30/04/2012

O espelho de uma época

A verdade é que, depois da vitória do Porto na Madeira, as poucas esperanças que ainda existiam quase que se dissiparam por completo. No entanto, mantinha-se o objectivo de adiar a festa portista o mais possível. Não colocava a questão do segundo lugar na equação porque dois episódios mais na ridícula novela do Leiria, ou seja, continuar a apresentar-se em campo até ao final do campeonato com o número mínimo de jogadores e assim oferecer as vitórias aos adversários, já garantia o acesso directo à Champions.




No entanto, Jesus lá teve que, mais uma vez, engolir as palavras que disparou nas últimas conferências de imprensa. Não só o Porto não perdeu pontos como perspectivara como o Benfica também não conseguiu vencer o seu jogo. Interessante como este jogo acabou por ser um excelente resumo da prestação do Benfica neste campeonato:
A entrega do campeonato
O Porto festeja a conquista do campeonato, não depois de uma vitória da sua equipa mas após um desaire do Benfica. Acho que isto ilustra na perfeição esta época. Não foi a equipa sem treinador e avançado que venceu o campeonato mas sim o Benfica que o perdeu. É marcado sobretudo pelo desperdício de 5 pontos de vantagem em vésperas de receber o Porto em casa.
O 4-4-2 de Jesus 
Foram muitos pontos perdidos ao optar muitas vezes por este sistema táctico. O mais grave é que também os perdeu em jogos que estava a ganhar com 3 homens no miolo e que, depois de alterar para apenas dois e dois avançados, sofreu empates ou derrotas como aconteceu hoje e no jogo com o Porto.

As arbitragens
Não são desculpa. Mesmo com tantos erros, o Benfica deveria ter feito bastante mais. No entanto, as decisões frequentemente erradas contra o Benfica ajudaram ao resultado final. O terceiro golo do Porto no clássico e as inúmeras grandes penalidades que ficaram por marcar são os casos mais flagrantes ao longo da temporada. Hoje contra o Rio Ave, interrogo-me sobretudo como é possível não marcar o penalty sobre Saviola.
A gestão do plantel
Nunca, em todo o campeonato, o treinador do Benfica teve a capacidade de realizar uma gestão inteligente do plantel e assim não esgotar os jogadores. Agora que já estava tudo quase perdido é que decidiu colocar Nolito, Capdevila e Matic. Qual é a ideia? Javi e Gaitán já estão vendidos e importa evitar qualquer tipo de lesão que coloque em causa as transferências?




Quanto ao jogo, uma entrada a dormir que possibilitou o domínio inicial do Rio Ave e um golo infantil num desentendimento entre Luisão e Artur. Depois o Benfica lá fez pela vida, comandado pela classe de Witsel e irreverência de Nolito. E assim chegou ao intervalo a vencer com golos de Nolito e Cardozo. Com Matic amarelado e com clara tendência para acumular mais faltas, Jesus fez bem em retirá-lo. Com Javi no banco, como é possível colocar Saviola?! E colocar Witsel a trinco?!?! Estivesse Maxi a jogar mal e ainda o colocava   a defesa direito! E logo Saviola?! Se queria jogar com dois avançados pelo menos colocava Rodrigo ou Nelson Oliveira! E depois quando podia corrigir o erro e colocar Javi, tira Aimar. Muito bom mesmo! Pelo menos assim não restam dúvidas sobre as responsabilidades de Jesus no insucesso desta época. Prefiro claramente que os rumores se confirmem e que esteja a treinar o Porto na próxima época do que correr o risco de ter que aturar mais uma época de tanta incompetência e teimosia. Bruno César continua a ser intocável?! Só porque faz parte dos seus queridos?! 
Numa das várias jogadas de perigo da segunda parte, o Rio Ave lá acabou por empatar. O Benfica ainda fez um esforço para vencer o jogo mas ora por azelhice própria, mérito dos defesas ou guarda-redes adversário ou grandes penalidades não assinaladas, o empate foi mesmo o resultado final.




Estou demasiado desgastado com tanta desilusão. Não consigo sequer conter algumas asneiras quando a câmara dá um grande plano de Jesus quando, a poucos minutos do final, está no banco tranquilo e sereno a sacar de mais uma pastilha. Teimoso e com um ego que desconfio que já rivaliza com o de Mourinho, certamente não colocará o cargo à disposição. Só a proximidade das eleições presidenciais poderão precipitar a saída já que a questão do treinador seria um forte trunfo para outro eventual candidato. Koba, meu caro companheiro de blog, de certeza que ainda o queres para o Sporting? Zatopek, é este que pretendes que esteja no banco do teu Porto para ir atrás do tri? Não me interessa quem, mas façam-me um grande favor e simplesmente levem-no! O presidente continua ausente no estrangeiro. Continuam a preferir ter um presidente que não receba ordenado mas que não garante concentração a 100% nas suas funções ? 


Resta-me evitar canais desportivos e o facebook o resto da noite e esperar que o Euro 2012 chegue rapidamente! 




29/04/2012

2 Penaltys para o Campeão?



Não vi o jogo. Como é possível? Apenas justificável com um belo jantar entre amigos que, do pouco que ligam ao futebol, não expressam nenhum interesse para os lados azuis e brancos. Respeito isso e dessa forma apenas deixei que o jogo se intrometesse no jantar por 2 vezes. E de penalty! Obrigado Live Scores!

Às 11h da manhã seguinte ainda não vi 1 imagem do jogo. Saber que foi de Penalty (embora justos pelo que li online) retira-me toda a vontade de ver o que quer que seja. Não quero nem saber se foi um massacre, se colocar o Hulk a ponta de lança foi o melhor, se os jogadores do Marítimo tiraram bolas em cima da linha... não interessa! Nem que fosse com a mão! Ou num fora de jogo não marcado pelo Cardinal (o mais famoso “bandeirinha” na ilha da Madeira). Ganhar o jogo do titulo com 2 golos de penalty é o reflexo deste campeonato portista... e para um adepto que gosta de golos e de bons espectáculos de futebol um jogo com 2 golos de penalty não é nada.
Ainda nada está ganho e vamos ter de certeza um jogo intenso contra o Sporting. Os de Alvalade precisam desta vitória, mas os adeptos azuis e brancos não vão permitir à equipa deixar para o Estádio dos Arcos a decisão do campeonato... era mau demais. Conclusão: "Todos ao Dragão tornar um ambiente difícil para os jogadores ex-Cerelac"

Resumindo, ainda há esperança para a malta que escreve palavras de motivação a LFV pelas imediações do Estádio da Luz. E da mesma forma que os ataques à direcção criam divisões entre os adeptos, essa mesma esperança acaba por não ser partilhada. Para os mais inocentes resume-se no mais básico dos argumentos: “ temos de acreditar enquanto for matematicamente possível. Eles têm lá o Vítor Pereira!!”; por outro lado, os mais calejados terão outra opinião: “ Impossível, eles têm lá o Pinto da Costa!!!”
Voltando ao que realmente interessa...

A vitória era mesmo o mais importante e à semelhança do que disse o Gorbyn sobre a Taça da Liga, este campeonato servirá apenas para o ranking. Após retiradas as devidas conclusões, leia-se “terminar a aventura de VP como treinador do Porto”, os responsáveis do clube não podem deixar acontecer o que se viu este ano , deixando para o último momento a definição do plantel. Bem sei que assim se fazem os melhores negócios, mas a instabilidade criada e principalmente a falta de margem de manobra para ir buscar reforços é extremamente prejudicial.

Rolando e Alvaro Pereira devem ser já os primeiros, de Belluschi e Guarin já ninguém se lembra, o Christian Rodiguez já deve estar 5 kg mais gordo e nunca mais ninguém o vê e infelizmente Fernando e Hulk dificilmente resistirão a um mercado que, apesar de debilitado ,tem os Petro Dolares a marcar o ritmo. E com a gasolina a ficar cada vez mais cara... não sei onde isto vai parar.

A ganharmos o campeonato dificilmente irei festejar como de costume. De todos os meus mais de 30 anos de idade e pelo menos 25 a ver futebol, não me recordo de um campeonato tão mal jogado pelos portistas (e eu nem sou muito exigente)... Num campeonato disputado, onde até à 25 jornada eram 3 equipas que discutiam a liderança, só faltou mesmo um pouco mais de regularidade nas exibições para se ter um dos melhores campeonatos dos últimos anos.

E venha o Sporting para continuar a senda de vitórias. Certo Koba?

