30/07/2011

Noite desastrada

Sinceramente, já não sei o que é pior: estar certo quando antecipo algo que vai correr mal ou estar errado quando elogio uma exibição razoavelmente conseguida desprezando alguns sinais menos positivos, mas ainda assim importantes.

Hoje, aconteceram-me os dois fenómenos que descrevo acima. Na crónica sobre o jogo com a Juve, antecipei o desastre que seria um flanco esquerdo do Sporting com Yannick e Evaldo, e infelizmente acho que não me enganei; na mesma crónica, dei o benefício da dúvida a Onyewu, dentro da lógica de que com um central mais veloz a seu lado a dupla funcionaria, e aparentemente enganei-me. Espero que seja só falta de ritmo, mas a verdade é que Onyewu fez um jogo desastroso.

Para os que não viram o jogo, gostaria também de acrescentar que Onyewu jogou no lado esquerdo da defesa. Imaginem, pois, o que não foi o Valencia pelo lado direito do ataque durante a 1ª parte (quando o "trio-maravilha" composto pela rapaziada supra citada coincidiu em campo). Sinceramente, e isto não é deboche, tenho a séria convicção que com um defesa esquerdo, um central e um extremo esquerdo da equipa de juniores a prestação defensiva não teria sido tão fraca. Um qualquer Merdilson, Merdov ou Merdic, daqueles irritantes de 1,60m que costumam ser contratados nos regionais dos respectivos países pelos Paços de Ferreira e Gil Vicente desta vida, faria maravilhas com aquela tripla pela frente (agora já é um pouco deboche...).

É evidente que estamos no início da época e alguns jogadores estão enferrujados; é natural que uma dupla de centrais não esteja mecanizada (entre si e com os restantes defesas) ao fim de dois jogos; e é perfeitamente aceitável que um jogador com as caracaterísticas de Onyewu leve mais tempo a entrar no ritmo de competição dada a sua compleição física.

Mas já me parece mais difícil aceitar que jogadores com a experiência de Onyewu sejam "comidos" da mesma forma, em lances semelhantes, por três - três! - vezes consecutivas! E o mais preocupante é que nada foi feito pelo próprio, pelo parceiro no centro da defesa, pelo defesa esquerdo, pelo treinador, ou até pelo guarda-redes (confio em Patrício, mas hoje tive muitas saudades dos berros de Schmeichel...) para corrigir posicionamento, melhorar abordagem dos lances ou, até, mandar uma cacetada das antigas no veloz atleta do Valencia que passava de mota, fazendo mover com o vento a escassa pelosidade patente na pinha do rapaz que, em Alvalade, é tratado como "o amaricano" (não confundir com amaricado, o gajo é lento, tem um sério problema de rins, mas segundo consta é muito macho - não tanto como o Bojinov, mas ainda assim num grau de machabilidade bastante aceitável).

A tudo acresce que o 1º golo do Valencia não se vê nem no torneio feminino do All Stars. Num simples lançamento lateral toda a defesa ficou a dormir, Carriço esteve péssimo no tempo de salto, João Pereira mal a deixar-se antecipar e Patrício inseguro com uma saída a destempo. Um início de noite para esquecer.

A partir daí, a defesa não mais se recompôs até à entrada de Polga no segundo tempo. E basta isto para se perceber o grau de qualidade da prestação da defesa. Por ora, e mantendo o benefício da dúvida ao gigante (e só porque acabou de chegar), espero que com Turan e Capel o lado esquerdo fique (muito) melhor. Mas pelo sim pelo não, no lugar de Carlos Freitas, trataria de tentar contratar um central brasileiro por troca com Polga (e mais uns cobres, bem sei...) para formar dupla com Rodriguez ou Carriço.

No meio-campo, a dupla Rinaudo-Schaars hoje não funcionou. Apesar de termos ali dois bons jogadores, creio que a dupla é insuficiente no sector menos recuado do terreno de jogo, como diria Manuel Machado. Com pressing de qualidade, precisamos de outras soluções para construir jogo. E Domingos hoje ficou a perceber - assim o espero - que perante uma equipa que pressiona forte no meio-campo, não chegam Rinaudo e Schaars, precisamos de um jogador que venha buscar o jogo, aguente a bola, espere a desmarcação, ganhe no um-para-um, enfim, crie desequilíbrios. Esse jogador, permitam-me a teimosia, está no plantel e chama-se Matias Fernandez. Hoje não jogou porque acabou de chegar da Copa America, mas espero que tenha lugar cativo no 11.

