazer 50 milhões em vendas. Preocupa-me que apenas esteja a ver a venda de Gaitán como lucrativa e com pouco impacto na equipa. Preocupa-me que Witsel, Javi ou Rodrigo possam ser utilizados para chegar ao objectivo de vendas. Preocupa-me que se continue a não rentabilizar os activos emprestados que, especialmente no Brasil, têm registado boas prestações. Preocupa-me dar 8 milhões por um jogador que é um desejo ardente de Jesus ("Queres vir para o nosso balneário?") que, como todos os desejos ardentes de Jesus, a direcção paga o que for preciso para satisfazer e caso não corresponda, jogará na mesma todos os jogos a titular (Roberto, Emerson...). Preocupa-me contratar um avançado que marcou menos golos e é bem mais velho do que um colega que jogava na mesma equipa e que já pertencia ao Benfica. Preocupa-me que o mais urgente ainda não esteja solucionado: defesa esquerdo e reforço do meio campo ( Carlos Martins pode não regressar?!).


Dia 14 de Junho há Assembleia. Esta sou capaz de ir e até calha bem por já estar de regresso do Portugal-Alemanha mas ainda de férias. Quero até fazer um esforço para analisar alguns relatórios de exercícios anteriores para tentar perceber o problema do passivo de que tanto se tem falado.

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