PS: Com um campeonato mais feliz em termos de exibições; com uma melhor gestão e escolha dos 11; com menos apostas no Defour enquanto tinhas Guarin e principalmente Belluschi; se não viéssemos de um ano onde ganhamos tudo em grande estilo;  com uma Champions à Porto; com maior perspicácia nas contratações (se é que tens alguma influência) e principalmente com mais carisma, capacidade de motivação e gestão de balneário... eras bem capaz de ser bom treinador, caro VP. Na forma como geriste o caso Rolando e Alvaro Pereira fizeste me sentir que aquela equipa é a do FC do PORTO e não de pseudo-estrelas. Colocares o Rolando no banco em 3 jogos seguidos e nem convocar  o AP foi de treinador à Porto. Mas sinceramente acho que também não tiveste nada a ver com essa decisão.


27/04/2012

Justo ou injusto?


Ponto prévio: grande ambiente nos dois jogos, como testemunhei cá e como me testemunharam os diversos amigos que se deslocaram a Bilbao. Dois clubes especiais só poderia resultar num ambiente especial!

Quanto à eliminação, começaria por dizer que o Sporting na primeira mão foi muito superior ao Bilbao. Não se viu mini-Barcelona, nem tiki-taka, nem a ponta de um corno. Viu-se um golo de pura sorte e um lance de puro azar (o remate de Amorebieta ao poste). Viu-se o Sporting a falhar, pelo menos, três oportunidades de golo muito boas. E o Bilbao a sofrer no final do jogo. 2-1 era curto, embora eu pessoalmente achasse que chegava (até me contentava com 0-0, vejam bem...).

Na primeira parte da segunda mão, o jogo foi bastante equilibrado. Até aos 15 minutos, mandou o Bilbao, nos 15 seguintes, mandou o Sporting, os últimos 15 foram equilibrados. Quanto ao Bilbao, e para além dos golos, recordo-me de, pelo menos, duas boas oportunidades desperdiçadas. Também tivemos as nossas, por Pereirinha e Polga. E se o jogo acabasse aos 45 minutos da 2ª mão, eu dir-vos-ia que era extremamente injusto a eliminatória estar empatada, porque no confronto entre primeira mão e primeira parte da segunda, estávamos claramente por cima. E o segundo golo do Bilbao não era merecido, mas João Pereira resolveu dar uma ajudinha...

A segunda parte da segunda mão foi toda do Bilbao. E nem falo de oportunidades de golo, falo de domínio do jogo: muitas jogadas de 2x1 pelo flanco direito (nosso esquerdo), muito espaço no meio sempre que passavam a primeira linha de (muito fatigada) pressão, inúmeros cantos e livres conquistados em que conseguiram criar perigo (grande Patrício, a abordar quase sempre bem os lances). Pelo nosso lado, a equipa conseguiu ir aguentando a pressão dos jogadores do Bilbao na tentativa de levar o jogo para o prolongamento, os jogadores fartaram-se de correr e de dobrar posições, mas desde que Capel estoirou, deixámos de sair a jogar. E o único lance de perigo foi uma bola parada de Insua a uns bons 30 metros da baliza.

Em que ficamos, então? Justo ou injusto? Por tudo o que disse, acho que é muito injusto para os jogadores do Sporting, que não mereciam sofrer um golo aos 87 minutos, mas é justo para os do Bilbao, que não mereciam esperar até aos 87 minutos para fazer um golo. Como acho que no futebol, como na vida, deve prevalecer sempre o que mais arrisca, o que mais tenta, o que mais procura e não tanto o que fica à espera (seja porque não pode, não consegue ou não quer), tenho que considerar que o Bilbao mereceu passar.

O que matou o jogo e a eliminatória, como disse Polga, foi o 2-1. Comentei ao intervalo que esse golo podia ter o condão de fazer o Bilbao tirar o pé e jogar mais na expetativa (o que poderia ser bom para nós, que estávamos claramente em défice no aspeto físico), mas enganei-me redondamente. O Bilbao veio mesmo para cima de nós. Não com a fúria com que viria se estivesse 1-1, mas com a paciência de quem tinha ganho algo fundamental em competições europeias: o ascendente psicológico. O 2-1 foi mais do que um golo, foi o momento em que o Bilbao nos disse "vamos sempre reagir ao que vocês fizerem, nem pensem em repetir os últimos 15 minutos de Lisboa". Isso pesou bastante.

Tal como pesou Lllorente. Que grande jogador. Um ponta de lança que durante 90 minutos ganha quase todos os duelos individuais, obrigando os centrais a revesar na marcação tal o poder físico e técnico do oponente, transmite à equipa a sensação de que podem meter sempre lá a bola, que ele resolve. Quando o tiki-taka estava a falhar, Amorebieta colocava alto em Llorente e este segurava, distribuía, criava perigo, enfim, resolvia mesmo! E foi resolvendo, resolvendo, resolvendo, até que deu ele próprio a machadada final. Não sei o que lhe aconteceu em Lisboa, mas ontem provou que merece ser o titular da seleção espanhola no Euro, está a jogar mais que Torres e claramente não é só avançado para o chuveirinho, tem qualidade e técnica para também brincar ao tiki-taka.

Notas finais para Sá Pinto. Mais uma vez muito bem no fim do jogo. Aceito a forma como montou a equipa, abdicando de um trinco mais destrutivo, como Carriço. Mas sem Matias (e Izmailov, que ontem fez muita falta) ficamos outra vez com o Sporting de Domingos, em que ninguém fica responsável por carregar jogo. Capel na primeira parte ainda o fez, mas muitas vezes sem apoio (e, de tanta correria sozinho, acabou por rebentar na segunda parte). Martins na primeira mão até resultou porque tinha Carriço e Schaars atrás quando ainda estava fresco, mas ontem quando passou para essa posição, com a mesma retaguarda, nada fez devido ao desgaste que havia acumulado. E a entrada de Carriço ao intervalo, embora parecesse essencial, ficou desprovida de efeito útil com o amarelo à primeira varridela. Os sportinguistas queixam-se do árbitro, eu queixo-me da mudança de critério da primeira para a segunda parte, com prejuízo para o jogo, não apenas para o Sporting. Em suma, a apontar algo a Sá Pinto, apenas a titularidade de Matias que, pelos vistos, não estava em condições de jogar 90 minutos, pelo que (sabe-se agora, depois do jogo acabar...) teria sido muito útil para levar a equipa para a frente se entrasse do banco na 2ª parte. Mas não o tomo por responsável: ontem, Sá Pinto até esteve muito bem, considerando que com 3 meses de carreira a nível senior aterrou, sem que ninguém acreditasse muito nisso, numa meia-final da Liga Europa contra um adversário que ontem esteve muito agressivo, muito organizado e muito forte no ataque. Não tem culpa que a equipa esteja estoirada e que, para uma competição como a Liga Europa, o plantel seja ainda curto. Os que estão são muito bons e gosto de (quase) todos eles, mas ontem faltou olhar para o banco e ver lá uma opção que segurasse claramente o meio-campo. Sem Rinaudo, lesionado, e Elias, não inscrito, talvez devesse ter convocado André Santos. Mas convenhamos que também não seria uma solução fabulosa para arrumar a casa...

E agora, bom... agora, há que ganhar os jogos todos até ao fim, nomeadamente no Dragão e no Jamor!

Mas pensando apenas no curtíssimo prazo, venha a Académica para retomarmos o caminho das vitórias!

23/04/2012

Apesar de tudo... emotivo!


Num jogo em que as grandes prioridades passavam por (i) poupar o maior número possível de jogadores para Bilbao e (ii) evitar que os utilizados sofressem qualquer lesão, foi bom ver que Sá Pinto tratou de acrescentar o plus do resultado, algo que todos queríamos mas, confessemos, não esperávamos depois de ver a lista de convocados. Mantenho algumas das minhas reservas e dúvidas iniciais, mas tenho que dar a mão à palmatória numa coisa: neste momento, qualquer jogador que entra em campo está motivado. Nisso, Sá Pinto tem sido um mestre e é dele, e só dele, o mérito de ter levantado o moral destes jogadores.

Um destaque especial para Marcelo Boeck, que além de ser uma vitamina de moral para os companheiros quando está no banco, sempre que atua faz boas exibições e mostra que não ficaremos "descalços" caso Patrício saia e não seja contratado substituto à altura. A ele devemos dois pontitos, ontem fez uma exibição absolutamente decisiva.