No ataque, Rubio falhou incrivelmente a única oportunidade de golo digna desse nome, Postiga fez o único remate enquadrado com a baliza disparado de fora da área. Mas parece-me que nenhum dos dois é solução. Vofswinkel hoje esteve melhor, como era previsível, jogando sozinho na frente, mas ainda assim insuficiente. A esperança é que Bojinov seja em Alvalade tudo o que se esperava que fosse quando tinha 18 anos.

Deixo o melhor para o fim: Carrillo foi uma agradável surpresa. Bom drible, velocidade, objectividade e mais importante que tudo, um extremo que já vem com o chip "passe-desmarcação". Gostei. Se Capel fizer o mesmo do outro lado, e Evaldo não atrapalhar os ataques, podemos começar a acreditar que não será por falta de extremos que a equipa deixará de atacar com critério e qualidade.

Em suma, nesta fase mantenho a maioria das conclusões que avancei no post sobre as perspectivas para a época, sublinhando com maior ênfase que temos "poucas opções de qualidade na (defesa) central". Seria bom corrigir antes de 31 de Agosto porque, embora estejamos melhor, creio que o reforço do sector mais fraco da equipa, precisamente a defesa, está feito apenas em 75%. Ainda tenho esperanças - neste momento, preferia, sinceramente, um Paulo André ou um Maurício Ramos a um Bendtner, um Guardado ou mesmo um Quaresma.

PS: Com a Juve, disse que se tinha visto algum fio-de-jogo, hoje não se viu nada. Podemos deixar passar porque o jogo era a feijões (embora em casa isso não deva contar muito...), o golo aos 4 minutos foi um grande balde de água fria e do outro lado estava o Valencia. Mas nos próximos jogos isto terá que mudar, sob pena da confiança da "nação sportinguista" começar a fraquejar.

28/07/2011

Dois remates contra a apatia

Bom resultado! A vitória por duas bolas permite olhar com confiança para o jogo da 2ª mão. No entanto, a recordação de noites europeias mais recentes como a da época passada na Holanda, avisa-me que o Benfica é bem capaz de sofrer um golo nos primeiros 15 minutos só para dar emoção à eliminatória. Espero bem que tal não aconteça e que a mudança do jogo para Istambul acabe por reduzir a habitual capacidade de superação que as equipas turcas apresentam nos seus estádios.


Se o resultado foi bom, o mesmo já não se pode dizer da exibição. Na primeira parte o jogo foi muito lento, quase sempre apático, sem ocasiões de golo, com um Benfica sem capacidade para pressionar no meio-campo adversário e quase sempre sem interesse. O nível de emoção do jogo estava ao nível dos discursos do Presidente da República. Quando Emerson e Garay foram os elementos em destaque, está tudo dito do que foi a primeira parte. O facto de ainda estarmos numa fase muito inicial da época, dos treinos de forte componente física ainda se fazerem notar, de ser um plantel com muitos jogadores novos e sobretudo, do Benfica ser uma equipa que, há vários meses, se evidenciava por não conseguir evitar os golos sofridos e esta ser uma competição em que importa evitar sofrer golos em casa, ajuda a explicar o jogo pouco atractivo. Mesmo assim, não explica tudo e já se exigia maior qualidade de jogo.


