17/03/2012

Passeio à Beira-Mar

O Benfica fazia um dos dois jogos teoricamente mais fáceis da recta final do campeonato. Com a sobrecarga de jogos que terá até ao jogo com o Sporting a 9 de Abril e com o jogo da Taça da Liga com o Porto a meio da semana, era importante vencer sem grande desgaste físico ou psicológico. E o objectivo foi cumprido: o Benfica venceu por três bolas a uma e sem grande esforço, um Beira-Mar que exemplifica, pela qualidade do futebol e pelas assistências que consegue em sua casa, o quão absurda é a proposta de alargamento da liga (já para não falar da forma de o conseguir).


Nelson Oliveira a titular, o regresso de Aimar e Witsel de novo a defender o corredor direito foram as grandes novidades do onze. Se a primeira era merecida, a segunda era expectável e a terceira... só não esperava quem ainda tem dúvidas relativamente à teimosia de Jesus. Contra um adversário que pouco perigo deveria apresentar, a hipótese Miguel Vítor surgia-me como a mais indicada já que André Almeida ainda não parece ter a competitividade necessária para entrar num onze do campeonato e Witsel poderia assim aproveitar este jogo para descansar.


Na primeira parte, evitando sempre entrar em grandes correrias, o Benfica dominou o jogo e fez os mínimos para chegar ao intervalo a vencer por dois golos. O primeiro, numa boa jogada (a passo), com Cardozo a movimentar-se para o sítio certo e a encostar para o fundo da baliza e o segundo num bom passe de Cardozo que Gaitán aproveitou para bater Rui Rego. Já na segunda parte, o Benfica chegou rapidamente ao terceiro golo numa excelente assistência de Nelson Oliveira em que o paraguaio bisou. Se a isto juntarmos a saída de Aimar aos 65 minutos e a tal necessidade de poupar as baterias, facilmente se percebe que o resto do jogo provocou nos adeptos pouco mais do que um grande bocejo. Pelo que foi neste enquadramento que Jardel, que estava a registar uma exibição muito positiva com direito a entrar nos destaques do jogo, facilitou e deu origem a um contra-ataque aveirense que terminou com o respectivo golo de honra. Com a vitória tremida do Porto na Madeira, tudo na mesma em relação à perseguição, pelo que resta esperar pelo jogo do Braga para perceber se o pelotão da frente se mantém compacto.




- Cardozo foi claramente o homem do jogo. Para além de ter estado bastante envolvido e esforçado nas jogadas de ataque, registou dois golos e uma assistência.
Nelson Oliveira aproveitou a oportunidade para mostrar algumas das suas qualidades, sobretudo a sua capacidade física e velocidade. No entanto, tem ainda que corrigir algumas debilidades próprias da sua pouca experiência, especialmente a dificuldade em perceber quando deve segurar a bola, jogar simples ou tentar o drible;
- os substitutos, mesmo com a dificuldade natural de encontrarem a restante equipa mais preocupada em jogar a passo, entraram bastante mal. Não está a ser fácil para Rodrigo retomar a qualidade de jogo que vinha a registar até à lesão frente ao Zenit.


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