Quanto ao jogo... mais por culpa de Rubio do que por culpa própria, o treinador do Sporting voltou a repetir o recuo excessivo da equipa quando em vantagem. Desta vez, compreende-se e aceita-se: a jogar com 10, com dois centrais pesados e não muito rápidos e com uma equipa pouco rotinada, seria impossível pedir aos jogadores que defendessem mais à frente. O receio é que se torne política da casa. Gostamos de ganhar a sofrer, mas gostamos ainda mais de viver. E com os últimos jogos do Sporting têm-se perdido dias e dias de vida, caro Sá Pinto!

Outra qualidade de Sá Pinto tem sido a inteligência do discurso. Carlos Xistra fez uma excelente arbitragem e o treinador do Sporting aproveitou a ocasião para felicitar o árbitro. Tenho defendido por aqui que é preciso fazer isto de vez em quando e que, inclusivamente, é preciso salvaguardar os árbitros dos erros dos fiscais-de-linha.

E não há muito mais a dizer sobre o Nacional-Sporting. Não sou daqueles que atribui ao Eng.º Quinhentos, perdão, Alves um estatuto de rival, pelo que me estou nas tintas para os disparates que diz. Ganhámos um jogo de futebol ao Nacional que, por sinal, até jogou bastante bem e tem quatro jogadores que, a meu ver, teriam lugar nos planteis dos grandes: Neto, Claudemir, Candeias e Mateus. Sim, Mateus, esse mesmo, que tanto diz a outro dirigente a quem também se dá demasiada importância (Fiúza do Gil Vicente). Já o tinha dito aqui e repito-o: poderia ser um banco bastante útil num grande. Pena é que o Sporting e o Nacional tenham más relações, porque Neto, pelo menos, seria uma excelente opção para o plantel da próxima época.

Agora, atenções focadas no jogo de San Mamés: é para ganhar, se não der para ganhar, empatar, e se não der para empatar, passar à final seja lá como for. Dispenso, sinceramente, ter que repetir o sofrimento dos últimos jogos, mas se tiver que ser, seja! Quero é que estes jogadores percebam que merecem tudo e merecem mesmo muito esta final.

Antecipo uma vitória nossa e desta vez espero que não me matem a fezada com mais lesões musculares. Sim, insisto na fezada de que Jeffren vai ser decisivo. Assumindo a disponibilidade de todos (salvo castigados), acho que devemos atuar com o habitual Patrício, Pereira, Polga, Xandão, Insua, Carriço, Schaars, Capel, Matias, Woflswinkel. Falta um: do que vou conhecendo de Sá Pinto, creio que vai colocar Pereirinha. Não me parece mal, embora ache que é pouco arrojado. Por mim, jogaria Carrillo. Agora, jogue um ou outro, tenho a tal fezada: Jeffren vai entrar na 2ª parte e resolver o jogo. É desta, cara***!

E fica a promessa: se passarmos o Bilbao, lá estarei, em Bucareste, longe como tudo, a apoiar o Sporting na final, seja contra quem for!

Venham, pois, os bascos para continuarem a alimentar a nossa senda de vitórias!

Agora Jesus?!

Pois, parece que só agora os assobios e críticas conseguem ser mais audíveis na cabeça de Jesus do que o seu próprio ego. Só agora e muito provavelmente demasiado tarde. A proximidade de eleições presidenciais somada com as míseras conquistas de duas taças da liga nas últimas duas épocas e com as terríveis humilhações da época passada ainda bem frescas na memória, devem estar a levar Jorge Jesus a aumentar as doses de bom senso para os últimos jogos e assim garantir a sua continuidade na próxima época. Foi a sensação com que fiquei mas teremos que esperar pelo próximo jogo para confirmar se o bom senso veio mesmo para ficar até ao final da época. As decisões do onze inicial que me levaram a fazer esta introdução:
- Capdevila:não vale a pena dizer muito mais, só mesmo JJ não aceitava que isto seria o normal. Não defende melhor que o brasileiro (embora tenha a certeza que, em situações de limite ou risco, a sua experiência não permitiria cometer erros como o que ditou a expulsão de Émerson contra o Porto) mas a atacar é muito melhor, facilitando a vida do homem que joga à frente do defesa-esquerdo. Émerson deve ter ficado incrédulo ao perceber que um lateral esquerdo pode entrar dentro da grande área adversária e até tentar o golo;
- Matic: depois do jogo contra o Chelsea era a aposta de muitos contra o Sporting. Mesmo sem Aimar disponível nem sequer saiu do banco. Jogou agora a titular para o campeonato sem que Javi estivesse castigado ou lesionado. Mesmo tendo em consideração que o espanhol deve ter feito o seu pior jogo de sempre contra o Sporting, é de assinalar;
- Nolito: apesar de ser seguramente o jogador que, jogando nas alas, mais golos marca e de, apesar de não ter visto estatísticas que o comprove, acreditar que também seja o jogador com mais assistências, nunca recebeu o aval do treinador e foi sempre a terceira escolha. Num post anterior, referia que era uma consequência de não ser um jogador escolhido pelo treinador (ao contrário de Bruno César) e esse foi mais um grande erro. Numa bela noite de sexta de copos entre amigos (que incluía o meu parceiro de blog Zatopek) assinalava esta capacidade incrível do espanhol que não tinha sido devidamente aproveitada e, no dia seguinte, não deixou de assinalar dois golos e duas assistências. Obrigado Nolito; 
- Saviola: não seria a minha escolha pois preferia sempre jogar com 3 médios, mas fez todo o  sentido premiar o argentino pelo golo na final da Taça da Liga. Apesar do excelente passe para o segundo golo de Nolito, este jogo do argentino apenas veio reforçar a ideia de que já não terá condições para continuar mais uma época. 






Quanto ao jogo, uma entrada fortíssima do Benfica que levou a que, por volta dos 10 minutos, já pudesse estar a vencer por 3 golos (e até estou a ser algo conservador). Mas os golos lá surgiram e depois o Benfica limitou-se a gerir até ao intervalo. Na segunda parte, o Benfica entrou descansado demais e o Marítimo reduziu a desvantagem, que só não aconteceu mais cedo porque Artur esteve em grande plano. Mas o Benfica não demorou muito a dilatar a vantagem e assim acabou por ser uma vitória tranquila. 


Como destaques positivos, obviamente Nolito e Artur. Do lado inverso, Cardozo e Bruno César. O paraguaio porque esteve apagado e está a acusar a seca de golos e o brasileiro porque, apesar do golo, poucas jogadas tinham continuidade nos seus pés. 


Os No Name estiveram de greve na primeira parte e marcaram a segunda parte com cânticos contra Vieira. Há alturas melhores para o fazer, nunca durante um jogo quando ainda há objectivos para o cumprir (provavelmente, não o que mais desejava, mas ainda há um segundo lugar bastante importante). Estranho, mesmo assim, que tenham sido todos dirigidos exclusivamente ao presidente.


A seguir, Rio Ave. Apenas confirmarei a vitória do bom senso se, no jogo com o Rio Ave, Capdevila e Nolito continuarem a titular e Aimar jogar com mais dois médios. 

16/04/2012

Mais uma para o ranking

Por muito que Jorge Jesus tentasse valorizar esta competição e afirmar que a Taça da Liga era um objectivo importante da época, a verdade é que, na cabeça e coração dos adeptos, este não entrava sequer no top 3 das prioridades. O Benfica estava na final e, como adversário, não tinha nenhum dos habituais ocupantes dos lugares cimeiros da classificação. Sendo assim, dava a sensação que o Benfica tinha muito a perder e muito pouco a ganhar. Uns momentos antes do jogo, comentava em brincadeira com amigos que uma derrota ainda poderia ser vantajosa na medida em que poderia ser o factor que tornaria insustentável a continuidade de Jesus. Só que, racionalmente, sabia que a perda do troféu poderia levar a equipa para um abismo, colocando em causa um 2º lugar que dá acesso directo à Champions e, emocionalmente, só conseguia imaginar o Maxi a levantar o troféu, nem que fosse por um golo de Emerson num remate à Roberto Carlos (conseguem imaginar a flash interview se isto acontecesse?!).




Foi um jogo interessante, contra um Gil Vicente que joga bom futebol e em que o Benfica assumiu as despesas do jogo. Apesar do Benfica ter sido um justo vencedor, não foi assim tão dominador e criou poucas ocasiões de golo (marcou um golo a partir de uma perda de bola do adversário e outro a partir de um lançamento lateral). Para quem tantas desilusões tem apanhado, queria uma vitória categórica e sem margem para dúvidas. Não foi o que aconteceu e para piorar, o Gil Vicente ainda empatou aos 78 min, lançando a dúvida sobre o desfecho da final. Valeu Saviola para garantir que Benfica fosse escrito pela 4ª vez nesta Taça da Liga.