Na segunda parte o jogo foi melhor, mas não muito... É desesperante ver a lentidão de Cardozo, Saviola e Aimar e continuo sem perceber porque é que um 10 está permanentemente, no início das jogadas de ataque, colado aos centrais adversários (salve-se o bom passe para o golo do Nolito). O espanhol entrou e mexeu com o jogo. A irreverência e vontade que demonstra é muito bem-vinda. Parece um menino que, depois de estar demasiado tempo a jogar no Mini Estadi e a desejar jogar no estádio grande, agora aproveita todas as oportunidades para deixar a sua marca. Luisão também voltou a justificar porque é o estrangeiro com mais jogos pelo Benfica. Por mim, Luisão até poderia dizer, todas as semanas no Aeroporto de Lisboa, que a camisola vermelha já não fica muito bem com a coleira de ouro ou com o brilho da careca, porque no relvado está sempre a um nível elevado e isso é que faz a diferença (mas se preferir ficar sempre calado nas chegadas, apoio a 100%). Se o golo do Nolito ajudou a abrir a defesa do Trabzonspor, o génio de Gaitán fez o resto. Um golaço num remate em arco, com toda a intenção, a fazer lembrar o golo que fez na capital do móvel. Pouco mais a acrescentar para além do remate ao poste do Saviola e de um penalty por marcar que só o árbitro e o fiscal não viram.


Fico com esperança de ver o Witsel no lugar de Aimar (até o Javi Garcia aparece mais em jogo com o belga em campo) e, com menor probabilidade, de Gaitán também no meio-campo mas no lugar de Saviola. 


Até à 2ª mão!

27/07/2011

Jogo de Apresentação FC Porto vs Peñarol


Primeiro jogo no Dragão, novo equipamento e apenas um reforço no onze inicial.
Bonita festa de inicio de ano mas um jogo fraco. A equipa do FC Porto está formada e dominou do principio ao fim . Um jogo muito mole por parte dos uruguaios, que pareciam estar com a cabeça noutro sitio, talvez na Final da Copa América que estava a começar ao mesmo tempo, impediu um jogo mais emocionante. Parecia que bastava acelerar um pouco e criava-se uma ocasião de golo. Mas não aceleraram...Não sei se também estavam a pensar em ir torcer pelo Alvaro Pereira...

A equipa esteve ao seu nível e os melhores acabaram por ser os que estavam em teste. Destaco o Souza, que parece mais sereno; Fucile a lutar por aparecer ( e garantir um lugar como opção) acabou por estar muito em jogo e a aparecer muito no ataque; Kleber é ponta de lança!!! Sempre a dar muito trabalho aos centrais, a procurar a bola e a combinar bem com Hulk e Varela.

A indefinição sobre as eventuais saídas obrigou que todos os jogadores que fizeram o estágio fossem apresentados e isso sim acabou por ser a grande novidade...

PS: não houve Chippo este ano...

24/07/2011

Sporting-Juventus

Primeiro jogo a sério da pré-temporada, com algumas indicações positivas, algumas surpresas agradáveis e alguns erros costumeiros.

A nível colectivo, há algum fio de jogo, embora me assuste o sistema que se está a utilizar. Espero, sinceramente, que se deva à falta de opções para a posição 10 (Matias ainda não regressou, Aguiar recupera de cirurgia). A manter-se este 4-4-2 ou 4-1-3-2, adivinho Matias no banco, a entrar a 15 minutos do fim para, fora do ritmo do jogo e desfasado do sistema táctico, tentar resolver quando a coisa não esteja a correr bem... Espero que Domingos tenha na manga os ensaios de um 4-3-3 ou 4-2-3-1, com Matias a 10 ou atrás do ponta-de-lança.

Na baliza, nada a dizer, Patrício esteve sempre seguro, especialmente a sair dos postes, o que vai ser indispensável se jogarmos com a defesa tão subida quanto o fizemos na madrugada de Domingo. Boeck teve o papel ingrato de sofrer o golo de Del Piero, que é fantástico...

Na defesa, João Pereira bem a atacar, pior a defender (especialmente na segunda parte) e, como habitualmente, demasiado quezilento. Ou Domingos controla o rapaz, ou vai mesmo dar razão a quem construíu o plantel com mais três jogadores que podem fazer a posição - as expulsões vão ser mais que muitas.

Quanto ao lado oposto, a Juve rapidamente percebeu que era por aí que devia entrar. Krasic (de um destes é que estávamos mesmo a precisar!!) fez o que quis de Evaldo que, tal como eu tinha antecipado, é um dos calcanhares de Aquiles da equipa. Yannick não ajuda muito, é verdade: ficamos todos a saber (espero que Domingos também!) que colocar Evaldo e Yannick à esquerda é transformar um qualquer extremo-direito da liga Portuguesa na figura do jogo...

