23/04/2012

Apesar de tudo... emotivo!


Num jogo em que as grandes prioridades passavam por (i) poupar o maior número possível de jogadores para Bilbao e (ii) evitar que os utilizados sofressem qualquer lesão, foi bom ver que Sá Pinto tratou de acrescentar o plus do resultado, algo que todos queríamos mas, confessemos, não esperávamos depois de ver a lista de convocados. Mantenho algumas das minhas reservas e dúvidas iniciais, mas tenho que dar a mão à palmatória numa coisa: neste momento, qualquer jogador que entra em campo está motivado. Nisso, Sá Pinto tem sido um mestre e é dele, e só dele, o mérito de ter levantado o moral destes jogadores.

Um destaque especial para Marcelo Boeck, que além de ser uma vitamina de moral para os companheiros quando está no banco, sempre que atua faz boas exibições e mostra que não ficaremos "descalços" caso Patrício saia e não seja contratado substituto à altura. A ele devemos dois pontitos, ontem fez uma exibição absolutamente decisiva.

Quanto ao jogo... mais por culpa de Rubio do que por culpa própria, o treinador do Sporting voltou a repetir o recuo excessivo da equipa quando em vantagem. Desta vez, compreende-se e aceita-se: a jogar com 10, com dois centrais pesados e não muito rápidos e com uma equipa pouco rotinada, seria impossível pedir aos jogadores que defendessem mais à frente. O receio é que se torne política da casa. Gostamos de ganhar a sofrer, mas gostamos ainda mais de viver. E com os últimos jogos do Sporting têm-se perdido dias e dias de vida, caro Sá Pinto!

Outra qualidade de Sá Pinto tem sido a inteligência do discurso. Carlos Xistra fez uma excelente arbitragem e o treinador do Sporting aproveitou a ocasião para felicitar o árbitro. Tenho defendido por aqui que é preciso fazer isto de vez em quando e que, inclusivamente, é preciso salvaguardar os árbitros dos erros dos fiscais-de-linha.

E não há muito mais a dizer sobre o Nacional-Sporting. Não sou daqueles que atribui ao Eng.º Quinhentos, perdão, Alves um estatuto de rival, pelo que me estou nas tintas para os disparates que diz. Ganhámos um jogo de futebol ao Nacional que, por sinal, até jogou bastante bem e tem quatro jogadores que, a meu ver, teriam lugar nos planteis dos grandes: Neto, Claudemir, Candeias e Mateus. Sim, Mateus, esse mesmo, que tanto diz a outro dirigente a quem também se dá demasiada importância (Fiúza do Gil Vicente). Já o tinha dito aqui e repito-o: poderia ser um banco bastante útil num grande. Pena é que o Sporting e o Nacional tenham más relações, porque Neto, pelo menos, seria uma excelente opção para o plantel da próxima época.

Agora, atenções focadas no jogo de San Mamés: é para ganhar, se não der para ganhar, empatar, e se não der para empatar, passar à final seja lá como for. Dispenso, sinceramente, ter que repetir o sofrimento dos últimos jogos, mas se tiver que ser, seja! Quero é que estes jogadores percebam que merecem tudo e merecem mesmo muito esta final.

Antecipo uma vitória nossa e desta vez espero que não me matem a fezada com mais lesões musculares. Sim, insisto na fezada de que Jeffren vai ser decisivo. Assumindo a disponibilidade de todos (salvo castigados), acho que devemos atuar com o habitual Patrício, Pereira, Polga, Xandão, Insua, Carriço, Schaars, Capel, Matias, Woflswinkel. Falta um: do que vou conhecendo de Sá Pinto, creio que vai colocar Pereirinha. Não me parece mal, embora ache que é pouco arrojado. Por mim, jogaria Carrillo. Agora, jogue um ou outro, tenho a tal fezada: Jeffren vai entrar na 2ª parte e resolver o jogo. É desta, cara***!

E fica a promessa: se passarmos o Bilbao, lá estarei, em Bucareste, longe como tudo, a apoiar o Sporting na final, seja contra quem for!

Venham, pois, os bascos para continuarem a alimentar a nossa senda de vitórias!

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