Este jogo serviu para evidenciar alguns dos erros que vimos frequentemente durante esta época e que terão contribuído para uma quase certa entrega do campeonato aos rivais do Norte:
- o Benfica é muito mais competitivo em 4-3-3 do que em 4-4-2. Tivesse optado por esta táctica em Alvalade, Guimarães e Olhão e certamente não estaríamos na posição em que estamos hoje;
- Capdevila é, de longe, melhor jogador que Emerson. A defender poderá não se notar tanto mas a atacar e a ajudar o homem que joga do lado esquerdo do meio-campo, é inquestionável. O otário do comentador da SIC ainda fez questão de assinalar que Capdevila não esteve em evidência neste jogo. Não me importo que o espanhol não se destaque por jogadas fabulosas se pelo menos garantir que não se destaca por imitar as azelhices do seu colega de posição;
- Matic é bom jogador mas tem que jogar mais minutos e não apenas quando Javi está lesionado, castigado ou a fazer de central. Fez mais um bom jogo e mostrou que poderia ter sido bastante útil em Alvalade;
- Witsel a jogar com mais dois colegas no meio-campo mostra toda a sua qualidade. Diria que Jesus bloqueia o seu talento e apenas beneficia da sua qualidade táctica sempre que joga com dois avançados. Fico com grande curiosidade em perceber o que poderia valer este belga a jogar a 10 e sem grandes preocupações defensivas.



Foi curiosa a colocação de Rodrigo no lado direito. Com o pulmão de Maxi que possibilita várias subidas no terreno, o sub-20 espanhol conseguia flectir várias vezes para o meio. Fez um bom golo e esteve bem na partida. Esperemos que volte à forma que estava antes da lesão contra o Zenit. Por outro lado, Nelson Oliveira teima em não fazer as coisas bem. Apresenta muitos erros ao nível das decisões que toma com e sem a bola nos pés e fico na dúvida se não teria "crescido" mais com outra época emprestado do que a jogar aos poucos no Benfica. Bruno César também me deixa muitas dúvidas e ainda estou longe de estar convencido com o brasileiro. Não me esqueço do golo em Paços de Ferreira, contra o Braga e do cruzamento deste jogo para Rodrigo mas considero que produz muito pouco para a equipa. Até corre muito e é esforçado a defender mas acho que Nolito ajuda mais a equipa a trocar a bola, faz mais assistências e até marca mais golos (só que não deve ter sido Jesus o responsável pela sua contratação).


A notícia de um jornal desportivo que fazia referência ao facto da taça ter viajado para Lisboa na bagageira do autocarro, diz muito do que esta taça significa. Ajuda na contabilização dos títulos nacionais conquistados em comparação com o Porto, mas é uma contabilidade ridícula. Teriam que fazer uma ponderação por competição para fazer o mínimo sentido (arriscaria algo como 10 pontos para o campeonato, 5 para a Taça de Portugal, 3 para a Taça da Liga e 2 para a Supertaça). O facto de terem existido assobios e protestos na saída de Coimbra e na chegada à Luz, embora pouco apropriados, ilustram bem o que vai na alma dos adeptos: é muito pouco para um plantel com tanta qualidade. É triste olhar para o que se passou na temporada anterior e perceber que o ponto de maior emoção terá sido um golo de Fábio Coentrão contra o Marítimo e que esta época será provavelmente o de Bruno César contra o Braga.

11/04/2012

Adenda ao post do derby (ao estilo Arq.º Saraiva)

Um dos nossos fieis leitores chamou-me a atenção para uma coisa que não referi no meu post (e não referi porque não vi nem ouvi o jogo).

Diz ele que, como também relatava o Gorbyn no seu post, no final do jogo as claques do Sporting cantavam "outra vez, outra vez, campeonato co cara*** outra vez".

Queria dizer, apenas, que esse cântico é totalmente ridículo. Se o Sporting ganhasse o campeonato, teria a sua piada; ficando em 4º ou 5º... não faz sentido.

Tal como não faz sentido cantar "quem não salta é lampião" em jogos em que o adversário não é o Benfica (prática felizmente pouco vista este ano em Alvalade).

As provocações e festejos num derby excedem sempre o razoável, e eu aceito isso tranquilamente. Mas há limites.

Quando ficamos mais contentes por perder o Benfica do que propriamente por ganhar o Sporting, estamos a valorizar excessivamente o rival - e, pior do que isso, a desvalorizar e reduzir a dimensão do nosso clube.

Também não gosto do Benfica, e tempos houve em que preferia o Porto ao Benfica como vencedor do campeonato. Mas depois de tantos e tantos campeonatos perdidos para o Porto, muitos deles com cheirinho a aconselhamento papal às tantas da madrugada, mudei a lógica. Hoje é-me indiferente. E sou hoje mais sportinguista do que antes, não tenho dúvidas.

Temos que fazer o nosso caminho com autonomia e equidistância relativamente aos rivais. Não por ser politicamente correto ou ficar melhor na conversa do café - simplesmente porque é o melhor para nós.

O anti-benfiquismo primário deu em 4 segundos lugares exuberantemente festejados pelos sportinguistas só porque o Benfica ficava atrás de nós (felizmente nunca fui dos que ficava contente em 2º e como eu havia muitos outros sportinguistas, basta ler o Daniel Oliveira e o Zé Diogo Quintela). Esses anos, todos o sabemos, foram seguidos de um ciclo de depressão que, a meu ver, está em parte relacionado com o crescimento do rival com que nos comparávamos.

Espero que os sportinguistas entendam isto de uma vez por todas: ser sportinguista implica, antes de tudo, ser do Sporting.

10/04/2012

O derby (em resumo, em diferido, tarde e a más horas)