No centro tudo foi correndo bem até entrar esse incompreensível fenómeno que dá pelo nome de Anderson Polga. Gostei de Onyewu, esteve bastante bem. Embora seja algo lento, desde que o parceiro vá compensando nas dobras, temos centrais. E Carriço esteve bastante bem nesse aspecto. Creio que este é o ano decisivo para Carriço: tendo um calmeirão que resolve metade dos problemas ao lado dele, vamos ver se é jogador. Sempre me fez confusão julgar o rapaz quando fazia duplas com o Polga, o NAC e o Torsiglieri... E ainda temos Rodriguez, que tanto quanto fui vendo, fez uma Copa América bastante aceitável.

As mais agradáveis suspresas foram Rinaudo e Schaars, este em especial. O primeiro impecável
como trinco, a distribuir a bola e alguma fruta (ninguém dava fruta naquela equipa...), o segundo impecável no passe e a transportar jogo. E Schaars representa, também, um notório upgrade nas bolas paradas (não era difícil, considerando que, entre outros, Abel batia cantos e livres no ano passado).

Nas alas, Pereirinha e Yannick. O primeiro, embora tenha feito três ou quatro boas jogadas de entendimento com João Pereira (nenhuma delas com resultado útil, diga-se de passagem) está completamente fora deste filme (pode ser aproveitado a lateral direito, mas a médio francamente não me parece opção neste momento). Quanto a Yannick, poderia ser um elemento muito útil à equipa se Domingos conseguisse corrigir alguns aspectos. Tem escola de avançado, o que se nota nas desmarcações e nalgum "instinto" à frente da baliza, e pormenores de extremo, o que se nota nas diagonais e no um para um em velocidade. O problema é que tem a técnica de recepção de bola de um Guarda-redes e a inteligência de uma bandeirola de canto... Ainda assim, grande golo, o segundo!

No oposto temos Hélder Postiga - técnica bastante boa, zero "killer instinct"; jogo inteligente e de cabeça levantada, capacidade de desmarcação ao nível da do meu sobrinho de 2 anos (errado, acho que o meu sobrinho, com 2 anos, já percebeu a lei do fora-de-jogo). Se pudéssemos fundir as coisas boas dos dois, teríamos em Hélder Djaló ou Yannick Postiga um dos melhores de Portugal... Como não podemos, vamos aturando a irregularidade de Yannick e a extrema regularidade de Postiga (1 golito de 10 em 10 jogos).

Por fim, Volfswinkel - pura e simplesmente não se viu, não é avançado para este sistema, nota-se que é um ponta-de-lança fixo, para jogar no meio dos centrais, em busca da desmarcação que Postiga nunca vai conseguir fazer enquanto não entender a lei do fora-de-jogo. A rever no sistema certo.

Dos outros não falo, jogaram muito pouco.

Em suma, gostei, mas não fiquei entusiasmado. Há muito por fazer e opções a afinar. Mas lá que estamos melhor, estamos...

23/07/2011

Tudo começa... mas há coisas que já vêm de trás.


O comentário ao jogo fica para Domingo mas estou cada vez mais fã da imagem que o FCPorto utiliza. Muito bom!

Pré-Expectativas 2011/2012 (III)

Já diz a velha máxima “em equipa que ganha não se mexe” ao que Pinto da Costa junta “só se for pela Clausula de Rescisão”. Normalmente clausulas negociáveis mas sempre excelentes negócios para o FC Porto.

A época ainda não começou para os lados das Antas. São esperadas saídas e especuladas muitas mais, mas o que é certo é que a calma parece estar instalada. Se no inicio das férias Fernando, Rolando, Otamendi, Falcão, James, Moutinho e até Hulk tinham meia Europa atrás deles o que é facto é que ninguém chegou a acordo com os dragões ou com o seu gestor de conta.

O único que não se preocupou com isso foi Roman Abramovich que chegou, pagou e levou o técnico por 15M€. Não vou deixar muitos comentários sobre o AVB pois faz parte da História. E uma história de sucesso que assentou na sua capacidade enquanto treinador. Na minha opinião um dos melhores que já vi a vários níveis: técnicos/tácticos, relacionamento com a imprensa e motivacionais. Voltarei a comentar quando ele regressar…

Mas analisando a equipa sector a sector.

Guarda redes – Entregues a um sereno Helton e com bom banco. O Bracalli não calça as luvas este ano mas fica como experiência para o futuro.

Defesa – Lado esquerdo fortíssimo se não sair ninguém. Álvaro Pereira já toda a gente conhece e um Alex Sandro que promete (pelo valor da contratação e pelo facto de ser internacional Sub-20 brasileiro). Sobram Rafa e Addy e um deles deve sair, talvez o Ganês.

No lado direito todos os anos é uma incógnita de quem estará bem. Entre Fucile e Sapunaru não existem grandes diferenças sendo que a minha preferência vai para o uruguaio. Teremos Danilo em Janeiro a fazer de Álvaro Pereira?

Centrais – Os 3 do ano passado. Se Rolando sair, o que era a expectativa de todos (até de Rolando), deve estar preparada uma contratação. Será uma perda importante pois foi ele o elemento comum nas duplas do ano passado. Sereno é um elemento polivalente, não compromete e é português.

Meio Campo – Quem sai? quem fica? No modelo em que o FCP joga existem 3 posições bem definidas e apenas Fernando, Ruben Micael e Belluschi têm posições fixas, todos os outros podem rodar. O meio campo tem muita qualidade mas também deve ser aqui que devemos ter saídas. Fernando é indiscutível no vértice defensivo do triângulo, Moutinho na esquerda; e Belluschi e Guarin discutem o lugar disponível. Kelvin deve ser emprestado para rodar.

Linha da Frente – A grande dúvida: Falcão. É o goleador da equipa e será uma grande perda se sair. Kleber tem um estilo semelhante e deverá ser a verdadeira alternativa em detrimento de Walter. Hulk deve ficar pelo menos mais um ano e prepara-se para mais uma época em grande. O terceiro atacante vai rodar bastante de certeza. James? Varela? Iturbe? Vai ser difícil escolher e ainda há Djalma (que terá poucas oportunidades), Christian Rodriguez (deverá ser cedido) e ainda a grande surpresa do estágio de pré época: o ganês Christian Atsu, que já tinha dado boas indicações no nacional de juniores e que se apresentou como um jogador com técnica, força e muita irreverencia. De certeza uma boa opção para qualquer clube português da primeira liga.

Mesmo se Falcão sair ficamos com uma equipa forte na frente e reforçados de uns bons Milhões de Euros, mas seria uma pena perder um jogador de classe mundial.

Em resumo, os jogadores são os mesmos e nenhum dos reforços entra para titular. Talvez só o Danilo tenha hipótese de lutar por um lugar no 11 (mas só em 2012).

Pinto da Costa avisou, “há substitutos para todos menos para Hulk”, a mensagem poderia ser interna para dar voto de confiança aos que estão; ou então para avisar que as saídas podem ser colmatadas rapidamente.

Treinador. Quero muito dar um voto de confiança a Vítor Pereira mas confesso que preferia estar a dar um voto de boas vindas ao Domingos… Não estão em causa as capacidades técnicas mas a verdade é que as mesmas são desconhecidas. Vamos ver como correm os primeiros jogos, se os resultados aparecerem acredito que a equipa se motive e se torne imparável como no ano passado.

A substituição de um técnico com carisma é sempre difícil mas foi uma resposta rápida por parte do presidente e possivelmente a melhor opção. Não deixou que a saída do treinador/adepto deixasse criar muitas capas de jornais.