Não vi o derby. Não vi. Não vi o ambiente no estádio, a entrada em jogo, o penalty perdoado aos 47 segundos, os penalties sobre Wolfswinkel e a segunda parte de golos desperdiçados. Não vi.
Estava num jantar, para o qual fui convidado há várias semanas e a que acedi porque desconhecia a data do derby. Azar dos azares, os restantes convidados não ligam peva a futebol, pelo que quando me permiti sugerir que se adiasse o jantar, a organizadora me deu uma valente nega. Fiquei-me, pois, por uma noitada em que vi o debate da RTPN e fui dividindo a atenção entre o "Prolongamento" na TVI24 e o "Dia Seguinte" na SIC Notícias.
Pelo que parece, perdi um bom jogo. Com casos, é verdade: há pelo menos dois penalties por marcar, um para cada lado. Mas um bom jogo. Em que o Sporting jogou com a equipa certa (Sá Pinto aposta seriamente neste meio-campo, o que me agrada muito) e o Benfica, pelo que dizem, com a errada. Se bem que, no caso do nosso rival, se JJ tem feito atuar a defesa e o meio-campo de Londres e faltassem as pernas, logo se perguntaria "porque não utilizou os centrais que já estavam recuperados quando os jogadores estiveram sujeitos ao desgaste do jogo com o Chelsea?".
Sinceramente, caro consócio Jorge, serias preso por ter cão e preso por não ter. Mas tenho que te confessar que começo a ter algumas dúvidas em contratar-te, pá! Não pela tua qualidade ou pelo que fazes as tuas equipas jogar, mas por estes penosos finais de época em que, efetivamente, parece sempre que as pernas começam a falhar. Quando o Izmailov corre mais num jogo do que o Maxi Pereira, certamente que andas a fazer algo errado...
Perdi, também, um festival de desperdício de Wolfswinkel. Mas ao contrário do que muitos dizem, entre eles o Gorbyn, não me parece que seja desinspiração ou algo até pior. Parece-me, apenas, falta de calo. Wolfswinkel é um puto de 23 anos, que faz a sua primeira temporada fora do seu país; num clube, convenhamos, muitíssimo complicado e onde tudo acontece; e o balanço, até agora, é muito simples: tem 19 golos nesta temporada, mais do que Postiga em toda a sua carreira no Sporting. É certo que 6 ou 7 foram de penalty, mas tem o mérito de os concretizar.
Ora, eu tinha pedido um avançado que marcasse 20 a 25 golos por época. Wolfswinkel não está longe desse número. Para o ano, mais entrosado com os companheiros, com concorrência de outro nível, mais experiente e com melhor conhecimento dos adversários, fará mais. Não digo que não precisemos de alternativas mais sólidas (Rubio é aparentemente muito verde), mas não foi por Wolfswinkel falhar muitos golos que a época correu como correu.
Mas estou a desviar-me do que me levou a escrever este post: o derby visto, em resumo, em diferido, muito tarde e a muito más horas. Sinceramente, foi uma noite a não repetir. Se no programa da RTP ainda se discutiu um bocadinho de futebol, os da TVI24 e SIC Notícias só me faziam perguntar porque diabos não tinha pedido a alguém que gravasse o jogo para o rever calmamente em casa em vez de estar a assistir àquelas discussões patéticas.
Na TVI24 o Calimero Barroso resolveu fazer um discurso a pedir respeito pelo Sporting. Caro Dr. Barroso, o respeito conquista-se. Conquista-se com exibições como a de ontem, talvez, com exibições como a da primeira parte em Manchester, claro, com exibições como a do jogo em casa com o City, seguramente. Mas com jogos como o de Setúbal, tudo pode facilmente ir por água abaixo.
Se o Sporting tem ganho em Setúbal (e já nem falo de outros jogos em que foi dando a primeira parte de avanço), estava neste momento a 6 pontos do Benfica e 5 do Braga - face à depressão em que se encontram os adversários, até seria possível sonhar com a Champions (podíamos não conseguir, mas teríamos algo por que lutar). Mas perdeu.
Queria o Calimero Barroso que, depois de Setúbal, os comentadores dissessem que com o City seria taco a taco? Tenha paciência... E aquela de elogiar o Polga ("grande exibição, fantástico central") depois de, num derby, em casa, aos 47 segundos de jogo, fazer um penalty escandaloso que, por mera sorte, o árbitro não marcou, não lembra ao Diabo! O homem tem o caminho traçado: BRASIL. Deixe lá o homem ir em sossego, por favor não interfira (corremos o risco de lhe darem ouvidos)...
Na SIC Notícias, foi o Calimero Gomes da Silva quem montou o espetáculo. Recorde-se que se trata de um senhor que, enquanto Ministro da República Portuguesa, já tinha demonstrado esta sua faceta. Lembram-se? Foi com ele que começou a cair o Governo Santana, depois de se ter ido queixar à "stôra" que o menino Marcelo dizia o que queria e não tinha contraditório (como se isso tivesse algum problema).
Pois o Calimero Gomes da Silva conseguiu encontrar dezenas de casos em que o Benfica foi prejudicado ao longo do ano (nunca foi beneficiado); e na análise do próprio jogo, para além do lance do penalty perdoado aos 47 segundos, conseguiu analisar de forma despudoradamente facciosa todos os outros lances. Ah, e esqueceu-se, também, que depois do segundo 47, houve 90 e tal minutos de futebol.
Acresce que resolveu pegar num direto de rua feito com adeptos do Sporting após o jogo em que as pessoas, naturalmente felizes, se limitavam a festejar a vitória, para voltar à tese do Benfica e anti-Benfica só porque 1 imbecil, entre cerca de 7 ou 8 entrevistados, resolveu dizer que estava contente por enviar o campeonato para o Porto. Foi 1, em 7 ou 8. Os outros limitaram-se a dizer o óbvio: "estamos contentes por ter ganho ao Benfica; o Benfica jogou pouco; com o Wolfswinkel em dia sim goleávamos; o Benfica já não vai lá chegar por culpa própria". E ele acha isto mal. Pois eu gostava de perguntar ao Calimero Gomes da Silva se em 99/2000 festejou o golo do Sabry ou ficou tão chateado quanto eu fiquei? Ou festejou e depois, no fim, chorou de tristeza só porque o campeonato, afinal, poderia ir para o Porto? Sinceramente, só vejo uma vantagem em levarmos com esta hipocrisia: com benfiquistas como o Calimero Gomes da Silva, será muito mais fácil ao Sporting concretizar o (meu) sonho de deixarmos de ser o queixinhas do futebol português...
Bom, o resultado disto é que não vi o jogo, deitei-me tarde e a más horas, dormi pouco e ainda aturei gritaria vinda de uma série de tipos que, francamente, com a idade e respeitabilidade que têm, não se deviam prestar a certas figuras. Os nossos paineleiros são muito fracos; os do Benfica fraquinhos são; os do Porto, honra lhes seja feita, fazem o papel deles. Até nisto, meus amigos, até nisto, o Papa tem a teia melhor montada do que o Benfica e o Sporting! Podemos parar de falar de árbitros e, se calhar, começar a perceber como isto funciona? Ou vamos esperar que o Papa se retire para voltar a ganhar campeonatos?
E venha o Bilbao para continuarmos esta série de vitórias!
PS: O ano passado em Alvalade o Benfica deu um banho no Sporting e até poderia dizer que foi prejudicado, se bem se lembram. Sidney leva um segundo amarelo justo, mas depois de um primeiro totalmente injustificado. E mesmo a jogar com 10, o Benfica veio para cima do Sporting, fez 2-0, matou o jogo. Se não o fez este ano por falta de categoria, falta de pernas ou mérito do Sporting, podemos discutir. Por culpa do árbitro é que não foi seguramente. O penalty podia ter mudado o jogo? Claro que sim. Mas se o Benfica deixa de jogar ao segundo 47 só porque não lhe marcam um penalty, simplesmente não merece ser campeão. E eu acho que até mereceria ser campeão, porque tem o melhor treinador, o melhor plantel, o melhor 11 base, a melhor defesa, o melhor meio-campo e até a mais promissora linha avançada de Portugal. Só não tem, pelos vistos, (i) estofo de campeão e, mais importante ainda, (ii) controlo do sistema. Na primeira falha, não consigo explicar porquê... não consigo mesmo, porque de Agosto a Fevereiro parecia que até tinha esse estofo. Na segunda, é mais fácil explicar: Vieira, afinal, é tão ou mais burro do que os dirigentes do Sporting e não percebeu que o segredo para ser beneficiado é queixar-se 1 ou 2 vezes por ano e no resto do tempo estar calado ou dizer que os árbitros são "heróis"; é falar de bloqueios nos jogos em que se perde, quase que desculpabilizando o árbitro porque "não estava atento, mas agora comecem a prestar atenção" (enquanto os árbitros se lembrarem desta, esqueçam golos de bola parada); é não queimar Proenças e Xistras por lances em que a culpa é do fiscal-de-linha, porque estamos a "picar" um árbitro que não teve responsabilidade nenhuma (quando o podíamos "salvar" na praça pública, assim ganhando um árbitro para o nosso lado da barricada). Reconheçamos isto: alguns dos nossos dirigentes são mesmo burros, não vale a pena....

Game over

Difícil, era não ser este o resultado após o jogo de Alvalade. O Benfica já sabia que o cenário era complicado: a vitória do Porto em Braga era um desfecho que duvidava muito que acontecesse e que, durante grande parte do jogo, pensei que estava certo, mas lá apareceu um Hugo Viana que, não só não marcou, como ainda fez uma grande assistência. Assim sendo, só restava uma opção que passava pela vitória e jogar para merecer a vitória. No entanto nada disto aconteceu.




E porque é que era difícil não ser este o resultado?
1ª razão: o 4-4-2
Jesus tinha que mostrar a sua teimosia (ou melhor, a sua burrice) e jogar com dois avançados. Não quero repetir o que já disse em posts anteriores mas jogar com dois avançados, depois de uma desgastante noite europeia, em terreno alheio e contra uma equipa que não esteja no fim da tabela, não faz o mínimo sentido. Ainda para mais quando se conhecem as debilidades físicas da equipa. O catedrático não viu o mesmo que o resto do mundo viu em Londres? Um Matic que fez um grandíssimo jogo e que podia emprestar ao meio-campo a capacidade física que escasseia e libertar a classe de Witsel? O belga andou desaparecido toda a primeira parte! Porquê Rodrigo quando o miúdo ainda não fez uma exibição decente desde que se lesionou?
2ª razão: Emerson
Já tenho dificuldades em encontrar adjectivos para este gajo e sobretudo para a sua inclusão repetida e incessantemente no onze inicial. Jogar com um jogador a menos quase todos os jogos dificulta, e muito, o objectivo de vencer. Já tínhamos percebido que Capdevila não é melhor a defender mas sabe atacar e ter a bola nos pés. O palhaço triste só sabe colocar a bola em Gaitán, independentemente de este ter dois jogadores em cima ou não, e atrasar para Artur. Como Jesus gosta de embirrar e manter algumas escolhas quando todos percebem que são uma imbecilidade, lá vamos para o segundo ano de desilusão.
3ª razão: Arbitragem
Se limpássemos os primeiros 5 minutos do jogo, não teria qualquer crítica à arbitragem. Já tive oportunidade de ver os lances na televisão e, apesar de ser um bocado forçado, o Luisão é que não podia facilitar e assim evitar ajeitar a gola do holandês com o jogo em andamento (Porra Luisão, o homem nem marca de frente para a baliza quando está sozinho com todo o tempo do mundo, o que é que achavas que ele ia fazer de costas para a baliza?!). O Bruno César sofre uma falta com uma entrada de carrinho por trás e o amarelo não sai?! Porque estamos nos primeiros 5 minutos da partida e primeiro tem que sair o aviso?! Mas o que realmente importa comentar é o penalty do Gaitán. É claríssimo mas segue a tendência das arbitragens do Benfica desta época: para se marcar só se for muito, mas mesmo muito escandaloso. É penalty óbvio e no 1º minuto da partida. Quem não quiser perceber, que não perceba mas começar a ganhar logo desde o primeiro minuto altera completamente a história do jogo. O Benfica não está a jogar bom futebol, mas defender uma vantagem frente ao Sporting seria bem mais fácil.