Poderíamos resumir esta altura do ano com um post mais simples: “A época ainda só chegou para os rivais…STOP Novos jogadores dão confiança STOP Se não sair ninguém a equipa continua muito forte STOP

Termino com um apelo a Pinto da Costa… Onde anda a nossa contratação do dia de apresentação? Confesso que desde o Chippo em 1998 que estou sempre a espera de uma vedeta no dia da apresentação…

É verdade... os adversários. Acredito que esta época teremos adversários à altura.
O Sporting reforçou-se bem sendo o treinador foi a melhor de todas as contratações. Parece que acertaram com o Schaars e o Rubio mas é preciso construir a equipa. A rever.
O Benfica vai ser uma incógnita. A baliza parece estar finalmente segura mas o empréstimo de Eduardo não me parece claro. Meio campo forte e bem reforçado nas alas. O elo mais fraco continua a ser a defesa e o facto de não existir uma alternativa a Cardozo. JJ tem 10 jornadas e uma pré eliminatória da Champions para se agarrar aos bancos Recaro vermelhos

21/07/2011

Benfica - Toulouse


Finalmente! E digo finalmente, não por ter sido o jogo de apresentação, não por ser o primeiro jogo da época no Estádio da Luz, não por ter chegado um novo reforço, mas porque o Benfica não sofreu golos. Foram necessários quase 5 meses para que o Benfica voltasse a garantir a baliza intacta. Durante tempo demais era tão certo o Benfica sofrer golos como o Strauss-Kahn ser infiel.

Quanto ao jogo... não há muito a dizer. Jogo típico de pré-época, contra um adversário que se limitava a fechar os espaços e a explorar o contra-ataque (com uma equipa tão fraca não percebo como o Paulo Machado não é titular), em que Jesus optou por dar minutos à defesa e dividir os titulares do meio campo para a frente em duas equipas: uma para a 1ª parte e outra para a 2ª. O Benfica apresentou um futebol muito lento, sem grande ligação entre os sectores e com poucos motivos para aplausos.

Na primeira parte destacou-se o reforço proveniente dos blaugrana. Futebol fácil, sempre pronto para desequilibrar e com pormenores de bom nível, sendo que ainda se nota alguma imaturidade. Urreta esteve mexido mas teve pouca bola e foi pouco solicitado. Por outro lado, Bruno César voltou a desiludir e Aimar pouco fez. No que diz respeito ao argentino, não há dúvidas que o toque de bola é simplesmente genial, mas já não sai futebol dos pés e é, quase sempre, inconsequente.

Já na segunda parte o jogo melhorou. E muito por culpa de Enzo Peréz que, em lances individuais, fez o que quis da defesa francesa, mostrando que o lado direito do meio campo já tem dono. Gaitán também esteve em bom plano mas a displicência com que joga poderá tornar-se num problema, especialmente nos jogos menos mediáticos. Outro motivo de preocupação é o lado esquerdo da defesa (nunca pensei ter saudades de um gajo com madeixas loiras!). É certo que foi o primeiro jogo, quase sem treinar e sem conhecer os colegas, mas não foi mesmo uma estreia auspiciosa e... é melhor ficarmos por aqui e, para já, dar o benefício da dúvida.

Concluindo, jogo chato e com poucas oportunidades, onde o Benfica foi melhor e que acabou por vencer com um golo aos tropeções já no final da partida. Tenho dificuldades em dizer que foi do Jardel, mas parece que é o que fica na ficha de jogo.


20/07/2011

Perspectivas 2011 / 2012 (II)

Finalmente chegou a nova época! Estava com tanta vontade de ver os últimos jogos da época passada como o Passos Coelho de ver os novos ratings da Moody's...

Bom, mas nova época... velhos hábitos. O Estádio da Luz, mais uma vez, só encontra comparação nas partidas e chegadas da Portela e parece que está pedida mais uma slot para o dia do jogo de apresentação (só não pediu duas porque parte da carga, como de costume, foi desviada para o aeroporto das Antas). Do mal, o menos: do pouco que se viu nos jogos de apresentação e com o perigo de assumir avaliações precipitadas, parece que se conseguiu, realmente, reforçar a equipa. Há mais opções e de melhor qualidade, o que poderá garantir uma equipa de alta rotação como o Jesus gosta e sem correr o risco de esgotar a equipa decorridos 2/3 do campeonato.