Quanto ao jogo, não consegui ver com a calma necessária. Ver o jogo em pé, no meio da claque e com gajos que preferem insultar quem está na bancada ao lado vestido de verde e partir cadeiras do que seguir o jogo, torna qualquer análise mais redutora. Na primeira parte não houve muita história. O jogo foi equilibrado, com poucas oportunidades mas o Sporting lá ia aparecendo mais vezes com a bola controlada junto da área do Benfica. O Benfica conseguiu um cabeceamento perigoso por Cardozo.


A segunda parte, foi uma vergonha. O Benfica só conseguia chegar perto da baliza de Patrício através de livres e a jogada mais perigosa resultou de uma série de ressaltos. Não fosse Artur, os poucos inspirados (talvez não seja apenas uma questão de inspiração) avançados do Sporting e a barra e o Benfica teria saído de Alvalade com o saco cheio. Só seria benéfico se abrisse os olhos a quem ainda quer ver Jesus a fazer mais jogadas de mestre na próxima época:
- fez bem ao retirar Rodrigo ao intervalo, mas colocou Bruno César no meio (depois daquele golpe de génio contra o Braga quando decidiu colocar Bruno César no centro, como poderia correr mal?!) e pior ainda, Djaló no lado direito. E O MATIC?!
- é claro que as coisas melhoraram. Com mais um elemento no meio-campo, Witsel conseguia respirar e havia mais Benfica. "Está melhor? Então esqueçam lá isso que vou tirar o Javi e voltar a colocar dois avançados enquanto o Matic me vai buscar umas pastilhas".




O título está praticamente entregue. Tendo o Porto que perder um jogo e empatar outro em 4 jogos, as probabilidades estão praticamente todas contra o Benfica. Ainda por cima, o Sporting já não estará devidamente motivado para ir ao Dragão, uma vez que já ganhou o campeonato esta noite. O quê? Não ganhou? Eu estava no estádio e vi o público a celebrar! E vi os jogadores a saltar no meio do terreno com as camisolas na mão! Até a claque gritou "Outra vez, outra vez, campeonato pó... (o resto já sabem)"! Pensava que tinham roubado o título ao Olhanense pois estes fizeram o mesmo depois do apito final para celebrar o empate.


A meia-hora que fiquei no estádio depois de acabar o jogo, permitiram-me recordar a bela merda de final de temporada que se iniciou com o jogo de Guimarães. Ainda nem quero acreditar que perco um campeonato para uma equipa sem treinador nem avançado. A agora ainda tenho que aturar aquela estúpida taça preta. Façam-me um grande favor e coloquem na corrida à presidência alguém a quem reconheça competência e que apresente um projecto credível. Estou farto...      

09/04/2012

Uma fezada corrigida


Poucas horas antes do jogo com o Metalist, recebi um e-mail com a seguinte pergunta: "Então, com fezada para logo??". O remetente, grande sportinguista, dirigia-se a mim e a outros dois grandes sportinguistas. Os quatro formamos um mini-fórum, via e-mail, que vai acompanhando em jeito de postas de pescada os temas mais quentes do Sporting.
Deste grupo de quatro, a grande divisão é em torno do Rui Patrício. Dois de nós achamos Rui Patrício um bom guarda-redes que pode vir a ser um grande guarda-redes (eu sou um deles); os outros dois consideram Patrício um guarda-redes normalíssimo, tendo evoluído de frangueiro nos seus tempos de juventude para um redes que não deixa entrar o que é suposto defender mas não faz uma só defesa que faça a diferença. Tentámos já fazer uma aposta relativamente ao futuro próximo do Rui Patrício, mas nunca conseguimos acertar os precisos termos e condições da mesma (no fundo, sendo os 4 juristas, arranjamos sempre um argumento de merda que impede a concretização do acordo para a aposta).
Eu, pela minha parte, não vou embandeirar em arco com o que Patrício fez na 5ª feira. Fez uma ótima exibição, mas como dizia um dos "detratores", faz uma defesa meio esquisita que dá origem ao penalty e no próprio lance do penalty a bola vai mais contra as pernas dele do que o contrário.
No entanto, mais do que a defesa do penalty ou as defesas em lances perigosos ao longo do jogo, aquilo de que mais gosto no Rui Patrício, e de que não me lembro em Alvalade desde o Schmeichel, é saber que temos na baliza um guarda-redes que não se borra. Ele sai bem no 1x1, faz a mancha bem, ocupa bem a baliza, melhorou indiscutivelmente no jogo com os pés mas, mais importante do que tudo, nos cruzamentos é muito seguro: sai quando tem que sair, sem hesitar, e quando a bola está na pequena área, é dele. Saber que, no chuveirinho final, podemos contar com Patrício é essencial neste tipo de jogo. E a reação aos cruzamentos é, para mim, o que verdadeiramente faz a diferença num guarda-redes. Frangos todos dão, mas muitos há que, além dos frangos, dão origem a golos adversários simplesmente porque saem tarde, ou ficam a meio do caminho, ou soltam a bola, ou simplesmente se borram e ficam em cima da linha.
Patrício, é bom lembrar, tem tido as piores defesas no Sporting de que há memória! Nunca teve um lateral direito como Nélson ou César Prates, centrais como Marco Aurélio, Naybet, Valckx ou André Cruz e só no lateral esquerdo teve a sorte de apanhar o melhorzinho que se viu em Alvalade nos últimos 20 anos (e mesmo assim só neste último ano porque antes disso tinha-se deparado com Grimi, Marian Had e Evaldo). No restante, tem levado com rapaziada esforçada, e a quem sempre reconheci o empenho e profissionalismo, como Abel, Tonel, Polga ou Carriço, ou com artistas do tipo João Pereira ou Pedro Silva, bons jogadores de bola mas para quem defender é uma ciência ainda por explorar.
Ainda assim, era ele o assobiado e era ele o culpado. A defesa era miserável, mas ele, Patrício, tinha que defender tudo. Quando não defendia, era crucificado. E o rapaz, um puto de 19 ou 20 anos, sempre resistiu, nunca se queixou ou choramingou e sempre se aguentou a titular, sem por uma só vez deixar de assumir responsabilidades quando as tinha (ao contrário do pesadelo Ricardo, para quem a relva, o sol, a bola e o árbitro eram os verdadeiros culpados da sua falta de jeito).
Hoje, Rui Patrício é reconhecidamente um guarda-redes que dá segurança à equipa. Ainda não é um grande guarda-redes, mas para lá caminha. Por isso mesmo, espero que no pós-Euro uma de duas coisas aconteça: renovação ou venda lucrativa. Renovação porque acho que temos equipa para no próximo ano fazer melhor; venda porque sei que a situação financeira do Sporting é complicada e concedo que se vendam os dois titulares da seleção (o próprio Patrício e João Pereira, este pelo valor da cláusula, 7M€), de forma a evitar uma remodelação substancial do plantel.
Entretanto, ia-me esquecendo do verdadeiramente importante: em resposta ao e-mail referido no primeiro parágrafo, respondi que "Tinha uma grande fezada no Jeffren, achava que íamos ganhar 2-1" e que "Sem Jeffren, acho que empatamos 1-1 e passamos". Corrigi a minha fezada de há uns dias, pois! Devia ter escrito isto aqui no blog, para poder fazer o post com o título "eu bem dizia" que ando a prometer há meses. Como não o fiz, fica para uma próxima oportunidade...
E venha o Benfica para continuar a senda das vitórias!
PS: Não vou ver o derby, vejam bem... Depois explico porquê!