Analisando a equipa:
- Na baliza tudo muda. Dos 3 da época passada, nenhum ficou e penso que não havia outra hipótese. Roberto faz defesas do outro mundo mas os frangos não ficam atrás (e alguns em jogos críticos) e, desta forma, não há defesa que estabilize. Artur pode dar a confiança e serenidade necessária e o Eduardo... simplesmente não percebo (mesmo com a questão de ser português e libertar uma vaga).
- A defesa parece ser o elo mais fraco desta época. Se no início da época passada contava com dois jogadores de classe mundial (entendo por jogadores de classe mundial aqueles que, no imediato e sem grandes dificuldades, têm a capacidade para integrar uma das melhores equipas do mundo), este ano as soluções são de menor qualidade e pouco abundantes. Falta um terceiro central de bom nível e o lado esquerdo é uma incógnita;
- No meio campo, pelo contrário, parece abundar qualidade e opções. Penso que o futebol do Benfica pode ganhar competitividade e capacidade física com Matic e Witsel, assim como fantasia e capacidade para desequilibrar com Peréz, Nolito e, espero eu, Urreta. Espero que este seja o ano de explosão do Gaitán;
- Na frente fica a faltar um substituto para o Cardozo, sendo que segundos avançados com o mesmo estilo acabam por ser vários. Falta saber onde encaixar Rodrigo.

Assim e face ao investimento, é fundamental passar os turcos na 3ª pré-eliminatória e fazer um bom arranque de campeonato! Enquanto o aeroporto das Antas não levantar o embargo à saída de jogadores, o Porto é o mais forte candidato ao título. No entanto, pode ser que, para além da derrota natural na Supertaça Europeia, também existam surpresas no início do campeonato ou mesmo na Supertaça e assim se multipliquem as dúvidas em relação à capacidade do treinador com um consequente impacto no desempenho da equipa. Quanto ao Sporting, acredito que fez uma grande aquisição com o treinador. Juntamente com alguns dos jogadores contratados, deverá aumentar significativamente a competitividade da equipa, embora falte ainda aquele acréscimo de qualidade que lhe permita chegar aos níveis de Benfica e Porto.

Os jogos oficiais estão quase aí e amanhã já vai dar para ver mais qualquer coisa.

19/07/2011

Perspectivas 2011/2012

Tentando ver com frieza o que tem sido o defeso do Sporting até ao momento, não posso concordar com os que dizem que o Sporting construiu um grande plantel capaz de lutar de igual para igual com Porto e Benfica.

Mas, por outro lado, também não posso e não quero alinhar com alguns sonhadores, tipicamente jogadores de FM, que achavam que o Sporting seria capaz de reforçar todas as posições com estrelas argentinas emergentes e grandes figuras do futebol europeu.

Acho que o Sporting fez um bom trabalho, fez o trabalho possível (sem prejuízo de 2 ou 3 decisões mais difíceis de compreender), com o orçamento possível, apesar de tudo contratou internacionais, e com mais 2 jogadores que façam a diferença penso que teremos condições para jogar bom futebol e fazer uma boa época. Para ser campeão ainda não deve dar, mas a um doente que acaba de acordar de um coma que durava há vários anos, não se pode exigir que faça a maratona...

Tentando que o texto não fique demasiado extenso, gostava, ainda assim de fazer uma muito breve análise por sector (assumindo algo como um 4-3-3 ou 4-2-3-1, que até nem tem sido o sistema mais utilizado, segundo tenho lido):

Na baliza, acho que estamos bem servidos.

Na defesa:
- Para a direita, temos opções, embora não consiga perceber a contratação do Árias quando, com a mesma idade e estatuto (internacionais com presença assegurada no Mundial Sub-20), o Sporting empresta o Cedric Soares à Académica…
- Para a esquerda, confesso-me preocupado, seria um dos sectores onde todos esperávamos algum investimento;
- Centrais: Rodriguez é boa contratação, Onyewu tem um curriculum simpático, mas com o historial de lesões destes dois, vamos ter vários jogos com a dupla Carriço-Polga, que dispensa comentários – limito-me a remeter para os jogos da época 2010/2011. Continuam a faltar centímetros e, pelo menos, mais uma alternativa válida.