05/04/2012

De cabeça erguida

Estamos fora da Champions mas podemos estar orgulhosos da prestação da equipa na melhor competição de clubes do planeta. Especialmente pelo primeiro lugar conseguido na fase de grupos, com excelentes resultados fora de portas, e por uma boa vitória nos quartos de final mesmo tendo que jogar num cenário mais apropriado para os Jogos Olímpicos de Inverno. Fica, no entanto, a sensação que poderíamos ter ultrapassado esta eliminatória e atingido as meias-finais, pelo que este deve ser dos poucos pontos em que concordo com Jorge Jesus: de facto, também não fiquei convencido. Se da primeira mão, não me sai da cabeça aquele penalty incrivelmente não assinalado, nesta segunda mão pareceu-me que, se tivéssemos tido mais cabeça na forma de abordar o jogo, a reviravolta poderia mesmo ter acontecido.


Em relação ao jogo, não vou entrar em grandes detalhes. O Benfica não teve receio de assumir o jogo em Londres, jogou de peito aberto, sem complexos e com bom futebol, e isso, por si só, já foi bastante positivo. Não se percebia qualquer superioridade por parte do Chelsea e assim, o objectivo de marcar apenas um golo para empatar a eliminatória, não parecia demasiado optimista. Se 4 centrais lesionados e uma dupla inventada já não tornavam o enquadramento muito favorável, uma grande penalidade desnecessária de Javi deixou tudo muito mais complicado e um segundo amarelo imbecil de Maxi (numa jogada de ataque do Benfica!) transformou a passagem às meias finais numa miragem. Só que também houve um grande coração e vontade por parte dos jogadores do Benfica, que nunca deixaram de acreditar, e que juntamente com alguma displicência do Chelsea, bolas a rasar o poste e Ramires a não querer fazer uma traição, fizeram-me acreditar que ainda havia possibilidade de ter que ir buscar Witsel e companhia ao Aeroporto. O empate que Javi deu, premiaria todo o esforço encarnado mas o gajo do penteado esquisito acabou por devolver a vitória à equipa dos petro-rublos.  




Pontos que gostaria de assinalar:


3.000/4.000 benfiquistas: tinha que começar por aqui. Fantástico o apoio destes adeptos que marcaram presença em Stanford Bridge. Estes foram o espelho dos verdadeiros adeptos do Benfica. Nada a ver com aqueles que só gostam de vir para a festa, que fazem filas intermináveis para comprar bilhete quando é o jogo do título, que assobiam os próprios jogadores do Benfica das poucas vezes que vão ao Estádio, que não marcam presença quando está em causa o Porto ser campeão em nossa casa ou que saem das bancadas 5 minutos antes dos 90 por causa da confusão. Foi um orgulho ouvir aquelas gargantas durante todo o jogo e sobretudo quando estávamos em desvantagem no marcador e no número de jogadores.  


Arbitragens: das conversas que já tive com alguns amigos, sei que vou um pouco contra a opinião generalizada, mas vai na mesma e convido quem discorda a comentar este post. Da primeira mão, há aquele penalty escandaloso, numa mão de Terry, que considero ter sido um elemento fundamental destes quartos de final. No entanto, nesta segunda mão, sinceramente que não percebo a razão de todas as críticas à arbitragem. O Javi arriscou dentro da área o que normalmente faz no meio campo e um pouco mais do que já tinha feito contra o Braga. Se contra o Braga, o Benfica ainda é o Benfica e um penalty forçado é mais difícil de marcar, na Champions só se fosse contra o Chelsea é que seria mais difícil de marcar. Assim, não é um penalty evidente mas acho que é penalty. A partir do momento de que está marcado, sem dúvida que os jogadores devem mostrar a sua insatisfação, mas não podem ultrapassar os limites e levar amarelos por isso. O segundo amarelo a Maxi é óbvio e não há nada a dizer. Na renovação de Aimar deviam ter colocado uma cáusula em que perderia 20% do ordenado por cada amarelo que recebesse por protestos. Já não tenho paciência para o ver de braços no ar a falar com os árbitros e na maior parte das vezes sem razão. No entanto, não deixo de reconhecer que a dualidade de critérios consegue empurrar facilmente uma equipa, que as faltas e amarelos para o Benfica pareciam mais fáceis de apitar e de saltar do bolso, mas acho que, esta noite, não foi tanto por aqui que se perdeu o jogo.


Matic: grande, grande jogo. Se conseguir manter o nível desta noite, poderá ser um jogador fundamental para a recta final da temporada.


Javi/Emerson: se por vezes se desculpa a defesa porque a dupla de centrais não está habituada a jogar junta, o que dizer de dois jogadores que não são centrais de raiz e que fazem um grande jogo? Emerson até se deu ao luxo de algumas fintas! Estiveram muito melhor do que era suposto e esperado.


Substituições: para quem, depois do penalty e da expulsão, ainda acreditava que era possível, foram as substituições correctas. Retirou os elementos mais lentos e degastados da frente e colocou os sprinters que tinha no banco para compensar com velocidade o jogador que tinha a menos. Djaló surpreendeu, Rodrigo entrou muito bem e Nelson... utilizou bem o seu poder físico e velocidade mas porra... quando estava o jogo empatado e tem o Djaló ao lado para encostar para a baliza e decide rematar de trivela... #$"%"#. Com um pouco de sorte, podia de facto ter resultado e hoje teríamos mais uma página europeia para mais tarde recordar. Confesso que se fosse eu no banco, não teria tido esta ilusão. A partir do intervalo só me preocuparia em poupar Witsel, Gaitán e Cardozo para Alvalade.


Livres: vários livres perigosos com tão pouco aproveitamento? Sem Cardozo e Bruno César, faltou um especialista das bolas paradas (no mínimo com mais força que Aimar que parecia estar a fazer o aquecimento do guarda-redes checo).


Presidente: as teorias da conspiração e discursos inflamados no final do jogo, servem exactamente para quê?? Para que no próximo jogo da Champions os árbitros se recordem e tenham mais cuidado?? Meu, só vai acontecer para o ano (se tudo correr como espero) e já ninguém se vai lembrar disso! Tivesses feito o mesmo, nos momentos certos do campeonato (e não depois do jogo com o Porto), e os efeitos seriam certamente mais úteis. Vou entender que o desmentido de Jesus sair caso não ganhe o campeonato, seja apenas o politicamente correcto (e bem) a funcionar.




Capítulo encerrado e repito, com orgulho! A seguir era Barcelona e entraríamos no campo das missões quase impossíveis quando não há pernas para Campeonato e Champions (duvido até que exista para o Campeonato apenas). Por isso, voltemos ao que interessa! Temos que ganhar em Alvalade! Lá estarei para dar o meu apoio e tentar replicar o que fizeram esta noite aqueles milhares de benfiquistas.

04/04/2012

Há 1 ano atrás...


Há 1 ano atrás como tudo era diferente. Campeões a esta data e com 5 jornadas pela frente. “Eu estive lá” (não como o Ruben Amorim que no anuncio da Sagres está aos berros no balneário) mas sim num Estádio da Luz as escuras onde apenas brilhava o QUERER Azul e Branco, o ACREDITAR, a FORÇA e muito muito TALENTO!



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Tenho saudades do que sentia a ver os jogos do Porto, de vibrar com os golos do Falcão (de calcanhar, de cabeça junto a relva ou num remate oportuno); dos remates de 30 metros do Guarin; da segurança de um eixo defensivo imaculado; da classe do Belluschi; da clarividência do Hulk; e acima de tudo, da confiança e motivação que vinham de um banco onde estava um treinador/adepto, que pode não servir para mais nenhum clube do que este...

A todos deixo este youtube que são 4 minutos de Porto... de um Porto que será sempre grande e sempre um motivo de orgulho. Nas vitórias e nos outros momentos quem nem vale a pena escrever para não agoirar...

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OBRIGADO FC PORTO!!!!

É agora ou nunca! SOMOS PORTO!!


Tenho estado desaparecido por motivos profissionais, extra profissionais e outros que tais. Por isso peço desculpa, principalmente a dois dos meus maiores seguidores: Mãe, Pai, tem sido até difícil ligar-vos...

Numa pincelada resumo o que senti nestes últimos 3 jogos.

Paços: No Acreditar é que está o ganho
Benfica escorrega e Porto não aproveita para esmagar o Paços. Não acreditaram que ficariam a 4 pontos dos encarnados... o Rolando não acreditou que conseguia meter o Melgarejo no bolso (pode custar-lhe a saída e a nós render 10M€ - eu fechava por 9.5)... o VP desespera e não acredita (ele bem tenta mas não consegue), não lhe está no ADN.
Neste momento a única diferença para o Braga é que eles acreditam... bolas! Até o Nuno André Coelho acredita!

Taça da Liga: No Jogar é que está o ganho
Mais uma visita à Luz mas desta vez sem grandes expectativas. Ver o jogo pelo jogo e divertir-me. Perdi mas dei umas boas gargalhadas! Jogamos bem, mostramos que estamos sem preparação física nenhuma e consentimos mais um golo fácil (Cardozo FU). Perdemos p(r)onto!

Olhanense: No Massacrar é que está o ganho
4.325 oportunidades de golo, 79 defesas de Fabiano e um Moutinho a jogar muito. Um jogo em que se via que os jogadores estavam sedentos de vitoria. Ainda assim algumas falhas na defesa , boa construção de jogo e muitas muitas muitas ocasiões de golo.Grande exibição do Fabiano (já está na minha lista negra de guarda redes, juntamente com o Peçanha e o Adriano). VP: boa decisão em colocar o Rolando no banco, só para acalmar os ânimos. Ganhamos bem!



Somos Porto!
Não gosto de fazer antevisões. Da única vez que o fiz deu azar. Mas é nestas alturas que se vêm quem são os verdadeiros campeões. Vamos lá e vamos ganhar isto! Mostrar que não somos o patinho feio do campeonato. Somos o Porto e vamos na liderança. Dependemos apenas de nós e não há espaço para erros ou desculpas. Joguem o que sabem... normalmente chega!
Se não ganhamos esta Liga é porque não o merecemos. Temos 5 jogos para o mostrar e temos 1 ponto de vantagem. Competência é o que se pede. E eu ACREDITO!

Até Domingo...

PS: Benfica...  Ganhem hoje! Sporting ganhem amanhã! Tratem de dar orgulho aos vossos adeptos e  alegrias aos emigrantes. Sim são 7 da manhã e estou a escrever isto com o nível de “lamechice” no máximo.

Já agora... Sporting ganhem na segunda também ;) (um abraço deste vosso adepto ocasional)

03/04/2012

Lá vais ter tu que resolver outra vez...

O Jeffren está outra vez no estaleiro.
Sei que é pedir muito, mas tens que ser tu a resolver outra vez. Se não fores tu, temo que a credibilidade das minhas fezadas vá para o charco. Inventa uma jogada, um remate de fora da área, ou já dentro da área, ou um livre direto ou indireto; se não der para rematar, assiste, faz um passe de morte ou provoca um auto-golo; se a barreira estiver bem formada, deixa o Schaars tocar para o Insua (sim, também neste caso és tu a resolver uma vez mais, por deixares outros tocar na bola, que é só tua); se estiver mal formada, explica ao redes do Metalist que o Oblak afinal não tem assim tanta culpa, porque não se lembrou que eras tu a marcar o livre. E se vires que não está a dar mesmo, confia no menino Carrillo. Anda em baixo, pois anda. Mas ainda consegue tirar uns coelhos da cartola, estou certo. Eles com este é que não contam mesmo.

02/04/2012

Ainda é possível

É facilmente aceite por todos que há vários jogos em que, pelo seu elevado nível de dificuldade (teórico), Porto e Braga podem perder pontos (num dos jogos, esta é uma certeza para pelo menos um deles):
- Braga vs Porto; 
- Marítimo vs Porto;
- Porto - Sporting;
- Sporting - Braga;
É também facilmente aceite que o Benfica apenas tem mais um jogo deste nível: o Sporting - Benfica da próxima jornada. 
No entanto, quando o Braga empatou o jogo aos 82 minutos, muitos dos que sofrem pelo emblema da Luz pensaram que acabava ali o sonho de vencer este campeonato. Apesar dos adversários terem um final de calendário mais complicado, a noção de que o Porto não facilitaria em mais dois jogos do que o Benfica e de que o próprio Benfica não teria estrutura psicológica para suportar a desvantagem, gerava então essa ideia de "game over". 


O Benfica entrou bastante bem no jogo, a dominar, autoritário e a assumir que era a equipa que mais queria a vitória. Todavia, não deixava de ser um domínio bastante consentido, já que o Braga apenas se preocupava em não permitir que o Benfica visasse a baliza de Quim. Entretanto, o Braga ia esperando por um erro e apostando em contra-ataques. Sendo assim, na primeira parte o Benfica dominou claramente o jogo, mas raramente criou perigo e Quim mal teve que fazer uma defesa. Por outro lado, o Braga teve uma boa oportunidade no final dos primeiros 45 minutos.


Na segunda parte, o Benfica entrou bem mais forte e obrigou Quim a intervenções consecutivas. O Braga respondeu com um excelente remate de Lima e com uma perdida incrível de Mossoró numa jogada em que a lesão de Miguel Vítor foi essencial. Depois, acabou por errar quem apostou em jogar no erro do adversário. Através de uma grande penalidade a castigar uma falta mais do que ingénua, o Benfica adiantou-se no marcador e todos pensámos que o jogo estava decidido. Face a um jogo com poucas oportunidades e com um Benfica que deixaria de arriscar, não havia como deixar escapar a vantagem a dez minutos do final. Mas a verdade é que o Benfica deixou mesmo. Numa bola parada, o Braga chegou ao empate. A desilusão foi tremenda. Os jogadores ficaram sem reacção e a olhar para a relva. Nas bancadas não era muito diferente e o "Benfica, Benfica" que muitas vezes vem da bancada após um golo sofrido, passando a mensagem à equipa de que ainda acreditamos na recuperação, desta vez foi menos que tímido e espelhava o esforço de algumas gargantas contrariarem o que ia na cabeça.


E depois aconteceu. Aconteceu um daqueles momentos que compensa todas as desilusões acumuladas. Um daqueles momentos que fez o meu irmão saltar da fila inferior para festejarmos da forma que merecia, que me fez virar para trás para dar mais uns abraços sentidos aos meus amigos e companheiros de cativo e que, no meio da euforia, levou um amigo chinês/inglês (dupla nacionalidade) a ver-se perdido no meio de tantos saltos, abraços e berros (após o jogo confessava-me que, apesar de ter cativo em White Hart Lane, nunca tinha presenciado uma explosão daquelas!). O final que não tivemos nos pés de Saviola em Olhão, acabou por aparecer no jogo contra o Braga através do Bruno César. Espero que os milhares de benfiquistas que faltaram à chamada e que não garantiram um Estádio da Luz cheio, se tenham arrependido de não participar em tamanha festa. No final, foram poucos os que saíram de imediato uma vez que era altura de aplaudir o esforço, dar confiança e incentivar para os próximos jogos.




Destaques:
- Artur voltou a falhar numa bola parada em mais um jogo importante. Embora com atenuantes (Maicon em fora de jogo e bom remate de Viana), não fez o suficiente para evitar o golo quando tinha possibilidade de o fazer;
-  Capdevila pode não ser uma mais valia a defender face a Émerson, mas tenho a certeza que o é a atacar. Gaitán recebe bolas mais "jogáveis", a bola não queima, sai dos pés com critério e sabe para onde correr de modo a criar espaços e ajudar quem tem a bola. Acredito que Jesus continuará a ser teimoso mas ficou mais evidente a imbecilidade dessa teimosia;
- Bom jogo de Miguel Vítor que não merecia ser atraiçoado pelos músculos, consequência da falta de ritmo;
- Gaitán voltou a fazer um bom jogo e a demonstrar que é o único jogador capaz de desequilibrar em velocidade. Podia ter feito mais e melhor mas já foi muito positivo e até ajudou a defender. Meio golo do Bruno César pertence-lhe;
- Rodrigo já evidenciou uma subida de forma, faltando agora recuperar a objectividade.




A seguir temos o jogo que, agora, ainda me interessa menos. Gostava de passar, é óbvio, mas não esqueço que as probabilidades estão contra nós neste jogo e ainda mais no caso de passarmos à próxima eliminatória. Assim, um zero a zero sem lesões já não seria muito mau e assim os jogadores e treinador estariam devidamente concentrados nos campeonato. Depois resta esperar que a deslocação ao Metalist (com menos um dia de descanso) desgaste mais o Sporting que o Benfica com a deslocação ao Chelsea e que, como dizia o meu amigo Koba, o Sporting passe para que o Sá Pinto não faça do jogo com o Benfica o jogo da época. Se o fizer, dará mais trabalho mas teremos que o vencer na mesma!