Posição 6: para além de Rinaudo e André Santos, parece que Schaars também pode fazer a posição pelo que não estamos mal servidos. Ainda assim, ter um “tractor” nesta posição é sempre conveniente e continuamos a não ter, pelo que o défice de centímetros relativamente aos adversários no meio-campo vai continuar.

Posição 8: Schaars parece indiscutível, Luís Aguiar é a alternativa, Izmailov pode fazer o lugar, ainda há o André Martins, há opções de qualidade.

Posição 10: Matigol… os outros nem interessam!

Extremos: Além das opções existentes, fala-se de Capel para a esquerda (parece-me bem) e sonha-se com Quaresma seja lá para onde for (parece-me muito bem!). Se viessem ambos, ficaríamos muito bem servidos de extremos.

Avançados: Postiga é o que se sabe, “garante” 5 golos/época; para ser campeão (ou, pelo menos, competitivo) é preciso que um dos outros marque 20 ou 25. Não podemos por essa pressão em Rubio, com 18 anos, pelo que sobram Bojinov e van Wolfsvinkel. Teria ficado mais descansado com um nome mais consensual, mas aqui era difícil e até aceito a aposta nestes dois.

Em suma: pouca fé na defesa esquerda, poucas opções de qualidade na central, meio-campo baixo, avançados que são incógnitas; descansados na baliza, lateral direita, posição 8 e extremos se vier pelo menos 1 dos que se tem falado por aí. Mesmo assim, incomparavelmente melhor do que se fazia até aqui e deixando uma base boa para uma evolução criteriosa e consistente.

Duvido que chegue para um ano em que o Benfica, apesar de ter recuperado a tradição do camião de jogadores, às tantas ganhou juízo e começou a comprar com critério (e comprou bem: Pérez, Garay, Witsel, Capdevila), o que o torna no principal favorito ao título se o FCPorto vender Falcão e aquele outro rapaz cujo nome me recuso a escrever. No primeiro caso, porque Kleber é bom, mas não é Falcão (e mesmo que se adquira outro avançado, a 1ª época nunca é de integração total); no segundo caso porque, mesmo que o jogador em causa não faça a diferença, joga todos os jogos com um nível semelhante e, reconheça-se, é importante no equilíbrio de qualquer equipa.


Mas, como diz a música, se forem "onze leões com o querer de um só Leão", pode ser que dê para mais qualquer coisa.

18/07/2011

Início do "Futebol a 3"

O Futebol a 3 inicia agora a época futebolística!


O objectivo passa por transpor para a blogosfera as conversas que, durante o café da manhã, ao almoço com os colegas de trabalho, à noite com os amigos ou mesmo no estádio com quem sofre da mesma paixão, sistematicamente temos sobre futebol.

Assim, serão regularmente adicionados os comentários, análises, previsões e discussões dos 3 administradores deste blog, sendo que os 3 grandes estão representados por cada um dos administradores. Pretendemos fugir,o mais que conseguirmos, do facciosismo que facilmente detectamos nas conversas sobre futebol e sobretudo vários programas de televisão sobre o mesmo tema, em que a forma distorcida como se analisam os casos de arbitragem, a qualidade dos jogadores, treinadores e dirigentes e os jogos acabam por se tornar num insulto à inteligência dos milhões que acompanham as provas em que participam Benfica, Porto e Sporting. No entanto, é premissa assumida que o futebol é um desporto de emoções, pelo que a devoção incondicional ao respectivo clube não deixará de estar presente nos comentários.

A mesma postura será assumida pelo Futebol a 3 em relação aos comentários dos leitores. Não há espaço para comentários insultuosos, fanáticos e agressivos como facilmente podemos encontrar no sites d'A Bola ou Record, mas apenas para aqueles que, de uma forma responsável e construtiva, contribuam para boas discussões sobre futebol. Deste modo, todos os comentários serão validados antes de integrarem o blog, mas é expectável que, com o tempo, alguns leitores possam integrar, sem reservas, os seus comentários.

Os objectivos estão traçados, os jogos oficiais estão quase a chegar pelo que, em breve, chegarão os primeiros comentários!